16 de abril de 2014 às 16:12
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"O pilar da estabilidade social foi agredido", diz António Saraiva

O presidente da CIP criticou o facto de o Governo tomar decisões sem ouvir os parceiros sociais.
"Os parceiros não podem ser utilizados para subscrever acordos e não serem ouvidos quando é para tomar decisões", disse António Saraiva NFactos/Fernando Veludo "Os parceiros não podem ser utilizados para subscrever acordos e não serem ouvidos quando é para tomar decisões", disse António Saraiva

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu hoje que "o pilar da estabilidade social foi agredido" com a decisão do Governo de aumentar a contribuição dos trabalhadores para compensar a descida da TSU "sem que tenham sido ouvidos os parceiros".


"Os parceiros não podem ser utilizados para subscrever acordos e não serem ouvidos quando é para tomar decisões", disse o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) Em conferência de imprensa, António Saraiva anunciou que os parceiros sociais que subscreveram o acordo de concertação social, em janeiro, solicitaram uma audiência ao Presidente da República, Cavaco Silva, e ao primeiro-ministro, Passos Coelho.


Admitindo a redução da Taxa Social Única (TSU) "será benéfica" para algumas empresas, o representante dos patrões criticou o facto de "ser conseguida à custa de um aumento das contribuições por parte dos trabalhadores".


"É legítima a indignação que se sente hoje na população portuguesa", declarou.


Veja o vídeo:


Comentários 8 Comentar
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Há uma ideia que a instabilidade política é boa...
Começou o bota-abaixo!

Esta gente (que tem todo o direito a opinar) não devia dar a ideia de que o melhor é mudar de governo.

A instabilidade política é o pior que pode surgir num país.

Assim, não demora nada que nos transformemos numa Grécia.

E depois quando os juros dos empréstimos estiverem cada vez mais alto, vamos chamar quem?

Se este governo cair, alguém pensa que há melhor solução?

José Seguro faria(á) o mesmo ou pior que Passos Coelho.

Estamos numa encruzilhada e ninguém diz nada sobre a responsabilização dos políticos?

Talvez devêssemos começar com julgamentos populares na praça pública, para ver se os políticos começam a ser patrióticos e responsáveis.
Re: Há uma ideia que a instabilidade política é bo Ver comentário
Você devia ter pensado nisso antes... Ver comentário
Re: Há uma ideia que a instabilidade política é bo Ver comentário
Re: Há uma ideia que a instabilidade política é bo Ver comentário
Cavaco deve exigir a cabeça do Gaspar
Cavaco Silva só tem uma coisa a fazer se não quiser alinhar no último comboio para o buraco , conduzido pelo ministro das finanças.

Exigir a cabeça do ministro das finanças Vitor Gaspar , que já se viu não tem mãos para isto , pode ser muito bom em termos de finanças , mas deixa muito a desejar em termos economicos , já que não consegue antecipar qualquer cenário , nem macro , nem micro.

Bagão Félix diz que o Governo ou recua ou cai
Bagão Félix diz que o Governo ou recua ou cai

Em declarações à Renascença, ex-ministro pede um recuo nas medidas de austeridade, fala em "esbulho feito sobre os pensionistas" e considera que se atingiu o limite do "decoro ético".

Bagão Félix apela aos dois partidos da coligação para se entenderem e recuarem nas novas medidas de austeridade. Caso contrário, diz à Renascença o ex-ministro, está-se a "adiar o inevitável": a queda do Governo.

"Ainda há tempo para os líderes dos dois partidos da coligação do Governo se sentarem e recuarem, porque reconhecer um erro em política não é mau. É melhor reconhecer o erro do que insistir em erros tão graves como estes", refere Bagão Félix.

Questionado se está criado o ambiente para que o Governo recue e se há margem para esse recuo, é peremptório: "Tem de ser, porque senão estamos simplesmente a adiar o inevitável, que é uma ruptura governamental".

Para Bagão Félix, as novas medidas de austeridade, em particular a subida dos descontos dos trabalhadores para a segurança social e os cortes aos pensionistas, chegaram a "limites insustentáveis do decoro ético" do Estado.
 
A propósito do corte das pensões - perda de dois subsídios e cortes até 10% para quem aufere valores acima dos 1.500 euros líquidos -, o ex-ministro fala mesmo em "esbulho feito sobre os pensionistas".

rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=77235
Até salazar era mais governava melhor
Por muito menos que isto o Sampaio correu com o Santana, O Cavaco deve estar a espera que nasçam dentes nas galinhas, para tomar uma atitude.
Este governo consegui algo de que não há memoria neste país, patrões, trabalhadores, oposição dentro e fora do partido, todos contra eles e mesmo assim não há meio destas bestas de merda mudarem de rumo.
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