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O Dia do Feriado Nacional

Duas deputadas querem que os feriados passem a ser apenas folgas. O deputado dos gravadores concorda: o que interessa é o que se comemora, não a data. Tenho melhor ideia: juntam-se os feriados todos num só.

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As duas deputadas católicas (parece que se trata de um estatuto que lhes está reservado) do PS estão preocupadas com a produtividade que se perde nas pontes e nos feriados.

Querem acabar com quatro feriados, o que não me parece mal. Já serem dois civis (há cinco: Restauração, República, 25 de Abril, 1º de Maio e Dia de Portugal) e dois religiosos (há oito, estando entre eles dias tão importantes como o da Imaculada Conceição ou da Assunção de Maria), ficando três civis, seis católicos e um para a ressaca, é que me parece estranho para um país supostamente laico.

E querem acabar com as pontes, o que também me parece excelente e simples de resolver: pura e simplesmente trabalha-se nas supostas pontes, que estão longe de ser um direito. Mas Teresa Venda e Rosário Carneiro têm melhor ideia: colar os feriados ao fim-de-semana. Como bem recordou o deputado Bernardino Soares, ninguém as ouviu preocupadas com a produtividade quando o partido pela qual foram eleitas deu uma inusitada tolerância de ponto durante uma visita de um líder religioso.

Segundo a proposta, o 25 de Abril e o 1º de Maio são quando um homem quiser. Até podiam ficar os dois juntos e ganhava-se um fim-de-semana realmente prolongado. O Natal e o primeiro dia do ano ficariam como estão. Já o dia do trabalhador (ou será o "dia do colaborador"?), data celebrada em todo o Mundo ao mesmo tempo, podia ser num dia qualquer. Ricardo Rodrigues explicou que é mais relevante "celebrar o acontecimento do que celebrar o dia em que teve lugar o acontecimento".

Para atalhar, e seguindo a lógica do deputado dos gravadores, podíamos celebras todos os acontecimentos no mesmo dia. Criava-se o Dia do Feriado Nacional. De manhã, os católicos mais praticantes iam para as procissões, as viúvas visitavam os cemitérios e António Costa discursava na Praça do Município, em Lisboa. À tarde, os trabalhadores subiam a Almirante de Reis, os militares de Abril desciam a Avenida da Liberdade e Cavaco Silva condecorava ex-combatentes. À noite, as famílias trocavam prendas e os foliões abriam garrafas de champanhe.

A ver se nos entendemos: os feriados não têm como principal função as pessoas não trabalharem, mesmo que muitas delas seja apenas isso que fazem. São, supostamente, dias em que os portugueses revêem a sua história e aquilo que faz deles uma comunidade. Retirar aos feriados o seu sentido simbólico - que é a data - é retirar à celebração tudo o que ela tem. Parece estranho às deputadas festejar o Natal no dia 21 ou no dia 27? É natural. A mim parece-me estranho celebrar o 1º de Maio no dia 3 e o 25 de Abril a 23.

Se um feriado é tão insignificante que pode ser celebrado noutra data qualquer, acabe-se com esse feriado - com um verdadeiro equilíbrio entre os civis e os religiosos. Nada de especial a opor. O que não faz sentido é transformar um feriado numa folga colectiva.

Se é para ser assim, tenho uma proposta ainda mais agradável do que a do Dia do Feriado Nacional: os portugueses recebem mais 10 dias de férias por ano e cada um faz com eles o que entender. Deixamos de ter feriados, festas colectivas, datas a celebrar, memória comum, história. Melhor ainda: adoptamos os feriados alemães. Afinal de contas, aquilo lá é que é a sério. Pelo menos é o que tenho ouvido dizer.


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O ócio da Assembleia
Quando a politica não sabe resolver os problemas de fundo da sociedade portuguesa-desemprego,pobreza,baixos salários,corrupção-põe-se a discutir questões de lana caprina,que é como quem diz a atirar areia aos olhos do Zé Povinho para ele se entreter.
Já não chegavam as histórias da seleção dos pastores e vem agora a discussão de encostar o feriado mais á direita ou mais á esquerda, subir ou descer o Santo António.
Como cada município tem o seu feriado municipal,aqui vamos andar por todo o País a mandar palpites.
Haja piedade nesta politica:
Se há 230 Deputados e muitos não tem nada que fazer, então esse é um problema a solucionar com a petição já presentada para reduzir o nº a 180.
Estão á espera de quê?
Re: O ócio da Assembleia
Re: O ócio da Assembleia,a cruz e o diabo
Feriados e Dias Santificados
Como ontem dizia, e agora gostaria de o dizer tb ao Daniel Oliveira, eu acho que o 25 de Abril deveria chamar-se "Dia da Liberdade" e ser celebrado, por exemplo, no último Sábado de cada Abril; o 10 de Junho chama-se Dia de Portugal e deveria passar a ser celebrado no primeiro Sábado de cada Junho; o 5 de Outubro chama-se Dia da República e celebra-se no primeiro Sábado de cada Outubro; o 1 de Dezembro chama-se Dia da Independência e celebra-se no primeiro Sábado de cada Dezembro; a Segunda Feira de Páscoa mantém-se Feriado; o Corpo de Deus passa a celebrar-se no Domingo imediatamente a seguir à Quinta Feira do Corpo de Deus; o dia 15 de Agosto mantém-se como Feriado; a Festa da Imaculada Conceição celebra-se num Sábado a decidir pelos Liturgistas da Igreja; Natal e Ano Novo permanecem o que são; A Sexta Feira Santa mantém-se Feriado e a Segunda Feira de Páscoa também; o dia 1 de Novembro permanece Feriado para todos, assim como o dia 1 de Maio, Dia do Trabalho. E, claro, pontes só deveriam existir em casos excepcionais, pelo que quem as fizer deveria sempre descontar nos dias de Férias a que, por Lei, tem Direito. E só mais uma coisa: acho mal que o Daniel O. diga que as Deputadas do PS são Católicas. É que eu tenho muito gosto em dizer que o sou; mas não creio ser justo, nem adequado, associar as Acções Políticas de duas Deputadas de um Partido Político com o facto de elas serem (e ainda bem que o são!) Católicas. Por favor, deixem de atirar areia aos nossos olhos. Ok?
Mais eclético seria impossível !!
Re: Mais eclético seria impossível !!
Re: Mais eclético seria impossível !!
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Re: Feriados e Dias Santificados
Bastante sensato...


“os portugueses recebem mais 10 dias de férias por ano e cada um faz com eles o que entender. “

Parece-me uma proposta até bem sensata. Pelo menos, no que diz respeito aos feriados religiosos. Quem quiser, pode sempre comemorar esses dias, e aí, sim, se verá quem realmente são os religiosos.

Até porque, como Estado Laico, deve permitir que pessoas doutras religiões, comemorem também os seus dias…

De resto, um dia para comemorar o “Orgulho da Raça - História”, chega.

e entretatnto em Cabul...CABOMMMMMMMMMMMMMM!!
Olhá vuvuzela pencuda quer festejar o yom kippur
Olhó valentão virtual...
Mas quem é o "patrão" que concede "pontes"?
O mesmo que concede as pontes, é o que quer alterações para evitar as mesmas. A maioria dos trabalhadores do sector privado, deduz das férias, esses dias intercalares.

São autênticas “manobras de diversão”, para darem “ar” de responsáveis. Basta recordar as “facilidades” concedidas, quando da visita do Papa. O Estado poderia ter concedido dispensa aos trabalhadores que mostrassem interesse. Dias a deduzir das férias. Assim, até se demonstrava como os trabalhadores católicos, sacrificavam as férias, para melhor poderem homenagear o seu líder religioso.

Mas não, é mais fácil ceder, ceder, ceder. A razão é simples, quem decide não paga. E o trabalhador do privado, não usufruindo de tal regalia, paga, sem hipóteses de o recusar fazer.

Daí a minha convicção, que não é pagando mais impostos, ou mesmo fazendo pagar aqueles que o não fazem, que a situação melhora. Esta “gente”, por cada cêntimo que obteve a mais, não aproveitou para reduzir a dívida, mas aproveitou para conceder mais um privilégio, ou comprar mais “foguetório” para as festas.

Para o Governo são vitais, todos os cêntimos que conseguem sugar aos contribuintes, mas consideram populistas, os apelos para redução de despesas supérfluas, porque não passam de cêntimos.

E basta verificar "quem" foi o Deputado do PS que defende a ideia, para se confirmar a desconsideração e mesmo o desprezo que o Poder tem para com os portugueses.
O dia do Feriado Nacional
Acho muito bem, pois assim sempre tenho a possibilidade de comemorar o meu aniversário o dia de Santo António, embora eu me chame o Toni 2 e não tenha nascido a 13 de Junho, mas não importa. Acho também muito bem juntar todos os feriados num só, pois enquanto uns vão à missa outro fazem o baile da Républica, da Liberdade, do Camões etc.. Era capaz de ser interessante pois seria uma festa nunca dantes vista. Havia pela certa foguetes, musica e bailes por tudo o que é sítio. Convinha que o dia escolhido fosse no Verão pois assim sempre dava para alguns irem à praia. Se não estivessemos tão pobres podiam ser dois dias, um para os religiosos e outro para o profano. Assim ficariam todos contentes e pode ser que a Igreja não se zangue. Já agora porque não cortar nas férias e em vez dum mês uma semana. Já que estamos em maré de cortes façam o mesmo ao subsidio de Natal e férias. Como o nosso Presidente apela a passar férias cá dentro, porque não uma taxa para quem as faz fora. Sejam felizes enquanto podem.
Socialistas
Enquanto governarem podem retirar o 25 de Abril, pois é o dia da vossa vergonha, já que se entreteram a quase levar o país á ruína.
Os feriados
Não teremos todos opiniões coincidentes. Se há datas civis ou religiosas que não devem ser alteradas, independentemente do dia... há feriados que num estado supostamanete laico não fazem sentido.

Corpo de Deus? por ex. quantos saberão o significado deste feriado, que este ano ocorreu a 3 de Junho, quinta-feira?

O problema de fundo não são os feriados, os dias da semana em que ocorrem... o problema é que se instituiu como dado adquirido e permitido que usando 1 dia de férias se consigam 4/5 juntando feriado e fim de semana. É uma questão de mentalidade... porque a produtividade do país, não vai depender disso.

A regra diz que as coisas que são "impostas" ... não são geralmente cumpridas, ou bem aceites.
A proposta de Venda e Carneiro
A iniciativa das deputadas, não tem qualquer interesse, apenas servindo para atirar poeira para os olhos do Zé, em tempos de crise. Ou seja, enquanto se discute se o Natal deve ser em Dezembro e a Páscoa não pode juntar-se à implantação da República, o Povinho esquece as agruras da crise vai discutindo algo cuja relevância é nula. Os feriados, a existir, devem ser nos dias em que foram consagrados e as pontes devem ser eliminadas, quem quiser gozar os dias seguidos, sacrifique férias. Mas se assim não for, sempre se podem juntar ao Natal, os feriados do 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho, 5 de Outubro e 1 de Dezembro e os restantes gozam-se todos no dia 1 de Janeiro. Não concordo com DO quando se refere à religião das proponentes, esta nada tem a ver com a questão política.
Está encontrada a razão da crise
Afinal estamos em crise por causa dos feriados. Caramba, um problema tão simples de detectar e resolver e só agora deram com ele. Deixe-se então estar tudo na mesma e acabe-se com os feriados. É ver este país a passar as Alemanhas deste mundo, economicamente. É ver a produção a subir em flecha.

Por outro lado preocupa-me a produtividade no parlamento, em que os feriados são todos os dias. Deputados, podiam ir todos para a estiva que ninguém dava pela falta deles no parlamento.

Quanto ao senhor que ROUBOU os gravadores aos jornalistas, cada vez que o ouço ou vejo a discursar, só consigo pensar: «é preciso ter lata!»
Re: Está encontrada a razão da crise
Não percebo o problema das pontes
Sinceramente não percebo o problema das pontes.
As unicas pessoas que têm pontes são os funcionários publicos. Fácil de resolver, o governo não concede mais pontes.

Quanto as pessoas que metem um dia de férias, não diminui a produtividade, pois vão trabalhar noutro dia.
Até acho que essas mini férias são melhores para as pessoas irem descançando, em vez, de estarem depois um mês inteiro e ficarem deprimidas por não terem nada para fazer.

Não faz qualquer sentido deslocar feriados para o fim de semana, das duas uma, ou cortam-se alguns feriados religiosos, ou como isso gerará grande contestação, sugiro, o que aqui foi escrito, os feriados religiosos=+5 dias de férias em que cada um goza onde quiser
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Re: Não percebo o problema das pontes
Outra vez os feriados...
como única explicação da improdutividade nacional.
E as pontes, essas malandras?
Gostava de perceber o q são, pois tanto quanto sei são dias de férias q são atribuídos aos trabalhadores e q estes gozam quando e como querem.
Gostava q 1 belga explicasse ao Daniel como conseguiram fazer aquilo q o Durão Barroso prometeu, mas q ñ teve tempo p cumprir, coitadinho, pq, entretanto, foi p lá em trabalho de campo: na Bélgica quando 1 feriado calha a 1 sábado, na sexta ñ se trabalha (p as duas deputadas ñ é novidade nenhuma, pois as sextas na AR são sempre "dia santo" e esse "santo" do Ricardo Rodrigues tb sabe q à sexta ñ pode fanar nada a ninguém, p além do tempo) e se calhar a um domingo, o farrobadó passa p a segunda-feira.
P fazer isto, ñ é necessário acabar c feriados. P fazer isto, basta passar por cima da demagogia utilizada por ambas as partes, Daniel Oliveira e IC:
1. 1 feriado é essencialmente 1 dia de descanso e quem pretender q seja outra coisa é hipócrita, logo político;
2. Os belgas tb comemoram festas religiosas: lá pq arrastam o feriado do dia de Natal p a segunda ou o atrasam p a sexta, ñ significa q o mesmo ñ seja celebrado no dia 25 de Dezembro.
P mim, o problema reside nos casos de empresas cuja actividade é de laboração contínua. Mas, ñ ouço nenhum político a falar disso e talvez fosse melhor estudar a questão antes de provocar verdadeiras quebras de produtividade e injustiças sociais, ou seja, uns c 2 dias e outros apenas c 1!
Estão tão preocupados e vamos ter feriados...
durante todo o ano... Os 600 mil desempregados, os 300 mil do subsídio social e de reinserção idem aspas, os Reformados nem se fala em tanto feriado diário, os que trabalham por conta própria - se lhes der na gana - inventam qualquer dia como feriado - etc. etc.

Este País pelo caminho que leva - não vai ter nos feriados um problema - a grande questão que se vai levantar é - quando teremos dias de trabalho para acabar com a "pasmaceira" dos feriados ...

SE não puderem acabar com os feriados- então encostem-nos todos às sextas ou ás 2ªfeiras -religiosos ou profanos -porque o resultado seria - o aumento da produtividade, a saída da crise, a manutenção dos boys em "su sítio ", melhor educação, melhor saúde, melhor justiça - tudo ficaria - com o golpe de asa da " ínclita questão dos feriados", da supressão de Pontes, Viadutos, Tuneis , resolvido... os nossos problemas deixariam de existir!

Entretanto minguam os postos de trabalho e a mesa do Orçamento - já não cabe - numa única sala...
sejamos razoaveis....
Um bom principio seria que os unicos feriados "imutaveis " seriam os feriados internacionais ou seja , o 1º de Maio, o 1 de janeiro (ano novo), 0 25 de Dezembro (natal), sexta feira santa -domingo dePascoa, e eventualmente a terça feira de carnaval( que em termos juridicos não é feriado). O resto seja relegioso ou laico deveria ser sempre gosado na segunda feira imediatamente a seguir, incluindo quando o feriado calha ao sabado ou ao domingo . Nesta situação todos ficavam a ganhar tanto empregados como empregadores e assima de tudo o país ....
A engenharia das pontes
O governo não dá pontes. O governo dá tolerâncias de ponto e essas sim são para os funcionários públicos, como seja o caso da terça-feira de carnaval e mais recentemente na visita de Sua Santidade (aqui como se viu nem sequer foi para todos os funcionários públicos)

As pontes, que parece estarem a atravessar o gargomilho de muita gente, nomeadamente o do Daniel de Oliveira, elas são da exclusiva responsabilidade do funcionário que as faz e saem dos dias de férias que o funcionário público tenha para gozar.

O funcionário tem de comunicar por escrito a falta, quer o dia útil coincida entre feriado e fim de semana quer não, e o dia será descontado por conta do período de férias (ou do próprio ano ou do ano seguinte, o funcionário tem de optar) - Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro.

Eu própria utilizei um dia das minhas férias, que o comuniquei como falta, no dia 4 de Junho.

Ao marcar as férias para o ano não é obrigatório que se marquem na sua totalidade. No meu caso pessoal ao preencher o formulário, marquei menos dois dias e escrevi expressamente o seguinte: "os 2 dias restantes destinam-se a faltas por conta do período de férias do corrente ano, nos termos do art,º 188.º da Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro". Mas se, durante o ano, necessitar de faltar mais dias elas serão descontadas nas férias do próximo ano.

Feriados à escolha
Concordo inteiramente. Cada trabalhador deveria dispor de 5 - não 10 - dias com os quais poderia faer o que quizesse. Celebrar o Natal, a Páscoa, a Ascensão, ou o 1º de maio. O 25 de Abril, ou o 1º de DEzembro, o 5 de Outubro, ou o nascimento do filho, o aniversário do casamento ou outra data qualquer.
De facto não faz o menor sentido ter 8 feriados religiosos que para a maioria (maioria não é totalidade) das pessoas não querem dizer nada: a maioria nem sabe a que se referem.
5 Feriados «laicos», uns republicanos, outros monárquicos, um revolucionário, etc... Para quê?
O dia 1 de maio é dos sindicatos, não dos trabalhadores. O 25 de Abril é uma palhaçada hipócrita, boa ocasião para os vendedores de flores facturarem nos cravos; o 1º de Dezembro, advento da Dinastia de Bragança celebra o quê?
Para mim, seria muito mais importante celebrar a chegada do vasco da Gama á India, um acontecimento realmente marcante na vida do país, que o mudou para sempre.
Com um crédito de 5 dias feriados, cada um poderia celebrar o que para si fosse realmente importante, inclusivé as férias. E acabavam-se as pontes, viadutos e outros truques para prolongar a coisa.
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