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ONU acusa Exército sírio por violações de Direitos Humanos

Relatório da ONU hoje divulgado aponta para uma "crescente militarização" do conflito na Síria, acusando o Exército e forças de segurança pela violência no país. Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente
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Mãe chora morte do filho, assassinado durante o conflito sírio
Mãe chora morte do filho, assassinado durante o conflito sírio / Getty Images

A comissão independente das Nações Unidas para investigar a violência na Síria não tem dúvidas. "A maioria das graves violações aos Direitos Humanos foram cometidas pelo Exército e pelas forças de segurança  sírios em operações militares ou de busca de  suspeitos, desertores, pessoas armadas ou simpatizantes da oposição". O relatório da ONU hoje divulgado analisou os acontecimentos no período de março a maio de 2012.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

De acordo com a comissão internacional - que continua sem permissão de Damasco para visitar a Síria -, o documento foi elaborado com base em entrevistas realizadas dentro e fora do país, com testemunhas diretas do conflito e da repressão.

Os investigadores admitem, no entanto, que "grupos armados opositores ao Governo também cometem abusos".

Entretanto, o presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS)- principal coligação de oposição -, Burhan Ghalioun, reeleito no passado dia 15, apresentou esta madrugada a sua demissão. No entanto, a pedido da liderança do CNS, ficará em funções até à eleição de um novo dirigente,  que deverá ocorrer na reunião dos dias 9 e 10 de junho.

Execuções e tortura


A comissão da ONU refere que as graves violações dos Direitos Humanos não diminuíram, sendo "crescente" a militarização do conflito, "apesar do acordo das partes" sobre o plano de Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe.

Além de o Exército estar a empregar um "enorme leque de meios militares, incluindo disparos de artilharia pesada contra zonas civis", dizem os investigadores, os militares e as forças de segurança são também responsáveis pelo "bloqueio sistemático em determinadas regiões do acesso a meios básicos para a vida humana. Ou seja, alimentos, água e medicamentos".

De acordo com a comissão, há provas de que "os grupos armados de oposição utilizam  regularmente crianças como mensageiros, portadores de medicamentos ou como cozinheiros nas unidades de rua", e que estas são muitas vezes obrigadas a viajar pela fronteira com a Turquia.

O relatório afirma, ainda, que o Governo sírio realiza execuções extrajudiciais e insiste na prática de tortura, inclusive de crianças, "que frequentemente são feridas durante ataques a manifestações ou bombardeamentos a cidades ou aldeias".

Crianças até 10 anos que foram detidas pelas forças públicas disseram à comissão terem sido torturadas porque os seus familiares simpatizam ou aderiram ao Exército Sírio Livre. 


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De ultimato em ultimato, até à chacina final.
Os sanguinários do Médio Oriente e os hipócritas ocidentais.
A propósito, não é estranho o Expresso online não noticiar que um grupo israelita de defesa dos direitos humanos divulgou vídeos em que um grupo de colonos abre fogo sobre palestinianos, com soldados israelitas a assistirem?
Idílicas nações reunidas
Da reestruturação do CS já se fala há demasiado tempo. O consenso a este respeito entre 190 e tal membros da ONU é idílico. Com o fim da Guerra Fria, durante a última década do século passado, a actividade e flexibilidade do conselho aumentou consideravelmente. Actualmente, vai publicando o seu programa de trabalho, as metas e sanções a serem aplicadas, citando-se apenas algumas melhorias relacionadas com uma maior transparência dos seus trabalhos, porque na sua composição, não-representativa das realidades geopolíticas actuais, não foi ainda dado o grande passo para se reformar efectivamente. Aquele que é o mais poderoso órgão das Nações Unidas, no que toca à reforma da sua estrutura, limitou-se a aumentar o número de assentos, ainda na década de 60. Seria desejável aumentar-se a sua responsabilização, credibilidade e eficiência, fazendo com que a sua composição reflicta uma realidade mais actual, com vista a torná-lo mais representativo da comunidade internacional; aprimorar o processo de implementação de decisões, para não estar a pensar nos russos. Como membro permanente do CS da ONU, a Rússia é o fornecedor de armamento que dizimou já centenas de Sírios.
Re: Idílicas nações reunidas
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Edição Diária 17.Abr.2014

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