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Obama agradece envolvimento de Clinton e Gore na libertação de jornalistas
"A reunião que todos vimos na televisão (...) é uma fonte de felicidade não só para as famílias, mas também para todo o país", afirmou o Presidente norte-americano. (Veja reportagens da SIC no final do texto)
O reencontro das jornalistas com as suas famílias emocionou os norte-americanos
Kevork Djansezian/Reuters
O Presidente Barack Obama afirmou ontem que o governo dos Estados Unidos está "extraordinariamente aliviado" com a libertação de duas jornalistas norte-americanas, detidas na Coreia do Norte, e agradeceu a Bill Clinton e a Al Gore pelo papel que nela desempenharam.
"A reunião que todos vimos na televisão (...) é uma fonte de felicidade não só para as famílias, mas também para todo o país" (ver reportagem da SIC no final do texto), disse Obama, que falava no relvado da Casa Branca antes de partir para uma viagem ao estado de Indiana.
Obama, que não fez qualquer referência às relações tensas entre Washington e o regime liderado por Kim Jong-Il, disse ainda que "todos os norte-americanos devem estar agradecidos aos antigos presidente (Bill) Clinton e vice-presidente (Al) Gore pelo seu trabalho extraordinário".
Disse ter falado com as famílias de Laura Ling e Euna Ling, quando as jornalistas, que foram perdoadas de uma pena de 12 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte por terem entrado ilegalmente no país, já se encontravam a bordo do avião privado de Clinton com destino aos Estados Unidos.
Falando antes aos jornalistas, o assessor de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o antigo presidente iria informar a equipa de segurança nacional de Obama sobre a sua reunião com Kim Jong-Il.
Ao mesmo tempo, Gibbs reiterou que o antigo Presidente não levava uma mensagem verbal de Obama para Kim. "Se não havia mensagem, não pode ter havido um pedido de desculpas", disse.
Clinton chegou ontem a Los Angeles com as duas jornalistas libertadas.
Numa declaração divulgada pelo seu gabinete em Nova Iorque, o anterior Presidente dos Estados Unidos disse estar "muito contente" pela libertação ter sido obtida junto dos líderes da Coreia do Norte.
Classificou a situação das jornalistas de "longo calvário" e disse estar grato por elas "estarem agora em casa e com entes queridos".
... o mesmo protagonismo ao regresso dos seus militares que se encontram em diversas frentes de combate e que são os prisioneiros do sistema, estas cenas das duas jornalistas nem sequer teriam o impacto que estão a ter. Os americanos, mais uma vez, tal como na Coreia e no Viet Nam, estão a criar falsos heróis e a esconder os seus mais desgraçados filhos. É tão tradicional e ridículo que se esperava mais de Barak H. Obama, pelo menos nesta situação em que milhares de jovens já desistiram de viver uma vida normal e depois de chegarem das guerras vão viver para as ruas das grandes cidades excluindo-se da sociedade formal... É pena que não se cuida desses homens e mulheres mas que se idolatrem pessoas que entraram ilegalmente num País estrangeiro, foram detidas como é normal e agora são recebidas com as maiores honrarias.
Fico feliz com verificar que, neste caso, mais uma vez, a diplomacia mostrou o poder que tem. Um exemplo a seguir em muitas outras, para não dizer todas, as situações de conflito ou divergência grave entre nações ou comunidades. Mas também deve, o caso, servir de alerta para aquilo que todos deviam saber: entrar ilegalmente num país é algo de muito grave e ninguém, nem sequer jornalistas, deviam fazê-lo, sem pelo menos se estar bem certo de que o que estiver em causa seja assunto ou tema de real e inconfundível interesse para a comunidade internacional (e não só o próprio país, ou organização, de origem). Seja como for, parabéns aos artífices desta feliz “libertação”.
Sem duvida que Clinton é um cavalheiro e foi feito mesmo para salvar mulheres. Ainda todos nos recordamos do que aconteceu quando era Presidente na Casa Branca. Agora que a mulher raramente se encontra em casa deve ter mais vagar e é a pessoa certa para estes trabalhos. Falando a sério foi um Presidente que eu gostei muito e penso que todos os portugueses, porque não nos podemos esquecer da sua interferência no caso de Timor. É muito importante para O Mundo os EUA terem um Presidente à altura, o que acontece com o actual. Espero que este gesto da libertação das jornalistas seja um prenuncio de algo mais como a desnuclearização daquela região. O Mundo precisa de paz e não de guerra que esta só trás sofrimento. Desejo as maiores felicidades às jornalistas libertadas e os parabens a todos os intervenientes que contribuiram para tal acto.