A atribuição do Prémio Pessoa a Eduardo Lourenço é um "justíssimo reconhecimento" por se tratar de "um grande intérprete da identidade portuguesa", disse hoje à agência Lusa o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d' Oliveira Martins.
"É um prémio justíssimo, uma vez que Eduardo Lourenço é o grande intérprete da identidade portuguesa numa projeção universalista. É um homem da modernidade, um ensaísta de dimensão europeia e mundial", sublinhou.
O ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço, de 88 anos, foi hoje distinguido com o Prémio
Pessoa pela "cidadania atenta e atuante" e pela "intervenção na sociedade, ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual", declarou o júri.
Para Guilherme d'Oliveira Martins, "é muito importante que este prémio seja dado nesta altura uma vez que para ele é indispensável que a resposta à crise se baseie em sinais de esperança de empenhamento e de vontade".