26/05/2012 atualizado às 13:45
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O mito do Estado mínimo

No mesmo momento em que defende o emagrecimento do Estado o governo anuncia o aumento do contingente policial. É coerente e é a partir daqui podemos fazer um debate sobre o Estado que queremos: o social ou o penal.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Terça feira, 30 de março de 2010

Quando lhe dizem que querem menos Estado não lhe dizem tudo. Nem sequer o que lhe dizem é verdade. É falsa a dicotomia mais Estado/menos Estado. Nunca foi esse o debate. O "Estado mínimo" é um mito. Se olharmos com atenção, não há partido em Portugal que exija mais Estado do que o CDS. Ou a polícia não é Estado? E as prisões não são Estado?

Não me verão escrever aqui que dispenso a polícia. Não a dispenso. Apenas faço notar esta contradição para se perceber que a questão não é se se quer mais ou menos Estado. É o que se desvaloriza e o que se valoriza no Estado. É o Estado que se quer e o Estado que se dispensa.

Dirão: Portas quer Estado onde o Estado falta. Pois fica apenas a informação: em Portugal, em 2008, havia um polícia por cada 227 habitantes. A média europeia é um por 350 habitantes . Talvez haja problemas na sua distribuição. Mas não é disso que o CDS fala. O que diz é que quer mais. Ou seja, mais do que a eficácia, a direita quer deixar clara qual é a sua prioridade para o Estado.

Dando razão ao CDS, o mesmo governo que se encarrega de emagrecer o Estado e cortar nas despesas sociais vai admitir "imediatamente" dois mil novos policias, melhorando ainda mais a nossa média. Não acho que a existência de polícias seja uma coisa negativa. Gosto de me sentir seguro. Mas já estas duas coisas associadas - cortes nas prestações sociais e aumento do efectivo de polícias - me diz o tipo de Estado que queremos. Faz sentido: só podemos ter menos Estado Social se tivermos mais Estado Policial.

Temos prestações sociais porque somos solidários e queremos viver num país decente. Mas também as temos porque somos pragmáticos: o conforto mínimo garante alguma segurança. Se nos ficarmos pelas democracias, facilmente percebemos que são as sociedades mais igualitárias e não as mais policiadas que garantem mais segurança. A diferença entre o Estado Penal e o Estado Social (continuo a falar apenas de democracias) resume-se nestes números: os EUA têm dos índices mais altos de desigualdade dos países desenvolvidos e uma população prisional de 750 por cada cem mil habitantes. A Dinamarca tem dos melhores índices de igualdade dos países desenvolvidos e uma população prisional de 67 por cada cem mil habitantes . É a diferença entre um Estado Penal e um Estado Social. Sendo que nenhum deles é mínimo.

Não vos maçando com as muitas referências filosóficas que antecedem este debate, atalho. Simplificando (as dicotomias são sempre perigosas), há quem acredite que o bem estar económico é um prémio pelo mérito. Os que mais têm só têm mais porque o merecem. Pelo contrário, há quem acredite que a riqueza e a pobreza resultam, antes de mais, de uma injustiça na distribuição dos recursos - sejam eles materiais ou imateriais.

Os primeiros pensam que a principal função do Estado é garantir que esta espécie de "justiça natural" não é perturbada. Deve, antes de mais, defender o mercado e o valor supremo da propriedade privada. Cobrar poucos impostos (que castigam o mérito), gastar pouco com prestações sociais (que promovem a preguiça) e dar às funções de segurança do Estado a maior das relevâncias. Os segundos acreditam que, mesmo não dispensando o monopólio da violência detido pelo Estado (até porque os mais pobres são sempre as primeiras vítimas do crime), o papel central do Estado é redistribuir a riqueza (através dos impostos e das prestações sociais), garantir a igualdade de oportunidades (por via, por exemplo, da educação e da saúde públicas, universais e gratuitas) e ter um olhar mais geral sobre a segurança (reduzindo o risco de pobreza, por exemplo, através de apoios sociais e de uma política que tenha o pleno emprego como objectivo).

Não faço a injustiça de achar que os primeiros dispensam todas as funções sociais do Estado, porque estaria a mentir. Não farão a injustiça de achar que os segundos dispensam as funções de segurança do Estado, porque estariam a mentir.

Ao anunciar cortes em prestações sociais e o aumento dos efectivos policiais o governo socialista - que normalmente estaria no segundo grupo que aqui foi referido - deixa, para além do conteúdo de cada medida, bem claro o caminho que escolheu. Deixa claro que já não é apenas o socialismo que está na gaveta. É o modelo social em que a Europa apostou nos últimos sessenta anos.

Se o caro leitor acha que o confronto entre esquerda e direita não faz hoje qualquer sentido, aqui ficam as minhas desculpas. Porque é disso mesmo que tenho estado a falar.

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Insegurança
ANO1933 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 10:08 | Terça feira, 30 de março de 2010
Este artigo só demonstra uma coisa: DEMAGOGIA BARATA!
Será que que em Portugal não há insegurança ?
Corre tudo às mil maravilhas, pelo que se vê, na opinião deste bloquista.
Deixemos tudo como está.
Permitámos que a insegurança aumente e coloquemos uma passadeira vermelha para que os criminosos avancem por cima dela...
Já agora, se é que eles precisam, apetrechem-se com mais meios para continuarem na senda do crime.
 
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    Re: Insegurança    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:11 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:46 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
umhomemadias (seguir utilizador), 2 pontos , 13:04 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:07 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
umhomemadias (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 14:49 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:04 | Terça feira, 30 de março de 2010
    REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 12:51 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:12 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
umhomemadias (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 16:49 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
umhomemadias (seguir utilizador), 1 ponto , 17:25 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
umhomemadias (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: REDUZIR O PESO DO ESTADO EM 5 ANOS PARA 40%PIB    Ver comentário
Filipe_mar (seguir utilizador), 1 ponto , 21:32 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Insegurança    Ver comentário
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Terça feira, 30 de março de 2010
O mito do Estado Social
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 11:01 | Terça feira, 30 de março de 2010
O Estado Social funciona na Dinamarca porque na Dinamarca há Dinamarqueses.
Os Dinamarqueses acreditam que o bem estar económico é um prémio pelo mérito. E também acreditam que quem tem mérito deve à sociedade um tributo por esta lhe ter permitido aplicar com sucesso o seu mérito. O estado redistribui esse tributo para que, quem precisa, continue a buscar os frutos do seu mérito.
O Estado Social não funciona em Portugal porque em Portugal há Portugueses.
Os portugueses acreditam que o papel central do Estado é redistribuir a riqueza. Pergunto eu, qual riqueza?
Daniel Oliveira, compreenda que para quem trabalha, estudou, se esforçou, e nunca teve os telemóveis de última geração que os seus "pobres" passeiam na linha de Sintra todos os dias, estado social de direito não é uma espécie de organização mafiosa a quem pagamos protecção para nos deixarem em paz.
Mas também não precisa de se preocupar tanto. O Estado Penal que tanto teme tem, entre nós, a mesma dimensão e qualidade do Estado Social. Em Portugal um Polícia é um funcionário público como qualquer contínuo de uma escola. Com as leis que temos, mais polícias significam apenas mais emprego público, algo que sempre o vi defender! São menos 2000 desempregados! Não será afinal uma medida social de grande envergadura!
 
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O mito do Estado mínimo
Toni 2 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 11:46 | Terça feira, 30 de março de 2010
O que todos pretendemos é menos Estado e melhor Estado, mas sómente na prática, porque se o governo seja ele qual for e tenha a cor que tiver se quizer encerrar a escola junto à nossa casa, mesmpo que a mesma já não tenha crianças, o Hospital , ou posto médico sem doentes, ou o Tribunal sem processos, há logo manifestações. Até parece que somos um País com imensos recursos, ou seja petróleo e diamantes a jorrar por tudo o que é sítio e nem sabemos o que havemos de fazer ao dinheiro. Depois admiram-se que andem a vender os aneis e as jóias da Coroa, mas quando essas terminarem é que vai ser o diábo. É claro que assim os neoliberais acabam por vencer e vamos mesmo ter menos Estado mesmo aumentando a policia e até são capaz de ser poucos e será preciso admitir mais, a adivinhar pelas agitação que se avizinha.
 
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    Re: O mito do Estado mínimo    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:46 | Terça feira, 30 de março de 2010
A esquerda,a direita e os mesmos vícios
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:39 | Terça feira, 30 de março de 2010
A questão central-e não é preciso complicar o arroz-é saber quais são as funções que cabem, ao Estado:
quem tiver dúvidas vai ao quiosque da esquina e compra uma Constituição da República-Está lá tudo,preto no branco.
Agora há funções-saindo da esfera exclusiva e que cabem ao Estado-que os privados fazem melhor,mais depressa e mais barato.
E essas contas é que tem que ser feitas.
Portugal é um País pobre,com uma politica ainda mais pobre e não pode dar-se ao luxo de em todos os papéis que precisa ter lá um carimbo e um logotipo de um serrviço público.
Menos estado e melhor estado,
Mas como o Estado não é uma coisa abstrata,seria bom que a politica quando fala de quem lá trabalha,não tratasse toda essa gente como estatística,mas pelo seu nome,pela didnidade da sua função e pelo bom trabalho que a sociedade espera dela.
A discussão entre esquerda e direita é interessante.
Mas 1ºtemos de dar prioridade aos vícios velhos,de uns e de outreos:fulano é do partido,é presidente da Cãmara.Sai de presidente de Cãmara,mas é do partido vai para deputado.sai de deputado,mas é do partido vai para gestor público.E por aí fora.

 
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UM POLÍCIA PARA 227 VERSUS UM PARA 350 HABITANTES
Anamanacosta (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:10 | Terça feira, 30 de março de 2010
Esta dicotomia terá a ver com o facto de sermos cidadãos cumpridores da lei mas muito dados a burocracias?
Ou será que os nossos polícias, como diz o Sindicato, estão mal preparados para o cargo que exercem?
Maior exigência na selecção?
Baixa produtividade dos ditos polícias?
Quando um polícia, no exercício da sua autoridade, dá uma ordem, quem é que o leva a sério?
O cidadão inquirido?
O colega mais experiente, que lhe diz, deixa estar, vamos embora?
Ou terá a ver com a opinião pública que diz, “coitado do rapaz levou um tiro porque desobedeceu à polícia”.
Ou com a comunicação social que inicia um inquérito próprio, concluindo que o polícia era inexperiente e que nunca tinha disparado uma arma, e deve ser julgado por homicídio por negligência…
 
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Uma crónica, vários comentários...
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 13:59 | Terça feira, 30 de março de 2010
Esta crónica merece uma série de comentários, que vou procurar colocar aqui...

1. Menos estado, menos funções sociais?
Alguma esquerda perece temer que a redução do estado resulte numa redução das funções sociais que são (ou eram, ou foram) tradicionalmente desempenhadas pelo estado.
Já tiveram temores relativamente ao futuro das telecomunicações (eram prestadas pelo estado, lembram-se?), da banca (idem), continuam a ter relativamente ao ensino e à saúde, agora são os correios.
O princípio que conduziu à transferência dessas actividades do estado para a iniciativa privada é o de que a gestão privada mais eficiente, com o objectivo de maximizar o lucro, claro, permite reduzir os custos da prestação desses serviços e beneficiar os consumidores pela redução do preço, pelo menos quando há concorrência.
O objectivo da transferência dessas funções do estado para a iniciativa privada não é reduzir as funções prestadas, é aumentá-las.
Se esse objectivo tem sido atingido e com que grau de sucesso, pode ser discutido, mas suscitar o papão do abandono dos pobres pelo estado quando elas são privatizadas é vesgo ou desonesto, porque a privatização oferece uma oportunidade de melhoria potencial.
...
 
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    Re: Uma crónica, vários comentários...    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 14:13 | Terça feira, 30 de março de 2010
Falácias e mais falácias
jazão (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:33 | Terça feira, 30 de março de 2010
Quase tudo o que DO aqui diz é contestável. Por exemplo, a comparação entre os EUA e a Dinamarca. Comparar um país de 300 milhões de habitantes com um país de 5,3 (DK) é uma falácia; comparar um país com fortíssimas minorias raciais e sociais, com um país inteiramente homogéneo, é uma falácia. Dito isto, é uma evidência que os EUA têm um problema com o número excessivo da população criminal, sendo os primeiros a reconhecê-lo.
Outra tremenda falácia é a oposição estado social/ estado penal: em primeiro lugar gostava de saber que benefícios sociais foram cortados pelo actual governo. Em segundo lugar, é preciso saber que a despesa social é de longe a principal despesa do orçamento do Estado. Em terceiro lugar é necessário ter presente que a despesa que ao longo das últimas décadas mais cresceu foi a despesa social.
A questão é precisamente a de saber quais são as funções do Estado de que este não pode nem deve abdicar: tradicionalmente cabem ao Estado seis grandes funções: a segurança externa, a ordem interna, a justiça, a saúde, a educação e a função social. Pode haver um equilíbrio na repartição de recursos entre estas funções se tivermos em mente que o exercício da politica é um exercício de escolhas de prioridades, que o dinheiro gasto saiu do bolso de alguém a quem custou a ganhar e que o Estado só deve fazer aquilo que faz melhor que a sociedade civil ou só o Estado pode fazer.
 
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O estado policial
aureus (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Terça feira, 30 de março de 2010
Sim, parece que este é o estado que o PS agora propõe. E é natural: com cortes nas prestações sociais, é bem possível que a insegurança aumente, logo poderão fazer falta mais policias. Dos quais, muitos não fazem absolutamente nada pela segurança (não que não queiram, não lhes dão esse serviço). De aqui a pouco, vamos ter um novo recorde em Portugal: O partido socialista mais à direita da Europa toda.
Portugal é um dos países da Europa com mais altos índices de segurança. Quem se acha inseguro, deveria dar umas voltinhas por essa Europa fora (ou pelo resto de mundo, que é pior quase todo). Temos muita policia a fazer pouco serviço. Mas vamos contratar mais, em vez de fazê-los trabalhar melhor aos que temos. E, entretanto, vamos cortar as ajudas aos que passam fome. Suponho que faz sentido para alguns. Mas não pensei que o fizesse para quem não fosse saudosista da velha senhora.
 
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A Falta de coragem politica-lei do menor esforço
anticorporativo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Terça feira, 30 de março de 2010
Este artigo é o reflexo das inumeras confusões geradas pela falta de coragem politica para reformas sociais justas.
Acho injusto para com a classe verdadeiramente trabalhadora, um policia reformar-se aos 50 anos.
Isto sim, é desigualdade social e deve ser combatida, independentemente da oposição demagógica e caceteira.
como se isso não bastasse ainda temos de gramar com a quantidade de policias-administrativos, que mal conhecem o qwertyuiop. Profissões de risco tb as têm os camionistas, os pedreiros, os serventes, etc, etc, etc...
Relativamente á insegurança, esta tem a ver com o trabalho clandestino em Portugal, e não só, mas tb.
muitos destes criminosos estão ilegais no nosso país e se houvesse consciência social do patronato estariam controlados e não faziam disparates.
  outros estão protegidos por máfias, cujos tentáculos desconhecemos, apesar de identificados pelas autoridades.
Mas voltando á discussão sobre o estado minimo ou máximo, o problema continua a ser o mesmo: os governos reagem aos repelões, ao sabor das corporações, e não do verdadeiro interesse publico.
sabe-se que terão de existir um conjunto de empresas publicas e/ou privadas de capitais publicos como forma de prestar ás populaçõe serviços que lhe conferem dignidade e dissuadores dos abusos dos privados.
O ensino publico é bom, a saude publica é boa, mas o mesmo nao se pode dizer do privado-basta ser cliente e facilmente se verifica o que digo.
deveria ser mas não é, o povo quem + ordena
 
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O mito do Estado mínimo
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Terça feira, 30 de março de 2010
Caro Daniel Oliveira,

O mito de que fala... é apenas e só isso um mito.

Convêm não esquecer alguns principios elementares: há o poder dos cidadãos, a democracia é de todos, a República não tem dono...

O que está em causa não é um mito... é antes de mais a capacidade do Estado de definir metas sociais e suprir as necessidades que as populações reclamam de mais e melhor segurança. No fundo um olhar mais atento sobre as desigualdades sociais, ou sobre os que sentem a sua segurança ameaçada.

Mais polícia na rua combate , ou deveria combater os actos de criminalidade violentos.

Sara
 
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Os meus parabéns ao DO
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Terça feira, 30 de março de 2010
Tenho-o acompanhado nos seus artigos e julgo que este foi dos melhores que publicou.
Clarissimo e muito profundo, tocando numa série de pontos importantes.
Venham mais.
 
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    Re: Os meus parabéns ao DO    Ver comentário
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Terça feira, 30 de março de 2010
Mitos e realidades
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Terça feira, 30 de março de 2010

Cresci e convivi de perto com um cavador de profissão, analfabeto "por não conhecer uma letra do tamanho de uma casa" como ele dizia.

Quando se conversava sobre a abertura ou o fecho de escolas, sentenciava como se, para ele, a verdade fosse cristalina:
    -Fechem, fechem ... fazem-na linda! Por cada professor que despedirem, terão de contratar dois polícias. Não lhes fica mais barato e não é seguro!

Já faleceu este filósofo de mãos calejadas.
Mas a sua mensagem é actualíssima.

Sem grande esforço, poderá ser parafraseada, dizendo o mesmo por cada hospital, empresa, actividade produtiva, ... que feche!
É a justiça, igualdade, educação, a saúde, uma recta consciência que dão segurança, diria o tal filósofo analfabeto.

Daniel, estaria e está muito bem acompanhado!
 
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O Estado Policial
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Terça feira, 30 de março de 2010
É uma figura e tanto! O estado encolhe, mas não esquece de sua retaguarda, que precisa manter o "equilíbrio" das elites governantes contra, ora vejamos, contra seus próprios súditos... Um estado policial, na atualidade, não vai brigar com um vizinho, vai cuidar de manter o "status quo" e defender-se de seu próprio povo, que pode ter uma idéia diferente de proteção... É o estado dissociado da Nação...
 
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- Um enigma a explicar -
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Terça feira, 30 de março de 2010

Não consegui perceber a dicotomia "Mais Estado / menos Estado" até você explicar o seu sentido original.

No meu Pais a reclusão é a única medida de privação da liberdade pessoal.
E a Constituição prevê ao artigo 27 que o fim dela é educar o preso à sua introdução na sociedade quando tem cumprido a pena.
Mas as prisões são cheias e os vigilantes faltam.

Francamente não acredito que um indivíduo nasça predisposto a vir ser criminoso;
por vezes certas situações podem criar pressupostos tais que ele se encaminhe na rua da criminalidade. Mas muito depende da situação parental e ambiental.

Justamente o jornalista faz notar, com a clareza que o distingue, (olhe! não sou um alcoviteiro.) que a polícia é Estado, que as prisões são Estado.

Numa democracia tudo é Estado mas mas é a política aplicada que faz a diferença pelo cidadão. Cortar as despensas? De acordo, porém nos âmbitos apropriados, não indiscriminadamente, sem bem ponderarmos o que estamos a fazer.
Pelo contrário os meios financiais devem ser dirigidos para os setores do Estado que necessitam de ser reforçados.

António
 
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modelo social em que a Europa apostou nos últimos
Filipe_mar (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Terça feira, 30 de março de 2010
"Deixa claro que já não é apenas o socialismo que está na gaveta. É o modelo social em que a Europa apostou nos últimos sessenta anos." Aqui é que está o problema. O modelo social em que a Europa apostou nos últimos sessenta anos foi possível ser pago até aos anos 70 em q as despesas com pensoes e saúde não pesavam muito, a partir daí os governos conseguiram mante-lo através de empréstimos = dívida pública e q a cada ano aumenta e já ultrapassou os 100% PIB em alguns países(Bélgica, Japão, Itália) em Portugal está quase a lá chegar. O dívida pública actual (aquilo q o estado tem pedido emprestado nos últimos 20 anos para financiar o estado providencia falido), q é diferente do défice, nestes países é tão grande q mesmo aumentando impostos não é suficiente para manter o actual gasto + pagar as dívidas aos credores internacionais. Além disso o crescimento do PIB nos próximos 10 anos vai ser tão reduzido que não vai dar para pagar o défice + dívida.
 
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