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O azeite Gallo é racista?

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Devido à fraca qualidade do autor do costume, a gerência de "A Tempo e a Desmodo" iniciou uma nova secção: "os convidados". O convidado desta semana é Bruno Garschagen, jornalista brasileiro, mestre em ciência política e perigoso agente do OrdemLivre.

 

O problema do racismo no Brasil nunca foi muito bem esclarecido. Por mais honestos que tenham sido os estudos sérios realizados ao longo do tempo, não se conseguiu esclarecer questões fundamentais a respeito do assunto e muito menos enquadrar o brasileiro como racista, como querem muitos racialistas ou, como defendem alguns intelectuais, afirmar que a rejeição é de fundo social, não racial  - posição na qual me alinho. Ambos os lados têm lá os seus argumentos, mas ainda carecemos de uma explicação mais substantiva para o nosso fenômeno singular de, por vezes, falarmos de uma forma mais ou menos racista e nos comportarmos de maneira mais ou menos integrada, sem maiores problemas de convivência social devido às diferentes colorações da pele.

A "Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça"  , realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 49% dos brasileiros se consideram brancos, 13,6% pardos, 1,4% preto, 1,5% amarelo e 0,4% indígena. Há dois aspectos curiosos. O primeiro, é que o resultado da pesquisa baseia-se na qualificação dada pelo próprio entrevistado segundo a lista apresentada (branco, pardo, preto, amarelo e indígena). Segundo, a percepção visual que temos no dia-a-dia nas cidades brasileiras é completamente diferente dos resultados apresentados. O Brasil parece uma nação de pardos e há mais negros do que indica a pesquisa.

A miscigenação no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo, impediu que houvesse uma separação marcante entre a cor dos indivíduos. Se isto, por um lado, evitou uma segregação violenta como aconteceu entre os americanos, por outro lado, fez com que o racismo, quando existente, se manifestasse de forma muito mais sorrateira, porque velada, sem que isso impedisse a vítima de se sentir agredida. E se não temos o racismo explícito verificado em outros países, temos a condição social do indivíduo sendo muitas vezes usada como instrumento de um tipo peculiar de rejeição racial.

Esta falta de explicação substantiva para o fenômeno e o racismo em escala impossível de ser dimensionada cria situações um tanto excêntricas, como a importação de ideias estrangeiras para combater o racismo criadas por países que enfrentaram problemas muito diferentes dos nossos. Na prática, esses modelos estabeleceram problemas que não tínhamos e, pior, passaram a estabelecer uma clivagem racial artificial e igualmente importada. A implementação do sistema de cotas nas universidades públicas para pessoas de pele preta foi uma delas. O principal problema desses alunos não era um ambiente de segregação racial, mas financeiro, que os impedia de estudar em bons colégios privados e, por isso, se tornaram reféns do assustador sistema público de educação.

O segundo problema era, para além dos casos óbvios, definir quem era ou não preto e, portanto, apto ao benefício. As comissões criadas dentro das universidades chegaram ao ponto de qualificar irmãos gêmeos univitelinos em categorias de cor de pele diferentes (um foi beneficiado e o outro recusado). Ambos eram pardos. Os estudantes que conseguiam passar por esse crivo passaram a ser identificados socialmente como negros, como, mais grave, passaram a ser tratados como "cotistas", aquela categoria de aluno que só entrou na universidade porque a exigência era menor para os mesmos cursos que exigiam notas maiores dos estudantes de outras cores. Na tentativa de resolver um problema sem atacar a sua origem, criou-se mais uma forma de distinção social negativa.

Outro resultado desse ambiente não-esclarecido e de políticas raciais importadas somada ao esquerdismo cultural brasileiro, fruto da eficiente estratégia gramsciana da esquerda durante o regime militar (1964-1984), foi a institucionalização do politicamente correto, outra malfadada importação (em vez de importarmos tecnologia e cérebros, trouxemos bobagens culturais e intelectuais americanas e francesas, mas isso é outra história). O politicamente correto ganhou sua versão morena no Brasil preservando toda a infâmia que o alicerça. Já se sugeriu censurar um livro infantil e tenta-se neste momento retirar das livrarias um dicionário pela definição considerada pejorativa numa das acepções para o conceito de cigano . Qualquer expressão desaprovada por essa entidade fantasmagórica do politicamente correto é condenada sumariamente. Não tardará até que a carta de Pero Vaz de Caminha sobre a descoberta do Brasil e o Auto de São Lourenço do Padre Anchieta sejam abolidos das escolas.

A conseqüência desse ambiente cultural é, também, achar pêlo em casca de ovo. A decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) de determinar a alteração da frase da peça publicitária que apresenta a nova embalagem do Azeite Gallo no início deste mês mostra que não há limites para a estupidez. A mensagem sobre a imagem dizia: "O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança". Um consumidor leu e achou que a segunda frase era racista. Em sua decisão conjunta, os conselheiros do Conar, entidade que, apesar disso, realiza um ótimo trabalho, seguiram o voto do relator do processo, "que considerou não haver no anúncio intenção racista mas ponderou que ele permite tal interpretação e que a comunicação não deve dar margem a associações equivocadas, pela responsabilidade social que tem" . Como é? Não há mensagem racista, mas ela permite uma associação ao racismo, mesmo não sendo? Algo me escapa e não cheira nada bem. E porquê o consumidor considerou a frase racista e o Conar também, embora diga que não é? Porque, no Brasil, o serviço de segurança de empresas e de pessoas, em sua maioria, é realizado por gente de pele preta e parda. Assim, dizer que o "O vidro escuro é o segurança" significa afirmar que só é segurança porque é escuro, termo usado para definir aquela pessoa que não tem a pele branca. Eu não faço ideia se o objetivo dos criadores da peça publicitária era estabelecer essa relação. O problema de um eventual mal entendido poderia ser facilmente resolvido com a simples troca do artigo: "O vidro escuro é a segurança" para o consumidor de que o azeite está bem protegido da oxidação causada pela luz.

Uma voz sensata nessa história foi a do coordenador nacional da União de Negros Pela Igualdade (Unegro), Jerônimo Silva Júnior, que afirmou não ter visto qualquer racismo no texto. "Não vi nada demais. Não vejo conotação racista. É só humor mesmo. Até porque, fala do escuro, não fala do negro, da raça" . Jerônimo considerou que a palavra escuro foi uma associação às roupas utilizadas pelos profissionais da segurança no Brasil. "Eles usam roupas escuras, independentemente de o segurança ser branco ou negro. Acho que temos que ter cuidado com as nossas ações, para não banalizar as nossas reivindicações."

Banalizar os temas parece ser um dos instrumentos do politicamente correto para, gradualmente, impor a sua agenda. Vai-se testando os limites da sociedade com assuntos mais polêmicos para, de forma sorrateira, fazer com que a sociedade aprove temas com menos apelo, mas que pavimenta o caminho de aceitação futura dos tópicos que realmente interessam seus agentes. Aceitar essa agenda é servir de inocente útil dessa gente. O problema é que quando nos dermos conta da real dimensão daquilo que está a se passar poderá ser tarde demais para reagir. O politicamente correto não é uma postura inofensiva de hienas estéricas; é, sobretudo, uma estratégia política mais ou menos organizada que tem se mostrado extremamente eficiente quando desenvolvida diante da passividade da sociedade.

A decisão do Conar é a manifestação pública de como o politicamente correto já está entranhando nas entidades brasileiras, incluindo as privadas. Seus conselheiros, que não poderiam recomendar a retirada do anúncio por ser simplesmente ruim, preferiram o caminho mais excêntrico: pedir a alteração para evitar algo que não aconteceu, e que poderia muito bem nunca acontecer, ou, uma vez acontecendo, provocar uma reação espontânea da sociedade que escolheria não comprar o azeite por considerar a frase tola ou de mau gosto. Ao pretender tutelar o sentimento da sociedade, o Conar agiu como o inocente útil da causa. Hoje é o escuro do vidro, amanhã será o quê? Os dois ls do Gallo?


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'O azeite Gallo é racista?
"Devido à fraca qualidade do autor do costume, a gerência de "A Tempo e a Desmodo""... decidiu convidar um autor interessante.

Depois da última vez, tinha que dizer a frase acima. O texto está interessante, ainda que a minha adesão a ele talvez espelhe a minha surpresa quanto ao que eu não sabia sobre o nosso país irmão... considerando os amigos Brasileiros que tive o gosto de conhecer na vida.

A referência a conceitos importados é de todo pertinente. Não acontece somente no Brasil. Mas ressinto-me quando o conceito criticado é o "politicamente correto".

É engraçado dizer isto mas para um conceito tão falado, eu não conheço ninguém politicamente correto. Assumidos, eu só conheço pessoas politicamente incorretas. Falávamos de conceitos importados, e este talvez seja um deles: nós importámos a moda do politicamente incorreto, mas não a do correto... talvez porque os nossos comentadores da praça só se aperceberam do último quando ele começou a ser contestado? Mas como pode o "incorreto" sobreviver cá sem o contraste do "correto"?

Ele sobrevive porque o "politicamente correto" é apenas boa-educação transportada para o espaço público, e este conceito sempre existiu. Ele é o desejo de não ofender ninguém, de tratar todos com igual respeito. É um propósito difícil, quase impossível, porque a linguagem inocente num lado, é a ofensiva no outro. Se a isto juntarmos aqueles que não contentes em serem bem-educados, querem impor a boa-educação, as anedotas são inevitáveis.
O azeite galo é racista?
O racismo significa intolerância, estupidez, mas não passa de ignorância. A cor da pele e aspectos físicos são uma consequência da longitude e latitude onde os seres humanos vivem na Terra. Hoje isso já é perfeitamente provado pela ciência e sem discussão. Uma Ucraniana loira teve há dez mil anos a mesma mãe que um índio dos EUA. Entre nós temos os primeiros escravos libertados a viver na Comporta, Setúbal, que já ninguém considera negros, embora algumas pessoas ainda apresentem algumas características como os lábios mais grossos e o cabelo com algumas ondas, um pouco encaracolado. Charles Darwin chocou o Mundo com as suas descobertas, mas depois destes anos todos, ainda há quem continue a insistir na maior aberração da Humanidade. Todos diferentes todos iguais.

http://viriatoapedrada.bl...

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http://viriatoapedrada.bl... e=BP_recent
Re: O azeite galo é racista?
Estúpido
Acho este artigo no mínimo estúpido, 1º pela tentativa de colagem de ideias ao "esquerdismo cultural" depois a questão do racismo no Brasil é uma questão muito complexa, trata-se de uma questão cultural e do problema que os brasileiros têm em assumir as suas ascendências, querem todos ser europeus...
mas a questão da cor então cor de pele, parda, preta(?), escura, negra, branca...enfim tons de pele não são raça
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Re: Estúpido
Um texto patético ...
... uma situação hipotética e um jornalista brasileiro patético que perde tempo a escrever sobre um mais que provável mito urbano igualmente patético ...

Enfim, gente patética, que não tem mais nada que fazer na vida. O incrível é que ganham dinheiro à custa disso e ainda conseguem ser publicados em Portugal!

Tentáculos do polvo neo-liberal ...

Re: Um texto patético ...
Re: Um texto patético ...
Costumo dizer que certas coisas não mudam
e, quando mudam, não melhoram nada. Minha mulher, que é japonesa, tem documentos de identidade que lhe conferem a cor branca quando, na verdade, é amarela. A própria autoridade, por despreparo ou o que valha, não sabe classificar corretamente a diferença. A História bem registra que, no Brasil da era colonial, senhores de escravos eram também negros ricos, com contatos afinados com os poderosos da época. E, entre os negros, como os brancos, as etnias se diferenciavam também pelo ato de (demarcar) escravizar o diferente. Sabe-se que disso se valiam os brancos mercadores de escravos, que tinham acesso poderoso ao comércio, com a ajuda de africanos. A verdade começa ali e se entrelaça com a ideia de que, tão só o branco fez do comércio escravo, um meio de vida. É claro que é repudiável o tal comércio, mas os negros também colaboraram com o sucesso da empresa, por mais indigno que isso possa nos parecer, nos dias de hoje. O se dizer branco, por quem não o seja, não parece ser uma falsidade: o suficiente seria olhar a C.I. (carteira de identidade) e verificar se o erro não começou ao ser emitido aquele documento. Mas, é claro, há racismo - principalmente no Sul do Brasil. Todavia, o maior racismo que presencio é o de origem monetária, que nos divide em classes. Este, com certeza, é bem forte, mas disfarçado. Rio Grande
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
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Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
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Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
Re: Costumo dizer que certas coisas não mudam
aqui tende..
.. para o mesmo. Se não tivermos atenção já não se pode brincar com raças, orientações sexuais.. o que quer que seja...

http://barbarraridades.bl...
Re: aqui tende..
Re: aqui tende..
Re: aqui tende..
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Re: AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Re: AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Re: AHAHAHAHAHAHAHAHAH
lol?
Re: lol?
Re: AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Isso parece riso de Zelote!
Re: aqui tende..
Re: aqui tende..
Os pretos do Sado
...é uma coisa histórica e etnográfica, ainda hoje observada em pessoas com caracteristicas de cor e fisionomia únicas, bem como em grupos sociais - em 10 crianças na escola primária 7 têm o mesmo apelido :))

Google search
amor - 882.000.000 resultados / 8.380.000.000 results
medo - 81.400.000 resultados / 625.000.000 results

Azeite? Defendo o nacionalismo e até o regionalismo!
Assunto velho requentado e ainda vem com isso aí?
Publicidade de massas não inventa coisa alguma, usa lugar comum, estereótipos, idéias preconcebidas, conceitos q todos conhecem etc UM DOS (e não todos autor infeliz) vários cartazes do azeite foi infeliz, usa claro em óbvia oposição a escuro quando poderia dizer q o 'escuro é a nossa segurança' e o efeito seria o mesmo, mas não, quis fazer graça, quis fazer humor justo com o público q vai comprar o tal azeite e numa época em q começam a existir seguranças brancos para negros e pardos ricos! O sujeito q escreveu isso aí q nem para limpar a B... serve pelo sobrenome nunca deve ter tipo esse tipo de problema e não tem condições de saber como é ser discriminado por motivo fútil como a cor da pele! Volte lá onde estudou e peça o dinheiro de volta corrigido pq parece q não fez diferença
O racismo
Dentro de um mesmo espaço nacional, o racismo, qualquer racismo, é o paradoxo da nação e da comunidade. De certo modo ele enfraquece as comunidades sendo a causa de desagregação e empobrecimento social, o que origina ciclos viciosos de injustiça e de mais segregação. Deste modo, a pobreza assume-se como uma condição perpétua da qual os seus membros só poderão escapar através da confrontação.
Os familiares convidados.
Os "convidados" de H.R. estão todos inseridos no contexto ideológico deste. Daí permanecer a indigência mental do cronista, por interposta pessoa. A fraca qualidade dos textos tem óptima continuação...
Sou branco... e depois?
Nunca entendi por que razão um homem de cor preta não gosta que lhe chamem preto. Mas ele muda de cor se não lha chamarem preto?!

Vivi algum tempo na África. Teria que ofender-me por tantas vezes me chamarem "Ó branco!"?

Deixemo-nos de eufemismos ridículos "à americana" e assumamos, cada qual, aquilo que somos e a cor que a natureza (não nós!) nos deu!

Não há paciência!
Re: Depois?
Re: Depois?
Re: Depois?
Re: Depois?
Re: Depois?
Re: Depois?
Re: Sou branco... e depois?
Ó criatura fanática...
Deve estar nervoso...
Racismo
Re: Racismo
Re: Sou branco... e depois?
Azeite Gallo é português, pois é.

No Brasil existe algum racismo sobretudo entre pessoas de tom de pele clara e (mais) escuras, aparentemente numa escala menor à de qualquer país europeu.

Associar aquela publicidade ao racismo nada tem de surpreendente num país onde a abertura deste tipo de processos é quotidiana. Porém, atendendo a que o português é visto como um povo racista (e preconceituoso), esta ideia dá maior reforço ou explicita a tese negativa subjacente na mensagem da marca nacional.
O azeite Gallo é racista??
A pessoa que inventou isso de que a garrafa escura era racismo, é ela propria racista. Onde já se viu?????? O azeite de qualquer marca deveria ser engarrafado em garrafas escuras para se conservar melhor. Eu comprei um de estes dias um azeite gourmet que a garrafa é preta. Quando digo isto eu também sou racista??? Gostaría de saber quando essa pessoa vai a uma loja e pede uma camisa branca, também está a ser racista? O melhor é dizermos "cor de burro quando foge" ou será que o burro se incomoda??????
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Edição Diária 17.Abr.2014

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