21 de maio de 2013 às 2:56
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O que é que isso interessa? Não sai no exame.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os examesA.

Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade de memorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.

Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.

Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.

Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.

O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burocrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.

Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.

A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina.

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Os tudólogos
O que acontece é que, quem vai a todas, escreve sobre todos os assuntos, não tem credibilidade para grandes aprofundamentos em cada um dos temos.
Este é um tema muito especializado, bastante estudado, com respeitáveis opiniões nas várias opções de ensino e não será DO uma autoridade no assunto, suponho.

Claro que o objectivo final da crónica é provar a incompetência do ministro, sendo a pretensa argumentação científica um mero pretexto.

Sem conhecimentos especiais sobre o assunto, aprovo o modo como este ministro tenta pôr ordem num sector que tem andado em roda livre. As universidades queixam-se que os alunos lhes chegam impreparados e com níveis de conhecimento escandalosamente baixos.

Há que mudar isso, abandonar a teoria do local lúdico onde se trocam saberes e fazer da escola um local de trabalho, onde é requerido esforço, atenção e interesse e onde é preciso provar a aquisição dos conhecimentos, com exames regulares. Para brincar, há os intervalos ...........
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Nuno Crato agravou os vícios.
Surpreendentemente Daniel Oliveira veio criticar o ministro pela sua política igualitária e muito socialista de provas iguais para todos os alunos, qualificando esta prática de vícios de um sistema burocrata, pensado por burocratas e que apenas forma excelentes burocratas. Aqui o cronista despiu a sua farda socialista para vestir a anarquista, talvez por ser esta a que melhor jeito dava para atacar o ministro da educação perante política que este está a implementar de mais exigência na preparação dos futuros homens e mulheres de Portugal. Preparou os leitores para este ataque dizendo que "os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames" como se tal tendência não fosse superada pela maioria dos encarregados de educação e se na escola não existissem profissionais com competência bastante para incutir nos alunos o interesse pelos conhecimentos extra matéria de exames.
Diria que o vício de atacar o governo que afecta constantemente Daniel Oliveira, hoje redundou numa tentativa falhada. Talvez amanhã tenha melhor sorte.
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Dedicados e bons professores!
A Escola Portuguesa está cheia de dedicados e bons professores que tem sido capazes de ensinar o que sabem e motivar os alunos para aprender,aprender,aprender sempre.
Mesmo em condições adversas de colocação o corpo docente por esse país fora cumpre as sua obrigações e dá aos alunos o melhor de si.
O problema em Portugal é a excessiva politização da Escola, ao nivel da FENPROF, o sindicato comunista que raras vezes discute o ensino, a sua qualidade,mas sempre e na ponta da lingua dos seus dirigentes a reinvindicação das remunerações dos professores e um ataque sistemática ao Governo e ao ministro da Educasção,seja ele qual fôr.
Esse é o problema central hoje da Ecola em Portugal: o Partido Comunista desenvolve uma politica sectária dentro de um terreno propício á sua implantação e criação de influência.
A malta do bloco, reduzida aos meios académicos vai sempre atrás, como se vê por mais esta crónica do DO.
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Re: Dedicados e bons professores...comunistas?? Ver comentário
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1

Apesar de um pouco confuso o artigo não é descabido.
Começa , e muito bem , por levantar a questão dos exames, que não sendo um mal em si vão criar um problema que parece que ninguém quer ver (sobretudo no final do 1º ciclo): se os exames forem efectivamente decisivos na avaliação final como resolver a estratosférica percentagem de retenções que se adivinham? ; e , se não for decisivo na avaliação, para quê fazê-lo se o teor informativo e estatístico se alcança à mesma com as actuais aferições?

Não sou um especialista na matéria , mas penso que o bom-senso é muitas vezes melhor conselheiro que o "conhecimento" aprofundado.
Assim sendo , e porque a ignorância é muito atrevida , vou desenvolver os dois pontos prioritários:

1. Estabilidade e coerência
Começo por uma pequena história: no agrupamento da minha zona os professores do 1º ciclo frequentaram acções de formação ao nível da Matemática há pouco mais de 2 anos. Obviamente com base no programa antigo , nem devia ser necessário dizê-lo.
O único docente com formação no conteúdo moderno tem 63(!!) anos, e deve, a 2 ou 3 anos da reforma, estar altamente motivado para difundir conscenciosamente pelos outros a enésima reforma curricular da sua carreira.

Não acredito que um plano que se inicie no 1ºano possa ser avaliado sem pelo menos 10 anos de aferição. E digo no 1º ano porque este plano é muito mais confuso que isso e sugiro a quem se interesse se informe melhor.
(cont.)
2
(cont.)
Cada ministro da educação tem duas ideias:
Acabar com o regabofe e exterminar tudo o que está feito e instituir o seu próprio regabofe ( normalmente acolitado por consultores pagos a peso de ouro) que naturalmente será exterminado pelo ministro seguinte.

2. Responsabilidade parental e social

Aqui é que está o busílis. Enquanto não interiorizarmos que o falhanço escolar dos nossos filhos é o nosso falhanço , nada a fazer.
DO vem também com a demagogia filandesa. Temos de cair na realidade e entender que estamos pelo menos 100 anos atrás de países como a Finlândia , a Noruega ou a Islândia.
Na Islândia um relatório sobre governação pode ser um best-seller: aqui é o "Eu, Carolina".
Lemos o Correio da Manhã , o Record e a Bola.
Vemos futebol e novelas (pior ainda).
A esmagadora maioria dos pais não sabe e , sobretudo , não quer mesmo saber o que os filhos fazem na escola. Para estes o melhor ministro será aquele que conseguir pôr os seus rebentos a passar exames ; o pior aquele que os fizer chumbar exames. E quanto mais horas a escola estiver aberta mais votos.
Tem sido assim e um ano lectivo inteiro já provou que é para continuar a ser assim.
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BRINCADEIRAS Q ESTE MUNDO JÁ NÃO TOLERA
A minha vida irá durante este ano sofrer uma alteração radical. Por razões profissionais estou na iminência de ser transferido p Singapura. Por lá ficarei no mínimo 4 anos e no máximo 8 anos; excepcionalmente 12 anos. A vida q tenho feito não será mais viável pelo q desta vez teremos q ir os 7 juntos e, a nós juntar-se-ão, como não poderia deixar d ser, os cães, as tartarugas, a catatua e a arara. Tenho filhos ainda pequenos e, o tema da educação ou como vocês dizem do ensino em Singapura foi algo q imediatamente me suscitou curiosidade. Constatei q nestas paragens consideradas por muitos como das mais vanguardistas do mundo em termos actualidade e qualidade as teses do “bom rebelde” e d q “mais tarde aprenderão” não gozam d grande aceitação. Constatei q o ensino encontra-se estruturado em níveis básicos e, dentro destes há varias opções. Tudo começa a partir dos 4 anos com PRESCHOOL (existem guarderias mas só privadas e q já não se aplicam ao meu filho benjamim). Aos 6 anos as crianças passam p o PRIMARY SCHOOL q dura 6 anos. Nesta etapa o programa conta d língua inglesa (denominador comum), ciências (a partir do 3º ano), matemáticas, musica, artes, civismo, estudos sociais, ginástica, educação da saúde e educação moral (no nosso caso assumidamente católica). Chegados ao 6ºano todos os alunos sujeitam-se a exames a todas estas disciplinas de modo a definir o tipo d escola a seguir. Esta prova chama-se d Primary School Leaving Examination (PSLE). Em função do resultado ...
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DO
Os resultados são sempre o desempenho dos professores, quanto mais qualidade melhor resultado.
Claro tirando o exemplo do sócras que consegue diplomas ao domingo?
Isto não é uma salsicharia, mas sim um tipo de oficina do tipo salve-se quem puder.
Outras realidades
As falhas apresentadas pelo Daniel são reais. Percebi que elas existiam depois de, já adulta, ter saído de Portugal para estudar num país escandinavo. Também eu achava que exigência era marrar e debitar o máximo possível no exame. Foi, no fundo, o que aprendi na escola.
Mas lá, deparei-me com outro mundo: não havia testes de conhecimentos, havia papers. Uns livres, outros não, o denominador comum é que não há respostas certas pré-determinadas, há análise, raciocínio e argumentação. Isso trabalha-se nas aulas, para as quais é preciso preparar materiais em antecipação, apresentações orais, e se espera que todos participem numa discussão sobre o tema em debate.
E estar numa sala de aula num destes países é fabuloso: a forma como estes jovens estão preparados para colaborar, trabalhar em grupo, apresentar e defender ideias é impressionante. Nunca faltam mãos no ar a pedir a palavra.
A escola deles dá-lhes competências que os tornam capazes de entrar no mercado de trabalho sem grandes dramas. A escola deles preparou-os desde pequeninos não para memorizar mas para compreender, discutir e analisar, para colaborar sempre. Eu gostava de ter crescido num país assim e preocupa-me muito que o futuro dos portugueses mais novos seja mais do mesmo, só que com mais fúria. Parem de castigar as crianças/jovens e de anular o talento individual com testes de rotina e que não preparam ninguém para o mundo real. O que faz falta não é examinar mais, é ensinar o que é realmente importante.
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Abrangências
Estou a lembrar-me que DO, tocando vários burros, há alguns assuntos de que parece afastar-se como o diabo da cruz.
Muita preocupação com a justiça social, mas medidas simples e justas para atenuar as diferenças sociais, nada de nada.

Será que DO acha normal que seja retirado o subsídio de Natal a um reformado de 600€ e os administradores da PT, que ganham 100 vezes mais, fiquem dispensados ??

Será que DO acha bem que a taxa de IVA seja a mesma para um lava-loiça de 2 € ou para uma mala Vitton de 2000 ?
O mesmo para automóveis desde o Twingo ao Ferrarri, para os restaurantes desde a tasca da esquina até aos robalos no sal, etc etc

Será que DO não acredita nos impostos progressivos ???

Será que não os considera um mecanismo de equilíbrio nos rendimentos das pessoas ??

Saberá certamente que é a arma principal da social-democracia, uma tentativa para que a participação de cada um afecte o menos possível o seu nível de vida. Quem ganga um milhão dispensa meio milhão com mais facilidade que quem tem 500 dispensa 20.

Pode ser um dia DO nos brinde com a sua visão e que faça um combate menos abstracto e ideológico e apresente medias justas, simples e que aliviam o calvário dos mais débeis....
Tenhamos esperança...............
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Isso dá pano para mangas...
Ter ou não ter exames. Isso é uma questão que vai ter sempre gente a favor e gente contra.
O que interessa é haver bom sendo e isso tem faltado.
Agora a moda é pôr todos os miúdos a pensar e interagir em grupo como o demonstra o DO.
Nada comprova que os resultados escolares sejam melhores com esta metodologia do que há 20 ou 30 anos atrás.
O que se ouve é que os professores universitários queixam-se mais da falta de bases do que antigamente.
Os exames deveriam de aferir de uma forma nivelada o conhecimento dos alunos. Não existe outra forma. Isto não pode ser feito de uma forma subjectiva e "à Lagardère". O ensino é diferente de professor para professor e os critérios de avaliação também. Deve haver uma forma nivelada de manter a igualdade entre alunos. Não conheço melhor maneira do que os exames.
Os exames não passam de testes com toda a matéria, iguais para todos e em que a correcção é também ela isenta. Não vejo qual o drama. Os alunos não têm testes? Já agora, porque não os abolir? Far-se-iam apenas trabalhos. Em grupo, já agora...
Se as aulas servem para os alunos se prepararem para os testes, ao menos servem para alguma coisa.
ao menos isso...

Factos são factos
Contra factos não há argumentos, sempre ouvi dizer. E Daniel Oliveira aduz aqui alguns que é impossível contradizer. "A Finlândia tem o melhor sistema de ensino do mundo" não será propriamente um facto, é um juízo de valor; mas é um facto que o seu sistema de ensino pontua nos níveis mais altos duma avaliação internacional normalizada. É também um facto que na Finlândia os alunos quase não têm exames. Daniel Oliveira tem também razão quanto a isto. E teria também razão se tivesse acrescentado que na Finlândia não há retenções.

O problema é que correlação não é causalidade. A qualidade do sistema de ensino finlandês não se deve a não haver exames. Até se pode dizer, pelo contrário, que no caso da Finlândia a qualidade é que permite dispensar os exames: é a causa e não a consequência.

Porque há outros factos que Daniel Oliveira talvez ignore mas que são relevantes para esta discussão. É um sistema muito caro, com turmas pequenas e escolas pequenas em que toda a gente se conhece. Os professores finlandeses são altamente seleccionados à entrada na profissão (só entra um candidato em cada dez), mas uma vez em actividade são muito bem pagos e desfrutam de excelentes condições de trabalho.

A burocracia é mínima. Não há inspecção do ensino e o governo não se mete em teorias pedagógicas. As escolas variam nas suas abordagens entre o que há de mais experimental e o que há de mais tradicional: pais e professores escolhem aquelas com que mais se identificam.
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Totalmente de acordo, por uma vez...
Daniel Oliveira faz aqui uma ótima (escrevo segundo o novo AO, que me perdoem os puristas) análise daquilo a que está hoje maioritariamente reduzido o ensino académico. Na verdade, cada vez mais se promove a memorização fugaz de pequenos retalhos de um conhecimento disperso, vivido na terceira pessoa, sem o necessário trabalho de «patchwork» que permitiria uma leitura transversal e a exegese individual. Promove-se assim, talvez não por acaso, uma sociedade acrítica, de olhos postos constantemente em metas definidas exclusivamente por números (notas de testes, exames, avaliações, etc...), premiando-se muitas vezes as respostas validadas como «certas», e anulando simplesmente aquelas que vão mais além, convocando conteúdos pertinentes, argumentos sólidos, mas que não estão de acordo com o definido pelo «establishment».
Não admira esta obsessão do governo pelos exames constantes para fazer uma aparente triagem entre os bons e os maus alunos. Pois não é isso que se passa exatamente com ele? De olhos postos no resultado final (défice) que ditará a sua aprovação ou «chumbo», é sujeito a exames constantes por parte do Minitério da Educação Troykense, que o declaram sucessivamente um bom aluno. Entretanto, há tanta matéria que lhe passa ao lado, tanto conhecimento que fica por aprofundar, tanta ausência de exercício crítico... Limitam-se apenas a copiar as cábulas que lhes dão.
Re: Mas explique só... Ver comentário
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Novamente os indicios de amnésia de DO
Percebe-se que o ojectivo de DO é, uma vez mais, denegrir Nuno Crato mas há limites.
A formação escolar deve ser de excelência e os exames implicarão um maior rigor na conclusão das diversas etapes.Não se deve passar de ano se não estiverem reunidas as condições necessárias e os exames poderão avaliar melhor o grau de aprendizagem conseguido. Numa boa escola os pais serão chamados a colaborar activamente e até adquirirão maiores conhecimentos porque a formação de uma criança não passa só pela escola.
Não se entende como está contra a posição do actual Ministro da Educação mas apoiou de alma e coração as "novas oportunidades"? Aquilo era alguma coisa? Que ensino era ministrado? E DO tem a noção da gravidade que a falsa licenciatura de Socrates provocou a todos os niveis na sociedade? Que grande exemplo deu o 1º Ministro de Portugal!!! Devia avivar a sua memória antes de desancar em quem quer que seja .
Nem ao ministro vale nada...
Não me parece que o alvo seja o ministro mas sim o método de ensino menos elaborado e intelectual nos últimos 10 anos. Isso do ministro é só para vos distraír, pois no ex-governo a ministra também só distraía. Mas vamos a factos, e nesse contexto um aluno só está apto quando percebe, interpreta e sabe resolucionar toda a matéria de aprendizagem fornecida e explicada pelos formadores... mas nada me surpreende... recentemente estive numa formação cujo objectivo era calcular novas cotas em tabelas para um melhor aproveitamento de energia e não é que fiquei boquiaberto pois havia pessoas a memorizar as tabelas fixas já feitas anteriormente... depois sai-nos cada "inginheiro"... que mais valia ficarem em casa a fazer tricot... talvez nisso o DO tenha razão.
Só agora?
E só agora, quando Nuno Crato é ministro da Educação, é que DO reparou em tantos defeitos do nosso sistema? Apetece dizer que, se o ministro tivesse outra cor politica, tudo estaria bem.
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