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A lição de Filosofia de Manuel Maria Carrilho
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O governo já não tem poder

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Há notícias que me deixam atónito. Uma delas li-a ontem e o título era assim: "Pouca participação mas manifestações é um desafio ao sistema político". Ora bem, se fosse o contrário também era verdade. Se as manifestações contra a troika, em vez de terem umas meras duas mil pessoas tivessem dois milhões, seriam um desafio ainda maior para o sistema político, não será verdade?

Uma das organizadoras, de nome Mar Velez, acha que "as pessoas estão em estado de choque (...) e deixaram de acreditar no que quer que seja". Já Bagão Félix sustenta que estamos na fase da "desesperança", que é uma fase que sucede ao desespero" (gostava de compreender melhor a diferença de fases, já que desespero e desesperança são, segundo todos os dicionários, sinónimos absolutos - e juro que consultei cinco diferentes).

Outros comentadores são menos elaborados, dizem apenas que os movimentos como o "Que se Lixe a Troika" não apresentam nada de concreto ou que as pessoas "ainda não sentiram "o impacto no quotidiano das medidas previstas para o Orçamento de 2014".

Valha-me Deus! As pessoas andam a sentir o impacto da austeridade há anos!!

Os cidadãos sabem mais do que isto. Não são destituídos. Quando quiseram derrotar a TSU, porque pensaram ser possível derrotar a TSU, fizeram-no de forma cabal.

Podemos ensaiar, talvez, outra explicação. Por exemplo, a que Jurgen Habermas deu ontem numa conferência da Fundação Gulbenkian (na qual tive o gosto e a honra de ser relator), sobre os elevados níveis de abstenção em toda a Europa. Habermas não pensa que os votantes são burros ou lhes é indiferente a política. Para o filósofo alemão de 84 anos, que está na primeira linha da defesa da Europa e do seu Estado Social, as pessoas não votam porque têm "a percepção realista de que os Governos nacionais progressivamente perderam, com a globalização, o poder de melhorar as condições dos seus povos". 

Simples, não é? 

Se invertermos o raciocínio, podemos dizer que, afinal, quem vai às manifestações é que ainda tem ilusões sobre as possibilidades reais dos nossos dirigentes políticos. 

Ou então, tem motivos não explícitos para as realizar.

 

Twitter:@HenriquMonteiro  https://twitter.com/HenriquMonteiro        

Facebook: http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl


Opinião


Multimédia

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 119 Comentar
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mais votados
Um ótimo post hoje!
Embora não esteja completamente de acordo com a sua conclusão - creio que há mais variáveis em presença e mais complexidade de razões - devo manifestar-lhe que hoje escreveu um ótimo post, equilibrado, fundamentado, e com uma bela ironia final, invertendo o raciocínio inteligente de Habermas.
Assim dá gosto vir ao online!
"uma bela ironia final"!!!
Eu bem te dizia que se fosses fiel ao tratamento..
Você obrigou-me
Não me dou lá muito bem com a Inteligência.
Olá!! JJFF!!!
De facto, ironia?
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
O Pedro e o lobo
O Habermas esqueceu-se de uma realidade elementar.
Simplicidade
Claro que quando falamos de um pensador com obra conhecida, as declarações têm outro valor. Mas esse é produto que ando por aqui a vender, há largos meses.

Sempre entendi que o povo tem a percepção de que a solução não passa pelo governo, este ou outro qualquer, que tem a percepção de que outros tempos virão e de que talvez o sonho tenha acabado.

Julgo mesmo que as pessoas estão preparadas para o empobrecimento de que falou Passos e que há muita gente a pensar que o necessário é muita atenção para que o segmento de menor rendimento possa ter uma vida com a qualidade e conforto indispensável.

Essa história da reposição e recuperação do entretanto "ajustado" não convence ninguém, não vai haver crescimento que se veja, continua sem solução o problema dos 26 milhões de desempregados.

Qualquer pintura cor de rosa é descabida........
Permita-me discordar...
Perspectivas
Habermas apresentou alternativas...
Ângulos
Moncarapacho, você assusta-me!
Opinião de um professor chinês de economia...
Oitavo...
Veremos o que acontece com a China quando...
Sim... É bom que o Ocidente se acautele
Nunca li tanta lucidez junta!
Mas os europeus podem parar a sangria
Eu nunca tive dúvidas disso!
futurologia
Dúvida sistemática
Origens
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
Gosta de empobrecer. Que bom para si...
Vai mas é trabalhar,
Extrema direita infiltrada no PS, PSD e CDS...
Moncarapacho
.......
Você sabe
O seu discurso faz sentido, porém...
há filósofos e filósofos.
Vai mas é trabalhar,
PREC
Vai mas é trabalhar,
É simples...
Excelente texto de HM e bom coment
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
GOSTO DA HIPOCRISIA DO HM !!
Patrão,vais trabalhar com salário minimo.
Descabida
Alguma vez teve?
Com o acordo previamente negociado, não o contestando logo a seguir a ter sido eleito, ficou à partida manietado aos seus contornos.
Passos é um líder sem poder. É também um líder fraco (e quiçá, um fraco líder). Basta ver os contornos do "affaire Relvas" para o perceber. Os barões ainda continuam a mandar, assim como os lobbies que manietam o Bloco Central. Para além disso, aparentemente não parece liderar convenientemente a sua equipa. No início, o líder era o ministro das finanças, passando a ser o Relvas a determinada altura. Neste momento, parece não haver nenhum. O Cavaco, talvez?
Não conta com o PS como aliado, nem sequer para alterar a Constituição. Aquele preocupa-se mais em ser reeleito do que no rumo que o País toma.
Não tendo conseguido fazer passar a mensagem da necessidade de mudança ao povo (aliás, acho que ninguém percebe as mensagens que este Governo tenta passar), nem sequer tendo sabido dar o exemplo, também não conta com o apoio popular, necessário para se empreender reformas.
Mas as equipas são sempre a imagem do seu líder. Incapaz de dar um murro na mesa, o PPC, chefia um dos governos com menos poder que há memória.
Vai mas é trabalhar,
Isto é uma falsa REPÚBLICA dos bananas pôdres!
Antes de desarmar os braços, desarmam-se as mentes
As forças são nitidamente desiguais.

Quem está no poder tem tudo: uma maioria, um presidente, a comunicação social com spin-doctors e jornalistas de serviço.
A oposição, do PS, é uma falácia, e nunca os veremos na rua junto com as pessoas.

Ou seja, quem se manifesta, manifesta-se contra tudo isto, mesmo que os objectivos estejam longe de ser alcançados, pelo menos em democracia.

Resta a esperança, de ver toda esta gente na cadeia, e que afronta o próprio sistema democrático, e que ameaça a própria Constituição, que foi criada precisamente, para governos com uma suposta maioria, mas que mentiu antes das eleições.

Querem mudar as regras á força, e de forma fraudulenta.
Se quiserem fazer um referendo sobre a Constituição, que façam, mas antes coloquem isso no programa eleitoral, antes das eleições.

Não estamos desarmados, temos consciência.

Junto envio uma pequena homenagem ao nosso prémio Nobel, "Consciência":

https://www.youtube.com/watch?v=AvBypYy_EHA
Vai mas é trabalhar,
Extrema direita infiltrada no PS, PSD e CDS...
Sorte a tua que ainda não matem!
Sócrates é o responsável da troika:julguem-no!
Em vez disso deram-lhe a RTP aos domingos`!
Passos o responsável da Troika, vai ser julgado
Vai mas é trabalhar,
…"ainda tem ilusões"….
…"motivos não explícitos"…
Ou então, digo eu, Ainda não Acordou do Sonho Socialista Alimentado todos os dias com Falsas Promessas de um Super Paraíso!!!
Porque não te vergastas?
Vai mas é trabalhar,
Tretas filosóficas!
Com o devdo respeito pelo filósofo alemão! Tipicamente os filósofos andam com os pés na estratosfera....

Depois, a esmagadora maioria das pessoas que vota ou que não vota, não faz a mínima ideia do que é a globalização e "está-se literalemnte nas tintas" para o que seja!

A pessoas nao votam porque há muito perceberam que quem se apressenta a eleições já não são os melhores da sociedade mas tipicamente um bando de oportunistas onde domina a incompência e uma forte propensão para mentira e a corrupação! Movidas apenas por interesess pessoais e não por um verdadeiro espírito de serviço ao País!

As pessoas votam cada menos porque se já aperceberam que a escolha é cada vez mais entre muito maus e péssimos!

Um sintoma, e um dos principias sinais da falência do actual sistema politico-partidário no sentido convencional!

Só um nova geração de políticos e de partidos poderá reverter a situação!
ora, ex-rei...
Tontices no online é escrever isto:
Alain de Botton? Caramba!
Vai mas é trabalhar,
Vai mas é trabalhar,
E tu andas aqui a fazer o quê...?
Hey lá, calma, esse sou eu
Olha quem fala.
o-governo-ja-nao-tem-poder
A esperança é a última a morrer, mas este governo matou-a. Este governo PSD/CDS, despede os pais, nega emprego aos filhos, rouba os avós e acabou com o futuro dos netos.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/10/oe-2014-corte-salariospensoes-fp.html

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viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/10/o-incendiario-politico.html
Vai mas é trabalhar,
Vi tu Relvas.
Mas a esperança....
Caro Henrique Monteiro,

A esperança não volta com desfiles de bandeirinha avenida abaixo.

Muito menos com cadência mensal.

Esperança é o que essas mesmas manifestações e as outras ditas espontâneas não produzem. Induzem as pessoas (os que ainda querem viver em tempos idos) em erro e assim vão construindo o seu CV.

Cumprimentos democráticos
Vai mas é trabalhar,
Não posso...
estado larachento
Que, não indo aos dicionários, penso ser sinónimo (se não é devia ser) de laracha. O povo portanto, está em estado larachento.
O que deve ser a sensação de quem vai aos inúmeros eventos do "que se lixe..." (as aspas permitem colocar tudo incluindo: "que se lixem os que se estão a lixar"
Pois então é globalização. Coisa que todos os partidos de esquerda estão contra. E as pessoas de esquerda, também.
E a laracha está, em que por volta dos anos 70, todos os que se sentiam de esquerda, "eram cidadãos do mundo". Assim a modos de: proletários e tal e tal, mas em vertente turística.
Ora todos eram a favor de abrir os mercados ao 3º mundo. Que se estavam a lixar para os capitalistas e que eles dividissem as negociatas aos pobres.
Recordo-me que ainda era a altura que os ecologistas ameaçavam com o arrefecimento global.
Depois, os capitalistas cederam e, pensaram na coisa. De imediato, todas as pessoas honestas e, de certeza, incluindo filósofos octogenários - nem indico a opção política para não ser redundante - reclamaram que a globalização era para os países ricos ficarem mais ricos e os países pobres ficarem mais pobres
Agora, e da aí a laracha, culpa-se a globalização dos países ricos terem ficado à rasca e os países pobres, menos enrrascados.
E o povo em estado larachento, lá vai andando de manif em manif, sempre ao sabor de interesses ocasionais.
E a próxima, será para exigir mais força para o governo. Antes de fazerem a seguinte à próxima a mandar lixá-los.
Vai mas é trabalhar,
.
Os inadaptados
Se no pack da globalização vem incluída a abertura dos mercados a países como a China e a Índia, era previsível que nos primeiros anos isso tivesse um efeito perverso em prejuízo de sociedades mais evoluídas ao serem confrontadas com concorrentes deste calibre. O tempo se encarregará de corrigir esta inesperada 'maldade' para uns e el dorado para outros. Chineses e indianos com outro poder de compra também vão precisar de importar bens de primeira, segunda e terceira necessidade.
Quanto às manifestações, penso que as organizadas têm mais gente mas isso não significa mais credibilidade, o meu maior receio é das manifestações espontâneas e nos efeitos colaterais.
Os Governos nacionais perderam com a globalização e com a qualidade dos candidatos a governar o seu país, e é essa falta de qualidade que os sujeita ao servilismo dos interesses que nada favorecem os seus países.
Concluindo.
O povo não alinhou na manif porque sabe que não pode exigir do governo que este dê o que não tem para dar. Quem por lá andou ou está iludido ou mobilizou-se por motivos não explícitos incluindo-se nestes a promoção pessoal, o divertimento, a adrenalina, etc.
Vai mas é trabalhar,
Este gajo é do PÔVO SALAZARENTO do PPD
ou então tem motivos não explícitos para manipular
Uma frase retirada do contexto pode ser desvirtuada no sentido que se quiser. O que está em causa é o fim da democracia constitucional, a emergência de uma nova ordem mundial, o plano de criação de uma Constituição europeia, o fim ao Estado de direito nacional e a perda de soberania dos povos. É esse circunstancialismo que leva ao desinteresse das populações. Dado que a unificação da Europa não imposta pela força não funcionou e hoje não parece mais possível, o objetivo agora passa pelo estrangulamento económico e financeiro, na fronteira da legalidade, e pela restrição de direitos dos cidadãos, cuja participação ativa na cena política é cada vez mais residual e afastada dos centros de poder.
É isso que Habermas receia e Henrique Monteiro anseia.
HM escolheu não clarificar ...
essa agora?
Clash, não é assim...
Claro que é abusiva.
"a mesma citação pode ser usada para defender
tem noção daquilo que escreveu?
Bem, Clash, lamento que...
.
grato
Respeitando a opinião do sr Habermas..
Discordo.Na minha perspectiva, as elevadas taxas de abstenção devem-se à homogeneização "ideológica" das varias forças políticas que, actualmente, partilham basicamente a mesma cultura política. As pessoas já não têm a sensação de optarem por soluções distintas, mas apenas votam por soluções semelhantes apenas para castigar um determinado partido. Depois, a ascensão dos "profissionais da política" também veio agravar. Os nossos jotas que findo o trabalho político têm à sua espera um lugar em qualquer sector empresarial do Estado ou outro privado que favoreceram durante a governação contribuem, e muito, para a desacreditação da classe política. Esses senhores vivem numa enorme dependência do poder económico-financeiro. Muitos deles são vistos como meros testas-de-ferro dos grandes interesses financeiros que pululam por Bruxelas,Washington ou Pequim.As "possibilidades reais" foram entregues de bandeja a uma oligarquia. Assim, as pessoas têm noção que pouco ou nada serve o voto. Embora eu ache que isso ainda não seja realidade, este facto encerra um perigo para a democracia. O populismo "anti político". A ascensão desse discurso pode minar-como minou nos anos 20 e 30 do século passado- a democracia. O proclamado fim do Estado Social vai provocar o fim de uma coesão de grupo, exemplar numa Europa anteriormente dominada por grandes conflitos sociais.Não há uma "percepção realista", mas uma desilusão por parte dos cidadãos em relação ao modo como Europa tem vindo a ser construída.
Desesperança e Desespero
Não sei que cinco dicionários consultou, mas consultando o Priberam e o Infopédia (Porto Editora) online verifica-se que o desespero é ausência de esperança + cólera.
Quanto à sua teoria, simplezinha como é seu costume, se o Governo não risca é acabar com ele! Já viu o dinheiro que se pouparia? Sim, é mau não ter Governo, mas olhe -- estamos num estado de excepção, portanto manda-se o Governo c'os porcos, com a Constituição na mão.
Agora a sério: quando se tem um Governo que nem se revoga nem ganha vergonha na cara, a única coisa a fazer é tentar sobreviver até 2015.
Sem governo
Vai mas é trabalhar,
Paga o que deves,
Se trabalhasse tanto como eu...
Fmart8
Obrigado.
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