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Coligações: aprender com os liberais democratas

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No Reino Unido, o governo chegou ao fim, houve eleições, e os liberais democratas passaram de 57 para oito deputados e os conservadores, com maioria absoluta, já não precisam deles. Os liberais democratas garantiram um governo maioritário que correspondeu, no essencial, ao que seria um governo dos conservadores. Os partidos com menos poder num governo tendem a sofrer maior erosão eleitoral, porque as pessoas sentem que o seu voto foi neutralizado. Não pelas políticas, mas pela forma como se chegou a acordo, vale a pena prestar atenção ao processo de formação do governo alemão CDU-SPD.

Os Liberais Democratas ingleses resultam de uma fusão, no final dos anos 80, entre o Partido Liberal – que até 1920, rivalizava com os conservadores num sistema bipartidário – e o Partido Social Democrata, uma dissidência centrista dos trabalhistas. Têm, por isso, uma natureza híbrida e por vezes até contraditória, entre os social-liberais e os “orange bookers” (liberais económicos). No início deste século, os “Lib Dems” conquistaram, graças à sua oposição à guerra do Iraque e a outras bandeiras simpáticas para a esquerda, muito voto aos trabalhistas, transfigurados numa gelatina política por Tony Blair.

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