26/05/2012 atualizado às 19:00
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Ongoing garante não esconder negócios com PT

Nuno Vasconcellos nega a aplicação de €75 milhões do fundo de pensões da Portugal Telecom na Ongoing International.

17:05 Sexta feira, 16 de outubro de 2009
Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing e Media Capital
Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing e Media Capital
Ana Baião
O presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, afirmou hoje nada ter a esconder relativamente aos negócios que o grupo realizou com a PT Prestações, da Portugal Telecom (PT), e com o Banco Espírito Santo (BES). 
 
Num encontro com os jornalistas, Nuno Vasconcellos refutou qualquer tipo de suspeita sobre a aplicação de 75 milhões de euros do fundo de pensões da PT na Ongoing International: "Não temos nada a esconder e não temos telhados de vidro", disse o presidente da Ongoing, que detém cerca de 7% da empresa de telecomunicações. 
 
O presidente da Ongoing respondia assim às suspeitas levantadas no mercado de que a PT e o BES estariam a financiar indirectamente a compra por parte da empresa de até 35% da Media Capital , dona da estação de televisão TVI

Nuno Vasconcellos assumiu toda a transparência das aplicações financeiras da PT Prestações e do BES na Ongoing International, acrescentando que inclusivé o respectivo fundo está com uma rentabilidade líquida de 10,5% de Janeiro até ontem, quinta-feira. 
 
Rafael Mora, vice-presidente da Ongoing, esclareceu que foi a própria Ongoing que pediu ao conselho de administração da PT a 21 de Julho que levasse ao crivo do comité de investimentos todas as operações da empresa de telecomunicações em que houvesse partes relacionadas. Ou seja, todos os investimentos em que estivessem em causa os accionistas da PT, como a Ongoing, BES, Telefónica ou CGD deveriam ser do conhecimento do referido comité. 
 
Em Setembro, segundo Rafael Mora, o comité de investimentos da PT Prestações "não levantou qualquer objecção aos vários investimentos aplicados em empresas relacionadas com os accionistas da Portugal Telecom", incluindo Jorge Tomé, o representante da CGD naquele órgão consultivo. 

Aplicação de €75 milhões


 
O jornal Público noticiou na quarta-feira que o representante da CGD na PT Prestações, Jorge Tomé, terá contestado a aplicação de 75 milhões num fundo da Ongoing International. 
 
Nuno Vasconcellos revelou hoje que os 35% da Media Capital que a Ongoing irá adquirir será um investimento de 122 milhões de euros, um montante que "temos em dinheiro vivo" e que não tem "qualquer ligação com as aplicações da Ongoing International". 
 
O presidente da empresa acrescentou, no entanto, que, apesar de terem ao seu dispor tal quantia, "não quer dizer que o vamos investir todo na compra da Media Capital".  
 
Relativamente aos 631 milhões de euros de dívida do grupo Ongoing, Nuno Vasconcellos anunciou que já foi toda renegociada com os bancos, passando de curto prazo para médio e longo prazo. "Os compromissos que tínhamos passaram, num caso, para cinco anos e noutros para sete e dez anos", precisou. 
 
Recorde-se que a Ongoing tem um empréstimo de cerca de 400 milhões de euros ao BCP e de 200 milhões de euros ao BES. 
 
Nuno Vasconcelos fez questão de frisar que o grupo Ongoing tem capacidade de fazer face ao serviço da dívida, actualmente em cerca de 50 milhões de euros, porque é um valor semelhante que retira em dividendos das suas participações mais relevantes, como é o caso da PT, Espírito Santo Financial Group (dono do BES) e da ZON. 
Lusa
Palavras-chave  Economia, Fundo, aplicações, Ongoing, PT, Economia
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off the on
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:46 | Sexta feira, 16 de outubro de 2009
É um negocio que esta going muito bem.
Se o PSD estivesse ganho as eleições a coisa estava going para onselling.

Seria uma epoca de saldos fora da epoca. Vende-se, vende-se, trespassa-se , closed. Enfim negocios feitos em off to on?
 
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É tudo correctíssimo e acima de qq suspeita
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Domingo, 18 de outubro de 2009
Não considero correcto que empresas onde há pessoas que começaram como porteiros, motoristas, telefonistas, etc., e chegaram ao topo, os jornalistas venham por em causa a seriedade e a dedicação dos negócios que inteligente e audazmente promovem !
 
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