Teodoro Obiang, o eterno Presidente da Guiné Equatorial, chegou esta tarde a Luanda para participar na VIII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza esta sexta-feira.
A presença de Obiang é particularmente incómoda para a delegação portuguesa, chefiada por Cavaco Silva e José Sócrates, a quem não agrada a passagem da Guiné Equatorial de observador a membro de pleno direito da CPLP.
A Guiné Equatorial foi, de facto, descoberta por portugueses no século XV, mas tornou-se possessão espanhola em 1778, tendo alcançado a independência a 12 de Outubro de 1968. O espanhol e o francês têm sido até agora as línguas oficiais, às quais se vem juntar agora o português, por decreto desta semana.
Obiang, um ditador que chegou ao poder depois de assassinar o tio (que era o Presidente do país desde a independência), procura reabilitar o regime junto da comunidade internacional. A adesão à CPLP é um passo importante para um país que descobriu petróleo há poucos anos e que tem um PIB per capita superior a quase todos os países ocidentais mas onde a pobreza extrema e os atropelos aos direitos humanos são constantes.
A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, e tem como observadores associados a Guiné Equatorial e as Ilhas Maurícias.