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  • ‘Há lodo no cais’ ou ‘Sindicato de Ladrões’?

    Henrique Monteiro

    No passado dia 8 de janeiro, uma orgulhosa ministra do Mar declarava, segundo os jornais do dia, a seguinte e muito esperançosa ideia: “Acabaram as greves no porto de Lisboa”. Viu-se! Porém, na altura, ainda a ministra acreditaria que os interesses envolvidos se curvariam à magnanimidade do governo socialista

  • Os lóbis mandam porque se mexem

    Daniel Oliveira

    Fora dos movimentos profissionais não há, em Portugal, uma sociedade civil ativa. Não há quem defenda a Escola Pública ou Serviço Nacional de Saúde. Porque ninguém o quer defender? Pelo contrário. Como se vê de cada vez que fecha um centro de saúde ou uma escola, não há nada que os portugueses valorizem mais do que estes dois poderosos instrumentos de democratização e desenvolvimento. Só que, numa sociedade como poucos hábitos de ativismo cívico, apenas os interesses mais diretos – profissionais, corporativos ou locais – movem as pessoas. O resultado é que quem, com responsabilidades no Estado, queira defender o bem comum está muito fragilizado perante a pressão de interesses, corporações ou lóbis que tente enfrentar. Para alem das decisões deste ou daquele ator político, o futuro da comunidade depende sempre do confronto entre interesses conflituantes. Se um desiste de se manifestar o outro acabará inevitavelmente por prevalecer. Se os cidadão são passivos, serão sempre os interesses mais ativos a levar a melhor

  • O Estaline da 5 de Outubro

    Henrique Monteiro

    Convenhamos que fazer um cartaz com um ministro a fazer de marioneta e um líder sindical (por muito que seja Mário Nogueira) mascarado de Estaline é um exagero que roça o insulto. Mas sobretudo é não perceber algo muito simples: o ministro pensa mesmo o que está a fazer, e esse pensamento é coincidente com o de Mário Nogueira e, quase por certo, coincidente com a maioria do país