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A CGD está a pagar muito para ser salva

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Nicolau Santos

Nicolau Santos

Diretor-Adjunto

O que se está a passar com a Caixa Geral de Depósitos é uma telenovela de fraca qualidade, onde os episódios são esticados até à náusea e o final nunca será feliz. Trocando em miúdos: as negociações entre o Governo e o BCE já ultrapassaram tudo o que é admissível, com incontornáveis danos para a imagem e para o funcionamento da instituição, mesmo sabendo que há muitos pontos delicados a ultrapassar. O primeiro, da responsabilidade da Comissão, através da DG Com, é que a recapitalização da Caixa não conte para o défice de 2016 — e era só o que faltava que contasse. O segundo. muito surpreendente, é que o BCE tenha apresentado reservas ao número de administradores não executivos da Caixa, ao facto de alguns deles não terem experiência bancária (Leonor Beleza, Carlos Tavares ou Pedro Norton, não tendo sido gestores bancários, são pessoas sem idoneidade e que não acrescentarão nada às orientações estratégicas da Caixa?), ao modelo de gestão (com António Domingues a assumir os cargos de CEO e chairman) ou a exigir um modelo alternativo de capitalização. Sim, o Ministério das Finanças desmentiu estas exigências, mas a carta existe, é datada de 8 de junho e estas reservas estão lá escritas — embora possam ter sido entretanto ultrapassadas.

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