Quinta-feira é dia de greve geral.É a segunda vez que a CGTP e a UGT convocam uma greve conjunta, após o Governo ter anunciado novas medidas de austeridade. Concorda ou não com a paralisação? Vai trabalhar amanhã? Quais são as suas motivações? Deixe-nos a opinião na caixa de inserção de comentários.
Amanhã só faz greve aqueles que se estão a marimbar para o estado do país.
Quem tem trabalho que dê graças e Deus e se esforçe. É isto que a esmagadora maioria dos que têm trabalho vai fazer amanhã e seria isto que a esmagadora maioria dos que amanhã vão fazer greve fariam se a empresa para a qual trabalham pudesse despedi-los ou fechar portas!
Toni 2 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 11:47 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que "muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos", e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.
O senhor Relvas, ou é estúpido, ou quis fazer de nós estúpidos: ganhando 14 meses, o salário mínimo em Portugal rende anualmente 6.790 Euros; ganhando os tais 12 meses, em Inglaterra rende 11.692 Libras (13.296 Euros), e na Holanda 16.783 Euros (fonte: Wikipedia); na Noruega não há salário mínimo, os salários são fixados por negociações entre patrões e sindicatos, mas a remuneração média mínima era em 2010 de 354 mil Coroas, aproximadamente 46.138 Euros (Fonte: Statistisk sentralbyrå).
É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.
Nota: A greve é uma arma dos trabalhadores que também pode disparar contra eles. No entanto quando são encurralados entre a espada e a parede, não lhe resta mais nenhuma alternativa. Alguém disse um dia que temos direito à indignação. É também um dever lutar por esse direito. Podem tirar-nos tudo, mas não deixemos que nos tirem a dignidade e a liberdade.
A greve de amanhã serve para Carvalho da Silva e Proença passearem a Av.da Liberdade na 1ª fila e justificar os salários que recebem dos Sindicatos.
O País fica mais pobre,o salário mínimo na mesma e a Democracia continua como até aqui.Sem tirar nem pôr.
Desde já afirmo aqui que vou fazer greve amanhã. Depois de 17 anos a trabalhar na função pública, vou amanhã fazê-lo pela 1ª vez.
Agora queria discutir a tão falada utilidade e consequências das greves.
Para que serve uma greve? Vai alterar alguma coisa? Como havemos de manifestar o nosso descontentamento? Vamos nos limitar a depositar um voto de 4 em 4 anos por altura das eleições? E durante esses 4 anos os governos têm um cheque em branco para fazer os disparates que entenderem? Se não manifestarmos o nosso desacordo com as políticas dos governo, com uma greve-geral, como o vamos demonstrar? Vamos invadir a assembleia da república e prender os deputados? Vamos ocupar os ministérios e sequestrar os ministros? Vamos para a rua partir montras e incendiar carros? O que vamos fazer? Ou o melhor é não fazer nada e continuar ordeiramente, como as vacas a caminho do matadouro, a assistir a tudo isto, descontentes, mas impávidos e serenos?
Os trabalhadores privados dizem não fazer greve, porque tudo o que vão conseguir é perder 1 dia de vencimento e mais trabalho para os dias seguintes. E se daqui por uns meses forem despedidos e passarem a receber uma indemnização menor do que a que recebiam no passado? E se beneficiarem desse subsidio por menos tempo do que no passado? E se vierem a perder também os subsídios? Será que não vale a pena, se sentirmos que o caminho que estamos a seguir não é o correcto, protestar por medidas mais justas?
É que amanhã já pode ser tarde.
os ultras liberais das grandes negociatas. Por outro lado, Carlos do Carmo rejeita, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, a ideia de que a situação de crise em que Portugal se encontra seja “o triste fado português” e acrescenta que “toda esta desgraça começou com Cavaco Silva, primeiro-ministro”.
“O erro está todo aí, é quando se estrutura um país, é quando há possibilidades, quando entram camiões de dinheiro todos os dias dentro no país que se pensa o que é que se quer fazer deste país. É isto? Um país cheio de estradas onde não circulam carros, um país que tem uma iliteracia gigantesca, um país onde as pessoas se funcionalizaram, temos 700 mil funcionários públicos?”, questiona o embaixador da candidatura do Fado a património imaterial da humanidade.
Carlos do Carmo diz que esta candidatura faz parte de um percurso em que procurou “devolver ao Fado” o que o Fado lhe deu durante toda a vida.
O cantor espera que este reconhecimento traga a Portugal mais do que apenas o gosto pelo Fado.
Motivos para descontentamento perante as medidas do governo que nos vão fazer apertar o cinto, existem de sobra, contudo fazer greve, quando se sabe que estas, mais coisa menos coisa, teriam que ser tomadas em nome do superior interesse nacional, é um perfeito disparate. Esta greve além de nada resolver prejudica muitos cidadãos, já eles afectados pelas mesmas medidas e ainda potencia a má fama do país no contexto internacional contribuindo desse modo para o agravamento do nosso aperto financeiro. Custa-me imenso perder este ano metade do subsídio de Natal e no próximo ano ver este corte quadruplicado e ainda ter que pagar mais impostos, mas tenho a lucidez para compreender o alcance desta medida num país em que quase 1/5 da receita do estado se destina a pagar juros.
geral para derrubar um governo afecto a interesses financeiros nacionais e transnacionais do ultra liberalismo mercantil que historicamente tem levado outros países a grandes retrocessos civilizacionais, ao aumento da riqueza de minorias, à corrupção e à pobreza das populações. As greves sempre foram uma forma de allterar o rumo de uma qualquer politica lesiva dos interesses das populações e no caso português do próprio País. Quem pensa que a greve geral nada resolve e é contra os "interesses do País" está a dizer que é contra um direito em qualquer verdadeira democracia e a favor de uma ditadura...
Tudo o que os trabalhadores têm hoje não lhe foi oferecido, mas antes foi necessário muita luta. Entregar tudo de mão beijada seria uma traição a todos aqueles que conseguiram tudo isso ao longo dos tempos. A greve é uma arma dos trabalhadores que também pode disparar contra eles. No entanto quando são encurralados entre a espada e a parede, não lhe resta mais nenhuma alternativa. Alguém disse um dia que temos direito à indignação. É também um dever lutar por esse direito. Podem tirar-nos tudo, mas não deixemos que nos tirem a dignidade e a liberdade. Com a situação do País muitos acham que não devia ser feita, mas esta também é a melhor maneira de demonstrar ao governo a indignação, quanto mais que os sacrifícios não estão a ser distribuídos equitativamente. Sejam justos na distribuição e comecem por quem sempre teve tudo e vão ver que o povo compreenderá. Até lá resta a indignação.
Vou, porque percebi nas palavras de ilustres líderes partidários e sindicalistas, ao declararem: “levantai-vos hoje de novo…” - que quem não for é mariquinhas.
Só não percebi bem, essa coisa de “contra a austeridade”?
Como a austeridade se deve ao termos gasto mais do que tínhamos… e como continuamos a gastar mais do que temos…
Ah, já percebi: estamos contra um governo austero. Queremos um governo “bem-disposto”
Um governo que nos diga que vão fazer tudo o que queremos e garantir tudo o que consideramos garantido.
E com a greve vamos obrigar os “Mercozy” da Europa a dar-nos o que ficou combinado. O “nosso”. Senão… vamos embora. Seguimos o exemplo das ameaças do tipo da Madeira (que infelizmente nunca mais concretiza) e bye-bye Europa
Sim, porque se na Coreia do Norte uma das políticas é imprimir dólares, o que nos impede de imprimir euros? Seremos ricos e felizes. E até podemos emprestar aos países mais necessitados. E sem juros.
Ajudaremos o berço da democracia, para que se possam reformar a partir dos 6 meses de idade (ou após o desmame). O Zapatero a tomar medidas de Bloco de Esquerda. O Berlusconi a pagar a todas as boas italianas.
E aí, dando razão aos teóricos da conspiração, seriamos vencedores da guerra euro-dólar: o euro passará a ser cotado ao quilo.
Promover greves é um trabalho como outro qualquer. Há gente que é paga para isso e se não faz o que tem a fazer é despepedida. Os "empregos" do Carvalho da Silva e do Proença consistem em "defender" os trabalhadores a todo o custo mesmo que o custo seja ficarem ainda piores do que estavam antes da greve. É para isso que os trabalhadores "seus patrões" lhes pagam.
Fazer greve contra os patrões, ainda que estes sejam estados ou organismos supranacionais dirigidos por gente com cara e olhos, parece-me perfeitamente lógico. O que eu não sou capaz de entender é uma greve contra a "austeridade" que só nos pode trazer ainda mais austeridade.
O que eu gostaria de ver era o Carvalho da Silva e o Proença a dizerem aos trabalhadores para sacarem todas as poupanças dos bancos ou seja "dos mercados" e das mãos dos "especuladores" e a comparem directamente dívida pública portuguesa a taxa de juro zero. Isso é que era contribuir para reduzir a austeridade.
Adiro sim senhor! Farto de ser roubado! Só espero que este povo manso se revolte de uma vez por todas! Farto de ouvir palhaços que por aqui andam que nada fazem e que ainda têm a ousadia de sempre criticar e nada fazem. A marimbar para o País estão aqueles que recebem e nada declaram! A marimbar para o País são aqueles que muito roubaram no 25 de Abril! A marimbar para o País estão aqueles palhaços na Assembleia da República que nos cagam em cima e nada fazemos! Otários acordem!!
Aqui pela empresa já se ouvem lamentos por parte da gerência de que "estamos" com imensas dificuldades na cobrança de trabalhos já facturados há, por exemplo, 180 dias.
Ouve-se também que os tempos estão difíceis para a sobrevivência da empresa, motivo pelo qual não se actualizam os vencimentos há pelo menos 4 anos.
Ouço queixas de que o Estado obriga as empresas a pagar os subsídios de natal deste ano até dia 10 de Dezembro, quando aqui estavam habituados a pagar só a dia 15.
Enfim... isto tudo para explicar que aqui na empresa, vivemos todos com o constante receio, que de resto já aconteceu uma ou outra vez, da possibilidade cada vez mais real de não receber o vencimento a horas e de isso poder significar que iremos entrar a partir dessa data numa curva descendente de degradação do trabalho.
Espero que assim não seja. Vou fazer a minha parte para isso não acontecer, mas a greve não faz parte do que posso ou pondero fazer para alterar a realidade que descrevi acima.
Isto é uma greve dos privilegiados. Quando os funcionários públicos estiverem em pé de igualdade com os trabalhadores do privado, nomeadamente trabalharem com recibos verdes, contratos de trabalho de 3 e 6 meses, despedimentos colectivos sem receberem qualquer indemnização, um SNS igual e salários iguais, então as greves acabarão e Portugal ficará melhor.
De resto, se haveria de haver algum sector com mais privilégios que outros, deveria ser o sector privado que é ele que produz toda a riqueza do País e sustenta a máquina do Estado... Infelizmente é ao contrário. Até um dia...
Não vou aderir à greve por aquilo que todos sabem - o problema está na UE e nos Mercados Internacionais e pelo preço que vamos todos pagar em cruzar os braços. Vamos assumir que devido à greve o PSD pede demissão- quem tem capacidade para fazer melhor neste momento? o PS que está amarrado ao acordo com a troika? O Mário Soares? O BE? o PCP? O Otelo e mais uma revolução ? Que sirva de válvula de escape, aceito. Mas o pior é depois - faz-se a greve e continua tudo na mesma porque não há outra solução. Cheira-me aliás que este vai ser o canto do cisne da CGTP.