Na escola de Graham Road, nos arredores de Washington, há uma sala de aula bem mais arrumada do que é costume. Apenas os desenhos coloridos continuam pespegados nas paredes e dois ou três brinquedos estão à vista. Tanto aprumo deve-se à visita do Presidente Barack Obama.
Ele chega e entretém-se a conversar com os 30 alunos da turma, todos com idades compreendidas entre os 10 e os 11 anos. Nenhuma pergunta fica sem resposta. Depois, acompanhado por guarda-costas, segue para o palanque e fica ladeado por dois telepontos.
Cabeça para esquerda, cabeça para a direita, durante cinco minutos profere um discurso, que, apesar do cenário, revela-se bastante sério.
Em primeira mão, Barack Obama anuncia os pontos principais do programa governamental "Race To The Top", uma iniciativa no valor de 1,3 mil milhões de dólares, que serão gasto em bolsas e empréstimos para estudantes (do ensino básico ao universitário).
Gozo com teleponto-dependência
Ontem à noite, vários comediantes gozaram com a teleponto-dependência do Presidente. Jon Stewart, por exemplo, perguntava como era possível os assessores de imprensa não se terem apercebido de que tudo aquilo iria originar "fotos horríveis".
Ao contrário do que é normal, as hostes republicanas bebem as palavras de Jon Stewart e a Casa Branca não lhe acha graça nenhuma.
Em comunicado oficial, pode ler-se: "Os críticos precipitaram-se na interpretação das fotos. Primeiro, o Presidente dirigiu-se aos 30 alunos numa sala à parte e só depois explicou o programa "Race to the Top" aos jornalistas e professores".
Há uma semana, quando o encontro teve lugar, a imprensa não mencionou a existência de telepontos na sala de aula. A questão só ressurgiu ontem, depois de algumas imagens terem recomeçado a circular na Internet.