26/05/2012 atualizado às 19:00
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Ongoing faz estalar verniz entre PT e CGD

Caixa diz que não ratificou o investimento de €55 milhões no capital de risco da Ongoing. PT afirma que Tomé não se opôs ao negócio.

Anabela Campos, João Ramos e Nicolau Santos (www.expresso.pt)
13:42 Quarta feira, 21 de outubro de 2009

A história é complicada e cheia de versões, avanços e recuos. Mas resume-se em poucas linhas: a PT Prestações (que gere um fundo de saúde para os trabalhadores da PT), aplicou €55 milhões na Ongoing International (uma capital de risco do grupo liderado por Nuno Vasconcellos, quinto maior accionista da PT). A CGD, igualmente accionista da PT, soube deste investimento só depois de estar fechado e não gostou. A situação está a criar mal-estar entre accionistas e a administração da operadora.

O banco estatal, quarto maior accionista da PT (7,28%), afirma que "não aprovou", "nem ratificou" o investimento da PT Prestações no private equity da Ongoing International. A PT assegura que o investimento foi "ratificado" numa reunião do Comité de Investimentos (CI) a 14 de Setembro, já depois de Jorge Tomé, administrador da CGD na PT e membro deste órgão ter questionado o facto de esta aplicação não ter sido sancionada pelo CI.

"Este órgão (o CI) não tem natureza deliberativa, mas sim consultiva, pelo que não faz sentido falar em aprovação ou ratificação, muito menos de decisões passadas, tomadas pelos conselhos de administração de sociedades gestoras de fundos", afirma a CGD ao Expresso, através de fonte oficial.

Tomé criticou investimento


Jorge Tomé, segundo o "Público", quis saber porque é que a PT tinha aplicado €75 milhões em activos detidos por um accionista, e porque é que parte do mesmo, nomeadamente os €55 milhões na Ongoing International, não tinha passado pelo crivo do CI, e tinha sido comunicado ao conselho de administração apenas depois de executados.

"O investimento de €55 milhões na Ongoing de fundos de saúde da PT geridos pela PT Prestações foi feito em Março de 2009. Por não estar sujeito à supervisão do Instituto de Seguros de Portugal não foi sujeito ao CI. Mas posteriormente todos os investimentos da PT na Ongoing foram ratificados na reunião de 14 de Setembro do CI. O dr Jorge Tomé estava presente e não levantou qualquer objecção. A única pessoa que não estava presente foi o dr Nuno Vasconcellos", esclareceu ao Expresso Soares Carneiro, presidente do Conselho de Administração da Previsão], gestora de fundos do grupo.

Tomé colocou a questão numa reunião do conselho de administração de 21 de Julho e, apesar de considerar que não está em causa qualquer questão legal, admite que desconhece o destino do investimento, embora não questione a sua rentabilidade potencial.

A Ongoing garantiu hoje que as aplicações feitas pela PT na Ongoing International, que investe em empresas, não serão dadas como colateral, nem usadas em negócios que envolvam a Media Capital. E esclareceu que as aplicações feitas pela PT Prestações foram assinadas pelo administrador financeiro da PT, Pacheco de Melo

A Ongoing International, com sede no Luxemburgo, foi criada há menos de um ano, é controlada a 100% pela Rocha dos Santos Holding e detém 49,99% da Ongoing.

BCP, BES e PT financiam Ongoing em €700 milhões



O BCP, o BES e a PT são os principais financiadores da Ongoing, empresa que controla o "Diário Económico", detém 22% da Impresa (que detém o Expresso) e vai comprar até 35% da Media Capital (TVI). Os três juntos financiaram em cerca de €700 milhões a holding gestora de participações liderada por Vasconcellos, através de empréstimos ou aplicações em veículos de investimento ligados ao grupo. É público desde Agosto que o BCP, com empréstimos que ascendiam a €387 milhões no final de 2008, e o BES, com empréstimos de €187 milhões, eram os maiores financiadores do grupo de Vasconcellos.

Sabe-se agora que a PT também canalizou para fundos da instituição ¤75 milhões. E segundo dados do primeiro semestre de 2009, os fundos de investimento do BES tinham aplicado em veículos da Ongoing, em private equity, obrigações e papel comercial, €124 milhões. Deste montante, os fundos do BES aplicaram €76 milhões na Ongoing International.

Os restantes €48 milhões foram aplicados em dívida, parte está incluída nos €187 milhões que o BES tem emprestados ao grupo.

A Ongoing é o quinto maior accionista da PT, tem posição próxima de 2% na Espírito Santo Financial Group e 0,6% no BES. Vasconcellos adiantou que a dívida da Ongoing se situa actualmente nos €631 milhões.

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 17/10/09

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A PT wstá completamente podre.
EMVP (seguir utilizador), 1 ponto , 22:54 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
O Governo distribuiu Boys pela PT e pelo BCP, assim é fácil fazer estas embrulhadas. Daí a negação à OPA da Sonae e a aflição com a Vivo. São todos amigalhaços.
 
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