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  • Os colaboradores e as colaboradoras

    Daniel Oliveira

    O erro do Bloco não é ter consciência da importância das palavras. É pensar que é na lei que essa guerra se faz, usar isto para uma mera prova de vida e não perceber não pode criar uma linguagem de tal forma distante da comum que é apenas usada por uma pequeníssima minoria “esclarecida”, isolando num nicho cultural a causa que quer ganhadora. A linguagem inclusiva não pode ser exclusiva de uns poucos. Quando é, a palavra não tem poder e o debate que se fez é estéril. Mas não me venham dizer que a novilíngua dos nossos tempos é a do “cartão de cidadania”. É a que faz com que por essas empresas fora os “trabalhadores” tenham sido transformados em “colaboradores” ou que um despedimento colectivo seja uma “reestruturação”. Sempre o ponto de vista de quem emprega ou despede, nunca o da maioria dos falantes, que são contratados ou despedidos. As palavras são trincheiras. Sempre foram. E por isso sempre foram policiadas. Não verto uma lágrima pelos que se dizem oprimidos pelo politicamente correto. São eles, grande parte das vezes, os ditadores da palavra, que transformam a opressão num qualquer termo técnico, a precariedade numa coisa agradável e voluntária e a tragédia social num anglicismo anódino. A palavra é sempre uma forma de dominação. Basta seguir as palavras para saber quem domina. Nessa parte do Bloco tem razão

  • Brasil, impeachment e futuro

    Ana Amélia Lemos

    Senadora pelo Rio Grande do Sul (Partido Progressista), no Brasil, afirma que as instituições estão a funcionar com total independência e que o país saberá enfrentar as adversidades