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O sôr desculpe, por acaso estava a apedrejar?

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Há coisas do arco-da-velha. Uma delas é acreditar que um polícia, depois de hora e meia a levar pedradas, tem discernimento para, durante uma carga, saber quem prevaricou e não prevaricou.

Vamos a factos. Vários energúmenos (que nada tinham a ver com o espírito da manifestação, e já depois de esta ter acabado) começaram a apedrejar polícias em frente ao Parlamento. Vários manifestantes (entre os quais Daniel Oliveira, segundo o próprio relata na sua crónica) pediram insistentemente para não o fazerem, no que não tiveram sucesso e abandonaram o local. Um dirigente do PCP, que se encontrava a dar uma entrevista a uma televisão, condenou o sucedido e disse que ia retirar-se imediatamente daquele sítio, o que fez. Mais de uma hora depois, as pedradas continuavam. Alguns populares (ligados, presumo, à manifestação da CGTP) colocaram-se em frente da polícia tentando demover os delinquentes. De nada serviu, a chuva de pedras continuou. A polícia fez um aviso: retirem-se da praça que vamos carregar. Dois minutos depois repetiu o aviso. Cinco minutos depois, carregou. Quem ainda estava na praça sabia o que ia acontecer.

Bateram em pessoas que jamais tinham atirado uma pedra? É possível. O que não é possível é ser de outra maneira; o que não é possível é durante uma carga, um polícia que esteve sob uma tensão enorme durante horas, indagar e interrogar-se sobre a justeza da sua ação. Isso é lírico.

A polícia cumpriu todas as normas. Mas porque não foi ao meio da manifestação buscar os apedrejadores? Bem, porque era arriscado. E porque as cargas têm de ter aviso, pelo menos nos países democráticos e civilizados.

E, já agora, uma nota final para os ignorantes que comparam estas cargas às que existiam antes do 25 de Abril. Estive em várias e era assim. Um estudante (lembro-me de José Luís Saldanha Sanches, por exemplo) saltava para a escadaria da Faculdade de Direito e discursava contra a guerra colonial. De repente, de trás da reitoria, saía a polícia de choque do célebre capitão Maltez. Às vezes traziam cavalos, mas a maioria das vezes cães. Batiam em quem podiam, sem que nada fosse arremessado contra eles. Sem avisos, sem jornalistas que pudessem presenciar. Acham que há comparação? Não brinquem com coisas sérias!

Twitter: @HenriquMonteiro  https://twitter.com/HenriquMonteiro

Facebook:Henrique Monteiro  http://www.facebook.com/hmonteir     


Opinião


Multimédia

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

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Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.


Comentários 169 Comentar
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HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Henrique Monteiro prefere falar dos apedrejamentos à polícia ...
Mas podia falar de outros apedrejamentos ... também de ontem ... estes ...
    Passos Coelho - "Não podemos cair num pessimismo excessivo"
Taxa de desemprego em Portugal sobe para 15,8% no terceiro trimestre
Desemprego jovem atinge 40%
Economia portuguesa acentua contracção no terceiro trimestre
PIB recuou 3,4% no terceiro trimestre
Primeiro-ministro diz que "dívida externa está controlada" com aumento das exportações
As exportações caíram em Setembro pela primeira vez em três anos, ao recuarem 6,5% em termos homólogos.
Produção industrial cai 12% em Portugal, a segunda maior queda na UE
Risco de bancarrota sobe para mais de 42%

Ou falar da chuva de pedradas com que este Governo tem atacado os cidadãos e que já dura há mais de um ano ...

Também a polícia podia fazer uma carga sobre estes apedrejadores ... dos quais até sabe o nome ...
Coelho, Gaspar, Relvas, PORTAS(PORTAS é em CapsLook para não passar pelos intervalos da chuva )

E o Henrique ? Já foi atingido por alguma destas pedras ?

Se foi tenha calma ... é que mais de um ano a levar com pedras ... pode fazer perder o discernimento ...

Há apedrejamentos e apedrejamentos ...

Sócrates foi só sacar!
Re: Sócrates foi só sacar!
HÁ QUE PROTESTAR MAS É COM O VOTO.
Re: HÁ QUE PROTESTAR MAS É COM O VOTO.
HÁ QUE PROTESTAR MAS É COM O VOTO. (2)
A MAIOR PARTE DAS MANIFS SÃO INÚTEIS.
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
O CENSURADO E O H.MONTEIRO !!!
Re: HÁ APEDREJAMENTOS E APEDREJAMENTOS ...
BOM FIM DE SEMANA A TODOS...BEM ESTAMOS A PRECISAR
Re: BOM FIM DE SEMANA A TODOS...BEM ESTAMOS A PREC
RIDICULO!!!!!
Polícia podia ter sido ainda mais dura.
Àqueles meninos que estavam de cara tapada a arremessar pedras à polícia esta deveria ter respondido de imediato com o arremesso de balas (de borracha para começar). Assim ia acalmar-lhes os ânimos e com isso, em vez dos 47 feridos que aconteceram, entre os quais porventura de alguns incautos mas não violentos, teríamos apenas meias dúzia de feridos, todos eles violentos.
Re: Polícia podia ter sido ainda mais dura.
o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Estes são dois comentários que fiz noutros locais, antes de ler a crónica de Daniel Oliveira e agora a de Henrique Monteiro.

Só não entendo a razão porque a policia não os prende logo que atiram a primeira pedra. Eu que quero manifestar o meu descontentamento ordeiramente, tenho o direito de exigir que a policia me proteja. É claro que no meio de tudo há gente estúpida do lado de cá, mas na policia também há. Batem em pessoas que não devem e não o fazem nos culpados que deixam fugir. É a minha critica à actuação da policia. Faz lembrar o BPN. Culpam Sócrates e Teixeira dos Santos porque o nacionalizaram e Victor Constâncio porque não o guardou e nem falam nos verdadeiros culpados.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/bpn-maior-burla-de-sempre-em-portugal.htm

A policia são povo e vitimas como todos os mais. Tal como em todas as profissões há os bons e os maus. Devem estar ao lado do povo e não contra ele. Não gostaria ver a policia odiada como acontecia antes e a seguir ao 25 de Abril de 74.

Nota: Já agora acrescento que se a polícia começar a reprimir as pessoas indiscriminadamente, pode criar sentimentos de revolta nas FA e aí pia mais fino.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/eu-sou-policia-orgulhosamente.html

Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Sócrates e o Freeport!
Sócrates foi só sacar!
Re: Sócrates foi só sacar!
Re: Sócrates foi só sacar!
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
POR QUE NAO TE CALAS,TONI??
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Re: o-sor-desculpe-por-acaso-estava-a-apedrejar
Os comunistas querem esta violência?
Essa é a questão central, a de saber se o PCP e o seu braço "armado" a Inter querem esta violência.
Porque se os dirigentes comunistas dizem o contrário, então alguma coisa está errado e nã bate certo.A saber:
Não é o PCP e a Inter que criam as condições objectivas para que tal aconteça? Não é o PCP que há meses instigam nos seus comícios a chamar "gatunos" a tudo o que é Governo? Não é o PCP e sindicatos afectos que percorrem o país atrás de comitivas ministeriais? Não é o PCP e a Inter que marcam os locais e as horas do palanque e lá desferem todo o fel da sua ideologia sectária?
Não venham agora lavar as mãos,porque estão a mentir com todas as letras.
Portugal não é a ex URSS e muito menos quer o KGB,os Gulags e os fantoches dos "comités centrais".
Liberdade e Democracia,sempre!
 
Estes comunistas não passarão!
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
coitado do pardal, perdão, do aguiadois...
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
Fumo, Espectáculo e Cegueira.
Sócrates vai ser julgado!
Fumo, Espectáculo e Cegueira. (2)
mão pesada nos arruaceiros
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
Palavras loucas que nem merecem resposta.
Re: Palavras loucas que nem merecem resposta.
Re: Os comunistas querem esta violência?
Re: Os comunistas querem esta violência?
GRANDE AGUIA !!!
Opiniões
Acredito que a passividade policial que permitiu o apodrecimento da situação e o descalcetamento das ruas, é o resultado de uma campanha anti-policial, agravada com o incidente do Camões, de que foi vítima um jornalista, por parte da comunicação social.Os comandos polciais e o governo estão temerosos de ser taxados de violentos e deixam chegar uma situação facilmente identificado e limitada nos elementos, que poderiam ser detidos. O próprio Daniel Oliveira, diz que ram poucos e que se podiam identificar.
  A própria transmissão, durante horas, em directo, é algo exclusivo de Portugal. Nas TV's espanholas, onde as manif foram muito maiores, não se fez nada de parecido. Há que rever esses códigos deontológicos e ter a noção do mal que se pode fazer, na procura de audiências.

Quanto à eficácia de tudo isto, estamos conversados. Tudo volta ao normal, é hora de arrumar bandeira e paus, de controlar os apetites de alguns piquetes que não deixaram os outros trabalhar, intimidando e agredindo.

Não me atrevo a pedir que reflictam um pouco sobre o assunto, porque. em assuntos de fé, o raciocínio conta pouco.......
Re: Opiniões
Re: Opiniões
Re: Opiniões
Re: Opiniões
Re: Opiniões
São todos bons rapazes...
Esta conversa é recorrente sempre q algumas manifestações acabam nisto. Para muito boa gente, incluindo jornalistas e comentadores da política caseira, os polícias são bons quando estão em greve ou a manifestarem-se, mas já são um bando de criminosos comandados por cacique qualquer a soldo do governo, quando estão a trabalhar, impondo a ordem e a lei nas ruas.
Esquecem-se de um pormenor básico, para qualquer personalidade q queira observar estes fenómenos com alguma equidistância. Aquilo q diferencia a manifestação de 15 de Setembro deste fenómeno e de outros similares, é a diferença q vai entre aqueles que da direita á esquerda, se sentem cansados de uma certa austeridade q parece não ter fim, mas manifestam-se ordeiramente, pais e filhos, velhos e novos, coxos e cegos, numa autêntica demonstração de desagrado nacional pelas opções da troika e dos governantes, em contraponto às manifestações sistemáticas em frente à frente da Assembleia da República, com o intuito de provocar um certo terror mediático para televisão mostrar, aos que por ali passam, políticos ou não, demonstrando a força de uma certa esquerda q em tempos sequestrava deputados da nação.
Ora, a polícia fez o seu papel perante os insultos, as pedras e latas q lhes eram arremessadas. Aqueles q por ali estavam mas não faziam parte do "enxame de arruaceiros", só tinham é que dar de frosques atempadamente. E foram avisados duas vezes.
Mas não, preferiram ir com o enxame e sujeitaram-se ao q veio!

Àquilo que Polícia fez, chama-se TERRORISMO !
Re: Àquilo que Polícia fez, chama-se TERRORISMO !
Re: Àquilo que Polícia fez, chama-se TERRORISMO !
A sério?
A polícia não esteve bem
Demoraram tempo demais a agir.

Quase 2 horas a levar pedradas? Não bastava meia-hora?

Deram demasiado tempo aos bandalhos para destruir propriedade pública e agora vamos todos pagar os consertos.

Já estou a ver o Gasparzinho a inserir mais uma coluna no seu tenebroso Excel : imposto extraordinário para pagar os prejuizos e devolver as pedras à calçada.

Para a próxima, 15 minutos bastam, está bem?
Re: A polícia não esteve bem
Amadorismo policial

Lamento não alinhar no Laudamos Te geral que entoamos hoje em coro às nossas forças da ordem.
Por efeito da própria greve tive direito à transmissão em direto entre as 17.30 e as 18.30. O metódico e rápido descalcetamento do largo foi levado a cabo por um máximo de 10/12 energúmenos fácilmente identificáveis.
Quando terminei o café eu próprio já tinha bases para uma razoável identificação quase um a um.

Ninguém pode expôr um corpo de segurança, ao vivo e a cores, a semelhante provação durante tanto tempo. Eu calculo ter assistido a 45 minutos de intifada, mas há quem garanta que foram mais.
Não só é perigoso mas humilhante, e não apenas para a autoridade mas para todos nós.

Se um corpo de intervenção daquela dimensão não está ao nível de controlar uma dúzia de vândalos é preferível pedir ajuda especializada.

Como é óbvio ninguém levou a sério o aviso da polícia.
Não sei se foi audível ou não como defende Daniel de Oliveira mas isso é acessório. O essencial é que a polícia avaliou muito mal toda a situação, não querendo aqui entrar em especulações mais ou menos conspiratórias, e tudo acabou numa carga cénicamente bem coreografada e em plano contínuo. Um desastre!

E atenção: a próxima vez será certamente pior!
Apedrejar impunemente o corpo de intervenção é certamente a fantasia secreta de muito boa gente. Se isso se tornar uma actividade legal, diria mesmo um desporto, vai cativar cada vez mais adeptos.

Naturalmente a críica é dirigida ao comando.

 
Re: Amadorismo policial
zéXXI a chefe da polícia de intervenção JÁ! :-)))
Re: zéXXI a chefe da polícia de intervenção JÁ! :-
Re: Amadorismo policial
Re: Amadorismo policial
Re: Amadorismo policial
Re: Amadorismo policial
Vândalos e Bárbaros do século XX!
Muito bem explanado! Só não se entende como o Sr. Daniel Oliveira consegue estar sempre do contra, mesmo nos casos mais evidentes. Ele bem disse que tentou impedir o arremesso de pedras, mas conversar com aquela gente é como falar com uma porta. Mas ele lá sabe...

Embora não sendo especialista, talvez a polícia pudesse ter actuado de outro modo: enviar agentes à civil por trás da turba e prender a meia dúzia de garotos e um idoso que provocaram tudo aquilo. Evitava-se os feridos entre os mirones e estragos de maior.
Embora seja expectável que a paciência da polícia se tenha esgotado e, daqui para a frente, irão puxar do bastão cada vez mais rápido ao menor sinal de vandalismo - o que está totalmente correcto.
Re: Vândalos e Bárbaros do século XX!
Re: Vândalos e Bárbaros do século XX!
Re: Vândalos e Bárbaros do século XX!
Pedradas há muitas
Pedradas há muitas.
Hoje de uns energúmeros amanhã de pais de família desesperados ou de outro alguém, porque sim, porque já não tem nada a perder.
O empobrecimento puro e duro como estratégia de desenvolvimento(?) de um país pode parecer bem a meia-dúzia de iluminados com uma grande capacidade de suportar o sacrifício infligido sobre terceiros. Quem é que não tem, não é? Se pensarmos bem. Fazer um exercício sobre empobrecimento, uma teorização académica, não é assim lá muito complicado se estivermos para aí virados.
O pior é lavá-la à prática e pensar que vai tudo correr bem.
Quando digo bem é de forma pacífica e cordata. Já nem estou a pensar no resultado final da coisa.
O empobrecimento pode parecer bem e o caminho a seguir custe o que custar mas é mentira. Nunca poderá ser o catalisador social que impulsiona uma sociedade, um país como num balanço de um exercício.
Numa folha de excel não se gera revolta e descontentamento na vida real sim e logicamente só se consegue conviver com ela e controlá-la até certo ponto.
E depois os energúmeros seremos todos nós.
Teoricamente falando, é claro. Tudo só teoricamente. Opiniões...
Já as pedradas quando caem fazem mossa.
Assunto...
Parece-me que o assunto tratado hoje por Henrique Monteiro, é uma pedrada que não atinge qualquer agente político ou organização, pelo contrário atinge um charco onde meia dúzia de agitadores se chafurdam...
Estava à espera de ver tratado, com o rigor que o carateriza um deses dois temas:
1º O êxito ou o fiasco da Greve Geral
2º A passividade da polícia, a soldo de quê, o que é que as palavras bonitas do MAI têm que ver com esta passividade...
Quem “espalha” pedras colhe pedrada
Os alegres cidadãos em “momento” energúmeno, surgem sempre, não na oportunidade do momento, mas na oportunidade da ocasião. Factos sem novidade. Factos também sem novidade é a “lavagem” dos ateadores da coisa. Há meses, que todas as personagens focadas como gente boazinha e que se tentou opor à barbárie… apela à barbárie.

Em declarações sempre bem acolhidas pela imprensa, insinuam a nossa situação de “corno manso”, em confronto com a “macheza” dos gregos e, até, dos espanhois. E tais personagens, do Bloco à Intersindical e PCP, sem descurar os apoios ao levantamento popular de Soares.

Porque já não se devia aguentar mais com a AUSTERIDADE. Termo a significar estado de alma; agenda liberal; birra do Gaspar; maldade da Merkel; outras insanidades e nunca o significado correto: consequência de não haver dinheiro… nem crédito

Como se a pobreza fosse opção, dependente de uma alínea da Constituição ou de um decreto-lei.

Tal gente elogia a Grécia da corrupção e os gregos por com ela conviverem; ignora a Irlanda com a sua organização e as suas leis que não receiam a “inversão do ónus da prova”, ao exigir explicação para o enriquecimento; odeiam a Alemanha.

Entende-se para onde nos querem levar

Cabe a crónicas como esta, denunciar a hipocrisia evidente no simulado evitar colher o que paulatinamente se cultivou
!
Os polícias é que estava a atirar pedras aos manifestantes, que eu bem vim. Não estava lá, mas vi na TV.
Eu desfilei na manifestação contra a austeridade.
desde o Rossio até á A. da república, éramos muitos, a manifestar-se normal e ordeiramente.
De todas as classes sociais, de todos as faixas etárias.
Não vi um único problema ou provocação.
Nada.
Por volta das 17, horas desmobilizámos e viemos calmamente para casa.
O que se passou depois, nada tem a ver com a manifestação.
Rigorosamente nada.
E quem disser o contrário fala por falar, porque nem sequer lá esteve.
Não pertenço a nenhum sindicado ou coorporação.
Mas fizémos greve.
Junto-me sempre a todos os que se batem contra esta política de destruição deste país.
Não venham relacionar, como faz o porta voz da direita, do águiadois, esta manifestação com os desacatos.
São dois caminhos opostos.
Condenamos todo o tipo de violência.
Mesmo aquela que começa a ser política e psicológica.
E que não se detecta. Ou, aliás, já se começa a detetar.
Essa sim, é bem pior do que a que vimos.
 
Re: Eu desfilei na manifestação contra a austerida
Re: Eu desfilei na manifestação contra a austerida
Malhar no povão
É assim mesmo, qual descernimento qual carapuça, tem de malhar no Povo que quanto maior for a fome menos capacidade tem de reação, há-de chegar o momento que não podem com os calhaus e aí é que se lhes deve chegar a roupa ao pêlo, pedindo desculpa o sôr está com fome azar o seu.
Re: Malhar no povão
Re: Malhar no povão
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Edição Diária 17.Abr.2014

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