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Obama exige compromisso, mas Boehner diz que não dá cheque em branco (vídeo)
Presidente pediu uma mobilização geral para pressionar um compromisso e evitar um default parcial. Mas o líder republicano diz que não lhe daria um cheque em branco.
Com as posições dos dois partidos do espectro político norte-americano em rota de colisão e com a campanha eleitoral presidencial de 2012 já no horizonte, o presidente Obama dirigiu-se, de novo, ao país. A segunda vez em quatro dias. Desta vez, de um modo solene.
A tónica central da sua intervenção de 15 minutos foi apelar a uma mobilização geral do seu eleitorado - e mesmo de republicanos - para pressionar o Congresso a chegar a um compromisso esta semana. "Um compromisso que eu possa assinar nos próximos dias". "Compromisso não é palavra suja". "Não podemos permitir que o povo americano se torne um dano colateral da guerra política em Washington".
O Presidente repetiu o argumento central contra a estratégia dos Republicanos, que pretendem manter bem vivo o assunto do aumento do teto de endividamento durante a campanha eleitoral do próximo ano. "Um perigo ainda maior - o de daqui a seis meses se repetir o mesmo jogo", frisou Obama.
Num ambiente de guerra mediática mano-a-mano, o speaker Republicano respondeu ao Presidente minutos depois, a partir do Capitólio. Repetiu diversas vezes a sua condição de "pequeno empresário do Ohio" para insistir na mensagem simples dos Republicanos: os dias de despesismo público terminaram. "É preciso mudar a trajectória orçamental", disse John Boehner, para enfatizar: "O Presidente há seis meses pediu um cheque branco, agora quer outro - mas não o vai ter".
Como comentaram alguns analistas, os dois políticos falam como que em "universos paralelos". Mas, nos bastidores continua a tentar-se um compromisso, dizem outros. No entanto, o clima geral é que aquilo que parecia uma improbabilidade fantasista de Cassandras das desgraças, começa a ser "concebível" - o cisne cinzento de um default nas próximas semanas na ainda maior economia e primeira potência mundial.
Radiografia feita pelo FMI
O contexto da economia americana foi exposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na sua análise anual da economia deste país publicada esta semana.
O crescimento do Produto Interno Bruto em 2011 e 2012 crescerá a valores abaixo do verificado para 2010. A taxa de desemprego não descerá do patamar dos 8% este ano e no próximo. O défice orçamental federal ainda será de 9,3% no final de 2011 e 7,6% em 2012, se o esforço de correcção for mantido. A dívida pública bruta subirá para 99% no final deste ano e 103,2% no final de 2012. O défice da balança comercial aumentará em 2011 e descerá ligeiramente em 2012. Os EUA continuarão a valer-se da balança de invisíveis cujo saldo positivo continuará a crescer.
Estragos limitados na segunda-feira
Apesar dos investidores internacionais continuarem, na generalidade, convencidos de que um compromisso acabará por ser obtido antes da data crítica de 2 de agosto, o risco de um pânico financeiro paira no ar.
Tal pânico acabou por não se concretizar na segunda-feira (25 de julho) na abertura das bolsas asiáticas ainda era domingo nos Estados Unidos, nem, depois, na Europa ou em Wall Street. As perdas foram ainda limitadas neste primeiro dia post-No Deal e de contagem decrescente para a crise da dívida.
A maioria das principais bolsas acabaram por fechar com quedas inferiores a 1%. Uma das primeiras a abrir (ainda era domingo nos Estados Unidos), a de Tóquio, acabou por fechar com uma quebra no índice Nikkei 225 de apenas 0,81%. A maior queda asiática foi a do índice chinês CSI 300 que quebrou 3,25%, mas os analistas atribuem a factores "locais" o mini-crash. Na Europa, as quedas foram inferiores a 1%, com exceção de Itália (com o MIB a cair 2,48%) e de Espanha (com o Ibex 35 a descer 1,92%), mas os analistas atribuem estas quedas ao efeito específico da crise da divida na zona euro - Itália e Espanha estiveram sob forte ataque hoje por parte dos mercados da dívida. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 0,7% e o S&P 500 0,56%.
No mercado spot do ouro, começou por haver um disparo na abertura do mercado em Sidney (ainda era domingo nos EUA) de 1608 dólares por onça até a um pico de 1622,99. Depois a subida moderou e a onça de ouro negociou em Nova Iorque em 1614,28 dólares, mesmo assim um novo máximo histórico, face ao anterior fecho de sexta-feira em 1601,50.
O trambolhão no dólar que se esperava também não se concretizou. Depois de estar a cair com algum significado face ao franco suíço e ao iene japonês, na abertura na Ásia, acabou por moderar a desvalorização. As desvalorizações face àquelas duas moedas foram, apenas, de 0,03%, no fecho. O euro fechou em valorização muito ligeira, valendo 1,4378 dólares. Chegou a abrir em 1,44 dólares.
Incerteza - palavra-chave
Como nos referiu o economista Mark Thoma, o resultado de tudo isto continua "incerto". "Muitos investidores continuam na esperança que eu próprio alimentei até recentemente. Agora tenho as minhas duvidas. O Congresso não vai ser tão estúpido, ou será que vai ser?", confidenciou-nos o professor da Universidade de Oregão e bloguer do Economist's View.
Os americanos submetem tudo à sua política interna. Os republicanos não querem resolver o assunto , pois precisam de manter a ferida aberta, para utilização na campanha presidencial. Daí proporem pequenos avanços a prazos curtíssimos. Obama quer a questão arrumada, para um prazo mais dilatado, de modo que não seja assunto de campanha.
Estão-se nas tintas para as instabilidades que geram por essas bolsas e mercados , por todo o mundo.
É minha convicção que vai haver incumprimento nos EUA. E a culpa vai ser do bom senso.
Ou talvez este nunca o tenha sido para começar... será bom senso confiar em quem não tem senso?
Eu explico, desde o princípio que "todos" confiavam que a crise seria resolvida antes do dia 2 de Agosto. "É uma questão de bom senso", diziam, "é um assunto demasiado sério para não estar resolvido até lá". A ajudar a cena, o mundo de fora também mexia-se, "não se atrevam, brincam com o fogo". Ora isto declara um senso de inevitabilidade que pode ser contraproducente. Confiando-se que as pessoas serão responsáveis até ao momento crítico, descura-se a possibilidade de que eles não o sejam, abrindo-lhes um flanco nas negociações. E elas tanto poderão ser como ver vantagens na posição oposta: quem ficará pior se houver incumprimento em Agosto, o Presidente ou a oposição? Todos sabemos quem ficará, os Estados Unidos da America, todos (de fora) sabemos quem vamos "culpar", os Republicanos pela sua intransigência,... mas não somos nós que votamos...
Obama deveria ter partido para as negociações sem ilusões sobre o sentido da responsabilidade do GOP. Ele deveria ter assumido que estes apostariam em chegar ao incumprimento. E provavelmente também deveria ter dito que os EUA são como Portugal, não o contrário. A crise deles parece a papel químico da nossa crise dos PEC, poderiam ver o que aconteceu connosco depois. Mas a culpa é do bom senso... por acreditar que iria haver bom senso.
A esperança é sempre a última a morrer. Um homem de fé só tem de acreditar enquanto os outros têm de o desejar. No entanto até lá muita mais gente se vai constipar e alguns já começaram a espirrar. Pessoalmente nem me passa pela cabeça que não venha a acontecer. Seria a tempestade perfeita e apesar de os trovões já se ouvirem esperamos que a chuva não venha.
Se alguém tem dúvidas, um deles sou eu. É que preços políticos estão muitos caros e não é possível manter a situação como está. Os destinos da economia estão mais virados para o peso real das coisas, vejam a melhoria do mercado do ouro como está, a especulação danificou demasiado o mercado para continuar credível, é um saco roto em que já ninguém acredita. Teve o seu começo uma nova ordem, há que fazer os ajustes necessários, não é possível continuar a ganhar milhões sentado numa secretária, e indispensável produzir.
Tal como no tempo do fascismo o PCP volta a estar na vanguarda da luta pela dignidade dos trabalhadores e na defesa dos interesses do País, por um governo para as pessoas e não para os mercados, porque o problema não é a crise mas o sistema...
ameaçados pela extrema direita. Tal como no tempo do fascismo o PCP volta a estar na vanguarda da luta pela dignidade dos trabalhadores e na defesa dos interesses do País, por um governo para as pessoas e não para os mercados, porque o problema não é a crise mas o sistema...
Eduardo Paz Ferreira, Pedro Rebelo de Sousa e Álvaro Nascimento, todos advogados, farão parte da comissão de auditoria da nova comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD)em regime de não exclusividade. Pedro Rebelo de Sousa continuará deste modo a trabalhar no seu escritório de advogados, que representa empresas como a italiana ENI, accionista da Galp e que chegou a negociar a venda desta participação, negócio onde a Caixa Geral de Depósitos mantém uma palavra a dizer.
As escolhas para a CGD continuam envoltas em polémica. Primeiro, foi noticiado que António Nogueira Leite iria ser presidente da Caixa, intenção contrariada pouco depois pelo “Jornal de Negócios”, que o confirmava como vice-presidente da comissão executiva, presidida por José Agostinho de Matos. Na sexta-feira à noite, a CGD acabou por divulgar os 11 membros do novo conselho de administração – o anterior tinha sete –, sem diferenciar os executivos dos não executivos. Só amanhã ficará definido oficialmente o novo modelo de gestão do banco estatal.
Certo é que a comissão executiva será presidida por José Agostinho de Matos, por indicação do ministro das Finanças, e Nogueira Leite será o seu vice, por escolha do primeiro-ministro. O facto de Nogueira Leite ter trabalhado durante alguns anos no grupo Mello e de a saúde ser uma das áreas a alienar pelo banco público causou também algum desconforto no sector.
Outra entrada inesperada na CGD foi a de Nuno Fernandes Thomaz, para administrador-executivo...
Era uma vez um político menos "bronzeado" que Obama, que de desgraça em desgraça foi-se colocando cada vez mais no fio da navalha, até que um dia lhe deram, forçadamente ou não, o golpe de misericórdia. O cavalo de batalha dele era um tal de PEC 4. Quilhou-se. E ainda bem pois fez por merecer o título de o maior xuxalista que Portugal teve o desprazer de conhecer.
Do outro lado do Atlântico temos um Obama montado numa dívida astronómica e a pedir ao seu povo para continuar a alimentar um cavalo selvagem e desgovernado.
E esta é a oportunidade que a oposição precisava para o ver estatelar-se ao comprido.
Alguns invejosos do seu bronze, jamais lhe perdoarão o tom de pele e hão-de lembrar Obama como o pior desastre da história dos States e hão-de para sempre culpar o bronzeador.
Como se tivesse sido ele a enfiar os EUA em duas guerras com o Iraque, ou com o Afeganistão, ou fosse responsável pela bandalheira que foi o atirar de dinheiro para o lixo da AIG, Freedie Mac, Fannie Mae e os bancos de (des)investimento.
O mundo precisa de bodes expiatórios. E Obama servirá de exemplo do que a falta de tomates no corte da despesa e endividamento pode fazer a uma nação inteira.
O mesmo poderá vir a acontecer ao Sr. Coelho, é que tanto para um como para o outro, só se tem uma oportunidade na vida para se fazer aquilo que está certo, e o tempo do Obama está-se a esgotar rapidamente.
Sabemos todos - há longos anos - que os EUA sempre viveram de Lobies e Oportunismos.
Não é novidade para mim e creio que para a mioria das pesoas que aqui escrevem.
Infelizmente e porque a Máquina da Propaganda EUA está realmente bem "Oleada" a maioria das pessoas foi Colonizada por esse País o qual tem vivido de "Golpadas" seguindo a Escola de Hollywood.
Deta feita é mais uma delas porque o "Sermão foi encomentdado à Agencia para que dissesse que os EUA estariam em Risco de Incumpirmento.... Sempre Estiveram e Graças ao Bloco Asiático ainda não souberam o que é a Bancarrota.
Não nos Iludamos e pensemos que o interese dos EUA é somete que a Econimia Continue mais ou menos Estável mas somente GRAÇAS ÀS GUERRAS INVENTADAS e que o EURO deixe de existir....coitados esquecem que a Europa ainda tem Cérebros Superiores...
Assim termino dizendo que este caso é mais um caso que será para esquecer ou melhor ignorar porque já tentaram uma Supremacia na América do Sul a qual saiu Mal porque o Brasil e a Mercosul simplesmente riu-se de tal atitude (Hilary Clinton), Na Europa, iremos assitir ao mesmo porque não Vivemos de Balóes e Oxigénio mas sim de Realidades.
Quem mal anda mal acaba. Um País que passa a sua vida a andar em guerras não pode esperar outra coisa. O material bélico custa muita massa. Isto para não falar das idas ao espaço assim como da especulação imobiliária que arruinou ... Só tenho pena que antes deles caírem sejamos nós os primeiros a caír.