A ondulação com cerca de cinco metros de altura aliada às marés vivas provocou esta madrugada a destruição de cinco casas na ilha da Fuzeta e parte do cordão dunar na ilha de Faro, levando ao corte de trânsito.
Fonte da Administração Regional Hidrográfica do Algarve (ARHA) disse à agência Lusa que cinco casas na ilha da Fuzeta "foram total ou parcialmente destruídas esta noite, mas não há nenhuma vítima a registar.
Dez casas destruídas em dois dias
Segundo Sebastião Teixeira, geólogo da ARHA, com a destruição destas cinco casas, são já dez as habitações destruídas em dois dias.
O comandante da Polícia Marítima, Marques Ferreira, explicou que, cerca das 04:00 de hoje, ocorreu uma forte ondulação de sudoeste, com cinco metros de altura, e uma preia-mar de marés vivas que fez com que o mar galgasse a duna e as areias invadissem a área urbana do lado nascente da praia de Faro.
Estrada cortada
 |
| Em dois dias foram destruídas 10 casas |
| Jaime Figueiredo |
Marques Ferreira acrescentou à Lusa que a estrada teve de ser cortada ao trânsito e que a Câmara de Faro e a Polícia Marítima estão a remover pedras, pedregulhos e areia com retroescavadoras.
Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, estimou que "se não houver mais marés vivas, a situação pode voltar à normalidade".
No entanto, refere, "estamos a sofrer as consequências de urbanização anárquica do cordão dunar desde há 50 anos".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.