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Expresso

  • Ciência e tecnologia: o império dos precários

    Daniel Oliveira

    A brutal precariedade no sistema científico e tecnológico afeta investigadores, técnicos, comunicadores e gestores de ciência, doutorados, licenciados e mestres. Qualquer pessoa que queira trabalhar em ciência e tecnologia em Portugal sabe que escolhe uma das mais incertas profissões, quase nenhuma progressão ou acesso a uma carreira e uma reforma miserável. Isto, numa das profissões mais avaliadas, competitivas e exigentes que se pode escolher. As bolsas só deviam servir para a obtenção de um grau. Tudo o resto é trabalho e deve ser tratado como tal. E a contratação a prazo, tenha a forma que tiver, só faz sentido em projetos financiados e com duração limitada no tempo. Não pode servir para garantir a continuidade de centros de investigação. A solução não pode ser, como pretende Manuel Heitor, criar uma carreira igualmente precária mas um pouco melhor do que as bolsas, ao lado da carreira normal, contribuindo para que os 70% de precários que garantem a investigação científica pública em Portugal venham a ser 100% Ainda em digestão da intervenção de Theresa May, deixo o Brexit para amanhã)

  • Perceberam todos a história da TSU? Não acredito…

    Henrique Monteiro

    Ok, a deficiência deve ser minha, mas todo este charivari à volta da TSU parece-me desviar-se do principal. E o principal é: Para que serve a TSU? A TSU deveria ser cobrada da forma que é? A taxa deve ser utilizada como moeda de troca política? As taxas não devem ser, por definição, iguais para todos? Os contribuintes devem subsidiar o salário mínimo? O salário mínimo deve ser incentivado? Deve crescer independentemente do crescimento da economia?

  • TSU: o calculismo cínico do PSD

    Daniel Oliveira

    Ao contrário do PCP e do BE, o PSD não tem qualquer problema substancial com a redução da TSU para os empregadores. Não o tinha em 2012, quando a queria reduzir para descer os custos de trabalho, continuava a não o ter em 2014, quando a defendeu com o mesmo objetivo que agora é proposto. O bloqueio a esta medida pretende apenas explorar as divergências entre o PS e os partidos à esquerda. É um jogo calculista e cínico politicamente legitimo. Mas o incomodo que causou nas associações patronais e nos aliados tradicionais do PSD demonstra que se trata de mais um tiro no pé