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Ricardo Cordeiro/O INTERIOR
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11:42 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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A posição dos acionistas sobre o aumento do capital social da Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) da Guarda para 1,5 milhões de euros não é unânime. O INTERIOR ouviu a posição de três parceiros guardenses sobre a proposta do município, que pretende ficar apenas com 37 por cento do capital social, e um mostrou-se a favor, outro contra e o terceiro ainda não tem uma posição definida.
A Gonçalves & Gonçalves, Lda, que para além de acionista integra o Conselho de Administração da PLIE, vai "acompanhar o aumento do capital social", mantendo "a posição que já tínhamos assumido", indica o administrador do grupo. Rui Gonçalves considera que este passo é "positivo e crucial para o desenvolvimento com êxito do projeto". De resto, apesar do projeto ter "passado por vários momentos e vários processos", continua a acreditar "na viabilidade da PLIE", uma vez que defende que a Guarda "tem uma localização geográfica que, quase obrigatoriamente, remete para o sucesso da capacidade logística da cidade". Posição bem diferente tem o presidente do Nerga - Associação Empresarial da Região da Guarda, para quem o aumento do capital social "não faz sentido perante tudo o que se passa".
"Não há um plano estratégico de futuro para aquela zona e se a Câmara o tem, lanço o desafio para o mostrar", sublinha Pedro Tavares. Para o empresário, "depois de gorado o primeiro aumento do capital" e de ter "começado a vender terrenos, a autarquia tem que dizer o que quer fazer porque neste momento ninguém sabe".
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Catarina Pinto/O INTERIOR
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11:54 Sexta feira, 6 de maio de 2011
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Caritas da Guarda pretende que os alunos do secundário conheçam melhor a região
A Caritas Diocesana da Guarda tem vindo a desenvolver, ao longo deste ano letivo, um projeto para combater a desertificação na região da Raia. Nas escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor, a associação propôs aos alunos do 12º ano trabalhos sobre a zona raiana para a disciplina de Área Projeto, levando os jovens a conhecerem melhor a sua terra. Os resultados finais da iniciativa "100 Muralhas" vão ser conhecidos este mês.
Depois de um estudo científico (levado a cabo pelas Cáritas da Guarda, Cidade de Rodrigo e Salamanca) ter revelado que a Raia era uma das zonas "mais desertificadas, envelhecidas e pobres do país", os responsáveis da associação entenderam que era premente uma "missão" para alterar o cenário. "Queremos que haja uma consciência crítica da zona onde nós estamos, melhor conhecimento do território, aumento da autoestima das gentes e levar o nome destas localidades para outras regiões do país", adiantou o coordenador do projeto, durante a apresentação que decorreu na passada sexta-feira. Paulo Neves explicou que, no âmbito da disciplina de Área Projeto, a Cáritas fez uma proposta para que as escolhas temáticas dos trabalhos "incidissem sobre o território". Foram vários os grupos de estudantes que aceitaram o desafio, criando projetos sobre "A importância da cultura da vinha para a vila de Almendra", "Tendências sociais emergentes em Figueira de Castelo Rodrigo", "Fungos e cogumelos locais", "Potencialidades turísticas" ou "Tradições e costumes da Raia", entre outros.
Além de levar a comunidade escolar a explorar as potencialidades da região, a Cáritas pretende ainda que, no futuro, os jovens se possam afirmar como verdadeiros "Embaixadores da Raia", outra das componentes do projeto. "Quando forem para universidade, queremos que estes alunos possam difundir as características desta zona", defendeu Paulo Neves, acrescentando que esta pode ser uma oportunidade de atrair visitantes e quem sabe conquistar novos residentes.
A partir de amanhã e até ao final do mês, os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes raianos vão ser exibidos nas quatro escolas envolvidas. Amanhã é a vez do Sabugal, seguindo-se Figueira de Castelo Rodrigo e Penamacor, no dia 17, e ainda Almeida no dia 19. O encontro geral do Projeto "100 Muralhas" realiza-se dia 28 no Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso.Leia mais em O INTERIOR
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Rafael Mangana/O INTERIOR
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16:25 Domingo, 17 de abril de 2011
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Criminalidade aumentou 1,6 por cento no distrito em 2010 relativamente ao ano anterior. O último assalto aconteceu na semana passada no centro histórico
Mais policiamento e câmaras de videovigilância na zona histórica serão as soluções preconizadas por quem tem sentido na pele aquilo que os números retratam. Em 2010, a criminalidade aumentou 1,6 por cento no distrito da Guarda em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (ASI). Uma ótica localizada no centro histórico da Guarda foi o último alvo dos ladrões, na madrugada de segunda-feira.
"Da outra vez foi pior, porque não tínhamos alarme e levaram praticamente o que quiseram. Desta vez levaram o que tinham à mão o mais rápido que puderam", refere Ana Castro. Nos dois últimos anos, dois assaltos, este é o saldo da "Ótica Araújo", localizada na Rua do Comércio, onde foram furtados cerca de 500 pares de óculos na madrugada de segunda-feira. A funcionária conta que os autores eram "quatro rapazes novos", que foram identificados pelas câmaras de segurança da loja. Não levaram mais porque o alarme - colocado desde o último assalto - soou e afastou os assaltantes. A medida teve de ser tomada porque "a zona histórica da Guarda torna-se um perigo à noite e não é preciso ser meia-noite ou uma da manhã, pois é frequentada por pessoas por vezes alcoolizadas, toxicodependentes, o que não transmite segurança", revela Ana Castro. "Depois, é uma zona que está abandonada de noite, porque só se circula a pé", lamenta.
Na sua opinião, a solução passaria por haver câmaras de vigilância, "sempre ligadas à polícia", e mais patrulhamento. "Notamos que há poucos efetivos. A Guarda precisa e nota-se que, por vezes eles [polícia], também não têm como atuar mais, mas a insegurança sente-se", assegura. De resto, o documento, divulgado há duas semanas pelo ministro da Administração Interna, revela que em 2010 foram participados aos órgãos de polícia criminal (GNR, PSP e PJ) 4.061 crimes no distrito da Guarda, mais 65 que no ano anterior (3.996 participações). [ver edição da semana passada]. Também na Rua do Comércio, a loja de pronto-a-vestir "Rouparigas" foi alvo dos ladrões no início de Fevereiro. O proprietário refere que, "apesar do nível de violência na Guarda não ser elevado, há uma manifesta falta de policiamento". Tal como Ana Castro, Rui Quinaz constata que "o centro histórico tem muito pouca gente, as ruas estão sistematicamente vazias, não passam carros e é uma zona altamente atrativa, que exigiria um maior policiamento".
"Suspeita-se que vários dos assaltos sejam feitos pela mesma rede e é facílimo assaltar, ninguém os incomoda, "trabalham" à vontade e repetem a "dose"", lamenta, dizendo não duvidar que "ainda este ano haverá mais assaltos". A videovigilância é, uma vez mais, a solução preconizada. "É vergonhoso não existir videovigilância, que é premente na zona histórica", considera Rui Quinaz, que aproveita para atribuir responsabilidades à autarquia guardense: "Segundo a Câmara, não há mobiliário urbano por causa do vandalismo, mas também não se colocam câmaras de vigilância para se controlar o vandalismo", critica. A Rua Mouzinho de Albuquerque também tem sido palco de alguns incidentes do género. A "Foto Leitão", uma loja de equipamento fotográfico, já foi assaltada diversas vezes, mas o seu proprietário considera que "a criminalidade na Guarda reflete o que se passa em todo o país, parece que não somos diferenciados. Nunca aconteceu nada de especial nesta zona, e ultimamente têm-se verificado muitos casos". Mais uma vez, a "prevenção noturna por parte da polícia" é a solução encontrada por António Leitão.
"Naquilo que me disse respeito, as forças de segurança da Guarda mostraram interesse e acompanharam bem a situação, o problema é que deviam estar mais presentes", considera. Há poucos meses, junto à esquadra da PSP da Guarda, teve lugar outro furto, na conhecida perfumaria "Abelhinha". "Nunca tinha acontecido, até porque a perfumaria fica a cerca de 40 metros da polícia. É impossível não haver uma autoridade capaz de por cobro a isto", contesta o proprietário da loja. "Desta vez foi assaltada mais uma ótica, os casos têm-se sucedido e isto não pode acontecer, a não ser que haja agentes da autoridade nas ruas, como se fazia antigamente. A polícia via-se a pé e não de carro", recorda Ferreira da Silva.
Apesar de ter em conta "qualquer tipo de crime que ocorra", o comandante da PSP da Guarda defende que "a segurança é sempre uma preocupação de todos, mas não pode ser só da polícia e tudo tem que começar em cada um de nós". Salvado Lopes lembra que, "hoje em dia, as pessoas têm que ter mais cuidado", mas rejeita alarmismos. "Tendo em conta os baixos níveis de criminalidade que a Guarda regista, não há razões para vivermos um sentimento de insegurança", assegura. Quanto aos crimes já perpetrados, o comandante esclarece que "tudo a polícia irá fazer e está a trabalhar no sentido de rapidamente identificar os autores e tentarmos concluir este inquérito o mais rapidamente possível, tendo em vista o apuramento das identidades dos responsáveis". Garante, para já, que se trata de "situações completamente distintas".
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11:54 Sexta feira, 8 de abril de 2011
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Seia é o concelho onde a GNR encontrou mais idosos a viver sozinhos ou isolados, no âmbito da operação Censos Sénior
Objetivo do projeto é «ganhar uma confiança mútua para que idosos percebam que há alguém que os pode ajudar caso seja necessário»
O INTERIOR
São 389 os idosos que vivem em situação de isolamento no distrito da Guarda. O número foi avançado a O INTERIOR pelo tenente-coronel Cunha Rasteiro, no âmbito da "Operação Censos Sénior", um programa organizado pela GNR com o objetivo de identificar os habitantes mais velhos que vivam sós ou isolados nos diferentes concelhos do país.
Nesta primeira incursão pelo distrito, os militares da GNR procuraram conhecer o dia-a-dia e os hábitos de cada idoso. Viverem sozinhos ou fora de qualquer aglomerado habitacional foram apenas dois dos requisitos seguidos para fazer a avaliação no terreno. Além da sinalização e da troca de contactos, a ideia era tentar "ganhar uma confiança mútua para que percebam que há alguém que os pode ajudar caso seja necessário", explicou Cunha Rasteiro. Dos concelhos visitados foi em Seia que a GNR encontrou a situação mais preocupante, com a existência de 100 idosos a viverem isolados ou sozinhos. A seguir surge a Guarda com 72 pessoas em situação semelhante e o Sabugal com 69 (ver quadro). Ao invés, nos concelhos de Vila Nova de Foz Côa e Manteigas "não foram sinalizados, por enquanto, casos de isolamento".
Nesta primeira fase ainda não foi possível apurar, em detalhe, a situação económica e as condições de salubridade em que vive cada um, mas o oficial garante que a maioria das pessoas abordadas "estava bem". Ainda assim, não esconde que a realidade é cada vez mais preocupante: "Há um isolamento tremendo, sobretudo porque encontrámos idosos que passam semanas sem ver ninguém", lamentou.Leia mais em O INTERIOR.
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Luis Martins/O INTERIOR
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14:50 Sexta feira, 1 de abril de 2011
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Visitante(s) noturnos descarregaram extintores nos corredores e escreveram insultos nas paredes, mas não roubaram nada
Corredores cheios de pó dos extintores, objetos espalhados pelo chão e inscrições insultuosas a giz nas paredes foi este o cenário que as auxiliares encontraram segunda-feira de manhã na escola EB1 de Santa Zita, na Guarda. Ao que tudo indica, o(s) autore(s) de tamanha desordem não levaram nada, apenas deixaram um rasto de vandalismo sem precedentes e que obrigou ao fecho da escola durante dois dias para limpeza. As aulas recomeçaram ontem para os 155 alunos.
As autoridades estão a investigar esta invasão, que se presume ter ocorrido durante o fim-de-semana. "A situação foi detetada na segunda-feira e as crianças já não chegaram a entrar na escola, com exceção de umas poucas cujos pais não tinham alternativas para as levar", adianta o presidente do Agrupamento de Escolas da Área Urbana da Guarda, que se disse "estupefacto" pelo sucedido. "Somos uma escola do primeiro ciclo, a nossa missão é ensinar, pelo que ficamos perplexos e indignados porque não entendemos o porquê destes atos", lamenta Adalberto Carvalho, tanto mais que foi necessário interromper a atividade escolar durante dois dias para tudo voltar a normalidade. "Ninguém imagina a quantidade de pó químico dos extintores que foi removido, não sem antes ter provocado algumas irritações nas funcionárias. Tivemos que pedir máscaras e serradura húmida à Câmara para limpar tudo", acrescentou. Leia mais na edição impressa de O INTERIOR
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Catarina Pinto
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12:14 Sexta feira, 25 de março de 2011
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Construção do IP2 torna estação do concelho de Trancoso mais acessível a várias localidades do Nordeste da Beira
A luta pela paragem de mais comboios na estação de Vila Franca das Naves está de volta. Além de um movimento de cidadãos, criado nas redes sociais, a autarquia de Trancoso já reivindicou junto da CP e da Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas a paragem de todos os Intercidades da linha da Beira Alta a partir da mudança do horário de verão.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Trancoso, esta exigência faz cada vez mais sentido em função das novas acessibilidades rodoviárias, que tornam agora aquela estação de comboios mais "próxima" de várias localidades. "A construção do primeiro troço do IP2 permite um acesso muito mais rápido e cómodo a Vila Franca das Naves", justifica António Oliveira. Da CP, o autarca espera "compreensão" e "uma noção clara de que tem de haver uma conexão entre a via rodoviária e ferroviária". Atualmente, dos três Intercidades diários que partem da Guarda rumo a Lisboa, só dois param em Vila Franca das Naves, um pelas 7h34 e outro pelas 18h27. No sentido contrário para apenas um, com chegada à vila beirã às 17h30. Cidadãos e autarquia concordam que o primeiro troço do IP2 encurta a distância entre a estação e municípios como Vila Nova de Foz Côa, Mêda e Torre de Moncorvo, entre outros.
"Neste momento não pode haver a desculpa da falta de acessibilidade, porque os acessos à estação são fantásticos e só falta que todos os comboios parem", defende também Maria Clara Correia, a dinamizadora do movimento "Queremos o Intercidades a parar em Vila Franca das Naves", criado este mês numa rede social. Além disso, a exigência socorre-se ainda da "crise nacional", nomeadamente do aumento dos combustíveis e da introdução de portagens nas autoestradas que anteriormente não tinham custos para o utilizador. "As pessoas cada vez mais fazem contas à vida e uma deslocação para qualquer zona do país fica mais barata de comboio do que de carro", argumenta Maria Clara Correia, que chega mesmo a afirmar que as populações do interior só não readquirem o hábito de recorrer aos transportes públicos porque a oferta não é suficiente. Leia mais na edição impressa de O INTERIOR
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Sandra Invêncio/O INTERIOR
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17:49 Segunda feira, 10 de maio de 2010
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Resultados foram divulgados durante as III Jornadas sobre Tecnologia e Saúde, no IPG
Alina Louro apresentou os dados no IPG
Setenta por cento das habitações da Guarda apresentam, no seu interior, níveis médios de radão acima do valor máximo legalmente recomendado, que é de 400 becquerel por metro cúbico. A maioria (38 por cento) tem valores que rondam os mil e há até casos em que os números ultrapassam os três mil. Estes são os resultados da investigação realizada no âmbito do projecto "SOS Radão", a cargo do departamento de Física da Universidade da Beira Interior (UBI), divulgados nas III Jornadas sobre Tecnologia e Saúde do Instituto Politécnico da Guarda (IPG).
No total, entraram no estudo 185 casas - menos 55 do que o previsto inicialmente -, da cidade e aldeias periféricas, onde foram colocados pequenos aparelhos, detectores passivos deste gás radioactivo. Estes dosímetros, que permaneceram no interior das habitações entre 19 de Novembro e meados de Janeiro, revelaram que "os números estão bastante acima daquilo que a legislação permite", constatou a guardense Alina Louro, coordenadora do projecto e docente na Escola Secundária Afonso de Albuquerque. Para a investigadora, os resultados do estudo, que faz parte da sua tese de doutoramento, não constituem surpresa: "Estão de acordo com o que se esperava, tendo em conta as características geológicas do concelho da Guarda, a abundância de granitos", afirmou. Quanto aos casos em que os níveis ultrapassam os três mil becquerel por metro cúbico, Alina Louro não revelou números. "Há uma pequena percentagem, pouco significativa", disse apenas, adiando para os próximos dias 14 e 15 a apresentação "mais pormenorizada" dos resultados, altura em que decorrem na Guarda as "Jornadas do Radão", organizadas pela UBI e LIP - Laboratório de Instrumentação Física Experimental de Partículas.
A docente fez também uma breve análise por zonas da cidade e do concelho e conclui que "para já, com o número de habitações analisadas, não é possível dizer que há umas com situações mais preocupantes do que outras porque existe uma grande dispersão de valores e até dentro do mesmo bairro e da mesma rua". "A dispersão é de tal ordem que inviabiliza a realização de um mapa de risco, o objectivo central do projecto, pelo menos da forma como tínhamos previsto inicialmente", acrescentou. No caso do Barracão, por exemplo, onde existiu exploração mineira, "há concentrações iguais ou inferiores a outras localidades", garantiu. Nesta aldeia, foram estudadas 14 casas e os valores médios rondam os mil becquerel por metro cúbico. "Se no Barracão haverá algum radão relativo aos resíduos da exploração mineira, noutros sítios será a rocha a condicionar os valores", analisou Alina Louro, prometendo também "uma análise mais detalhada" por zonas durante aquelas jornadas sobre a temática. Leia a notícia completa em O INTERIOR
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Ricardo Cordeiro/O INTERIOR
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10:39 Quinta feira, 22 de abril de 2010
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Avanço do Museu de Arte Contemporânea seria "uma boa prenda" nos cinco anos do equipamento, que se comemoram domingo
Américo Rodrigues no grande auditório do espaço que recebeu mais de 208 mil espectadores em cinco anos
O Teatro Municipal da Guarda (TMG) assinala este domingo cinco anos de existência e o balanço é "extremamente positivo". Mais de 208 mil espectadores e 1.600 actividades depois, o director do equipamento cultural, que tem trazido nomes notáveis na área da música, dança ou teatro à cidade, continua a reclamar maior apoio por parte do Ministério da Cultura. Em altura de festa, Américo Rodrigues gostaria que a ambição da construção de um Museu de Arte Contemporânea passasse da teoria à prática.
Olhando para trás, o responsável defende que o TMG foi "uma autêntica revolução para a Guarda em termos de oferta cultural", uma vez que "passou a ter uma programação contínua, sistemática, com objectivos muito definidos, dirigida a diversos públicos, que pretendia e pretende ser de qualidade e isso era uma novidade". Recordando que, na Guarda, "não houve durante muitos anos nenhuma política cultural", o director do TMG salienta que, em 2005, o Teatro Municipal significava "um passo de gigante" e "aparentemente seria uma obra megalómana, uma espécie de elefante indomável". Américo Rodrigues enaltece que a "diferença" entre o equipamento que dirige e outras estruturas semelhantes espalhadas pelo país é que "nós pretendemos ter mesmo um programa e não uma agenda de acontecimentos pontuais". "Não pretendemos ter uma manta de retalhos, mas uma programação que visa alcançar determinados objectivos e, nesse sentido, procuramos chegar a todos os públicos", reforça, salientando que "fazer uma programação exige muita pesquisa e muitos contactos".
De resto, considera que, actualmente, não é difícil ter acesso à oferta, mas sim "ajustar as opções ao dinheiro de que dispomos", sendo que "muitas vezes, por questões de carácter económico, temos que tomar outro tipo de opções porque temos que pesar sempre as questões de carácter económico, não deixando de cumprir os objectivos da exigência da qualidade". Assim, "é preferível não programar do que programar qualquer coisa de má qualidade ou que nos envergonhe", sintetiza. De modo a conseguir aumentar as verbas disponíveis para poder ter mais e melhores espectáculos, o TMG continua a reclamar apoios por parte do Ministério da Cultura, uma vez que se trata de "uma questão de inteira justiça". É que "o TMG cumpre um serviço público, consagrado na Constituição, as pessoas têm direito ao acesso à cultura e o cidadão da Guarda não é um cidadão de segunda", sublinha Américo Rodrigues, que lamenta que por causa de "uma lei que já foi considerada inadequada pelos próprios ministros anteriores não podemos concorrer ao apoio do Ministério por sermos uma empresa municipal". Leia mais em O INTERIOR
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Sandra Invêncio/O INTERIOR
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16:30 Sexta feira, 9 de abril de 2010
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Passivo diminuiu em 2009, o que leva Paulo Manuel a acreditar que "os momentos mais difíceis foram ultrapassados"
A Assembleia-Geral registou fraca adesão por parte dos associados
A Associação Comercial da Guarda (ACG) reduziu o passivo em quase 211 mil euros no ano passado, sendo agora de quase dois milhões. No entanto, a instituição, que vai a votos hoje, continua a deparar-se com "uma extrema falta de liquidez", admite a direcção cessante, liderada por Paulo Manuel, que se recandidata, no relatório de contas de 2009, aprovado em Assembleia-Geral na semana passada.
Além da dívida a curto prazo continuar a ser um dos principais problemas da ACG, o documento aponta ainda para um crescimento da conta de fornecedores, na ordem dos 550 mil euros. Nesta sessão, agendada para as 18 horas da passada quarta-feira, só estiveram cinco pessoas, tendo o relatório sido aprovado por unanimidade. Paulo Manuel destacou o resultado líquido de 17.880 euros (mais 165 euros que em 2008) conseguido num "ano de grandes dificuldades" económicas a nível mundial e a diminuição "muito significativa" do passivo. Por outro lado, o presidente da associação referiu que houve "um grande volume de actividades" e "sem paralelo de comparação possível" quando analisados os exercícios desde 2003, designadamente ao nível de programas como o Modcom ou o Merca e das acções de formação. Já a diminuição do passivo aconteceu porque "em 2008 tínhamos um valor de proveitos diferidos muito elevado, que era de 899 mil euros, e que baixou", analisou.
Mas este decréscimo também se deveu, segundo o parecer do Conselho Fiscal, ao aumento da dívida aos fornecedores, que ronda os 1,3 milhões de euros, "e ainda ao aumento das dívidas de outros credores" em quase 100 mil euros. Quanto ao que estava por liquidar à Segurança Social e Finanças, está tudo regularizado. Leia a notícia completa em O INTERIOR
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Sandra Invêncio/O INTERIOR
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15:51 Quinta feira, 25 de março de 2010
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Espaço localizado no centro da cidade é ponto de encontro para muitos guardenses
Artur Pina (à direita) vem todos os dias ao café com os amigos
Artur Pina é cliente há quase 20 anos, tantos como tem o próprio café. A "relação" é duradoura e intensificou-se nos últimos tempos, desde que se reformou. Vem todos os dias, geralmente com um grupo de amigos. "Agora que o Central vai fechar, para onde haveremos nós de ir?", pergunta o cliente. Na mesa, que partilha com dois amigos, junto à janela, ninguém arrisca uma resposta.
"Para nós, que vimos aqui todos os dias, vai fazer falta", antevê Artur Pina, reagindo assim ao negócio entre a família Canotilho e o grupo Crédito Agrícola - que já comprou o edifício onde o café está instalado e tem planos para o espaço. E logo se põe a recordar os tempos em que a cidade dispunha de outros espaços de tertúlia e convívio, como os míticos Café Mondego, o Monteneve ou a Cristal, bem mais antiga. "O Café Central é o único que se pode comparar a esses", garante Amílcar Reis, do outro lado da mesa, demonstrando estar "em sintonia" com o amigo Artur Pina. Também já reformado, Amílcar Reis é outro dos guardenses que há muito incluiu o Central no seu quotidiano. Vem pelo menos uma vez por dia. "Às vezes de manhã e à tarde", refere, acrescentando que só quer "uma sala onde se possa cavaquear um pouco com os amigos" e que seja "ampla", enquanto mostra alguma "tristeza" pelo anunciado fim do espaço - que vai dar lugar a um balcão da Caixa de Crédito Agrícola da Serra da Estrela.
O grupo parece não vislumbrar outro café da cidade que possa ser o seu próximo ponto de encontro. "Havemos de arranjar outro local, mas não estamos a ver onde e nem qual", diz Amílcar Reis. Quem também não sabe que café frequentar depois do encerramento do Central é José Pinto David, outro rosto conhecido no estabelecimento localizado bem no centro da Guarda, na rua Marquês de Pombal. "Nem queria acreditar quando li a notícia", reage o cliente, sentado sozinho numa mesa a meio da sala, com O INTERIOR nas mãos. Conta que foi de tal forma apanhado de surpresa que até pediu "ao empregado [de mesa] para confirmar" a notícia. O seu dia-a-dia vai mudar. Depois do habitual passeio da tarde, que faz diariamente, terá de escolher outro espaço para tomar café e beber a sua água. "Há poucos cafés na Guarda que tenham as condições que este tem", avalia. Cliente desde que o Central abriu, José Pinto David diz não ter dúvidas de que "a maioria das pessoas que costuma parar por aqui vai sentir a falta deste café". Leia mais em O INTERIOR
ou veja a reportagem em O INTERIOR.TV
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