26/05/2012 atualizado às 13:45
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ENTREVISTA

O nuclear "deve continuar afastado"

Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, afirma que "o nuclear é uma opção que deve continuar afastada". As suas apostas são outras, designadamente rever planos e leis do Ambiente e do Ordenamento do Território. Para a semana deverá anunciar o diploma que dá mais poderes de intervenção aos nadadores salvadores e à polícia marítima em praias com zonas de risco.

Carla Tomás (texto) e Tiago Miranda (fotos)
9:00 Sábado, 4 de fevereiro de 2012
O secretário de Estado não considera o Ambiente como o parente pobre do Governo
O secretário de Estado não considera o Ambiente como o parente pobre do Governo

O Ambiente é o parente pobre deste Governo?
Não sinto isso dentro do Governo. Não há nenhuma política estrutural do anterior Governo que tenhamos abandonado. Nalguns casos podemos ter feito compassos de espera, mas para calibrar, não para tirar prioridade. Temos muitos desafios. Talvez a área agrícola tenha mais feiras e pequenas iniciativas, mas não é pelo número que se contam as prioridades deste ministério. É pela substância.

O lóbi do nuclear está de novo ativo. O que pensa da proposta de se construir uma central nuclear em Portugal?
Em relação ao nuclear devemos ter princípios de prudência e de precaução. São risco que não dominamos e não temos inteira noção das suas consequências. É uma opção que deve continuar afastada da nossa planificação energética. Na nossa agenda temos como prioridades a apresentação do Roteiro de Baixo Carbono e a revisão do Plano de Combate às Alterações Climáticas, que vamos fazer em 2012. São questões complementares com a política energética e a eficiência energética.

Ao fim de sete meses de Governo conseguiram finalmente arrumar a casa?
Sim. Não  é um trabalho terminado quer na área do Ambiente quer na do Ordenamento do Território. Mais do que uma operação de cosmética ou de restruturação financeira queríamos ter uma Agência do Ambiente (APA) igual às suas congéneres europeias e estamos contentes com o resultado. Procurámos obter coerência, eficiência e eficácia.

No Ministério (MAMAOT) só se bebe água da torneira em garrafas com rótulo da casa
No Ministério (MAMAOT) só se bebe água da torneira em garrafas com rótulo da casa

Pode dar-me um exemplo dessa eficiência e eficácia?
A curto prazo vai surgir um balcão único de licenciamento ambiental que permite maior eficiência e eficácia. Vai funcionar na sede da APA e vamos implementar uma plataforma tecnológica para que as pessoas possam submeter os seus problemas em todos os lugares em que existem organismos do Ministério.

Com a fusão de várias direções-gerais e de outros organismos na APA, esta entidade passou a ser dona de obra - cabendo-lhe, por exemplo, várias tarefas do extinto Instituto da Água (INAG), entre as quais fazer barragens - e é simultaneamente responsável pela avaliação de impacte ambiental dessa obra. Não há aqui um conflito de interesses?
O exemplo que colocou é paradigmático. O Estado não pode ser licenciador, construtor e fiscalizador, porque deixa de saber qual é o seu lugar. Como autoridade de segurança de barragens e como autoridade ambiental não deve competir à APA fazer barragens, aliás como não deve gerir o sistema de fins múltiplos que tem. Nós pretendemos concessionar aos utilizadores estes empreendimentos de fins múltiplos. Não estamos preocupados em obter proveito, mas os utilizadores podem usufruir desde que paguem a manutenção das infraestruturas. Liberta-se o Estado para o licenciamento e a fiscalização. A futura Agência do Ambiente não vai fazer barragens.

Porque não voltaram atrás com o plano nacional de barragens?Praticamente todas as decisões relativas a essa matéria já estavam tomadas antes do início deste Governo. Não é uma questão do Ministério do Ambiente. A ser repensada, só o seria no seio do Governo.

Carlos Pimenta, Luisa Schmidt e Viriato Soromenho Marques a ajudar



Revisão da Reserva Ecológica Nacional continua em estudo
Revisão da Reserva Ecológica Nacional continua em estudo
Quais são as suas prioridades?
No esforço de simplificação e para não termos demasiados instrumentos legislativos, entendemos que o ideal seria juntar na mesma Lei de Bases o ordenamento do território e os solos. Os solos são um pilar fundamental da política de ordenamento, no sentido de conter perímetros urbanos, de desincentivar a construção nova e de combater a especulação. Também iniciámos o processo de revisão da Lei de Bases do Ambiente e nomeámos uma comissão científica, que nos dá muito prazer anunciar, já que dela fazem parte Viriato Soromenho Marques, Luísa Schmidt e Carlos Pimenta. Teremos a primeira reunião de trabalho a 9 de fevereiro. Também vamos anunciar a equipa que vai trabalhar na comissão para a revisão dos instrumentos territoriais e que vai ser presidida por Biencard Cruz. Queremos um modelo de ordenamento que tenha coerência e sem contradições.

Vivemos uma conjuntura económica que é favorável a apostar mais na reabilitação que na construção nova. Isso facilita o trabalho?
Justamente. Temos a oportunidade gerada pelo momento económico. Precisamos de melhor investimento e de maior eficiência. A gestão dos solos pode ser um pilar para um desenvolvimento mais sustentável, para nos tornarmos um país mais europeu. Nós temos 10% de reabilitação e 90% de construção nova e noutros países é o contrário.

Então e qual a percentagem que propõem para a reabilitação? Inverter a situação atual?
Não podemos ser demagógicos. Com os corretos instrumentos no lugar certo e o regime da reabilitação revisto, podemos começar a caminhar para isso. Há outras políticas de sustentabilidade que também derivam de termos mais reabilitação que construção. Por exemplo, a reabilitação não consome tantos recursos como a construção; contribui para eficiência energética e permite que o país deixe de importar outras fontes de energia. Se contivermos os perímetros urbanos temos menos emissões, pois temos menos movimentos pendulares e é bom para combater as alterações climáticas.

Uma das questões levantadas na revisão da lei de solos é a das mais-valias que vão parar aos bolsos privados quando o Estado converte um solo rural em urbano. A ideia é passar essas mais-valias parar os cofres do Estado?
É claro para este Governo que a tributação da transformação do solo é algo fundamental para a correta gestão dos solos. Também podemos diferenciar a tributação em função da qualidade dos solos.

Espanha tem os seus planos de bacia hidrográfica concluídos. Os nossos estão agora a entrar em discussão pública. O acordo entre Lisboa e Madrid visa uma maior concertação na elaboração destes planos que gerem os rios internacionais, mas isso não tem acontecido. O que têm feito para corrigir esta situação?
Tem existido troca de informações. Vamos tentar fazer o máximo esforço diplomático, de modo a não sairmos a perder. Os planos estão em discussão pública. Já os devíamos ter entregue em 2009.  O próximo ciclo será o de um único plano de bacias para os dois países.

Plano do litoral tem taxa de execução de 17%



"É um desafio estar à frente desta Secretaria de Estado"
"É um desafio estar à frente desta Secretaria de Estado"
Como estamos em termos de execução dos planos de ação para o litoral?
O plano de ação para o litoral, que termina em 2013, tem uma taxa de execução financeira de 17%. De €480 milhões estão executados €84 milhões. Seria impossível cumprir aquele plano.

A que se deve uma tão baixa taxa de execução?
A várias razões: ao facto de haver competências dispersas por várias entidades e à dificuldades de financiamento. Não pretendemos aprovar mais nenhum plano sem ter um capítulo a avaliá-lo e métricas da eficácia da sua implementação.

Os quase €500 milhões destinavam-se a obras de requalificação da costa, obras de emergência devido a erosão de arribas e aos Polis do Litoral (que abarcavam grande fatia). O que acontece a esse dinheiro que conta com verbas do QREN?
O dinheiro não se perde. Se não se concretiza naquilo, concretiza-se noutra questão qualquer.

Então esse dinheiro vai ser desviado para outras áreas?
Não pode pôr as coisas dessa forma. O plano do litoral era uma intenção de programação e o que pretendemos fazer agora é uma nova intenção de programação. Todas as candidaturas que estavam aprovadas foram executadas. Algumas já nesta vigência. Nós não deixamos de fazer as obras de emergência  e continuamos a monitorizar muitos locais. Agora, o que queremos é fazer de forma estrutural. Nunca tivemos um verdadeiro estudo sobre os impactos das alterações climáticas no litoral e sobre as dinâmicas costeiras e temos de o fazer, eventualmente com recurso ao fundo EFTA, para identificarmos onde há riscos e transpor esses riscos para o planeamento do território. Podemos aproveitar estudos já antigos e transmitir o resultado deles para os planos da orla costeira e do ordenamento do território, olhando para a costa como um todo. Queremos concentrar as obras marítimas onde existe risco para pessoas e bens.

Que outras medidas têm preparadas para o litoral?
Para a semana vamos anunciar um novo diploma que visa dar autoridade à policia marítima e aos nadadores salvadores para poderem evitar a permanência de pessoas nas zonas de perigo. Até aqui era só para as zona interditas. E não estou só a falar de arribas em risco, mas também de águas estagnadas, ou de ribeiras na praia. Queremos incentivar o uso da praia o ano inteiro. Mas temos de ter um uso adequado. Não podemos intervir em todas as arribas e não é só por uma questão financeira. Não queremos que as nossas praias sejam iguais a taludes das nossas autoestradas com ancoragens em betão e redes metálicas.

Quais são as suas ideias para a revisão do regime de Reserva Ecológica Nacional (REN)?
Mais do que alterar o regime da REN, queremos dar coerência entre vários regimes sem termos de fazer a mesma coisa duas ou três vezes. A REN define zonas de cheia e os planos de bacia também.

Vão acabar com a REN?
Não necessariamente. Vamos é criar um diploma coerente que possa endereçar vários riscos como o de cheia, o de sismos ou o de incêndios florestais e vá buscar informação aos planos que fazem a gestão desse risco, nomeadamente aos planos de bacia no que respeita ao conceito de leito de cheia. Temos de articular conceitos e não extinguir conceitos. Não gostava que saísse a ideia que queremos extinguir a REN. Os valores protegidos pela REN vão continuar a ser protegidos noutro instrumento de igual valor e igual eficácia.

Em relação ao cadastro da propriedade, também colocaram de lado o modelo que tinha sido proposto pelo Governo anterior por o considerarem caro e moroso. Qual é o vosso modelo para o cadastro?
Recebemos um projeto piloto para fazer o cadastro em sete concelhos, mas sem dotação orçamental e com uma candidatura ao QREN mal instruída, porque não assegurava a comparticipação nacional. Resolvemos esses problemas e esse projeto, que envolve quase €24 milhões, vai continuar. Mas, com 308 municípios é fácil extrapolar que fazer o mesmo para todo o país custaria mil milhões de euros e levaria uns 30 anos. Seria difícil levar a bom porto. Em fevereiro deve ser aprovada uma resolução em Conselho de Ministros que pretende concentrar a informação cadastral dispersa em vários ministérios e criar um grupo de trabalho que junta o Ambiente, a Justiça e as Finanças. Não temos que iniciar o projeto de registo cadastral do zero, de Sagres a Vila Real. Temos de atuar em puzzle, como fizeram em Espanha, completando a informação de diferentes fontes e usando as mesmas nomenclaturas.

Quanto tempo poderá demorar?
Um ano serve para iniciar o registo cadastral obrigatório de algumas operações, como a dos planos urbanísticos. Depois é seguir a lógica de encher o puzzle com a ajuda das zonas de intervenção florestal (ZIF) e dos bancos de terra. Espanha fez a espinha dorsal do cadastro em sete ou oito anos.

O Plano Estratégico de Transportes (PET) vai em contraciclo com as políticas de diminuição de emissões de GEE, já que os aumentos de tarifas ou o corte de carreiras não fomentam o uso de transportes coletivos. O que pensa do PET?
Não vou comentar a política de transportes. Seria uma descortesia para com o meu colega. Em termos do leilão de emissões, por exemplo, já sinalizei aos meus colegas da energia e dos transportes que via como uma política estruturante e boa do ponto de vista ambiental que uma parte dessas verbas fosse para a mobilidade pública, seja para autocarros elétricos ou ligeiros elétricos.

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Uma não entrevista
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:43 | Sábado, 4 de fevereiro
O nuclear é uma tecnologia do séculoXX. Já estamos no século XXI, para quem não tenha ainda reparado. É verdade que não temos petróleo nem carvão... e se tivessemos? A FCT iría financiar novas tecnologias nas máquinas a vapor? haha

O Século XXI será o século das energias renováveis; por todos os motivos e mais um. Este secretário de Estado está de facto aquém. Ele fala do que não vai fazer, mas se não produzirmos energia teremos de a importar. É a estratégia da avestruz, a mesma seguida no tempo do Caváco: em vez de construir centrais térmicas, ou nucleares, a política energética do Cavávo foi contruir postes. Quem vai de Lisboa para Badajoz de auto-estrada vê lá os postes do Caváco: duas linhas de alta tensão ao lado uma da outra. Será isto solução?

A solução não está em avestruzar! Temos que produzir a nossa energia, e a energia renovável é algo que se pode pruduzir, não se pode simplesmente achar. O problema deste secretário de Estado está em não querer admitir que a política de Sócrates foi uma política acertada. As renováveis são a NOSSA melhor solução; Sócrates sabia disso; neste governo ninguém quer admitir.

Passos Coelho falou muito no nuclear, e falou da boca pra fora, sem pensar, como é seu hábito. Agora ninguém quer admitir o erro. Mas não fazer nada também não é solução, se secretário de Estado. E contruir mais postes também é outra não-solução. Um secretário de Estado devia estar a dizer «o que vai fazer» e não «o que não vai fazer».
 
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    How nuclear works    Ver comentário
D. Sebastião I (seguir utilizador), 1 ponto , 13:25 | Sábado, 4 de fevereiro
    Re: Uma não entrevista    Ver comentário
JacViseu (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Domingo, 5 de fevereiro
    Re: Uma não entrevista    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 15:59 | Domingo, 5 de fevereiro
Opções
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 15:49 | Sábado, 4 de fevereiro
Com o Parido Popular a Espanha vai preferir o nuclear como forma de energia. Faz parte do programa do Governo.

Assim os receios e as reservas ecológicas portuguesas estão, de algum modo, ultrapassadas.

Menos um escolho no caminho do futuro.
Petróleo e carvão são finitos e têm que ser importados. Vento, Sol e ondas são caríssimos e insuficientes.

É uma questão de tempo, mas a conclusão é óbvia........
 
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    Re: Opções realistas    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 16:01 | Domingo, 5 de fevereiro
    Re: Opções realistas    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 16:07 | Domingo, 5 de fevereiro
'O nuclear deve continuar afastado
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:13 | Sábado, 4 de fevereiro
Parece-me uma boa entrevista, ou melhor uma boa prestação deste secretário de estado. É curioso como a questão energética se tornou tanto uma questão ambiente: vejo-o pela quantidade de comentadores que só se lembraram desta questão para comentar. É verdade, a questão da energia tem a haver com o ambiente, mas o mesmo também se pode dizer de quase qualquer outro aspeto da economia. Se tivesse que situar a questão da energia, situá-lo-ia primeiro na economia, mas sempre como é obvio subordinado às regulamentações ambientais.

É assim que dos dois casos da entrevista, um é um não caso: a energia esteve meio que escondida na entrevista, com uma referência à energia nuclear ("princípios de prudência e de precaução") e à poupança energética, aqueles que eu esperaria uma secretaria do ambiente tratar. O outro caso é quando ele recusa comentar a política dos transportes por ser uma descortesia para com o colega dele (tradução: não gosta, tem objeções ou então, gostava de ver lá outras coisas).

Em todo o caso, a qualidade das pessoas que ele está a chamar para a comissão científica da revisão da lei das bases, promete.
 
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Dr. Pedro Paulo
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Sábado, 4 de fevereiro
Para estar nas funções que desempenha, você é um homem inteligente.
Quer um dia dar um salto ao Instituto Superior Técnico, bem ali acima da Alamedada e ver o que se passa no campo da investigação científica?
Se o fizer, acho que vai ter surpresas agradáveis.
Burros ali, só se formos montados neles.
Aliás, proponho que se metam umas argolas para prender os solípedes á porta do Pavilhão Central, onde o pessoal vai montado e aparece logo alguém para reciclar as fezes dos animais.
Não perca tempo.
Abraço
Sérgio
 
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    "Para estar nas funções que desempenha,    Ver comentário
D. Sebastião I (seguir utilizador), 1 ponto , 17:14 | Sábado, 4 de fevereiro
    Re:    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Sábado, 4 de fevereiro
Estou assustado!
mosava (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Sábado, 4 de fevereiro
Depois de ler este tecido de ... (podem escolher), estou mesmo assustado!
Vou ter de continuar a pagar 1300 milhões de euros cada ano para "gozar" de energia verde?
E não falta muito até começar a pagar os 20.000 milhões de euros da dívida da EDP... Estou MESMO assustado!
A única luz que vejo no fundo do túnel é o farol do comboio a chegar!
 
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    Re: Estou assustado!    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 16:04 | Domingo, 5 de fevereiro
Lixo eterno
vista_de_fora (seguir utilizador), 1 ponto , 10:10 | Domingo, 5 de fevereiro
Continua a haver um enorme desperdício de energia. A solução passa por uma utilização cada vez mais eficiente dos recursos naturais e consciência das pessoas sobre o gasto, que poderia ser penalizado, por exemplo, quando ultrapassado um certo limite.

O nuclear é o empurrar do problema energético para as gerações futuras - eles que tratem os restos - uma solução de curtíssimo prazo com consequências imprevisíveis, que serve principalmente os interesses destes lobbies. Quem vier depois que resolva o problema dos detritos.
Eventalmente no futuro a tecnologia talvez permita anular este perigo, mas não é o caso neste momento, nem se vislumbra uma solução.

Sugiro um documentário sobre o assunto: Into Eternity (2010)
 
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