42
Anterior
A Apple inventou o remédio e depois o veneno
Seguinte
O Aníbal, o Cavaco e o Presidente
Página Inicial   >  Blogues  >  Antes pelo contrário  >   O Dia do Feriado Nacional

O Dia do Feriado Nacional

Duas deputadas querem que os feriados passem a ser apenas folgas. O deputado dos gravadores concorda: o que interessa é o que se comemora, não a data. Tenho melhor ideia: juntam-se os feriados todos num só.

|

As duas deputadas católicas (parece que se trata de um estatuto que lhes está reservado) do PS estão preocupadas com a produtividade que se perde nas pontes e nos feriados.

Querem acabar com quatro feriados, o que não me parece mal. Já serem dois civis (há cinco: Restauração, República, 25 de Abril, 1º de Maio e Dia de Portugal) e dois religiosos (há oito, estando entre eles dias tão importantes como o da Imaculada Conceição ou da Assunção de Maria), ficando três civis, seis católicos e um para a ressaca, é que me parece estranho para um país supostamente laico.

E querem acabar com as pontes, o que também me parece excelente e simples de resolver: pura e simplesmente trabalha-se nas supostas pontes, que estão longe de ser um direito. Mas Teresa Venda e Rosário Carneiro têm melhor ideia: colar os feriados ao fim-de-semana. Como bem recordou o deputado Bernardino Soares, ninguém as ouviu preocupadas com a produtividade quando o partido pela qual foram eleitas deu uma inusitada tolerância de ponto durante uma visita de um líder religioso.

Segundo a proposta, o 25 de Abril e o 1º de Maio são quando um homem quiser. Até podiam ficar os dois juntos e ganhava-se um fim-de-semana realmente prolongado. O Natal e o primeiro dia do ano ficariam como estão. Já o dia do trabalhador (ou será o "dia do colaborador"?), data celebrada em todo o Mundo ao mesmo tempo, podia ser num dia qualquer. Ricardo Rodrigues explicou que é mais relevante "celebrar o acontecimento do que celebrar o dia em que teve lugar o acontecimento".

Para atalhar, e seguindo a lógica do deputado dos gravadores, podíamos celebras todos os acontecimentos no mesmo dia. Criava-se o Dia do Feriado Nacional. De manhã, os católicos mais praticantes iam para as procissões, as viúvas visitavam os cemitérios e António Costa discursava na Praça do Município, em Lisboa. À tarde, os trabalhadores subiam a Almirante de Reis, os militares de Abril desciam a Avenida da Liberdade e Cavaco Silva condecorava ex-combatentes. À noite, as famílias trocavam prendas e os foliões abriam garrafas de champanhe.

A ver se nos entendemos: os feriados não têm como principal função as pessoas não trabalharem, mesmo que muitas delas seja apenas isso que fazem. São, supostamente, dias em que os portugueses revêem a sua história e aquilo que faz deles uma comunidade. Retirar aos feriados o seu sentido simbólico - que é a data - é retirar à celebração tudo o que ela tem. Parece estranho às deputadas festejar o Natal no dia 21 ou no dia 27? É natural. A mim parece-me estranho celebrar o 1º de Maio no dia 3 e o 25 de Abril a 23.

Se um feriado é tão insignificante que pode ser celebrado noutra data qualquer, acabe-se com esse feriado - com um verdadeiro equilíbrio entre os civis e os religiosos. Nada de especial a opor. O que não faz sentido é transformar um feriado numa folga colectiva.

Se é para ser assim, tenho uma proposta ainda mais agradável do que a do Dia do Feriado Nacional: os portugueses recebem mais 10 dias de férias por ano e cada um faz com eles o que entender. Deixamos de ter feriados, festas colectivas, datas a celebrar, memória comum, história. Melhor ainda: adoptamos os feriados alemães. Afinal de contas, aquilo lá é que é a sério. Pelo menos é o que tenho ouvido dizer.


Opinião


Multimédia

Cantaril com risotto de espargos

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.


Comentários 42 Comentar
ordenar por:
mais votados
O ócio da Assembleia
Quando a politica não sabe resolver os problemas de fundo da sociedade portuguesa-desemprego,pobreza,baixos salários,corrupção-põe-se a discutir questões de lana caprina,que é como quem diz a atirar areia aos olhos do Zé Povinho para ele se entreter.
Já não chegavam as histórias da seleção dos pastores e vem agora a discussão de encostar o feriado mais á direita ou mais á esquerda, subir ou descer o Santo António.
Como cada município tem o seu feriado municipal,aqui vamos andar por todo o País a mandar palpites.
Haja piedade nesta politica:
Se há 230 Deputados e muitos não tem nada que fazer, então esse é um problema a solucionar com a petição já presentada para reduzir o nº a 180.
Estão á espera de quê?
Re: O ócio da Assembleia
Re: O ócio da Assembleia,a cruz e o diabo
Feriados e Dias Santificados
Como ontem dizia, e agora gostaria de o dizer tb ao Daniel Oliveira, eu acho que o 25 de Abril deveria chamar-se "Dia da Liberdade" e ser celebrado, por exemplo, no último Sábado de cada Abril; o 10 de Junho chama-se Dia de Portugal e deveria passar a ser celebrado no primeiro Sábado de cada Junho; o 5 de Outubro chama-se Dia da República e celebra-se no primeiro Sábado de cada Outubro; o 1 de Dezembro chama-se Dia da Independência e celebra-se no primeiro Sábado de cada Dezembro; a Segunda Feira de Páscoa mantém-se Feriado; o Corpo de Deus passa a celebrar-se no Domingo imediatamente a seguir à Quinta Feira do Corpo de Deus; o dia 15 de Agosto mantém-se como Feriado; a Festa da Imaculada Conceição celebra-se num Sábado a decidir pelos Liturgistas da Igreja; Natal e Ano Novo permanecem o que são; A Sexta Feira Santa mantém-se Feriado e a Segunda Feira de Páscoa também; o dia 1 de Novembro permanece Feriado para todos, assim como o dia 1 de Maio, Dia do Trabalho. E, claro, pontes só deveriam existir em casos excepcionais, pelo que quem as fizer deveria sempre descontar nos dias de Férias a que, por Lei, tem Direito. E só mais uma coisa: acho mal que o Daniel O. diga que as Deputadas do PS são Católicas. É que eu tenho muito gosto em dizer que o sou; mas não creio ser justo, nem adequado, associar as Acções Políticas de duas Deputadas de um Partido Político com o facto de elas serem (e ainda bem que o são!) Católicas. Por favor, deixem de atirar areia aos nossos olhos. Ok?
Mais eclético seria impossível !!
Re: Mais eclético seria impossível !!
Re: Mais eclético seria impossível !!
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Bastante sensato...


“os portugueses recebem mais 10 dias de férias por ano e cada um faz com eles o que entender. “

Parece-me uma proposta até bem sensata. Pelo menos, no que diz respeito aos feriados religiosos. Quem quiser, pode sempre comemorar esses dias, e aí, sim, se verá quem realmente são os religiosos.

Até porque, como Estado Laico, deve permitir que pessoas doutras religiões, comemorem também os seus dias…

De resto, um dia para comemorar o “Orgulho da Raça - História”, chega.

e entretatnto em Cabul...CABOMMMMMMMMMMMMMM!!
Olhá vuvuzela pencuda quer festejar o yom kippur
Olhó valentão virtual...
Mas quem é o "patrão" que concede "pontes"?
O mesmo que concede as pontes, é o que quer alterações para evitar as mesmas. A maioria dos trabalhadores do sector privado, deduz das férias, esses dias intercalares.

São autênticas “manobras de diversão”, para darem “ar” de responsáveis. Basta recordar as “facilidades” concedidas, quando da visita do Papa. O Estado poderia ter concedido dispensa aos trabalhadores que mostrassem interesse. Dias a deduzir das férias. Assim, até se demonstrava como os trabalhadores católicos, sacrificavam as férias, para melhor poderem homenagear o seu líder religioso.

Mas não, é mais fácil ceder, ceder, ceder. A razão é simples, quem decide não paga. E o trabalhador do privado, não usufruindo de tal regalia, paga, sem hipóteses de o recusar fazer.

Daí a minha convicção, que não é pagando mais impostos, ou mesmo fazendo pagar aqueles que o não fazem, que a situação melhora. Esta “gente”, por cada cêntimo que obteve a mais, não aproveitou para reduzir a dívida, mas aproveitou para conceder mais um privilégio, ou comprar mais “foguetório” para as festas.

Para o Governo são vitais, todos os cêntimos que conseguem sugar aos contribuintes, mas consideram populistas, os apelos para redução de despesas supérfluas, porque não passam de cêntimos.

E basta verificar "quem" foi o Deputado do PS que defende a ideia, para se confirmar a desconsideração e mesmo o desprezo que o Poder tem para com os portugueses.
O dia do Feriado Nacional
Acho muito bem, pois assim sempre tenho a possibilidade de comemorar o meu aniversário o dia de Santo António, embora eu me chame o Toni 2 e não tenha nascido a 13 de Junho, mas não importa. Acho também muito bem juntar todos os feriados num só, pois enquanto uns vão à missa outro fazem o baile da Républica, da Liberdade, do Camões etc.. Era capaz de ser interessante pois seria uma festa nunca dantes vista. Havia pela certa foguetes, musica e bailes por tudo o que é sítio. Convinha que o dia escolhido fosse no Verão pois assim sempre dava para alguns irem à praia. Se não estivessemos tão pobres podiam ser dois dias, um para os religiosos e outro para o profano. Assim ficariam todos contentes e pode ser que a Igreja não se zangue. Já agora porque não cortar nas férias e em vez dum mês uma semana. Já que estamos em maré de cortes façam o mesmo ao subsidio de Natal e férias. Como o nosso Presidente apela a passar férias cá dentro, porque não uma taxa para quem as faz fora. Sejam felizes enquanto podem.
Socialistas
Enquanto governarem podem retirar o 25 de Abril, pois é o dia da vossa vergonha, já que se entreteram a quase levar o país á ruína.
Os feriados
Não teremos todos opiniões coincidentes. Se há datas civis ou religiosas que não devem ser alteradas, independentemente do dia... há feriados que num estado supostamanete laico não fazem sentido.

Corpo de Deus? por ex. quantos saberão o significado deste feriado, que este ano ocorreu a 3 de Junho, quinta-feira?

O problema de fundo não são os feriados, os dias da semana em que ocorrem... o problema é que se instituiu como dado adquirido e permitido que usando 1 dia de férias se consigam 4/5 juntando feriado e fim de semana. É uma questão de mentalidade... porque a produtividade do país, não vai depender disso.

A regra diz que as coisas que são "impostas" ... não são geralmente cumpridas, ou bem aceites.
A proposta de Venda e Carneiro
A iniciativa das deputadas, não tem qualquer interesse, apenas servindo para atirar poeira para os olhos do Zé, em tempos de crise. Ou seja, enquanto se discute se o Natal deve ser em Dezembro e a Páscoa não pode juntar-se à implantação da República, o Povinho esquece as agruras da crise vai discutindo algo cuja relevância é nula. Os feriados, a existir, devem ser nos dias em que foram consagrados e as pontes devem ser eliminadas, quem quiser gozar os dias seguidos, sacrifique férias. Mas se assim não for, sempre se podem juntar ao Natal, os feriados do 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho, 5 de Outubro e 1 de Dezembro e os restantes gozam-se todos no dia 1 de Janeiro. Não concordo com DO quando se refere à religião das proponentes, esta nada tem a ver com a questão política.
Está encontrada a razão da crise
Afinal estamos em crise por causa dos feriados. Caramba, um problema tão simples de detectar e resolver e só agora deram com ele. Deixe-se então estar tudo na mesma e acabe-se com os feriados. É ver este país a passar as Alemanhas deste mundo, economicamente. É ver a produção a subir em flecha.

Por outro lado preocupa-me a produtividade no parlamento, em que os feriados são todos os dias. Deputados, podiam ir todos para a estiva que ninguém dava pela falta deles no parlamento.

Quanto ao senhor que ROUBOU os gravadores aos jornalistas, cada vez que o ouço ou vejo a discursar, só consigo pensar: «é preciso ter lata!»
Re: Está encontrada a razão da crise
Não percebo o problema das pontes
Sinceramente não percebo o problema das pontes.
As unicas pessoas que têm pontes são os funcionários publicos. Fácil de resolver, o governo não concede mais pontes.

Quanto as pessoas que metem um dia de férias, não diminui a produtividade, pois vão trabalhar noutro dia.
Até acho que essas mini férias são melhores para as pessoas irem descançando, em vez, de estarem depois um mês inteiro e ficarem deprimidas por não terem nada para fazer.

Não faz qualquer sentido deslocar feriados para o fim de semana, das duas uma, ou cortam-se alguns feriados religiosos, ou como isso gerará grande contestação, sugiro, o que aqui foi escrito, os feriados religiosos=+5 dias de férias em que cada um goza onde quiser
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Outra vez os feriados...
como única explicação da improdutividade nacional.
E as pontes, essas malandras?
Gostava de perceber o q são, pois tanto quanto sei são dias de férias q são atribuídos aos trabalhadores e q estes gozam quando e como querem.
Gostava q 1 belga explicasse ao Daniel como conseguiram fazer aquilo q o Durão Barroso prometeu, mas q ñ teve tempo p cumprir, coitadinho, pq, entretanto, foi p lá em trabalho de campo: na Bélgica quando 1 feriado calha a 1 sábado, na sexta ñ se trabalha (p as duas deputadas ñ é novidade nenhuma, pois as sextas na AR são sempre "dia santo" e esse "santo" do Ricardo Rodrigues tb sabe q à sexta ñ pode fanar nada a ninguém, p além do tempo) e se calhar a um domingo, o farrobadó passa p a segunda-feira.
P fazer isto, ñ é necessário acabar c feriados. P fazer isto, basta passar por cima da demagogia utilizada por ambas as partes, Daniel Oliveira e IC:
1. 1 feriado é essencialmente 1 dia de descanso e quem pretender q seja outra coisa é hipócrita, logo político;
2. Os belgas tb comemoram festas religiosas: lá pq arrastam o feriado do dia de Natal p a segunda ou o atrasam p a sexta, ñ significa q o mesmo ñ seja celebrado no dia 25 de Dezembro.
P mim, o problema reside nos casos de empresas cuja actividade é de laboração contínua. Mas, ñ ouço nenhum político a falar disso e talvez fosse melhor estudar a questão antes de provocar verdadeiras quebras de produtividade e injustiças sociais, ou seja, uns c 2 dias e outros apenas c 1!
Estão tão preocupados e vamos ter feriados...
durante todo o ano... Os 600 mil desempregados, os 300 mil do subsídio social e de reinserção idem aspas, os Reformados nem se fala em tanto feriado diário, os que trabalham por conta própria - se lhes der na gana - inventam qualquer dia como feriado - etc. etc.

Este País pelo caminho que leva - não vai ter nos feriados um problema - a grande questão que se vai levantar é - quando teremos dias de trabalho para acabar com a "pasmaceira" dos feriados ...

SE não puderem acabar com os feriados- então encostem-nos todos às sextas ou ás 2ªfeiras -religiosos ou profanos -porque o resultado seria - o aumento da produtividade, a saída da crise, a manutenção dos boys em "su sítio ", melhor educação, melhor saúde, melhor justiça - tudo ficaria - com o golpe de asa da " ínclita questão dos feriados", da supressão de Pontes, Viadutos, Tuneis , resolvido... os nossos problemas deixariam de existir!

Entretanto minguam os postos de trabalho e a mesa do Orçamento - já não cabe - numa única sala...
sejamos razoaveis....
Um bom principio seria que os unicos feriados "imutaveis " seriam os feriados internacionais ou seja , o 1º de Maio, o 1 de janeiro (ano novo), 0 25 de Dezembro (natal), sexta feira santa -domingo dePascoa, e eventualmente a terça feira de carnaval( que em termos juridicos não é feriado). O resto seja relegioso ou laico deveria ser sempre gosado na segunda feira imediatamente a seguir, incluindo quando o feriado calha ao sabado ou ao domingo . Nesta situação todos ficavam a ganhar tanto empregados como empregadores e assima de tudo o país ....
A engenharia das pontes
O governo não dá pontes. O governo dá tolerâncias de ponto e essas sim são para os funcionários públicos, como seja o caso da terça-feira de carnaval e mais recentemente na visita de Sua Santidade (aqui como se viu nem sequer foi para todos os funcionários públicos)

As pontes, que parece estarem a atravessar o gargomilho de muita gente, nomeadamente o do Daniel de Oliveira, elas são da exclusiva responsabilidade do funcionário que as faz e saem dos dias de férias que o funcionário público tenha para gozar.

O funcionário tem de comunicar por escrito a falta, quer o dia útil coincida entre feriado e fim de semana quer não, e o dia será descontado por conta do período de férias (ou do próprio ano ou do ano seguinte, o funcionário tem de optar) - Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro.

Eu própria utilizei um dia das minhas férias, que o comuniquei como falta, no dia 4 de Junho.

Ao marcar as férias para o ano não é obrigatório que se marquem na sua totalidade. No meu caso pessoal ao preencher o formulário, marquei menos dois dias e escrevi expressamente o seguinte: "os 2 dias restantes destinam-se a faltas por conta do período de férias do corrente ano, nos termos do art,º 188.º da Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro". Mas se, durante o ano, necessitar de faltar mais dias elas serão descontadas nas férias do próximo ano.

Feriados à escolha
Concordo inteiramente. Cada trabalhador deveria dispor de 5 - não 10 - dias com os quais poderia faer o que quizesse. Celebrar o Natal, a Páscoa, a Ascensão, ou o 1º de maio. O 25 de Abril, ou o 1º de DEzembro, o 5 de Outubro, ou o nascimento do filho, o aniversário do casamento ou outra data qualquer.
De facto não faz o menor sentido ter 8 feriados religiosos que para a maioria (maioria não é totalidade) das pessoas não querem dizer nada: a maioria nem sabe a que se referem.
5 Feriados «laicos», uns republicanos, outros monárquicos, um revolucionário, etc... Para quê?
O dia 1 de maio é dos sindicatos, não dos trabalhadores. O 25 de Abril é uma palhaçada hipócrita, boa ocasião para os vendedores de flores facturarem nos cravos; o 1º de Dezembro, advento da Dinastia de Bragança celebra o quê?
Para mim, seria muito mais importante celebrar a chegada do vasco da Gama á India, um acontecimento realmente marcante na vida do país, que o mudou para sempre.
Com um crédito de 5 dias feriados, cada um poderia celebrar o que para si fosse realmente importante, inclusivé as férias. E acabavam-se as pontes, viadutos e outros truques para prolongar a coisa.
Comentários 42 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub