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O verão do nosso descontentamento

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Quando voltarmos de férias, aqueles que as têm, é certo que encontraremos uma Europa e um país diferentes. É impossível fazer grandes previsões. Mas sabemos algumas coisas: que a Grécia está a um passo de sair do euro, o que coloca Portugal no primeiro lugar da lista de espera; que a Espanha está à beira do colapso, o que seria um rombo sem remédio no euro; que a Itália se prepara para ser notícia séria nos próximos meses; e que a Alemanha não tenciona abandonar o seu autismo, bloqueando qualquer solução que salve o euro do seu próprio suicídio.

Quando voltarmos de férias, aqueles que as têm, começaremos o debate sobre uma mais que certa renegociação do memorando, o que, com este Governo, pode significar um memorando ainda pior. Que o Governo estará a tentar encontrar uma alternativa para a poupança que queria fazer através do roubo do dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos. Roubando rendimentos, através de novos impostos, aos trabalhadores do privado, ou arranjando formas de desobedecer à decisão do Tribunal Constitucional, transformado, como noutros tempos, numa "força do bloqueio". Sendo certo que, mantendo o rumo que definiu desde que chegou ao governo, a crise económica nacional entrará numa nova fase bem mais grave do que a atual.

Quando voltarmos de férias, aqueles que as têm, saberemos que este foi o último verão em que vivemos numa relativa, mesmo que precária, normalidade política e económica de Portugal e da Europa. Escrevi-o há dois anos e não foi por autoinspiração: 2013 será o ano decisivo para o euro e, seguramente, para Portugal. É o ano que a própria Alemanha tinha determinado como o do tudo ou nada. Em que, na infinita irresponsabilidade que domina o seu Governo, de que as declarações do seu ministro da Economia sobre a saída da Grécia do euro são apenas mais um exemplo, se fará o redesenho dos equilíbrios europeus. Não o sabem os alemães, mas sabe quem não vive maravilhado com a imagem que lhe reflete o seu generoso espelho, poderá ser o ano em que o euro e, com ele, o projeto político europeu, entrará na sua derradeira fase decadente.

Posso estar enganado. Na realidade, perante tanta incerteza, toda a gente pode estar enganada sobre o que nos espera a todos. Mas o mais provável é que este seja o último verão em que ainda só estaremos descontentes. Nos seguintes suspeito que estaremos a reaprender a viver sem a União que conhecíamos até hoje. E em Berlim pode erguer-se mais um dos tantos memoriais que a Alemanha dedica aos seus erros históricos: aqui morreu o projeto que garantiu meio século de paz e propriedade aos europeus.

ESTA COLUNA REGRESSA A 3 DE SETEMBRO


Opinião


Multimédia

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.


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Re: O verão do nosso descontentamento

Apesar de DO discorrer sobre o assunto apoiado em argumentos muitas vezes contraditórios não deixo de partilhar o seu pessimismo (realismo?), ao arrepio das opiniões de outros utilizadores.
Quando começamos a ser anti-qualquer coisa (neste caso anti-alemanha) perde-se a imparcialidade na análise dos factos e DO cai muitas vezes nesta armadilha.

A verdade é que a sequência de acontecimentos que eu dava como certa há 2 ou 3 anos atrás se reproduz com uma precisão arrepiante, apenas um pouco mais lentamente do que eu imaginava.
Sendo quase analfabeto do domínio da macro-economia e da alta finança cheguei a esta conclusão baseado apenas na abordagem inicial dos países da zona euro aos primeiros sintomas vindos da Grécia. O que se poderia ter resolvido com perdas quase insignificantes tornou-se hoje um sorvedouro sem fundo, que ainda por cima tem o condão de arrastar, uma após a outra, lenta mas inexoravelmente, as outras economias para o abismo.

A derrocada geral, que esperemos seja apenas económico-financeira apesar da história nos ensinar que é quase impossível confinar os danos apenas a estas vertentes, desenrola-se à frente dos nossos olhos.
Podemos ignora-la e confiar que tudo acabará bem apesar de tudo correr mal.

(cont)

Re: O verão do nosso descontentamento
O verão do nosso descontentamento
Quando na última quarta-feira, Luísa Meireles publicou uma análise política intitulada "Sinais de Derrocada", impressionou-me que a acusassem de jornalismo sensacionalista. Dir-se-ia que não havia nada de razoável no que ela escrevia, que estaria a exagerar ou isolada nessas opiniões.

Mas no Expresso seguinte, um dos títulos fortes era, "Cai mais um dominó da zona Euro". E fazendo uma visita pela Presseurop, percebe-se que esta sensação de pré-derrocada é tudo menos a impressão fantasista de uns poucos. Eram vários os artigos com esse tom.

E depois há o seu artigo...

Deve haver de facto algo acerca dos Verões. O último era "a tempestade perfeita". Sobrevivemos a ele mas neste, voltamos a ter o mesmo sentido de fim de era,
com dois países novos na mira. Um ano com um novo governo, e no entretanto, as minhas opiniões evoluíram.

Por exemplo, já me libertei da ilusão de que vivemos em austeridade. A Alemanha é austera, porque podendo consumir mais, não consome. A Europa vive-a porque tem resultados excedentários e mesmo assim aceita a redução de 20% do PIB de países seus. Nós talvez a tenhamos vivido desde 2002 mas não agora.

É que a política deste governo não é a austeridade mas assumir a bancarrota. Bancarrota é quando não se tem para pagar o que é devido. É quando se opta por não pagar a funcionários e reformados para se poder pagar a bancos. É não ter dinheiro para as devoluções do IRS a tempo e horas. É vender em desespero. É...

Boas férias, Daniel!
Foi Sócrates que trouxe a troika
E será Passos Coelho a mandar a troika de volta.Se o conseguir, como se espera e Portugal recuperar a soberania ,agora condicionada pelos empréstimos externos,este Governo ganhou a batalha e o Povo saiu vencedor!
O resto é conversa partidária,aquela conversa da trêta do Louçã e cpa,a ver se arranjam clientes para o táxi.
Re: Foi Sócrates que trouxe a troika
Re: Foi Sócrates que trouxe a troika
Re: Foi Sócrates que trouxe a troika
Para onde irá DO passar férias?
Agora que o seu "resort" favorito (Síria de Assad) está a ferro e fogo?
Verão ou inverno
As mudanças climáticas geram estes fenómenos e o verão transformou-se, numa espécie, de inverno do nosso descontentamento, não é preciso ir de férias, poucos o farão nos mesmos moldes de outros anos, para sofrer o choque no regresso, basta ir à varanda, olhar o horizonte e voltar à sala para deparar com a triste realidade. Para uma geração que lutou e acreditou que algo mudava com o 25 de Abril, aqueles idealistas que lutaram por um país melhor, mais justo, solidário e livre, fica-lhe a sensação amarga que o sonho não passa de utopia. Gerou-se uma classe política interesseira e sem escrúpulos que enriqueceu e enriquece à barba longa, sem pudores, nem vergonha, os pobres ficam cada vez mais pobres, os idosos votados ao ostracismo, os jovens abandonados sem perspectiva de futuro. Quem que emprego, ter formação e garantir a subsistência tem de se inscrever numa agência de tráfico de influências, ou seja numa das juventudes partidárias, ser independente e livre tem mais custos que no tempo da ditadura. Porque sou desse tempo, dos últimos que o viveram, não vejo grande diferenças entre aquele e este fascismo, sendo que o antigo nos dava alguma vantagem, conhecia-se o inimigo, hoje ele está por todo o lado e a mordaça da liberdade é muito pior. Com alemães ou sem eles no processo de construção europeia, com o euro ou o escudo, também o projeto de Schuman não terá grande futuro, os políticos europeus esqueceram-se das pessoas. Boas férias para o cronista.
Re: Verão ou inverno
Re: Verão ou inverno
Crónicas
Nestas duas crónicas de balanço pré férias DO explanou a sua visão negativa sobre a situação interna (ontem) e a questão europeia e do euro (hoje).

Não tenho capacidades específicas , nem argumentos técnico/científicos para lhe dizer que está enganado, mas a minha percepção do que leio, do que vejo e do que penso, é que a situação está muito longe da gravidade descrita.

O que me parece estar a acontecer é um despertar europeu para o facto de , há décadas, se consumir muito acima do produzido, com recurso sistemático à dívida.

Pensou--se em reservar a Europa para a produção de produtos de alta tecnologia, deixando os produtos de consumo para os países emergentes e o plano falhou.Perdeu-se empregabilidade aos milhões, aumentaram-se as importações dos produtos que se deixaram de fabricar localmente e as exportações da tal alta tecnologia não cobriram o balanço.

É tempo de rever o projecto, preparar-se para um período de contenção e equilíbrio de contas e controlar o consumismo.

Estas sociedades têm vivido muito do supérfluo, há que fazer uma selecção do necessário , e continuaremos a pertencer ao primeiro mundo, sem dramas....
Crónicas de DO tornam-se ameaças à saúde pública.
Há qualquer coisa de estranho nas últimas crónicas de Daniel Oliveira, imperando um pessimismo, muito para além do vulgar, assente no permanente descrédito da racionalidade das decisões da generalidade dos governantes europeus. Segundo a visão veiculada nas crónicas só há irresponsabilidade, quantificada de infinita, pelo que os cidadãos europeus só podem esperar desgraças e já no imediato. A nível interno os nossos governantes são rotulados de criminosos (que roubam subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos e rendimentos aos privados através dos impostos), não lhes faltando também a irresponsabilidade de renegociarem o memorando com a “troika” para agravar a condição de vida dos portugueses. Só espero que os cenários tenebrosos apresentados por DO não provoquem depressões nos leitores do Expresso mais susceptíveis, por aí já não seria nem a crise nem o governo nem a troika os verdadeiros culpados de alguns portugueses não terem férias. Boas férias Daniel; precisas muito de descansar e de descansar-nos.
Errata:(por aí já não seria)- pois aí já não seria
DO vai sair do Bloco
Re: DO vai sair do Bloco
DO
Se reparar não será descontentamento para todos, pois andam por aí os mesmos de sempre que as crises nunca os afectam.
Não é verdade?
o-verao-do-nosso-descontentamento
O que se está a passar na Europa, faz-me lembrar um autocarro cheio de gente embriagada que regressa de uma festa, em que o condutor se encontra como os restantes também embriagado. Aparece uma placa a sinalizar precipício a 500 metros e em vez de parar continua a acelerar e todos batem palmas. Não tarda que caiam no precipício e entre mortos e feridos, ninguém consegue escapar. Não vai ser só a Europa, mas o Mundo está à beira de uma catástrofe de proporções Faraónicas. Vamos assistir outra vez no Natal e Páscoa aos carros vindos da província carregados com produtos a caminho de Lisboa e Porto. No caminho a paragem junto à fonte para comer uma bucha enquanto os restaurantes permaneciam vazios. Eu já vivi nesse País e não gostei.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/ja-vivi-nesses-pais-e-nao-gostei.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/confissoes-de-um-assassino-economico.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/confissoes-assassino-economico-ii.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/chefia-da-edp-ganha-6-milhoes.html
"roubar aos contribuintes..."
Se os contribuintes fossem pessoas idóneas e honestas não seria necessária tanta austeridade...
eu deixo aqui algumas perguntas: quantos contribuintes exigem fatura quando pagam o tlm; quando almoçam fora; quando jantam fora; quando atestam os veículos; quando os mandam pro mecanico; quando fazem obras em casa; quando recorrem a advogados; quando passam recibos de renda ficticios...
faz-me lembrar o fenómeno da separação do lixo, da reciclagem; há uns anos, toda a gente dizia, "reciclar? pra quê? eles depois misturam tudo na mesma...". mas entretanto gerou-se uma consciência ecológica de que é necessário reciclar e proteger as gerações vindouras. Ensinou-se na escola os pequeninos a reciclar, e estes pequeninos ensinaram os papás a participarem no projeto da reciclagem...e hoje o que temos? verdadeiros ecopontos dentro de nossas casas... houve uma revolução de mentalidades! venceu-se o medo da reciclagem...
Agora,voltando à "vaca fria", para quando esta revolução de mentalidades? quando é que os contribuintes perceberão que, enquanto não pedirem as respetivas faturas,os únicos que roubam são eles, a eles próprios?
è preciso começar pelas escolas, pelos nossos pequeninos, "porque burro velho não aprende línguas"...
Re:
Boas férias
Para quem as tem. União Europeia? Deve estar a falar da união dos políticos, porque união da Europa eu nunca vi ao longo destes anos todos... mais uma guerra? Claro, não fossem os alemães uns labregos prepotentes que acreditam naquela coisa da raça ariana, os tais de nazis. Simpáticos? Não. Cínicos. Mas como a vida é irónica, esse cinísmo vai-lhes saír caro, com a queda do império alemão e a recuperação lenta e morosa da Europa que irá dividir a alemanha em três ou cinco partes.... boas férias.
Se o presságio se pudesse materializar….
Se o cenário desta crónica se pudesse materializar em Setembro, seguramente que os portugueses se poderiam reencontrar consigo próprios e com a sua crua realidade, a verdade material com a qual mais tarde ou mais cedo vão ter de chocar de frente. Em Portugal existem 2 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza. Quase 1 milhão da mão-de-obra activa não tem emprego. A diáspora vai expoliando o país dos seus mais capazes, cujo futuro será sempre longe de nós. Se é assim, então para que nos serve o ”euro” e a “União europeia”? Onde está a prosperidade? Os pequeno-burgueses, com a sua marca tradicional de deslumbramento provinciano pelo “novo riquismo” conduziram o povo português a este estado de vida “fora da realidade”. Esses deslumbrados que empurraram Portugal irreflectidamente, e à pressa, nos anos 80, para uma Europa que sempre nos considerou menores (e continua a considerar) e no princípio do Séc. XXI para o “Euro” (sempre os mesmos), jamais tomarão consciência dos seus erros (sonham com Paris, a cidade das luzes e do Moulin Rouge). Os nossos antigos e liais parceiros (anteriores à Europa) do mundo são hoje também os que mais prosperam social e economicamente (BRIC), mas nós virámos-lhes as costas. Espero que a História não absolva os que cometeram um colossal erro histórico.
Euro, Ámen!


Parece impossível mas os abrutes querem explorar a sobrevivência do Euro, que é destinado a falecer em breve, até o ultimo minuto, atrás de especulações nas bolsas.
Este não vai chegar ao final deste ano. E' questão de umas semanas ou alguns meses, DEPOIS A MORTE.
Por isso elas oscilam todos os dias e milhões de euros são ardidos mas a fome de dinheiro deve ser extinta porque esta é a lei da selva.

Re: Euro, Ámen!
Now is the winter of our discontent,
Made glorious summer by this sun [or son] of York!
Oh , que lindo!
E também pode acrescentar o Thomas Paine: These are the times that try men's souls! Tão bonito!
Mas meu caro DO, para além da retórica e das previsões apocalípticas dos maias, o quê mais?
Sim, pode tudo correr mal, pessimamente mesmo. E sim, o Euro pode implodir, o Foreign Affairs anda a dizer isso mesmo vai para 20 anos.
E sim, mas sim, o projecto europeu pode soçobrar, oh se pode.
Tudo isto pode acontecer e muito mais por miopia de quem está, de quem esteve e de quem há-de estar. Pode.
Mas, lá diz o Paine, «estes são os tempos que julgam o nosso carácter (a nossa alma, em que você não acredita)». A resposta que dermos a esta crise pode ser boa ou má. Até agora não tem sido famosa, feliz ninguém está.
Há quem pense que isto são tudo «maldades» feitas pelos «ultra-liberais» para «destruir o estado social».
Há quem pense que sem a canga da divida viveríamos muito melhor.
Há quem ache que chega dizer mal...
E depois há aqueles 10 milhões de portugueses não opinativos que pagam os impostos, trabalham e produzem, que ficam confusos com tanto papagaio.
- Tempos a esquecer -


"E em Berlim pode erguer-se mais um dos tantos memoriais que a Alemanha dedica aos seus erros históricos: aqui morreu o projeto que garantiu meio século de paz e propriedade aos europeus".

Daniele termina o seu artigo com a frase acima, que resume a tristeza do poder alemão exercitado na nossa época. De facto temos assistido a eventos catastróficos, marcados por sofrimentos enormes, por sangue inocente e por violência sem precedentes.

Nós não somos subjugados ao vil dinheiro. Gostamos dos outros e nunca buscaríamos o mal deles.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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