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O clube das virgens púdicas

"Agora é que se vê como se faz uma combinata", gritou José Junqueiro. Se o caso fosse ao contrário, seria outrem a gritar. O erro na frase é a palavra 'agora'. Coisas destas, infelizmente há cada vez mais...

Henrique Monteiro (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 29 de setembro de 2009

Há mais de 30 anos que sou jornalista e há mais de 30 anos que assisto a combinatas, para utilizar a curiosa palavra de José Junqueiro. Assisto, mas recuso-as. A última que recusei foi na semana passada.

Há mais de 30 anos que vejo o PSD, o PS, elementos ligados a este ou a outro partido, instituição ou empresa, fornecerem a jornais dossiês mais ou menos conspirativos, elementos sem qualquer prova, teorias mirabolantes com o intuito de prejudicar adversários, concorrentes ou potenciais ameaças. A maioria das vezes, quando se investiga, chega-se a becos sem saída, a não acontecimentos, a meras coincidências. Outras vezes há casos.

A novidade não está na conspirata. Os jornais viveram e vivem disso. A novidade, o que mudou e mudou muito, foi a confiança nas instituições. Alguém, há 20 anos, ousaria pensar que uma fonte do primeiro-ministro ou do Presidente estava a mentir deliberadamente? Nunca! Mas há que dizer que essas fontes não tinham, então, a tendência manipuladora de hoje e menos ainda a sofisticação.

O que também mudou foi o modo como se publicam rumores não confirmados, opiniões sem fontes atribuídas, teorias sem rosto. Jornais, rádios e TV fazem compromissos inaceitáveis: Sobre o que publicam, o modo como publicam e - até, pasme-se! - sobre a origem dos documentos que publicam, fingindo virem de onde não vêm. As agências ou os peritos em comunicação, de que nenhum partido ou empresa prescinde, vieram prejudicar ainda mais este estado de coisas.

O que mudou foi o critério - a falta dele - com que se publicam informações. Os que pensam que isto também é, em parte, uma autocrítica, têm razão.

Nos últimos tempos, os postos mais altos da política portuguesa têm vindo a tornar-se cada vez mais especialistas nestes truques. De tal modo que, perante jornais independentes como o nosso, condenam a ousadia de termos noticiado factos. Factos como a estranha licenciatura do primeiro-ministro ou as acções que Cavaco teve na SLN.

Quem perde é a autoridade e a representatividade do Estado. É a democracia. Tenho dito e repetido que estou preocupado com esta espécie de dissolução ética em que a verdade tem menos valor do que os dividendos políticos.

E ninguém desconhece isto. Muito menos Cavaco, Sócrates ou todos os que se movimentam na política. Escusam de se armar em virgens púdicas; a insistência nestes temas tem como condão afundar mais e mais o respeito dos cidadãos pelos seus líderes.

Fariam melhor em calar-se.

Henrique Monteiro

Texto publicado na edição do Expresso de 25 de Setembro de 2009
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O Director engana-se e mal
user178221 (seguir utilizador), 6 pontos (Bem Escrito), 17:08 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
Há 8 dias o director H.Monteiro declarava a "morte" política de Sócrates, com uma crónica cheia de subtilezas presunçosas em ar de elevada sapiência e erudição histórica. Hoje, conforme era fácil de supor, essas palavras são de um ridículo confrangedor. O director, em vez de acertar no alvo, denunciando o cadáver político de Manuela F. Leite, atirou para o vácuo noticiando uma morte imaginária.
Deste modo, o director H.M. não só manifestou uma inabilidade pueril em interpretar e conhecer as capacidades e a força anímica de J. Sócrates -o que me deixa perplexo- como se dispôs a fazer o frete tendencioso de servir de bandeira esfarrapada da candidatura desse cadáver político. Tudo para cumprir um esforço conjugado de aniquilação do candidato do PS.
Sr. director: peço que me desculpe a franqueza, mas o senhor não tem estatura para ser director do semanário Expresso.
Nuno Costa
 
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:25 | Quinta feira, 1 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:44 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 2 pontos , 12:22 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 12:23 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 15:19 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
    Re: O Director engana-se e mal    Ver comentário
Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 16:21 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
    Re: O Director engana-se e mal    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 16:22 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:18 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 17:24 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:43 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Domingo, 4 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Segunda feira, 5 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:29 | Terça feira, 6 de outubro de 2009
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Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça feira, 6 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:12 | Terça feira, 6 de outubro de 2009
    Re: O Director engana-se e mal    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Terça feira, 6 de outubro de 2009
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userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Terça feira, 6 de outubro de 2009
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Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 21:47 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
Duas notas
cjours (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:15 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
1- Quando é que acaabam com a expressão "beco sem saída"? Um beco é uma rua sem saída! A ver se ficamos esclarecidos de vez!!! : ))
2- Não são só os politicos que perdem credibilidade. Os jornais também não têm a credibilidade de há 20 anos! Os médicos também não! Os juizes nem pensar! Os setôres, nem se fala!
Acho que os jornalistas deviam começar por se preocupar consigo em vez de estarem sempra a enegrecer os politicos, como se fossem os únicos crápulas da sociedade. Há-os em todo o lado, como sabe!
Se qualquer classe socio-profissional fosse esmiuçada como a classe poliica, havia de ser bonito....
 
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taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 13:54 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
    Re: Duas notas -Nós sabemos!...    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
o clube das virgens púdicas
J Saints (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 14:37 | Terça feira, 29 de setembro de 2009


onde os jornalistas deveriam figurar em destaque .

As " combinatas " só o são com a anuência e intervenção jornalistica que lhes dá relevo e talvez não raras vezes os mentores das ditas .

Ética e confiança precisa-se mas não apenas nas classes políticas ....

Quem abriu a porta a este estado de coisas que a FECHE e não tente encontrar bodes espiatórios !

Fariam melhor calar-se ( e não é a Socrates ou Cavaco que me refiro ) .

 
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O clube das virgens púdicas
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 16:05 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
Trinte e seis anos depois de 74 onde a maioria acreditou, que íamos construir um Mundo melhor, seria impensavel chegarmos a este ponto. Não fui eu que disse que o poder corrompe, mas a ser verdade alguma razão haverá para se manterem a maior parte dos nossos politicos desde essa data. Sem o fulgor de outros tempos parecem-me hoje mais xexés do que na época em que muitos defendiam ideias que hoje são impensaveis.Que o Rei vai nu já era dito baixinho, principalmente depois que o PSD resolveu arranjar para Lider uma Senhora que não tem parra, não tem uva, nem fisica, nem intelectual. Que a manta se rompeu e que vai ser difícil cosê-la também não restam duvidas. Duvidas parecem ter a maior parte dos portugueses esclarecidos que será eleito no proximo mandato. Há até quem afirme em conversas de rua e café que já enganou os portugueses por três vezes. O mais grave ainda quando um PS acaba de ganhar as Legislativas com maioria relativa. Os portuguêses mereciam mais respeito por parte daqueles a quem têm dado a sua confiança. Espero que o País não fique ingovernavel devido à irresponsabilidade da Oposição. Espero que os partidos ponham pelomenos uma vez na vida os interesses do País à frente dos do partido e que todas as outras instituições saibam o que significa sentido de Estado. Quando os politicos não têm juizo o povo é que paga.
 
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    Pª Toni2    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:03 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
    Re: Pª Toni2    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:47 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
VICHYSOISE
Figgs (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:58 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
A célebre VICHYSOISE parece coisa de meninos comparativamente com o que agora se passa !
 
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Segredos
taralhouco (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:47 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
Se não percebi mal, o erro do artigo é a frase “Fariam melhor em calar-se”. Calar-se porquê e para quê?
Se bem percebi, o que acontece agora sempre aconteceu, a novidade é que as combinatas em vez de ficarem em segredo monárquico são democraticamente publicadas. Dito de outra maneira, a imensa “casa pia” em que vivemos não é agora diferente da que sempre foi, mas antes todos escondiam, todos temiam, e todos chamavam respeito ao medo que sentiam. Onde estava a “ética” que agora está a dissolver-se? Estava concentrada nas mãos de alguns sacerdotes e fidalgotes que a brandiam e usavam como ceptro do poder absoluto? Poder absoluto para fazerem o quê? Para fazerem, de uma ou de outra forma, o que fazia o Bibi?
 
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Aqui está um breve manual do jornalismo...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:35 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
... moderno com as causas e as consequências. Cada vez mais os políticos fazem tudo para usar os jornais e depois tentam sacudir a água do capote. Mais do que nunca. A relação entre os jornalistas e políticos, ressalvem-se alguns casos, anda quase sempre no fio da navalha, em termos de credibilidade. Já assisti a uma reunião na redacção de um jornal regional em que um director conseguiu convencer um líder partidário a demitir-se. E, mais tarde, o mesmo político, regressou à ribalta e foi cobrar o "favor"... ... Também na promiscuidade há jornais que desenham verdadeiros deboches. Naturalmente que não me refiro ao Expresso. Caso contrário não andaria por aqui.
 
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Sim... E o Henrique tem razão... E por que não?
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:10 | Terça feira, 29 de setembro de 2009

- “... Quem perde é a autoridade e a representatividade do Estado. É a democracia. Tenho dito e repetido que estou preocupado com esta espécie de dissolução ética em que a verdade tem menos valor do que os dividendos políticos.

E ninguém desconhece isto. Muito menos Cavaco, Sócrates ou todos os que se movimentam na política. Escusam de se armar em virgens pudicas; a insistência nestes temas tem como condão afundar mais e mais o respeito dos cidadãos pelos seus líderes...”
 
Mas... Por que isso acontece? E não é de hoje... O Eça já havia detectado tal imoralidade no século XIX, e, diga-se de passagem, que nada mudou, aliás, só fez piorar...

Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora":

“... ORDlNARlAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Pois é... E nada mudou... E... É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos... Política de acaso, política de compadrio, etc ...
 
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"Matéria prima"...
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:52 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
... como já alguém disse, é o que falta neste país.

País que cria políticos e jornalistas que têm o poder, uns das combinatas, outros de se servirem delas e utilizá-las em proveito próprio (interprete-se dos seus mídia).

São os jornalistas e a mídia que criam os casos, apesar de criados por outros. São os jornalistas que alinham nos mais sórdidos esquemas e proferem as mais enganadoras opiniões.

Em breve será publicado um estudo que analisa e demonstra aquilo que acabei de escrever e que, no final, é do conhecimento de todos.

Os casos TVI e Público são exemplos claros...

 
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    Re: Matéria Prima?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Quarta feira, 30 de setembro de 2009
    Re: Matéria Prima?    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Quinta feira, 1 de outubro de 2009
Combinata de Jornalistas!
Xarrama (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:29 | Quarta feira, 30 de setembro de 2009
Já que o autor, exercendo as funções de Director do jornal Expresso, fala neste artigo no jogo das combinatas entre políticos, eu aproveitaria para lhe perguntar se o facto de todos os artigos de opinião expressos no jornal Expresso da ultima edição, por sinal leitura obrigatória em período de reflexão para o acto eleitoral,coincidirem todos eles, à excepção de um deles afecto ao BLoco de Esquerda, no apelo ao voto em Manuela Ferreira Leite e no PSD, não significa que houve uma combinata de jornalistas para fazer campanha eleitoral?
  E para ser mais preciso eu enumero os ditos articulistas: Henrique Raposo ( o Chinês), António Pinto Leite, Sofia Galvão, Daniel Oliveira, Luís Marques.
Em contrapartida não houve uma unica voz afecta ao PS!
Coincidências ou combinata?
 
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    Re: Combinata de Jornalistas!    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Quinta feira, 1 de outubro de 2009
    Re: Combinata de Jornalistas!    Ver comentário
Xarrama (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Sexta feira, 16 de outubro de 2009
    Re: Combinata de Jornalistas!    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Sábado, 17 de outubro de 2009
    Re: Combinata de Jornalistas!    Ver comentário
Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 15:34 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
Como não há diálogo possível com os políticos
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:56 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
... vão-se massacrando os jornalistas que são, na generalidade, o último bastião da Democracia neste País. E quando se acabarem os jornalistas... como muitos desejam, em especial os políticos, então teremos não 6 meses sem democracia, mas mais 50 anos!
O jornalismo sério em Portugal, que ainda perdura, ressalvano dois ou três casos de risco, o centro da nossa Democracia, onde tudo é discutível e posto em causa. NO entanto, ter orgasmos à conta da opinião dos outros é um processo demasiado assexuado e irrealista. Sobretudo quando as razões são baseadas em suposições ou pensar queo jornalista pensava assim. Nem sempre há entrelinhas! Mas há sempre espaço para mais uma linha... enquanto não acabar a Democracia. Levantar fervura sem lume começa a ser moda, mas nunca fará escola.
 
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Enfatiza a importância da
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 15:00 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
Muitas vezes, discordámos totalmente, parcialmente, mas estou de acordo consigo.
O papel das redacções e dos jornalistas é crucial.

Coitado do leitor!
Sem possibilidade de investigar, confirmar ou negar, sem conhecer de perto as personagens, as jogadas, os "intentos"...

Se não confiar no "jornal e no jornalista", que lhe resta? Ficar intoxicado!
Intoxicado!
 
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Dignidade...
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça feira, 29 de setembro de 2009

“A novidade não está na conspirata. Os jornais viveram e vivem disso. A novidade, o que mudou e mudou muito, foi a confiança nas instituições. Alguém, há 20 anos, ousaria pensar que uma fonte do primeiro-ministro ou do Presidente estava a mentir deliberadamente? Nunca! Mas há que dizer que essas fontes não tinham, então, a tendência manipuladora de hoje e menos ainda a sofisticação.”

Está a apontar para planos éticos de dignidade, a mesma dignidade que parece esconder-se cada vez mais numa mistura de segredos humanos do passado, permanentemente rememorados pela teimosia de alguns que não querem que valores humanos fundamentais fossilizem em pedaços de território com apagamento desenraizado.
O seu texto fez emergir alguma memória de um trabalho de Jean Baudrillard em que o mesmo refere um pequeno diálogo de um filme dos irmãos Marx, numa situação em que Harpo está encostado a uma parede e surge a pergunta: “Que faz aí?”, a que Harpo responde com uma expressão aparentemente idiota: “Estou a segurar a parede”, seguindo-se uma resposta que aparentemente pretendia ser esperta: “Está a gozar comigo! Saia daí!”. Harpo, obediente, afastou-se da parede e a parede desmoronou.

 
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    Re: Dignidade...    Ver comentário
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
    Re: Dignidade...    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Sexta feira, 2 de outubro de 2009
E a novidade está...
José Couto Nogueira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Terça feira, 29 de setembro de 2009
A novidade, neste caso das escutas, está na quebra de deontologia de dois jornais ditos "de referência".
No caso do Público, menos grave, vá lá, houve uma notícia mal pesquisada e/ou um favor que não devia ter sido feito.
No caso do DN, houve uma quebra do segredo profissional, completamente inadmissível. Não adianta o Marcelino vir agora fazer "doutrina" como lhe serve; o sigilo das fontes é uma responsabilidade COLECTIVA de todos os jornalistas. Publicar correspondência privada de outrem (pessoa ou redacção) é violação de privacidade.
Finalmente, nem se percebe porque é que o DN não contornou a questão, dizendo que tinha uma fonte que garantia que a queixa de Belém vinha de Lima, a pedido do PR, etc. sem especificar a fonte.
 
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Receita de Combinata
ajdc (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Quarta feira, 30 de setembro de 2009
Ingredientes:
um pacote de massa de outdoors com bastante assessoria mediática,
uma pitada de consultoria,
televisão controlada,
sociedade de advogados qb,
um raminho de relações públicas,
um molho de jornalistas

Põe-se tudo em campanha até ao ponto de eleições e está pronto.
Uma receita simples mas que não sai económica devido ao elevado preço a que alguns ingredientes se vendem.
 
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