Guantánamo continuará a ser a morada para mais de 200 indivíduos, por um prazo indefinido. Ontem à noite, o Presidente americano justificou a decisão com o facto de poucos países terem mostrado "disponibilidade para receber parte dos detidos". A complexidade de alguns dos processos legais também ajudou a atrasar o desejado encerramento.
Hoje deverão existir cerca de 100 homens a viver em Guantánamo apenas porque não têm para onde ir. As suspeitas sobre as suas alegadas actividades terroristas terminaram, garantiram peritos legais ao Expresso.
"A complicada análise das dezenas de processo legais forçou o adiamento", explicou Obama ontem à noite. Por agora, há a garantia de que 40 alegados terroristas irão a julgamento - uns serão apresentados em tribunal militar, outros em tribunal civil.
O Expresso entrevistou alguns dos advogados que participaram na defesa dos cinco supostos membros da Al-Qaeda, que serão transferidos, nos próximos meses, de Guantánamo para Nova Iorque.
Este grupo, liderado por Khalid Sheik Mohmamed, é acusado de ter arquitectado o atentado de 11 de Setembro, de 2001, em Nova Iorque e Washington.
O teor dessas entrevistas será publicado na edição do Expresso deste sábado, dia 21 de Novembro.