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  • A questão do futuro não é o desemprego. É o que sobra como emprego

    Daniel Oliveira

    Os altos níveis de desemprego real que vivemos em Portugal correspondem apenas a uma fase transitória. Este desemprego tenderá a descer à medida que for absorvido por formas extremamente precárias de emprego muito mal pago. A revolução neoliberal no emprego não começou pelas mãos da direita nem através do experimentalismo das intervenções da troika nos países periféricos. Começou com Gerhard Schroeder na Alemanha. Um em cada cinco trabalhadores alemães tinha, em 2013, um mini-emprego de 450 euros, promovido através do acesso cada vez mais dificultado ao subsídio de desemprego. Aquilo que devia merecer um debate político, que não se fique pela rama do sobe e desce estatístico, é este: que tipo de emprego estamos a preparar para o futuro? Faz sentido imaginar que um exército de precários mal pagos, potenciais trabalhadores á jorna, é compatível com as sociedades democráticas e estáveis que tivemos na Europa durante a segunda metade do século XX?

  • Portas quer sol na eira e chuva no nabal

    Daniel Oliveira

    A participação de Paulo Portas nos debates televisivos seria arbitrária. Nunca o PEV tiveram esse direito. E isto não pode mudar só para acomodar as exigência do CDS. Seria irracional porque que a coligação terá direito a tempo a dobrar defendendo o mesmo programa para conquistar o voto para a mesma lista. Se este direito for extensível aos PEV, PSD-CDS e CDU terão o dobro do tempo de PS e BE. Ao concorrerem juntos, PSD e CDS aumentam a possibilidade de ficarem em primeiro lugar e são beneficiados na conquista de deputados. Mas nos debates querem as vantagens de quem concorre separado. Querem sol na eira e chuva no nabal