O caso Silva Carvalho: espiões e Maçonaria
Um dos problemas com o ex- espião Jorge Silva Carvalho é que saiu das secretas do Estado e não foi apenas para a Ongoing mostrar trabalho e contactos do anterior cargo. Continuou a trabalhar noutras secretas da... Maçonaria. Onde já trabalhava antes de ir para o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
A rede das secretas do Estado que Jorge Silva Carvalho continuou a usar no novo cargo só se tornou possível porque a teia de fidelidades se manteve ativa na Grande Loja Regular de Portugal. É um dos escandâlos públicos mais bem guardados em Portugal (que torna quase transparente outro escândalo, o vaivém de lugares no governo e nas administrações das grandes empresas) As secretas do Estado tornaram-se um feudo da Maconaria. Os maçons sucedem-se nos cargos, são directores, directores-adjuntos e chefes de gabinete uns dos outros há muitos anos. Rui Pereira, Teles Pereira, Júlio Pereira (a turma do Afirma Pereira), Arménio Marques Ferreira, Silva Carvalho... E trazem sempre novos peões para aumentar a irmandade. Começam como pequenos espiões e vão por aí fora na carreira... Quando uns ascendem no interior do SIS ou do SIED, outros saem para outras funções. Silva Carvalho foi para a Ongoing. Rui Pereira saiu de director do SIS entre 1997 e 2000 e foi para secretário de Estado da Administração Interna do governo Guterres. Em 2007, aterrou durante um mês e meio como juiz do Tribunal Constitucional (onde a Maconaria está cada vez mais ativa, tentando colocar recentemente os dois maçons Saragoça da Mata e Conde Rodrigues como juízes). Antero Luis, director do SIS entre 2005 e 20111 tornou-se superpolícia.
Nas secretas não é preciso fazer teatro
O SIS sempre foi a coutada da Maçonaria. Em 2008, precisamente com Silva Carvalho, também assaltaram o SIED. Dão-se todos bem à volta do avental. apesar de uns serem do Grande Oriente Lusitano e outros da Loja Regular, uns de esquerda, outros de direita, uns do PS e outros do PSD. Nem precisam de fingir que se odeiam, como fazem na Assembleia da República, porque aqui tudo é secreto. O que os move é a influência, o poder e a repartição de cargos e funções. Portugal não merece esta podridão.


