Casos de Sucesso

O êxito de uma rede social para gays

Grindr tem a participação diária de 700 mil pessoas e continua a ganhar dez mil utilizadores por dia. Joel Simkhai lançou a aplicação sem qualquer intenção de criar um negócio. Hoje o Grindr é um sucesso.

Carlos Afonso Monteiro (www.expresso.pt)
O êxito de uma rede social para <i>gays</i> Grindr

Joel Simkhai não tinha intenções de criar uma empresa. "Comecei sem modelo de negócio, sem plano, sem expectativas", disse o fundador do Grindr à revista "Inc". Mas certas ideias conseguem por si só converter-se em negócios rentáveis, e o Grindr é um exemplo disso mesmo.

Mas, afinal, o que é o Grindr? Uma rede social baseada numa aplicação móvel e voltada para os namoros. Até aqui nada de novo. Acontece que esta rede é reservada aos homens gays. Desde que foi lançada, em novembro de 2009, a aplicação já acumulou mais de três milhões de utilizadores e conta diariamente com a participação de 700 mil utilizadores.

Apesar de Joel Simkhai ter sido bem-sucedido antes sequer de adotar um plano de negócio, quando percebeu que tinha um soube aproveitá-lo, e começou em 2010 a criar o Blendr , um conceito semelhante ao Grindr mas "para todos" que foi oficialmente lançado em Setembro de 2011.

A ideia surgiu porque as amigas e os amigos heterossexuais de Joel Simkhai pediram-lhe repetidamente que fizesse "um Grindr para todos". Joel levou a ideia tão a sério que aumentou o tamanho da empresa e contratou uma equipa executiva antes de lançar o Blendr.

As plataformas funcionam segundo o mesmo modelo mas são independentes. E, apesar da expansão, Joel garante que não se está a esquecer do Grindr, que continua a ganhar quase 10 mil utilizadores diários. Joel vê o Blendr como mais do mesmo, apesar do seu objetivo principal ter começado por, e continuar a ser, o Grindr.

Uma das claras diferenças que notou entre o Blendr e o Grindr é que as mulheres são mais preocupadas com questões de privacidade, e por isso o Blendr "foi criado com a privacidade em mente e decidimos dar controlo total ao utilizador".

As duas redes são autofinanciadas através de serviços premium (pagos) e anúncios expostos, mas Joel tem-se mostrado relutante em revelar os valores específicos das receitas. Segundo ele, não foi feito qualquer investimento em marketing e a rede cresceu graças ao "passa a palavra".

E agora começa a surgir a competição especializada, por via de outras redes semelhantes como Highlight, Glancee ou OkCupid, apesar do Grindr ainda ser o campeão da sua categoria.




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Como é que ainda não há aqui comentários daqueles que todos sabemos? Antigamente era proibido, agora é permitido. Deixem-me fugir antes que seja obrigatório.
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Para aqueles que não lêem a notícia
... mas apenas os comentários:

Descansem que também existe o Blendr que se destina a permitir que menino conheça menina e menina conheça menino.

Quanto àqueles que se sentem excluídos pelo Grindr, não se preocupem, pois ninguém vos barrará a entrada e poderão conhecer alguém a X metros de distância do local onde se encontram.

E, por fim, não temam, pois ao contrário do que se passou durante séculos com alguns heteros, os gays não impõem a sua orientação, perseguem nem matam heteros.

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Os tribunais não vão tomar posição?
Acontece que esta rede é reservada aos homens gays

Isto não é discriminação em função da orientação sexual? Quais seriam as reacções se amanhã surgisse uma rede social só para heterossexuais? Qual seria a reacção da ILGA e das histéricas e histéricos que por lá gravitam? Neste caso ninguém se escandaliza?
As falácias de Pinto. Ver comentário
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Liberdade de opção sem opressão
É notório que fundamentalistas estão permeando a liderança política de quase todo mundo. E é importante que grupos que defendem a liberdade de escolha sexual sem opressão se posicionem politicamente para este embate.
Assim se escreve em bom portugays
Desculpem-me se é um comentário um bocado ao lado, mas se alguém souber responder à minha inquietação linguística agradecia:

Porquê o uso sistemático da expressão "gays" pelos media actuais? É algum fenómeno novo no país, para que tenhamos que importar um termo inglês? O termo "homossexual" é insultuoso, ou é simplesmente comprido demais?
Re: Assim se escreve em bom portugays Ver comentário
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