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Expresso

  • Para o mal e para o bem, o PCP já não é o que era

    Daniel Oliveira

    O PCP passou de 140 mil militantes em 1996 (tenho ideia de serem quase 200 mil nos anos 80) para 54 mil neste momento. E o facto de mais de metade não pagar quotas é um barómetro de menor militância. Em 1999 os sindicatos filiados na CGTP tinham 763 mil sindicalizados, agora terão 550 mil, segundo a central sindical. Um estudo do Banco de Portugal diz que, entre 1980 e 2010, a percentagem de trabalhadores sindicalizados passou de 59% para 11%. Não podemos analisar um partido com 54 mil militantes e que influencia uma central sindical que representa sobretudo os trabalhadores do sector público com as mesmas premissas que se usavam para falar de um partido onde militavam quase 2% dos portugueses e que era capaz de parar a economia. Mas ao mesmo tempo que pedia influência social o PCP reverteu, desde o inicio deste século, a queda eleitoral que tinha sofrido entre 85 e 95. A convergência entre influência social e influência eleitoral e institucional teve efeitos. A disponibilidade para sustentar um governo do PS e a sua maior dependência em relação aos ciclos eleitorais, por exemplo. Porque tudo mudou à sua volta, o atual PCP é muito diferente do PCP que Álvaro Cunhal liderou. A sua arte foi mudar com a maré passando a ideia que era uma rocha

  • Perto do zero

    Henrique Monteiro

    A cada ato eleitoral realizado no mundo vamos ficando mais perplexos e menos exigentes. Contentamo-nos, na Áustria com a vitória de um senhor que não sabemos exatamente ao que vem, mas que derrotou um protonazi, que sabíamos exatamente ao que vinha. Ainda que este último tivesse 46 por cento, quase metade do eleitorado. Se na Itália as coisas correram ainda pior, com o Cinco Estrelas e a Liga Norte a venceram um dos líderes mais dinâmicos do Velho Continente, se na França o PSF está destruído e todo o esforço é para derrotar Marine Le Pen, que confiança teremos numa Europa capaz de fazer frente às tormentas que se avizinham? É óbvio que essa confiança está perto do zero

  • As exigências de Paulo Macedo

    Comendador Marques de Correia

    Há quem possa pensar que o Dr. Macedo é Paulo para toda a obra. Mas esta coluna soerguida sobre uma fenomenal inteligência e capacidade de observação sabe que assim não é. António Domingues fez exigências que não foram cumpridas, segundo se diz. Por isso o Dr. Paulo Macedo exigiu que as suas exigências ficassem estipuladas por escrito e fossem depositadas num cofre que tenho no Banco Nacional Ultramarino, cofre esse que não sei dele, mas onde hei de colocar o papel que me foi entregue pelo Governo e pelo novo CEO da Caixa, assim que me lembrar