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O Governo e o 'poder' dos jornais

O Governo, sobretudo Augusto Santos Silva, enche a boca com o poder da comunicação social e a necessidade de este ser limitado. Mas o que é - e qual é - este poder? E deve ser limitado pelo Governo?

Henrique Monteiro
8:00 Segunda feira, 1 de junho de 2009

O principal inimigo da liberdade é a intolerância. E esta reveste-se hoje de várias formas. Uma delas é condicionar a comunicação social (CS).

Houve um momento em que em todo o mundo se passou a falar de um conceito que detesto: quarto poder. Aos três poderes formulados por Montesquieu em meados do séc. XVIII - legislativo, executivo e judicial - juntava-se este poder dos jornais que formavam a opinião pública.

Aquilo que começou por ser metáfora - na verdade jamais a CS teve poder, no sentido de soberania, que é o sentido em que Montesquieu usou a palavra para os outros três poderes - passou a ser apresentado, ora por intenção ora por facilidade, como se fosse mais um a somar àqueles três.

Não pretendo dizer que a CS não deve ser limitada, já lá irei. Apenas quero deixar claro que o 'poder' da CS é o oposto dos outros poderes: é um contrapoder, pelo que nas democracias sempre houve pruridos em limitar o jornalismo.

Muita gente, nomeadamente ministros e responsáveis da ERC, fazem equivaler e misturam deliberadamente a CS e o poder (soberania) propriamente dito para escrutinar aquela muito mais do que, por exemplo, se escrutina o Governo, o Parlamento ou, sobretudo, os tribunais.

É fácil, porém, ver que os três poderes reais nos impõem normas, ao passo que a CS apenas pode influenciar comportamentos.

Mas a CS deve ser limitada? Claro que sim, como tudo (e não apenas os poderes) através de regulação. A dificuldade aqui está na objectividade. Enquanto é possível objectivar se um produto alimentar está ou não está apto a ser consumido, é muito difícil objectivar se um produto da comunicação social está apto ou não a ser difundido. Ao colocar a ERC a decidir o que é o bem e o mal no jornalismo, permitimos que sejam critérios políticos a determinar conteúdos.

Vejamos o caso de Manuela Moura Guedes na TVI. Marinho Pinto opinou que aquilo não é jornalismo (Sócrates já o havia feito). Têm esse direito e muita gente concorda com eles. Eu também não gosto do estilo de Moura Guedes, jamais o aplicaria, e não o acho recomendável (como não recomendo certos produtos que estão à venda ou promessas políticas que são mentira).

Mas defendo a prevalência da liberdade. Se Manuela Moura Guedes mentiu ou difamou, deve ser julgada pelos tribunais e não condenada por uma agência do Governo. O império da lei é igual para todos! O resto, meus senhores, é conversa do Governo, e de alguns mais, para limitar, condicionar e diminuir o papel da imprensa livre. Que existe para apontar o dedo a quem não gosta que se lho aponte.

Henrique Monteiro

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01 junho 2009

Um "xuto" na liberdade de expressão

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A VERTIGEM SALAZARENTA
odisseia na terra (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:26 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Trinta e cinco anos de Democracia impunham que o denominado 4º poder fosse não só mais livre, dinâmico, transparente e contundente… mas em Portugal muitas das expressões que noutros países europeus têm e fazem sentido aqui só servem “para inglês ver”

É grave que alguns insistam na persistência do país dos brandos costumes ou seja aquele paísinho rural, subserviente, de boas maneiras em que impera a bajulação e a adulação a quem tem e está no poder.

Alguns insistem em que a versões do poder são a verdade e como é sabido poucas vezes assim é.

Existe, em Portugal, uma sintonização doentia por parte dos meios de comunicação social com a cor do poder. O normal, a regra é não incomodar, a excepção é a divulgação de factos que sejam incomodativos ao governo… uma autêntica ousadia

Telejornais como os da RTP ou da SIC não são a regra por essa Europa fora. O jornalismo que parece agradar a muitos portugueses é aquele que está em sintonia com as novas democracias a Leste, tipo Rússia, em que os blocos informativos são uma crónica do dia, enaltecendo quem governa e divulgando quanto baste a oposição.

Basta ir a Espanha para se assistir á acutilância com que as noticias são divulgadas. O cunho pessoal do narrador e da sua narrativa esta permanentemente presente. As estações televisivas tal como os jornais assumem o seu cunho ideológico sem qualquer constrangimento ou complexo. Em Portugal só me lembro de ter visto isso uma vez. A célebre entrevista do Dr Pina Moura em que assumiu preto no branco, aqui no Expresso, o cunho ideológico do grupo de comunicação a que presidia.

O que dizer de Itália, França ou Inglaterra onde são os media que marcam o maior ataque ao actual governo divulgando diariamente factos que revelam uma apropriação indevida por parte de ministros e deputados de verbas publicas… até o speaker já caiu. Por lá ouve uma autoridade religiosa que ouso criticar o trabalho dos média, o arcebispo de Canterbury, e foi-lhe levantado imediatamente uma advertência pública de intromissão

É da diversidade informativa e o aceso á mesma que caracteriza as democracias evoluídas, de cultura civicamente forte.

Uma democracia sem uma completa liberdade de informação é uma democracia débil, pobre.

Quanto mais acesso um povo tiver á informação maior é a sua consciência cívica, maior é a sua capacidade de exigência, menor é a sua tolerância para comportamentos menos éticos ou reprováveis para todos aqueles que têm responsabilidades publicas.

O que se passa em Portugal é no mínimo preocupante. O poder não sabe conviver com a crítica, rosna a todos aqueles que ousam apontar e ameaça a todos aqueles que ousam divulgar algo que lhes seja adverso.

A novela freeportiana é um excelente exemplo de toda esta problemática.

Criticar MMG é legítimo.

O que já não é legítimo é através da critica a MMG pretender silenciar o único órgão de informação que tem revelado aos portugueses factos sobre corrupção ao mais alto nível.

Podemos criticar esta personagem, questionar o seu estilo. Podemos inclusivamente questionar a sequência de apresentação das notícias. Podemos detestar tudo isto, inclusivamente chegar a odiar (algo exagerado mas é o que se depreende de alguns comentários…), mas há uma coisa que em democracia não podemos fazer que é coarctar a liberdade de informação.

Até agora foi na TVI que os factos têm sido revelados a TODOS os portugueses.

Factos graves e que deveriam merecer a preocupação de todos nós.

Através da TVI esta história não morreu, nem foi adormecida como muitos parecem querer.

Através da TVI ficamos a saber com quem e como decorreram as “negociações” do freeport. Foi também através desta televisão que os portugueses tomaram conhecimento de um DVD cujo conteúdo inicialmente desmentido com a sua difusão deixou o país á beira de um ataque de nervos. É através da TVI que Portugal tem tido a oportunidade não só de ouvir os envolvidos como também de saber até onde vai a vontade de alguns em acabar com esta novela freeportiana, as ameaças do magistrado Lopes da Mota e os fretes de ocasião do Marinho Pinto.

Tudo isto num meio de comunicação social nacional e, ainda bem. É bom que em Portugal exista pelo menos um meio de comunicação descomprometido com a cor do governo e que cumpra a sua função de divulgar e apontar.

O recente teor da advertência da ERC vale o que vale, é mais um exemplo da grave doença que aflige a nossa democracia.

Noutros países, quem ocupa as direcções destes organismos de pseudo defesa das liberdades e garantias do sistema são pessoas isentas, com provas dadas e merecedoras do respeito de todos independentemente das convicções politicas de cada um… o que declaradamente NÃO é o caso português.

Eu pessoalmente não simpatizo muito com MMG mas consigo distinguir a pessoa dos factos e os factos que ele tem divulgado não só são muito graves como deveriam merecer a preocupação de todos nós.
 
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    Cultura é TVI (decorrem negociações no Brasil)    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Como começou a minha adesão à TVI...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Os segredos da TVI    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:55 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Lecas & Tecas (A vetiginosa sapiência)    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: Não era necessario tanta atenção    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 13:42 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: Não era necessario tanta atenção    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: GRITANTE FALTA DE NIVEL E EDUCAÇÃO    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:10 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    nos seus textos escritos com os cotovelos    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re:Que frescura....    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    A " vetiginosa" sapiência...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Caro odisseia... 1500 caracteres. Na mosca!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 15:50 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: EU TE CONHEÇO...    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:13 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: EU TE CONHEÇO...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:13 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: EU TE CONHEÇO... Sofá???    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
O Governo e o poder dos jornais
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:30 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
A Liberdade de uns termina onde começa a dos outros. Se a Justiça existisse ou melhor funcionasse e castigasse os prevaricadores e os culpados este problema não se punha. Liberdade não é dizer e fazer o que nos apetece e vem à cabeça. Se alguém despejar um balde de àgua no pavimento e tentar apanhá-la, vai verificar que por mais que se esforce nunca mais será a mesma. O grande problema é a falta de profissionalismo e de isenção de muitos que não sabem ou não querem saber o que isso é. Por culpa de uns pagam os outros,pois a Imprensa já não tem a credibilidade de outros tempos. Faz-me lembrar o Regime antes de 74. Ainda era temido, mas já não era respeitado. No entanto é preferivel uma Comunicação com defeitos e livre do que nemhuma.
 
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CARO HENRIQUE MONTEIRO.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 11:05 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Não existe Democracia sem Liberdade de Imprensa.
Existe Democracia? Creio que não. Por consequência não há Liberdade de Imprensa. O condicionamento de ambas vem, creio eu, da mesma origem. Governos dependentes e Imprensa controlada.
A partir do momento que o poder económico na sua marcha triunfal precisou de pressionar o poder, teve na Comunicação a via privilegiada. O exemplo mais flagrante é a relação Público/Sonae.

Não pode haver bom jornalismo com maus jornalistas. Hoje, navegam no jornalismo muitos curiosos que confundem a nobre missão de informar com a promoção pessoal. Essa intromissão tem sido fatal para a classe.

Os cidadãos e as sociedade andaram atrás do capitalismo com o desejo de alcançar o bem estar. Até agora ainda ninguém quis retroceder esse caminho. O capitalismo é desigual na distribuição da riqueza, mas o socialismo é igualitário na pobreza. Só que o capitalismo está associado à Liberdade e a Comunicação Social livre deveria ser geradora dos equilíbrios. É esta Comunicação Social que o capitalismo selvagem, na sua insaciabilidade, não aceita e tenta desvirtua-lo controlando-o.

Eu não estou muitas vezes de acordo com este espaço online e com o seu conteúdo, todavia, ele já faz parte do meu mundo de Liberdade. Manuela Moura Guedes excede-se muita vez, mas ninguém até agora a desmentiu. Marinho Pinto também é criticado na forma, mas, sobretudo, porque é incomodativo no conteúdo.

É jornalismo. É Liberdade. É Democracia.

Querem o quê? Têm medo de quê?
 
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    Caro 4 DE DEZEMBRO    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 3:16 | Terça feira, 2 de junho de 2009
O poder e o "governo" dos jornais
AntiFar (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:06 | Segunda feira, 1 de junho de 2009

1.
"Despertados, eles dormem".
Heráclito de Éfeso(540 a.C.-470 a.C.)

2.
´”O campo jornalístico constrói-se e gera efeitos sobre outros campos, ao mesmo tempo que é cada vez mais submetido à dominação directa e indirecta da lógica comercial, ele torna-se mais agressivo nos seus efeitos sobre outros campos para impor esta mesma lógica”
Pierre Bourdieu (1930-2002)

3.
“(…) os mass media, descrevendo e precisando a realidade exterior, apresentam ao público uma lista daquilo sobre que é necessário ter uma opinião e discutir. O pressuposto fundamental é que a compreensão que as pessoas têm de grande parte da realidade social lhes é fornecida, por empréstimo, pelos mass media.”
Mauro Wolf (1947-1996)

4.
  “O jornalismo não se limita a satisfazer as necessidades do seu público, mas procura criar essas mesmas expectativas, com dois objectivos básicos: expandir a sua área de actuação e tornar-se assim mais lucrativo e ao mesmo tempo doutrinador. Os leitores não são apenas elementos económicos capazes de adquirir as publicações, mas elementos “transformáveis” filosoficamente, maleáveis a essa transformação.”
Antonio Gramsci (1891-1937)

5.
“(...) A imprensa não é terrível pela sua coragem para revelar a verdade. É terrível, e temida, (...) pelo pouco caso que faz com a verdade. É temida como uma criança retardada que chega ao tamanho e força de um homem, mas é incapaz de entender os estragos que é capaz de infligir, incapaz de se lembrar momentos depois o que fez, e que não pode ser responsabilizada por seus actos. A imprensa, ao contrário da criança, é esperta o suficiente para não se contundir a si mesma, e não bater em quem pode retorquir. Uma criança assim trata-se com cautela. Toma-se cuidado para não a ofender, tenta-se dar-lhe o que ela quer, e não ficar por perto quando ela está zangada. A criança pode achar que está sendo tratada com respeito. Mas há um mundo de diferenças entre tratar com respeito e respeitar.”
Ricard Pedicini (n. 1951)

6.
"O que a sífilis poupou será devastado pela imprensa. Com o amolecimento cerebral do futuro, a causa não poderá mais ser determinada com segurança (...) A imagem de que um jornalista escreve tão bem sobre uma nova ópera como sobre um novo regulamento parlamentar tem algo de acabrunhante. Seguramente, ele também poderia ensinar um bacteriologista, um astrónomo e até mesmo um padre. E se viesse a encontrar um especialista em matemática superior, provar-lhe-ia que se sente em casa numa matemática ainda mais superior."
Karl Kraus (1874-1936)

7.
“(...) A imprensa não é terrível pela sua coragem para revelar a verdade. É terrível, e temida, (...) pelo pouco caso que faz com a verdade. É temida como uma criança retardada que chega ao tamanho e força de um homem, mas é incapaz de entender os estragos que é capaz de infligir, incapaz de se lembrar momentos depois o que fez, e que não pode ser responsabilizada por seus actos. A imprensa, ao contrário da criança, é esperta o suficiente para não se contundir a si mesma, e não bater em quem pode retorquir. Uma criança assim trata-se com cautela. Toma-se cuidado para não a ofender, tenta-se dar-lhe o que ela quer, e não ficar por perto quando ela está zangada. A criança pode achar que está sendo tratada com respeito. Mas há um mundo de diferenças entre tratar com respeito e respeitar.”
Ricard Pedicini (n. 1951)

________________________

8.
“As pessoas que se deixam violentar pela televisão nem sempre possuem um nível de formação e de maturidade suficiente para estabelecerem a distinção entre a realidade e a ficção [...] as crianças, enquanto usufruem desse aspecto de diversão da televisão, têm muita dificuldade em distinguir a realidade da ficção, devido à compreensão limitada que possuem do mundo.“
Karl Raimund Popper (1902-1994)

_______________________¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬

9.
http://www.youtube.com/wa...

 
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    Ressalva    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
    Re: Ressalva. Não valia a pena ressalvar.    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Censura
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:39 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Parece-me claro que não deve ser o Governo a limitar/autorizar conteúdos, estilos e artigos presentes na Comunicação Social. Sendo do Governo essa responsabilidade, a saber, a de controlar a Comunicação Social, a linha que marque a diferença entre uma espécie de trabalho editorial e a censura é fina demais e logo vai ser ultrapassada.

Esse não é o caminho que qualquer nação que deseje viver em democracia deva seguir. Ainda assim isso não significa que a comunicação social não de ser regularizada, que não deva respeitar a lei, como outra qualquer entidade e que não deva ser responsabilizada pela seus actos, tanto positivos como negativos.

Não parece ser uma matéria muito complicada, principalmente se for ponto assente que qualquer órgão de comunicação deve ter o seu conteúdo não censurado pelo Estado.

Não me parece que a comunicação social seja um quarto poder a semelhança do poder legislativo, executivo e judicial. Mas há que prever que consegue criar um forte impacto na opinião pública, nas crenças e até nos actos do grande público, como tal, o poder sobre as massas não deve ser subestimado.

Quando ao exemplo de Manuela Moura Guedes na TVI… concordo com as opiniões já divulgadas, o MMG faz na TVI pode ter varias interpretações e definições mas, pessoalmente, não me parece que seja jornalismo. Se bem que eu penso que a principal critica deva ser que MMG não devia apresentar um convencional telejornal, mas sim um programa de conteúdo opinativo, penso que vão de encontro ao “estilo” de MMG, ainda assim não me parece que deva ser censurada.

Na comunicação social há uma coisa que me assusta sempre… o publico é livre de ver o que…
 
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País ornamentado de políticos indigentes
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 11:56 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Contra a liberdade,
que incomoda muita gente,
a nossa sociedade
não pode ser negligente.

De dedo apontado
contra opiniões divergentes,
temos um país ornamentado
de políticos indigentes.

A justiça para julgar
e o poder para governar,
o mexilhão não deve pagar
para o poderem enganar!
 
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DESRESPEITO.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 15:13 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
Caro Henrique Monteiro

Não o conheço mas sei que vem duma escola de jornalismo onde tudo era conseguido com esforço.
A exigência é uma das pedras basilares da Democracia, o cumprimento de regras gera igualdade.

Ainda que seja possível, e é, o desrespeito pelo espaço estabelecido dos textos neste online, deveria ser punido porque insinua desigualdade, por parte de quem o faz e de quem deixa fazer.

 
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É esdrúxulo
sacristão (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:25 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Na mesa do café um advogado velho e um novo estão a ler o jornal e o velho suspira: este Marinho não se liberta do vício…
O novo larga o jornal e atira ao velho: desculpe colega, mas o Marinho diz muitas verdades…
V: pois, mas dizer verdades não acaba com as mentiras nem com os vícios…
N: mas que vícios… qual é o vício do colega Marinho?
V: então não percebe que ele finge sofrer do complexo de “Robin dos Bosques”… há os que não resistem ao vício do jogo e os que desesperadamente precisam de ser vistos como “gajos porreiros”…
N: mas que mal tem ser visto como um gajo porreiro?
V: mas você não vê que ele ajuda uma velhinha a atravessar a rua para que imaginem que está a acabar com a desgraça dos atropelamentos…
N: e isso é grave?
V: não é grave nem agudo, é esdrúxulo, o colega continua sem perceber que ele dá uma migalha ao pombinho para alardear que quer acabar com a fome no mundo, mas o mais esdrúxulo é que a glória ardentemente desejada é ser carregado no andor não pelas velhinhas mas sim por aqueles a quem não consegue iludir…
N: ……..
 
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    Re: É esdrúxulo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Terça feira, 2 de junho de 2009
    Re: É esdrúxulo    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Terça feira, 2 de junho de 2009
    "To be or not to be, that´s the question! "    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Terça feira, 2 de junho de 2009
    Re:    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 0:16 | Quarta feira, 3 de junho de 2009
    bem construída    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Terça feira, 2 de junho de 2009
«Le pouvoir c'est en artiste que je l'aime.» (1)
Special Agent (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 3:29 | Sábado, 6 de junho de 2009
Claramente, de acordo com a sua opinião.

A propósito da Revolução Francesa, permita-me que lhe cite uma temível figura da dita época:

«Je redoute trois journaux plus que 100.000 baïonnettes.» (2)

Em matéria de liberdade de opinião e de expressão, em geral, e de liberdade de imprensa, em particular, conviria recordar:

i. O que diz o Artigo 19.o da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

ii. O que está consignado no n.o 2 do Artigo 37.o (Liberdade de Expressão e Informação), n.o 4 do Artigo 38.o (Liberdade de Imprensa e Meios de Comunicação Social) e Artigo 39.o (Regulação da Comunicação Social) da Constituição da República Portuguesa.

Em face destes princípios, tendo em conta os graus de liberdade definidos por cada legislação específica, e atentendo aos termos da Lei Constitucional vigente, a dúvida sobre quais as fronteiras de jurisdição dos meios de comunicação poderá levantar-se quando se trata de averiguar ou saber:

a) O que deve ser interpretado como interesse público e/ou procura pelo melhor interesse público;

b) Se existe algum conflito de interesses entre o jornalista, outro membro da organização (meio de comunicação social), ou a própria organização, que possa comprometer a sua confiabilidade profissional ou institucional, respectivamente; Um conflito de interesses existe, mesmo que daí não resulte nenhum acto impróprio, mas que possa criar a aparência de impropriedade ao indíviduo ou à organização em causa.

(1), (2) Napoleón Bonaparte (1769-1821).
 
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Quando a comunicação social veste outra pele!
RSFerrr (seguir utilizador), 1 ponto , 13:01 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
A comunicação social é indespensável, uma comunicação social isenta que informe os cidadãos de uma forma imparcial e o mais sustentada na realidade dos factos. O que temos tido é uma comunicação social subjugada aos interesses económicos, que as detêem.
  É incrivél, como é tão evidente que a comunicação social é intrumentalizada e ao mesmo tempo é triste que essa evidência contribua para uma deteorização do Jornalismo, da sociedade, de Portugal. Sr.s, Jornalistas sérios, não se deixem intrumentalizar não sejam marionetas, lutem por um jornalismo de valores tão importantes, como são: INDEPENDENCIA, LIBERDADE, PROFISSIONALISMO, INVESTIGAÇÃO, CARÁCTER. Por falar nisso onde anda a Sr,a jornalista Felicia Cabrita.
 
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Magnifico!!!
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
“Houve um momento em que em todo o mundo se passou a falar de um conceito que detesto: quarto poder. Aos três poderes formulados por Montesquieu em meados do séc. XVIII - legislativo, executivo e judicial - juntava-se este poder dos jornais que formavam a opinião pública.”

No sec. XVIII realmente existiam apenas três, hoje quando directores de canais de televisão dizem que eleger presidentes da república é como vender sabonetes, não acha que estamos perante poder seja ele o quarto, o quinto ou o vigésimo?

“Mas defendo a prevalência da liberdade. Se Manuela Moura Guedes mentiu ou difamou, deve ser julgada pelos tribunais e não condenada por uma agência do Governo. O império da lei é igual para todos! O resto, meus senhores, é conversa do Governo, e de alguns mais, para limitar, condicionar e diminuir o papel da imprensa livre. Que existe para apontar o dedo a quem não gosta que se lho aponte”

Quando o regulador é “uma agência do governo” então está certo.
Proponho que se acabe com a regulação incluído o Banco de Portugal e deixemos que o mercado se auto-regule em virtude de ter feito tão bem até hoje!
Claro que os jornalistas querem a sua independência (esta é para rir) apenas fiscalizada por aqueles que lhe dão as notícias com as quais violam o segredo de justiça á lá carte. Claro que sim é só liberdade e independência tipo e Itália e a respectiva “Besllusconisação” da comunicação social portuguesa em que um qualquer jornalista que não siga a politica da empresa e existindo apenas dois ou três grupos deve ter uma grande carreira, mas a fazer uma outra coisa qualquer!

Existem pessoas que não vêm ou não querem ver e quanto a isso a única coisa a fazer é não lhes dar um poder pelo qual ninguém responde e onde pessoas como Manuela Moura Guedes é um desses bons exemplos!
 
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    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Terça feira, 2 de junho de 2009
    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Terça feira, 2 de junho de 2009
God boys and bad boys!!
emia (seguir utilizador), 1 ponto , 3:20 | Terça feira, 2 de junho de 2009
H.Monteiro!!Perdi hoje muita da consideração que tinha por si!Entao,de um lado estão os bons e de outros os maus,como nos filmes dos cowboys? Sendo que os bons são os jornalistas e os maus os governos que são eleitos pelo povo? E os maus jornalistas(a MMG.p.ex.que além de ser uma péssima jornalista,só o faz porque o marido a protege.É o puro neopotismo)onde os coloca? emia
 
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A ERC
emia (seguir utilizador), 1 ponto , 3:43 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Quanto a ERC ser um "agência do governo"(presumo que se está a referir ao do PS),lamento contradizê-lo,mas a ERC nasceu no governo PSD/CDS e os seus membros são eleitos no PARLAMENTO,na altura de maioria PSD/CDS.Creio que sabia disto,mas resolveu omitir.E assim se manipulam os leitores.Os cidadãos teem o direito a serem informado,sim,mas bem informados.emia
 
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Difamações
emia (seguir utilizador), 1 ponto , 4:10 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Conto uma história que circula na NET.Uma senhora foi confessar ao padre,por ter cometido o pecado da difamação.O padre deu-lhe a seguinte penitência :leva uma almofada para um monte,rasga-a,espalha as penas e depois terás que apanhá-las todas.A senhora disse que era impossível apanhar tanta pena.Credo, cruzes!!O padre disse-lhe,então,que também as difamações eram como aquelas penas, uma vez lançadas, nunca mais se recupera o bom nome. Eu diria que nenhum tribunal,nem nenhuma sentença,recupera o bom nome de uma pessoa.emia
 
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    Re: Difamações    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Todos?
Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 9:05 | Terça feira, 2 de junho de 2009
Mas o caro Monteiro nunca fez julgamentos sumários, informação distorcida, difamação, opinião, no pasquim que dirige? Ainda não o li fazer outra coisa!
Deve ser julgado também?
(Não se entenda qualquer defesa do tamboril)

 
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