20 de junho de 2013 às 0:28
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O bluff alemão

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Depois de criticar as políticas espanholas, portuguesas, gregas e italianas, o governo alemão reagiu mal às críticas de Obama à forma calamitosa como a Europa está a gerir a sua crise. E, claro, mandou os Estados Unidos preocuparem-se com o seu défice. Apesar de toda esta arrogância, continua a fazer caminho a ideia de que devemos compreender o comportamento alemão. Os contribuintes germânicos estão fartos de pagar por os erros dos outros. A ver se nos entendemos: a Alemanha tem enormes responsabilidades por esta crise, lucra com ela, mas tem imenso a perder com o fim do euro.

Quanto às fortíssimas responsabilidades do poder político alemão pela crise do euro, deixo para um outro texto. A arquitetura desta moeda é, no essencial, de inspiração alemã. E os desequilíbrios comerciais na Europa, alimentados por uma contenção salarial na Alemanha que visou criar um mercado aberto de uma só via, ajudaram a agudizar a crise.

Muitos sofrem com a pobre Alemanha, que alimenta fluxos de dinheiro que desaguam em Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. Dinheiro que serve quase exclusivamente para Estados e bancos nacionais pagarem as suas dívidas. Esquecem-se que o principal destinatário final desse dinheiro é a banca alemã (e algumas outras do centro da Europa). Ou seja, que não são os alemães que estão a pagar o resgate de Estados europeus, são os europeus que estão a pagar o lucro da banca alemã.

A banca alemã foi a principal benificiária dos endividamentos públicos de alguns países e do endividamento privado de muitos bancos europeus. Quando a senhora Merkel acusou a Espanha de irresponsabilidade, na última década, imagino que pensando na enorme bolha imobiliária que a banca alimentou, esqueceu-se de incluir nessa crítica a banca do seu próprio país, que andou a jogar no mesmíssimo negócio. Chegada a hora de pagar factura, grande parte dos 100 mil milhões que foram despejados nos bancos de Espanha acabarão nos cofres dos bancos alemães (e franceses, britânicos e belgas). Têm pena dos alemães que estarão a pagar a factura dos outros? Não precisamos de fazer um grande esforço para desmentir este mito: O Deutsche Bank teve um lucro de 8.000 milhões de euros em 2011. Entre 2009 e 2011, em plena crise financeira e do euro, os lucros do principal banco alemão aumentaram 67%. Percebem agora para onde está a ir o dinheiro?

Quando muita gente avisa que um dia destes os alemães se podem cansar de portugueses, espanhóis, gregos, irlandeses, italianos... enfim, de toda a Europa, e seguir o seu caminho, não deixo de me comover com tanta ingenuidade. Sim, os portugueses ou os gregos sofrerão muito com uma saída do euro. Mas, apesar da tragédia que sobre eles se abaterá, recuperarão capacidade de determinar as suas políticas monetárias, fiscais e económicas, agora decididas em Berlim. Se o euro acabar, a Alemanha perde tudo. Até por uma razão simples: foi ela quem mais ganhou com ele.

Segundo um documento interno, que está nas mãos do ministro das Finanças alemão e chegou à imprensa, o fim do euro significaria, para a Alemanha, uma queda em 10% do seu PIB, logo no primeiro ano, e um desemprego que atingiria pelo menos cinco milhões de pessoas. A mim, confesso, estas previsões até me parecem optimistas. A coisa é um pouco mais grave: sem o euro, a Alemanha tornar-se-ia, num mundo globalizado, virtualmente irrelevante. Seja como for, uma fonte não identificada do Ministério das Finanças Alemão explicou ao "Der Spiegel" que, "comparando com esse cenário de rotura da zona euro, qualquer resgate parece um mal menor". Uma informação que os vários Estados europeus devem reter.

Dirão: se a Alemanha ganhou mais com o euro, com o mercaodo único e com os erros alheios, foi porque soube tratar de si. Concordemos com esse raciocínio. Mas temos de o levar até ao fim: se a Alemanha soube usar as fragilidades dos outros para lucrar com elas, que tal os outros fazerem o mesmo com a Alemanha? E a sua fragilidade é a sua absoluta dependência em relação ao futuro do euro e a sua enorme exposição às dívidas públicas e privadas europeias. Têm muito a perder com o fim do euro? Então paguem a factura da vossa própria sobrevivência. Os seus bancos sofrerão muito com o incumprimento no pagamento das dívidas de Estados e bancos? Então ajudem a Europa a sair desta crise ou preparem-se para sofrer as suas consequências.

Na realidade, nós estamos todos a pagar para a Alemanha manter, numa Europa disfuncional, um poder económico para o qual não tem, sem a União e o euro, dimensão. E está na altura de pensarmos como um alemão e dizermos à senhora Merkel: ou faz parte da solução ou prepare-se para umas décadas de penúria. Quer mesmo arriscar o fim do euro? Não? Então ponha-se fina. O problema é que temos todos sido os anjinhos no meio de um jogo de poker. Está na altura de desfazer o bluff alemão.

Comentários 57 Comentar
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Tanta confusão!
Este artigo de opinião é uma confusão de conceitos económicos e políticos que o melhor seria reescrevê-lo...
isto partiu tudo do aumento do déficit alemão.
Vamos então por partes.
1) o Déficit alemão aumentou, mas está dentro dos parâmetros definidos por eles. Além disso, a economia deles pode. A nossa não!
2) Os bancos alemães não despejaram dinheiro. Eles emprestaram a quem o pediu. Se na altura tivessem aplicado critérios de risco mais cautelosos, não faltariam DO's a criticarem os somíticos alemães a não emprestarem dinheiro aos coitados do Sul... Além disso, não só os bancos alemães. Os bancos franceses, ingleses, holandeses e belgas estão enterrados até ao pescoço nos PIGS. E ainda bancos americanos e chineses (mas a estes não falta dinheiro).
3) Se o Euro acabar, perdem todos. Mas quem perde menos será a Alemanha. Porque acha que o euro vale 1,26 USD ainda? A vantagem que tem a Alemanha é a mesma vantagem que têm todos os países da zona Euro: um único mercado, uma única divisa. Os alemães devem ser crucificados por serem melhores do que os seus parceiros? Para um pensamento digno de um político cubano ou da Coreia do Norte sim. Ou de um habitante de Nárnia...
4) Quando o resto da Europa (especialmente a do Sul) andava rindo e cantando alegremente, os alemães endireitaram as suas contas, apertaram o cinto e tornaram a sua economia competitiva.
Como dizia Lafontaine: "... Vous chantiez ? J’en suis fort aise. Eh bien, dansez maintenant!"
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A árvore e a floresta
A arquitectura desta moeda é essencialmente FRANCESA, e não alemã!!!

Foi o socialista Jacques Delors, então Presidente da Comissão, quem apresentou em 1989 o Relatório sobre a introdução da Moeda Única ec.europa.eu/economy_finance/emu_history/history/part_a_2_c.htm
que respondia aos receios do socialista Mitterrand de que a França ficasse prejudicada pela reunificação da Alemanha!!! A introdução da Moeda Única, embora já estivesse prevista desde os primeiros Tratados, só deveria ter sido implementada quando houvesse a plena "Realização do Mercado Interno" e tivesse sido abolida a Pauta Aduaneira. Recorde-se, que até esta altura, havia AINDA Quotas aduaneiras e direitos preferenciais ENTRE ESTADOS-MEMBROS, que deveriam ter sido progressivamente abolidos até que se chegasse a uma harmonização das economias dentro da UE (na perspectiva quanto a mim utópica de que algum dia isso fosse possível).

Os receios franceses e as pressões da alemanha levaram a que se pusessem de parte todas as cautelas, se introduzisse o Euro e se escancarassem as fronteiras a partir de 1999 com os resultados que se sabe.

E Mitterrand e Delors tinham razão nos seus receios, só que aplicaram a receita ERRADA: a Alemanha tornou-se, de facto, o Estado-membro DOMINADOR dentro da UE, e a introdução do Euro não teve mais efeitos na contenção da Alemanha do que a "Linha Maginot" na Segunda Guerra Mundial!!!
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A Alemanha não é bluff!
A Alemanha não é a "brincar": existe mesmo,está a liderar a Europa ,a impôr as suas regras e a assumir-se na globalização.
Goste-se ou não da Sra Merkel o que é facto é que andam todos atrás dela.Lembram-se de Sócrates,sempre no beija mão quando se encontrava com a Sra?
Agora o problema é outro:a Alemanha resolve os problemas dos Alemães e os Portugueses tem que resolver os seus.
Sair da situação de pedintes para um plano de relativa independência,não vai ser fácil: o caminho será o do trabalho,de muito sacrifício e muita luta.Na História não há outra solução,o euromilhões não sai aos países,se saisse...
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Probabilidades
Quem não tem conhecimentos especializados sobre um assunto, tem que fazer um raciocínio abrangente, baseado no bom senso e no que o dia a dia vai ensinando.

Parece-me muito pouco provável que centenas de pessoas, muitos deles especialistas, alguns políticos empedernidos, com calos na rabo, podem estar a ser enganados pelos malvados alemães, como "pokereiros" principiantes.

Dificilmente acreditarei que a luz esteja com DO, qual farol da ocidente, que ilumina e esclarece toda essa Europa de ignorantes.

Até ver, acredito que Alemanha é um país próspero porque é um povo trabalhador, que fabrica os melhores produtos do mundo, que exporta para todo o lado, com o selo de alta qualidade. Acredito que , com euro ou sem euro, os Audi,os Mercedes,os Wolkwagens, os produtos médicos Siemens, etc etc continuam a fabricar-se e a vender-se, pois são os melhores . E até a cerveja alemã continuará a ser exportada.

Isso é que faz a prosperidade alemã, não as manobras maquiavélicas dos bancos alemães, que DO tanto gosta de diabolizar.

Quanto a nós, o que faz as nossas desgraças, foram os roubos os desvios, as derrapagens, as negociatas de auto estradas paralelas,os buracos administrativos que o tribunal de contas está a trazer a lume numa base diária.A culpa não é do Deustche Bank, é dos milhares de milionários, de recente fortuna, que se foram criando nos últimos anos, à sombra dos dinheiros públicos.
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A árvore e a floresta (CONTINUAÇÃO)
O problema é a arquitectura da zona Euro.

Num Estado, Federal ou não, mutualizam-se os LUCROS e as PERDAS. A UE funciona segundo um modelo de CONCORRÊNCIA entre os Estados, mas com uma Moeda Única que não lhes oferece a salvaguarda do uso da política monetária. Ou a UE avança para uma verdadeira União Política e Orçamental, ou então acabará por desaparecer num mar de escombros!!! Em alternativa, transformar-se-á numa DITADURA...

E É NESTE SENTIDO QUE SÃO MUITO PREOCUPANTES as declarações do Ministro das Finanças alemão Wolfgang SCHLAUBE que apresentou a visão de uma Europa do futuro que "não será um Estado Federal mas terá a sua estrutura própria", em que "os Estados-membros deixarão de ter a última palavra", e com "a transformação da Comissão Europeia num verdadeiro governo, o reforço do Parlamento Europeu e a eleição do Presidente da União Europeia" por sufrágio universal (o que só por si não oferece quaisquer garantias), QUE TEM GRANDES SEMELHANÇAS COM O ESTADO CORPORATIVO e outras formas de "democracia orgânica" como existiram na Itália Fascista, na Espanha Franquista e no Portugal do Estado Novo...

O ÚNICO MODELO POSSÍVEL É O MODELO FEDERAL, tanto mais que a UE engloba 27 Estados quase todos com línguas diferentes, e a entrega do "governo" à Comissão é inaceitável!!

OS ESTADOS DEVEM CONTINUAR A TER A ÚLTIMA PALAVRA!!!
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O bluff de frei Daniel
A este escriba da “New Left” à portuguesa só falta vir com a teoria da conspiração dizendo que a Alemanha tem lucros e responsabilidades na crise... porque ganha imenso com o fim do euro. Valha-nos ao menos isso.

Frei Daniel diz que o euro é de inspiração alemã, mas verdade seja dita, foi criado por pressão dos franceses com o intuito de se verem livres do marco. A moeda única foi também moeda de troca exigida pelos franceses pela reunificação alemã.

Não sendo especialista direi que a contenção salarial alemã é muito provavelmente resultado da adaptação alemã ao fenómeno global... é a resposta certa e lógica a um mercado global que se estendeu dos seus vizinhos de Leste (incluindo a própria ex-RDA) até a países como a China...
 
O Deutsche Bank teve 8.000 milhões de lucro ? Frei Daniel sabe qual foi o lucro da banca chinesa em 2011 ? 131.851 milhões... um crescimento de 15.8%, abaixo dos 34,5 % de 2010, mas acima de 14,6 % de 2009. Ou seja, se não me falham as contas, de 2009 a 2011 cresceram 78 % !
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O Bluff Alemão
Sendo eu uma pessoa otimista estou convicto que depois de experimentarem todas as más soluções, vão encontrar a solução certa no momento certo. Este é daqueles casos em que todos são culpados, mas também inocentes. A Europa é um projecto de um sonho lindo imaginado e concebido por pessoas que viam além do muro. Sem este pensamento nunca dará certo e é mesmo que estar a querer fazer passar um elefante pelo buraco de uma agulha. Portugal entrou para a CEE e por tal facto acabou com a agricultura, as pescas e a industria. Segundo nos disseram não tinha viabilidade por estarem obsoletas. No entanto também não seriam necessárias, pois íamos fazer aquilo que melhor sabíamos e para o qual tínhamos vocação, no caso era o turismo, pois tínhamos óptimas condições para tal, Sol e mar não nos faltava. Os turistas não vieram e os que vieram não são suficientes. Depois ainda nos venderam submarinos, carros de combate e aviões F16 e hoje ninguém percebe para que servem. Mandaram dinheiro a fundo perdido para fazer autoestradas afim de nos venderem os carros por eles fabricados. Agora querem que os paguemos e ainda nos ameaçam que não nos mandam a gasolina e até o pão para o pequeno almoço. Se nós fomos palermas, afinal o que foram eles.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/o-euro-e-os-custos-de-financiamento.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/alemanha-ganha-se-pedir-dinheiro.html

Caro DO
Curiosamente ontem estava a ver precisamente a questão europeia como um jogo de poker. No entanto não concordo que a Alemanha esteja a fazer bluff, acho simplesmente que é o chip leader e tem algum ascendente sobre a mesa, permitindo-lhe o habitual bullying.

No entanto a Grécia (e outros) estão cada vez com menos fichas o que os torna perigosos, porque desesperados. Nestas condições é normal que comecem a sair "All In" por parte da Grécia e outros. Quando - num jogo de poker ou no mundo real - alguém está realmente desesperados usa a ameaça de se destruir a si próprio juntamente com o adversário. "eu estou disposto a morrer. e tu? estás disposto a perder uma boa parte do que tens e ficares na minha situação?".

A situação é ao contrário. A Grécia é que vai ter a oportunidade de entrar a matar seja com bluff ou com um bom jogo de mão. E a Alemanha já mostrou que por muito poder que tenha, que não está disposta a arriscar tudo o que conseguiu juntar até aqui.

Cumprimentos,

António

oreivaivestido.blogspot.pt
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Re: Caro DO Ver comentário
Cuspir no prato.
O cronista ao tentar impingir uma visão unilateral dos efeitos económicos resultantes da introdução do euro cospe no prato alemão servido aos países de economia mais débil da UE que permitiu que durante alguns anos os cidadãos destes países beneficiassem de créditos que lhes possibilitou o acesso à habitação, a transporte individual, a férias e a muitos outros consumos, como nunca tinham tido. Agora a culpa é dos alemãs e da Sr.ª Merkel, como se os consumidores (estados e particulares) tivessem sido forçados a usar os créditos que lhes foram concedidos.
O bluff alemão (1/2)
Um recordação:

Aquando do primeiro resgate à Grécia (para o qual Portugal se endividou para contribuir também), os mais cínicos notaram que o valor era exatamente igual à exposição somada dos bancos Alemães e Franceses é dívida Grega... coincidências?...

Texto intenso, Daniel... A sua referência à "inspiração alemã" da arquitetura do Euro, levanta-me questões morais: inspiração não é a mesma coisa que a decisão de a adotar ou aceitar, e apesar do Euro ser mandatário para os países do UE sobre certas condições, a aceitação destes mecanismos abrangeu uma maioria consciente de países. Portanto, "estamos" dentro de sistema de "livre vontade", um sistema que nos está a ser prejudicial e onde outros recolhem benefícios... se o aceitámos, temos legitimidade para contestá-lo? É aceitável moralmente que se peça alterações do sistema em nosso favor?

Eu acho que sim. Dum ponto de vista de sobrevivência, só o síndroma de Estocolmo explicaria um "não", mas eu coloquei a questão em termos morais, uma discussão diferente. A minha resposta é sim porque subjacente ao Euro, sempre esteve o propósito de criar uma Europa unida com diferenças cada vez menos acentuadas. O Euro era o meio para um "fim", que está a ser traído. Se não é esse o caso, pode-se considerar que nos comprometemos sob falsos pretextos. Insistir nisso é má-fé. Acresce que, isso já é reconhecido. As alterações ao funcionamento da UE a propor e as outras já aceites, são prova disso.
'O bluff alemão (2/2)
Se a arquitetura fosse justa ou funcional, essas alterações não seriam necessárias. Algumas das alterações propostas representam mesmo uma considerável mudança da arquitetura da comunidade pelo que os defeitos e responsabilidades desta nesta crise, podem e devem ser chamados à pedra.

O quadro teria sido diferente se a crise se tivesse mantido circunscrita a um ou dois países... sabemos bem que a UE fez todos os possíveis para formalmente parecer isso (desde a sua simpatia com o compromisso do anterior governo para não pedir resgate, até à nuance com o resgate da Espanha, que não é um resgate à Espanha - é "apenas", aos seus bancos). Mas hoje é todo o sul da Europa mais a França que está em dúvida. Dos históricos grandes do Euro, só a Alemanha está de fora (o que dá força a algo que defendi à coisa de um ano, em vez de falarmos da saída do Euro duma Grécia ou dum Portugal, devia-se considerar também a saída da Alemanha).

O sistema não está a funcionar bem, e logo, é legítimo contestá-lo. Pior, nem os que "beneficiam" dele estão a cumpri-lo. Ontem, era notícia a dívida Alemã que tinha atingido um recorde absoluto. Bastava a Alemanha cumprir os preceitos do Euro, para haver quase 3 PIBs portugueses no mercado a baixar juros de quem precisa.

"Felizmente", o DO tem razão aqui, o Euro pode ser a cornucópia mas também é a armadilha da Alemanha. Se ele acaba, a Alemanha perde... muito!
DO
Não será mesmo você que está a fazer um grande bluff, e a origem do euro foi na alemanha?
A Merkel e a as cotações da Bolsa.

Do sitio Italiano www.virgilio.it de hoje

Scure di Moody's su 28 banche spagnole.
Merkel affonda le Borse con il no agli Eurobond

=

Machada de Moody's sobre 28 bancos espanhóis.

A Merkel afunda as Bolsas com o não às Eurobonds.

*****

Brava!

Alemanha...
... vs PIGS. Futuro do Euro... que futuro?

barbarraridades.blogspot.pt/
Não tenho paciencia
Vamos lá a ver se nos entendemos. Se não é com um sorriso nos lábios que eu tenho que suportar parte dos devaneios do sr. Jardim lá pela ilha da Madeira (e é do meu país que falo), como posso exigir que os alemães tenham atitude diferente em relação a outro(s) país(es)? Só não vê isto quem é cego ou, pior, não quer ver. E, para estes últimos, falta-me a paciencia!
Re: Não tenho paciencia Ver comentário
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