24 de abril de 2014 às 4:13
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Obama critica duramente congressistas norte-americanos

Barack Obama criticou o Congresso por ter deixado vários assuntos pendentes antes das eleições. Presidente dos EUA continuar a liderar as sondagens, à frente de Romney.
Lusa
Obama continua em campanha Getty Obama continua em campanha

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou hoje os membros do Congresso de estarem mais preocupados com sua reeleição e "seus salários" do que com os eleitores, por deixarem medidas por aprovar.

Durante o seu discurso radiofónico e na Internet semanal, Obama apontou que o Congresso "deixou uma série de propostas sobre a mesa", como a aprovação de cortes tributários para fomentar a poupança dos cidadãos, as ajudas aos veteranos da guerra para encontrar emprego e aos propeitários para refinanciar as suas hipotecas, entre outros assuntos.

Segundo Obama, o facto dos congressistas terem regressado aos seus círculos eleitorais sem concretizar os assuntos pendentes antes das eleições é um sinal que "estão mais preocupados com os seus trabalhos e salários" do que com os eleitores.

"Estas propostas têm apoio bipartidário e não há motivo algum para que não sejam aprovadas", afirmou Obama, que instou o Congresso a pôr as mãos à obra.

Romney joga a carta dos impostos, com Obama a liderar sondagens


Em dificuldades nas sondagens face a Obama, Mitt Romney viu-se novamente à defesa esta semana, que terminou divulgando enfim a sua última declaração de impostos, assim acatando apelos democratas e republicanos.

Depois de na semana anterior o eleitorado ter reagido mal, segundo sondagem Reuters/Ipsos, a acusações suas ao presidente democrata Barack Obama sobre a morte do embaixador na Líbia, esta semana Romney foi o foco ao saber-se que em maio qualificou quase metade dos norte-americanos como dependentes do Estado.

"Há 47% da população que é dependente do governo, que acredita que é vítima e que o governo tem responsabilidade de cuidar dela, que acredita que têm direito a cuidados de saúde, alimentação, habitação, tudo", afirma Romney no vídeo.

A percentagem de que fala no vídeo amador, publicado em 'clips' no site da revista "Mother Jones", inclui cidadãos que não pagam impostos sobre rendimentos, como os mais pobres, mas também os militares que prestam serviço no Afeganistão ou Iraque. "Nunca vou convencê-los de que devem tomar responsabilidade pessoal e cuidar das suas vidas", diz Romney, adiantando que o seu papel não é preocupar-se com estes.

Declarações pouco "elegantes"


A primeira medida de contenção de estragos foi uma conferência de imprensa para dizer que as declarações foram improvisadas e admitir que não foram "elegantemente proferidas". Num artigo publicado no diário "USA Today", Romney articulou depois o ponto de vista dizendo que Obama apoia uma economia que "alimenta uma rede de dependência do governo", e por isso estagnação, em vez de "políticas para retirar os norte-americanos da pobreza", através do crescimento económico. O ponto seria reforçado em entrevista à cadeia de televisão Fox News e outros meios.

As sondagens mostram que os comentários foram mal recebidos: segundo a Gallup, 36% dos eleitores afirmam que provavelmente estão agora menos inclinados para votar em Romney e 20% disseram manter a intenção de voto, enquanto para os restantes não faz diferença.

A sete semanas das eleições e duas do primeiro debate presidencial, uma média das sondagens dava esta semana 48,6% das intenções de voto a Obama e 44,7% a Romney.

A campanha democrata, que gosta de retratar Romney como um milionário que não conhece os problemas ou necessidades da classe média e dos mais pobres, veio imediatamente acusar Romney de "desqualificar desdenhosamente metade da nação".

Romney pagou 1,95 milhões em impostos


Contemporizador, no programa da CBS de David Letterman, o presidente Obama veio dizer que "não há nada de errado" em "querer dar uma mão" a quem mais precisa e que os eleitores não querem um presidente que "desqualifica uma grande parte do país"

Alguns candidatos republicanos vieram mesmo a público distanciar-se, como Scott Brown, que está a concorrer a senador do Massachusetts. "Não é a forma como vejo o mundo. Como alguém que cresceu em circunstâncias difíceis, sei que ninguém quer depender da ajuda do Estado", disse Brown.

Tomando a iniciativa, Romney divulgou na sexta-feira a sua declaração de impostos mais recente, de 2011, como é hábito entre os candidatos presidenciais e vinha sendo reclamado pelos seus adversários e mesmo por republicanos. Pagou 1,95 milhões de dólares em impostos no ano passado, sobre rendimentos de capital de 13,7 milhões de dólares, uma taxa de 14,1%. Dados divulgados pela campanha indicam ainda que Romney pagou impostos todos os anos entre 1999 e 2009, a uma taxa média de 13,66%.

O casal Romney doou ainda, em média, 13,45% dos seus rendimentos para caridade e quatro milhões de dólares em 2011. Os democratas continuam a exigir a divulgação de mais declarações fiscais, além da de 2011 agora divulgada e da de 2010 já conhecida, e deverão continuar a fazê-lo em campanha, alegando que Romney tem contas não taxadas em bancos suíços e paraísos fiscais.



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Obama é um produto da democracia
americana e, pelo que se depreende, não é muito diferente dos políticos em geral, quer aqui ou na Europa. Apenas lá pelas bandas do Japão é que, pelas enormes adversidades daquela posição geográfica, é que os políticos pisam em ovos e cometem o "harakiri", até por uma saída com uma prostituta ... No resto do mundo, é tudo favas contadas e farinha do mesmo saco. Rio Grande
Obama é um frágil!
E os americanos sabem disso.
Como Pode?
OBAMA é um cara de pau. Está a fazer a política que LULA fez no Brasil, e acusa os congressistas de pensarem na reeleição. https://www.youtube.com/watch?v=STgHhhHx_4g

Neste momento 47% dos americanos são subsidio dependentes e eleitores da sua legenda. Esse cara está a destruir os EE UU tranquilamente, e as pessoas aplaudem-no freneticamente.

Não há dúvida de que o ser humano a cada dia que passa está mais abestalhado.
Re: Como Pode? Ver comentário
Re: Como Pode? Ver comentário
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