26/05/2012 atualizado às 14:20
Página Inicial » Opinião » Editorial » O sindicalismo na Justiça
EDITORIAL

O sindicalismo na Justiça

Não será a panaceia para todos os males, mas acabar com os sindicatos de juízes e magistrados seria um passo importante para melhorar a justiça portuguesa.

(www.expresso.pt)
8:00 Domingo, 1 de novembro de 2009

Nasceu no ano de brasa de 1975, em que os sindicatos brotavam por toda a parte como cogumelos, e visava dignificar a justiça e manter a independência face ao Estado, partidos e confissões religiosas. 34 anos depois, o mínimo que se pode concluir é que estes nobres objectivos, que nortearam o nascimento da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, estão longíssimo de terem sido atingidos - mas, em contrapartida, os juízes são hoje em dia um dos grupos socioprofissionais mais privilegiados na sociedade portuguesa, desde o seu estatuto aos vencimentos, às reformas e a outras regalias sociais. O mesmo se pode afirmar, mutatis mutandis, sobre o sindicato dos magistrados do Ministério Público.

E tudo isto vai a par com o facto de a justiça ser um dos maiores falhanços em três décadas e meia de democracia em Portugal e um cancro que corrói um dos pilares fundamentais da vida em sociedade, não dando resposta nem em tempo útil nem de forma fiável às demandas de empresas e cidadãos.

Neste quadro, os sindicatos dos diferentes grupos profissionais ligados à Justiça surgem aos olhos da opinião pública como disputando protagonismos, pequenas conquistas de poder e direitos e regalias para os seus associados - mas nunca se consegue descortinar que, por trás destas acções, esteja uma genuína preocupação com a necessidade de colocar a justiça a funcionar bem melhor.

Está na altura, pois, de abrir este debate - o de saber se não faz todo o sentido proibir os sindicatos de juízes e magistrados, bem como os de todos os que, exercendo funções públicas, têm uma missão que não é compatível com a defesa e a prossecução dos próprios interesses.
A próxima revisão constitucional é a oportunidade perfeita para resolver esta questão.

Só nos faltava o Sucatagate!

A 'Operação Face Oculta' pode ser o Watergate do PS, se se provar que diversos gestores socialistas integravam uma "rede tentacular integrada" visando assegurar negócios com grandes empresas públicas ou semi (REN, Refer, Galp e EDP). E esta é apenas a ponta do icebergue, porque não se acredita que um gestor bancário que ganha €40 mil por mês se venda por dez mil. O que se torna evidente é que, a ser verdade, a fraude só foi possível através de uma rede de pessoas integrando as estruturas de decisão destas empresas, todas da estrita confiança do poder político. Ora quando a podridão se instala a este nível, é a própria existência do Estado acima dos interesses particulares que fica em risco.

Texto publicado na edição do Expresso de 31 de Outubro de 2009

 

Palavras-chave  opinião
Relacionados
02 novembro 2009

Justiça cega... e surda, e muda, e...

1
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Sindicalismo e condição ...
António Da Rocha (seguir utilizador), 5 pontos (Interessante), 13:41 | Domingo, 1 de novembro de 2009
O sindicalismo justifica-se quando estão em causa relações de dependência entre contratado e contratante para o exercício de certa coisa, ... uma tarefa, um serviço, ... com a necessidade de o contratado obedecer e seguir as orientações do contratante.

Esta é a condição base, entre outras, na relação de subordinação que marca a diferença entre as partes!

Dito isto, pergunto: Que relação de subordinação têm os Juízes e Magistrados do MP, em relação a quem? não são autónomos?

Cumprimentos
 
 Regras da comunidade
    Re: Sindicalismo e condição ...    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:45 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Não se pode levar a sério
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:40 | Domingo, 1 de novembro de 2009
São necessárias profundas reformas na Justiça. Desde as leis que os juízes interpretam e aplicam à sua própria forma de funcionamento. Todos os contributos são bem vindos. Porém, alguns contributos não podem ser levados a sério. Como é o caso deste editorial.
O principal argumento para acabar com a Associação Sindical de Juízes é a circunstância de os juízes serem titulares de tribunais, confundindo-se, na prática, com eles. Ora, os tribunais são orgãos de soberania. Juízes sindicalizados são tão naturais como Deputados sindicalizados, Presidente da República sindicalizado, Ministros sindicalizados. Ou seja, tão naturais como um branco de carapinha ou um preto louro.
Agora quanto aos procuradores não há qualquer argumento, nem direi sério, mas meramente racional para impedir o seu direito, constitucional, de se associarem e de se sindicalizarem. O Ministério Público não é orgão de soberania, os procuradores não são titulares de orgãos de soberania.
Um dos grandes problemas da Justiça portuguesa é, precisamente, a confusão (que começa logo no ENORME pormenor das instalações físicas) entre juízes e Ministério Público. Ninguém confunde juízes com advogados mas toda a gente mistura juízes com procuradores. É errado, mil vezes errado. Tem efeitos perversos, sobretudo em termos de imagem da Justiça. Perseguir criminosos é uma coisa. Velar pelos direitos, liberdades e garantias (administrar justiça) é muito diferente. O editorial é ignorante. Não pode ser levado a sério.
 
 Regras da comunidade
    Quem fala assim não é gago...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 14:01 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Quem fala assim não é gago...    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Acabe de gaguejar s.f.f.    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 20:13 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Acabe de gaguejar s.f.f.    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Pode ter a certeza absoluta...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 20:54 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Não se pode levar a sério    Ver comentário
KIFALA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Não se pode levar a sério    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Não se pode levar a sério    Ver comentário
KIFALA (seguir utilizador), 1 ponto , 23:47 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Primarismo bacoco....
certo iactu (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 14:43 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Tornou-se moda, em Portugal, depois do 25 de Abril, culpar sempre algo ou alguma coisa pela inércia, incompetência, mau funcionamento de todos os organismos e instituições. Se bem se lembram, foi o Conselho da Revolução, depois o Pacto MFA/ partidos ( que até o CDS assinou...) mais tarde foi a Constituição que precisava de ser revista ( oh, e como foi revista...!) etc.etc. Isto faz-me alargar o pensamento e auscultar, em cada um dos individuos, a facilidade que há em culpar sempre os outros dos nossos percalços, desaires, frustrações...
Agora, em vez de se analisar em pormenor por que razão as instituições judiciárias funcionam mal - e aí , há tanto para analisar! - culpa-se o Sindicalismo dos Juízes, Magistrados, Funcionários.... Análise ? não. Debitam-se umas coisas sobre o sindicalismo. É mais fácil, é barato e até é capaz de dar milhões...
É pena o Expresso enveredar por este caminho. Nem toda a gente dá milhões por obras destas.
E já agora, deve ter sido o sindicalismo dos senhores das finanças que despoletou a crise ...Não? !
 
 Regras da comunidade
"surgem aos olhos da opinião pública..."
vasil (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:17 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Este senhor tem (É) os olhos da "opinião pública"... Como se arroga a tal função!?

Como se instala a intolerância e o pensamento único!"

"Está na altura, pois, de abrir este debate - o de saber se não faz todo o sentido proibir os sindicatos de juízes e magistrados, bem como os de todos os que, exercendo funções públicas, têm uma missão que não é compatível com a defesa e a prossecução dos próprios interesses.
A próxima revisão constitucional é a oportunidade perfeita para resolver esta questão."


Para onde vai o Expresso?
Para onde vai o país?

A liberdade, deve deixar-me ser capaz de pensar por mim próprio... Como devo deixar que os outros pensem por si próprios, naquilo que lhes diz respeito, e aos seus pares...

O bem-comum é algo que se ganha sempre que todos participam sem que haja constrangimentos, obrigações e proibições...

Os juízes, se o são, devem ter presente o bem-comum, e saber aceitar as opiniões que forem postas em discusão...

Proibir Sindicatos (quaisquer que eles sejam - algum há de ser o primeiro!) é apenas um primeiro passo, para concretizar os desejos ocultos do 'pensamento único'... Esta tendência vem a fazer-se sentir há já alguns anos. E a juventude está a pegar nela!...

 
 
 Regras da comunidade
O sindicalismo na Justiça
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:30 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Muita tinta já correu e muita mais vai correr até o assunto ser resolvido. Uma coisa é certa a Justiça em Portugal se não vai de mal a pior, anda mal pela certa e já lá vão uns anos. Penso que já nem vale a pena procurar as causas e os culpados e gastar energias com tal facto. As vozes são unanimes e até as há que apontam soluções. Uma coisa eu pergunto, a quem interessa tal facto? Ao cidadão comum não é de certeza. O ponto a que chegaram as coisas não são proprias de um Estado de direito e muito menos de um País civilizado. Talvez aqui se possa aplicar o conceito de rasgar,porque até muitas vezes da cabeça de um tolo podem saír boas soluções. Algo vai mesmo muito mal, quando só é temida pelos pobres, mas já não é respeitada por ninguém. Sendo um pilar muito importante da Democracia, encontra-se completamente podre. Já é tempo de corrigir certos exageros da revolução, porque há corporações que têm de estar acima de lutas politicas,reivindicativas e pessoais. O conceito de Nação fala mais alto, por isso ninguém contesta quando necessario, o sacrifício da propria vida dos nossos jovens e não só.
 
 Regras da comunidade
Os Juízes, sendo membros de um Sindicato...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:43 | Domingo, 1 de novembro de 2009
são simplesmente uns em meros funcionários públicos, como quaisquer outros, sujeitos a todas as regras da Administração, incluindo a obediência. E a desobediência, é claro! E é nisto que reside todo o mal. É nesta situação de servidores públicos - que não podem ser -que passam a estar sujeitos a hierarquias, sobretudo às da política e a separação de poderes desaparece, torna-se ainda mais promíscua e,.. bom, o resto já todos sabemos, porque está a acontecer. O Juíz Rui Teixeira que o diga!!! Ele e outros que não se pronunciam nem são alvo de qualquer mediatismo.
 
 Regras da comunidade
Vamos por partes ....
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 16:08 | Domingo, 1 de novembro de 2009
...para ver se alguém entende alguma coisa:

1. Se os Juizes e Magistrados do MP - órgãos de soberania - têm "direito" a criar, manter e desenvolver estruturas sindicais, com tudo o que isso implica, nomeadamente a usar um crédito de horas por cada elemento para o exercício da actividade sindical, o que tem vindo a acontecer com manifesto prejuizo para a apreciação dos processos e para a celeridade da Justiça, por que razão outros "trabalhadores" de outros órgãos de soberania não o poderão ter?

2. Detenhamo-nos neste outro exemplo, então: A Assembleia da República é um órgão de soberania, cujos trabalhadores são os Deputados.

Seguindo a mesma lógica, também estes "trabalhadores" teriam o mesmo direito de, enquanto tal, criar as suas organizações sindicais e a usar do mesmo crédito de horas cujo "direito" é reconhecido aos demais "trabalhadores".

Se a ausência de Deputados na Assembleia, em certos dias, já confere uma imagem deprimente do Parlamento e dos Parlamentares, a mesma é compaginável, neste quadro, com a credibilidade das Magistraturas?

O que é facto é que isto acontece, só que, sem a presença das câmaras de televisão, a exposição pública destas ausências dos Magistrados dos seus postos de trabalho, para exercerem a actividade sindical, não é tão notada.

Mas, perante isto, pergunto: fará isto algum sentido? não estarão os Magistrados a dar um forte tiro nos pés da sua credibilidade e na sua autonomia ao "descerem" a este patamar sindicalista?

Cump
 
 Regras da comunidade
    Re: Vamos por partes ....    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:52 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Face Oculta
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:02 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Não me pronuncio sobre o sindicalismo na Justiça, porque não domino a matéria. Como tal passe ao tema seguinte,a que o autor chamou de "Sucatagate".
Deixe-me que que lhe diga que este negócio da sucata, era, pelos vistos, um autêntica "mina de oiro" para o empresário e para aqueles que alinharam com ele.
A Televisão, acaba de dar mais pormenores sobre o assunto, indicando datas, desde Fevereiro a esta parte, em que tiveram lugar reuniões entre o empresário e Armando Vara.
São factos, com tal precisão, que custa a admitir que não correspondam à realidade !
Se assim fôr, é caso para dizer. AO PONTO A QUE CHEGÁMOS EM MATÉRIA DE CORRUPÇÃO, SUBORNOS E TRÁFEGO DE INFLUÊNCIAS!!!
 
 Regras da comunidade
    Re: Face Oculta    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:30 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Face Oculta    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:48 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Face Oculta    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:30 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
Sucatagate
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:35 | Domingo, 1 de novembro de 2009
A confirmarem-se os dados vindos a público, sobre este caso, não há dúvida nenhuma que estámos em presença de uma vitória indiscutível de um simples "SUCATEIRO", em compita com altos quadros de empresas do Estado de grande importância!
Sobre ética,ainda mesmo agora,ouvi um conhecido analítico político, recordar a decisão tomada por António Vitorino (PS),em tempos, embora o caso em questão se prendesse com o pagamento ou não de um imposto: SISA !
Ponham os olhos neste caso ? Desprendam-se dos lugares !
O Bom senso impõe tal tomada de decisão !
 
 Regras da comunidade
A aberração do sindacalismo da função pública
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:33 | Domingo, 1 de novembro de 2009
O sindicalismo das magistraturas -de juizes e de magistrados do MP - é apenas a face mais aberrante da aberração em que o sindicalismo das corporações de funcionários públicos se transformou. O sindicalismo começou por ser uma resposta de defesa de direitos dos trabalhadores contra os patrões - trabalho versus capital, está hoje, em Portugal e em boa parte da Europa, reduzido à luta dos funcionários públicos contra os governos. Aproveitando o emprego garantido, os direitos reconhecidos e a complacência dos governantes, que necessitam dos vostos dos funcionários e das suas famílias para ganharem eleições, os sindicatos da funcão pública e das grandes empresas públicas estratégicas aproriam-se do bem público (impostos) em seu proveito. A CGTP e a UGT são hoje centrais de funcionalismo publico. As corporações de funcionários - dado o seu peso no estado social - são hoje as únicas a aproveitarem do sindicalismo. Esta transferência de actores da luta sindical, em que os os funcionários são os trabalhadores e os gofvernos/estados, são os patrões, é especialmente aberrante no caso das magistraturas, em que juízes julgam em causa própria, julgam o patrão/governo e condenanm-no em função dos seus interesses. A discussão do fim do sindicalismo das magstraturas devia ser apenas o primeiro passo para a discussão dos limites do sindicalismo da função pública!
 
 Regras da comunidade
Justiça de Castela ???
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Ora porra piça para ela...
Não são espanhois os nossos juizes ?
 
 Regras da comunidade
Limpeza geral precisa-se.
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:33 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Temos de deixar de comprar coisas pela cor.
Só compramos com garantia de conteúdo.
 
 Regras da comunidade
O sindicalismo na Justiça
WebLogs (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Domingo, 1 de novembro de 2009
O sindicalismo é ou foi proibido em muita profissões públicas, o porquê de o não ser na dos juizes?
    Não são funcionarios públicos? Pois são. Não são funcionários do sistema? Pois são.
    Os intocáveis em Portugal têm que ser extintos, vai custar, mas vai acontecer.
      A Democracia vai expendir-se cá neste pobre país.
      E na Europa, será que vai acontecer o mesmo?
      O comudismo está demasiado enraisado neste antiquérrimo Continente.
 
 Regras da comunidade
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 14:48 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:17 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
WebLogs (seguir utilizador), 1 ponto , 23:32 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
WebLogs (seguir utilizador), 1 ponto , 22:17 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:47 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
    Re: O sindicalismo na Justiça    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:55 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
Juiz e sindicalista, colidem na acção !!!
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 15:04 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Visto sob a concepção de poder, que é inerente ao desempenho da função de juiz, ser simultaneamente sindicalista, é só por si antagónico, ou seja, é decidir por vezes em causa própria.

Mas é muito mais grave ainda, quando os juízes sindicalistas, podem julgar os seus próprios patrões o que é para mim paradoxal.

O sindicato dos juízes faz política, faz greve, é contra poder e não tem a quem responder superiormente pelas suas decisões e os seus actores na sua actividade funcionam como órgão de soberania.

Esta miscelânea, é tanto mais grave, atendendo a que a justiça se encontra num estado calamitoso de não funcionamento em tempo útil, arrastando-se penosamente, sem que as classes profissionais que tem por obrigação participar activamente na resolução dos problemas da justiça, o façam, antes pelo contrário, são parte activa do problema através dos seus sindicatos.

É tempo, de com bom senso e coragem, repensar tudo o que contribuem para este “deixar andar” de que é fértil na justiça e se afrontar a classe não deu os efeitos esperados, na verdade os seus profissionais, também não mostram brio nos seus desempenhos, para contribuírem para a resolução dos problemas que por extensão, se colocam a toda a sociedade.

A justiça está num caos, é preciso reunir esforços e os sindicatos, nesta área, são um estorvo e não contribuem para a solução.

Esta é a pura das verdades, custe a quem custar doa a quem doer.

 
 Regras da comunidade
FISCALIZAÇÃO INTERNA É PRECISA
Catulo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Domingo, 1 de novembro de 2009
Coartar os direitos associativos, constitucionalmente consagrados, a quem trabalha (sim, porque os magistrados do MP e judiciais também trabalham, é um trabalho cerebral, siliencioso, isolado, de grande responsabilidade) é retroceder no tempo. Não é tirando os direitos associativos a uma classe que se consegue um melhor desempenho das funções que os seus membros exercem. Seria o mesmo que acabar com a Ordem dos Engenheiros, com a Ordem dos Advogados ou com a Ordem dos Médicos. Caía o Carmo e aTrindade!
Penso que o estado caótico em que a Justiça se encontra tem a ver sobretudo com a falta de formação pessoal de muitos magistrados que saem do CEJ impreparados e que procuram apenas uma carreira de poder e bem remunerada. Grosso modo, falta-lhes a muito(a)s a "escola da vida". Como em qualquer outra profissão, há bons (alguns excelentes!) juízes e magistrados do MP, mas a maioria guia-se pela bitola nacional: ter uma carreirita e fazer pela vidinha! E como proceder perante um quadro destes? Penso que uma das soluções seria uma maior e melhor fiscalização interna de forma a responsabilizar os magistrados relapsos. Não podem haver juízes que dão no duro e que produzem e outros que, de forma sistémica, adiam decisões despachando para inquérito processos sumários. Não se admite que um mesmo juiz designe o igual dia e hora a intervenientes processuais em demandas diferentes e depois adiam! Melhorem-se, pois, as condições de fiscalização interna e "proceda-se em conformidade"!
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Um elefante em loja de porcelana
0:00 Sábado, 26 de maio de 2012,
A adrenalina do abismo
0:00 Sábado, 19 de maio de 2012,
Como crescer, eis a questão
0:00 Sábado, 12 de maio de 2012,
O príncipio de Hollande
0:00 Sábado, 5 de maio de 2012,
De eleição em eleição...
0:00 Sábado, 28 de abril de 2012,
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB