23 de abril de 2014 às 12:07
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O que vai acontecer à Cimpor?

A conclusão da OPA sobre a cimenteira portuguesa Cimpor que passou para as mãos dos brasileiros Camargo Corrêa, o novo governo grego e a reunião do G20 no México são os temas comentados por Ana Sofia Santos, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da Sic Notícias.
Ana Sofia Santos (www.expresso.pt)
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O caso Cimpor
Com a dura crise os activos em Portugal ficaram ao "preço da uva mijona"... como se isso não bastasse os accionistas portugueses da Cimpor não tinham capacidade para injectar capital na empresa, incluindo os Finos e a própria CGD. Os Finos não tiveram capacidade nem de longe nem de perto para ir à OPA. A CGD quer livrar-se de posições que pouco ou nada têm a haver com a actividade bancária e quer recentrar-se na industria para a qual está vocacionada. Além disso a CGD "limpa o balanço" e faz uma mais-valia interessante com o preço da sua participação na Cimpor. A Camargo Correia que vale pelo menos 5 Cimpors, tem know-how e posição no mercado global de cimentos, ganha mais uma bela fracção do negócio em vários continentes incluindo o próprio Brasil.
Se a Cimpor mantiver e até ampliar postos de trabalho na Cimpor e decidir que o centro de operações fica de facto em Portugal, não percebo qual a preocupação das hostes...
Os accionistas portugueses não tiveram músculo financeiro para irem à OPA com sucesso...tão simples quanto isso.
Outra leitura dos arautos da desgraça é que a Camargo já está a pensar em desmembrar a Cimpor, vendê-la a retalho e transferir a administração e as operações jé em força para o Brasil...
A Cimpor é um exemplo. Outros certamente se seguirão.
O que a mim me aflige é que isto não é investimento em Portugal, esta operação configura simplesmente transacção de capital de umas mãos para outras. O valor acrescentado não será significativo por aí além...
Vende-se Tudo!
A configuração do poder é multifacetada... Assume diversas máscaras numa encenação do Mesmo... quer dizer, da articulação dos interesses económicos dominantes... instância última onde reside o verdadeiro rosto invisível do Poder... A Cimpor é mais uma situação o que importa na dita “Sociedade do Espectáculo” é isolar e atomizar o individuo... massificar... desmembrar da sua condição de cidadão... inibi-lo na sua autonomia, frustrar a fecundidade da participação social e assim o submeter voluntariamente aos ditames dominantes e dos interesses económico-financeiros que serve e a justificam...
E o interesse Nacional desaparece... e quando se dá por ela ... Já Era ... O estado tem um Conselheiro que mais Des(aconselha) ...
NÃO HÁ PROBLEMA.
A ERC DECIDE.
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