18 de abril de 2014 às 0:59
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O super "taxi"

É uma das carrinhas Mercedes mais conhecidas dos portugueses pela sua utilização como taxi. Com o rápido motor 250CDI, transforma-se numa verdadeira "bomba"
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

A sua elevada velocidade máxima - 237 km/hora - e o disparo enérgico da sua aceleração - só 7,4 segundos para chegar aos 100 km/hora - fazem esquecer a imagem tradicional dos táxis citadinos, habitualmente associada aos Mercedes da série C. Esta carrinha C, como motor 250 CDI, é uma verdadeira "bomba" no tipo de condução desportiva que facilmente permite ter.

Na lista dos argumentos menos favoráveis à sua compra estará sempre o elevado preço de base - cerca de €52,2 mil, sem extras - ou uma fatura ainda mais elevada que pode atingir quando equipada com a maioria dos extras disponíveis.

Também pode ser questionado o seu "design", pois tem caraterísticas mais "conservadoras" que outros modelos da marca Mercedes, podendo parecer relativamente antiquada. No entanto, esta carrinha foi submetida a um "facelift", que redesenhou alguns pormenores exteriores, modernizando o seu aspecto. No interior também foram feitos "retoques", mas acabam por ser menos perceptíveis.

Tecnologia biturbo 


O grande argumento a favor da carrinha C250 CDI está sem dúvida no seu motor, cuja tecnologia biturbo faz elevar aos 204 cavalos a potência extraída do bloco de 2143 centímetros cúbicos. Este é um dos blocos de motores mais utilizado pela Mercedes, com potências que começam nos 120 cavalos (na versão C180 CDI) e vão até aos 204 cavalos.

A carrinha C250CDI é assim a mais rápida entre todas as Mercedes que utilizam o bloco de motores diesel de quatro cilindros com 2143 centímetros cúbicos. Acima de 204 cavalos, os motores diesel Mercedes passam para as categorias seguintes dos blocos de seis cilindros, registando outro tipo de consumos, mais elevados na utilização urbana e nas estradas, sobretudo em situações com ultrapassagens mais "vigorosas".

Apesar do teste do Expresso não ter registado os consumos indicados pela Mercedes, sobretudo em circulação urbana, onde os 6,4 litros referidos pela marca estão bastante abaixo dos registos obtidos no nosso ensaio, mesmo assim, os 5,9 litros que foram obtidos na circulação em estrada são aceitáveis para a potência desta carrinha e para o seu tipo de desempenho (atendendo a que a resposta em ultrapassagens é excelente, aliada ao bom comportamento das suas suspensões e à notória qualidade da sua direção).

Caixa automática satisfaz


Também na carrinha da série C, a caixa automática de sete velocidades 7G-Tronic Plus mostra uma utilização adequada à generalidade das situações de condução, desde o modo automático que privilegia o conforto, até às utilizações mais extremas em modo manual, acionada pelas patilhas do volante. No modo desportivo "S", a caixa automática revela grande vivacidade, sendo muito confortável de utilizar.

Quanto à capacidade de carga da carrinha, depois de rebatidos os bancos traseiros, a sua capacidada máxima (1500 litros) responde às necessidades mais exigentes.

 


Comentários 3 Comentar
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O parque automóvel até podia ser diferente.
Quando olhamos para os impostos do carro,só me apetece dizer que estes têm um valor pornográfico! Claro que os carros velhos e as dívidas aos bancos são para ficar.
Continuem assim
o fabricante do carro e o distribuidor em conjunto recebem 32563 euros pelo carro. se tiverem uma margem de lucro de 25% ganham pouco mais 7500 euros. sobre isto irão pagar IRC de 25%, isto é cerca de 1800 euros. Lucro total para o fabricante e distribuidor, cerca de 6000 euros, mais coisa menos coisa. O Estado lucra 19695 + 1800 = 21495. depois admirem-se que não há consumo, que as empresas fecham, que o desemprego aumenta, etc,etc
Vistas MUITO curtas
A ganância do Estado é doentia e como tal torna-se estúpida: tanto querem receber (tirar) que acabam por ficar com muito pouco ou quase nada. No caso dos automóveis (fabricados e montados no estrangeiro) ainda podem dizer que é para poupar a saída de divisas. Mas em todo o resto o resultado está à vista: quanto mais tiram, menos recebem e mais pagam, porque as consequências são a subida brutal do desemprego e do respectivo subsídio
É gente muito inteligente e sabedora sem dívida !!!
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