Iain Murray, diretor de regatas da America's Cup e chairman do comitê de revisão de segurança anunciou as novas medidas para a 34ª America's Cup
Gilles Martin-Raget
Foi apresentada hoje em São Francisco uma lista com 37 recomendações de segurança para a 34ª America's Cup, delineada por um comitê independente de especialistas. Dentre as recomendações incluem-se uma revisão estrutural dos catamarãs AC 72 e velas-asa, limite de vento em competição fixado a 23 nós e incremento nos equipamentos de segurança para os velejadores, como o uso de equipamento de localização debaixo da água, equipamentos auxiliares de flutuação, capacetes em cores de alta visibilidade, aparelho de respiração mãos-livres e proteção integral para o corpo. Também há um novo limite de vento para a realização das regatas fixado num máximo de 23 nós e a presença de mergulhadores, nadadores salvadores e paramédico, equipado com desfibrilador, a bordo dos barcos de apoio.
O diretor de regatas Iain Murray, chairman do Review Committee, apresentou as '2013 America's Cup Regatta Director Recommendations' num encontro hoje em São Francisco entre as quatro equipas participantes e a America's Cup Event Authority.
Além da revisão estrutural completa das plataformas e velas-asa dos AC 72 e sistemas hidráulicos de controlo dos patilhões de deriva, para garantir o máximo de eficiência e segurança dos barcos e o limite de peso máximo de velas para 100kg, há recomendações também relativas à proibição de convidados a bordo durante as regatas e uma restrição ao comportamento das equipas nas manobras de arribar, desacelerações severas bem como a instalação de cockpits, correias de sustenção, pegas ou pontos de amarração a bordo.
Relativamente à segurança dos velejadores estão a ser delineadas recomendações quanto aos equipamentos pessoais como proteção total do corpo, principalmente da coluna vertebral, bem como a introdução de aparelhos de respiração maõs livres e equipamentos capazes de auxiliar a descida dos velejadores do alto de uma plataforma capotada por exemplo.
O número de barcos de apoio também foi liberado, sendo que durante as regatas é exigido um mínimo de dois barcos. Os barcos de resgate contarão com a presença de mergulhadores, nadadores salvadores e paramédico além de equipamento desfibrilador.
Em termos de gestão das regatas, o número de provas Round Robin durante a Louis Vuitton foi reduzido de 7 para 5 regatas, as bóias de rondagem serão substituídas por barcos-marca e o limite de vento para a realização das regatas ficou estabelecido em 20 nós em Julho, 21 nós em Agosto e 23 nós em Setembro, mas haverá ajustes de acordo com o estado do mar e as marés. Os horários de início das provas também serão flexíveis de acordo com a situação das marés e dos ventos e não haverá multas para o competidor que não participar em alguma prova. Além disso, haverá um procedimento de limpeza e remoção de 'debris' no campo de regatas com apoio da engenheiros militares.
A imagem do novo catamarã International C Class que está a ser desenhado pelo arquiteto português tony Castro
DR
O gabinete de arquitetura naval de Tony Castro, arquiteto naval protuguês radicado em Inglaterra, e a empresa Optimal Structural Solution juntaram forças para criar uma campanha a Internacional C Class Championship (ICCC) - ex- Little America's Cup -que terá lugar entre 21 e 28 de Setembro em Falmouth, Inglaterra. Em Cascais será desenvolvida e fabricada uma vela-asa rígida, num passo para demonstrar as capacidade tecnológica do país. O barco estará a navegar em águas nacionais em Julho próximo.
A equipa C Class Challenge-Team Cascais irá competir com equipas da Inglaterra, EUA, Canadá, França, Itália e Suíça, sendo a primeira equipa portuguesa a estrear nesta nova classe de catamarãs. A parceria com a Optimal Structural Solutions - uma empresa especializada já envolvida com projetos na Formula One, McLaren, Airbus - permitirá o desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de hidrodinamica, aerodinamica, material compósito e estruturas ligeiras de construção.
A C Class International é uma classe que permite grande liberdade de design e construção, mas exige também maiores soluções tecnológicas que qualquer outra classe ou evento.
A equipa do Team Cascais 2013 tem trabalhado nos últimos 12 meses no desenvolvimento do design e no programa de patrocínio. O barco já está em construção e deverá estar a navegar em Cascais em Julho. Esta semana o presidente da autarquia, Carlos Carreiras, anunciou o apoio ao projeto, bem como uma série de eventos ligados ao mar e às atividades marítimas em Cascais.
Skipper solitário francês Francis Joyon em Nova Iorque a prepara-se para o recorde do Atlântico Norte.
V. Curutchet/DPPI
Francis Joyon, o skipper solitário francês detentor de três recordes oceânicos, prepara-se para iniciar o desafio do recorde do Atlântico Norte em menos de 5 dias, a bordo do trimarã IDEC. Joyon pretende tornar-se no único velejador a conquista o Grand Slam de recordes de navegação em solitário.
O skipper que já registou um recorde na rota até Lizard Point, Inglaterra, em 2005, espera conseguir superar a marca estabelecida em 2008 pelo seu compatriota Thomas Coville, a bordo do maxi trimarã Sodebo - 5 dias, 19 horas, 29 minutos e 20 segundos, a uma velocidade média de 21 nós. Joyon ser o uníco velejador do mundo a conquistar o Grand Slam de recordes oceânicos - este do Atlântico Norte a juntar-se ao demais recordes que já detém como a circum-navegação em solitário, a Columbus Route e o recorde de navegação em 24 horas.
"Este não é um recorde fácil de se alcançar, pois exige velocidades médias incríveis e temos de encontrar o sistema meteorológico ideal, além do imenso trabalho no barco a tempo inteiro.", avançou Joyon lembrando o capotamento em 2011, logo após a largada em Nova Iorque. "Além disto a rota está recheada de armadilhas, como nevoeiros, animais marinhos e tráfego de navios, além de ventos incertos na aproximação da costa sudoeste da Inglaterra."
O desafio de cruzar o Atlântico Norte em tempo recorde foi lançado pelo skipper francês Bruno Peyron em 1987 a bordo do catamarã Explorer que conseguiu o feito em 11 dias, 11 horas, 46 minutos e 36 segundos. Esta performance foi superada pela navegadora francesa Florence Arthaud, em 1990, a bordo do trimarã Pierre 1er, com a marca de 9 dias, 21 horas e 42 minutos.
Comitê para a revisão dos aspectos de treinos e competição nos catamrãs AC 72.
Gilles Martin-Raget
O diretor de regatas da Taça América, Iain Murray, e o vice-comodoro do Golden Gate Yacht Club, Tom Ehman, garantiram a realização da 34ª America's Cup em Setembro próximo e apresentaram os integrantes de um comitê independente que apresentará recomendações de segurança para os organizadores do evento e as equipas participantes. Murray será o chairman do comitê integrado por John Craig, 'race officer' da AC, e o arquitecto naval francês Vincent Lauriot-Prevost (que desenhou o trimarã americano que venceu a AC em 2010), entre outros especialistas.
Confirmando a realização da 34ª edição da America's Cup, Murray e Ehman anunciaram os nomes que integrarão o comitê altamente especializado que irá revisar os aspectos de treinos e competição dos catamarãs AC 72 no evento em Setembro deste ano.
O comitê irá apresentar recomendações de segurança aos organizadores do evento e às equipas, no seguimento do acidente com o AC 72 Artemis Racing que causou a morte do velejador olímpico inglês Andrew Simpson na Quinta-feira passada na baía de São Francisco.
Os membros do comitê são:
Iain Murray, chairman (e diretor de regata na 34ª AC), recordista com seis títulos mundiais na classe 18ft Skiff entre 1977 e 1982, veterano e recordista de 18 edições da Sydney-Hobar Race, timoneiro do sindicato australiano Advance em 1983, menbro do sindicato Kookaburra para a defesa da AC em 1987, do sindicato desafiante Spirit of Australia em 1992 e do sindicato one Australia, cujo veleiro afundou em 1995 durante a regata com a equipa neozelandesa. Ex-membro da
Sally Lindsay Honey, vice-presidente e atual membro do US Sailing's Safety-at-Sea Committee, eleita por duas vezes como US Sailing's Yachtswoman of the Year (1973 e 1974), 'sailmaker' na North Sails por 4 anos, com mais de 35.000 milhas navegadas em regatas em equipas e em duplas, com sete participações na Farallones Races, duas edições da Transpac Races, quatro edições da Pacific Cups, duas edições da Bermuda Races, uma travessia transatlântica e extensos cruzeiros nas Caraíbas e Pacifico Sul.
John Craig, 'race officer' da AC com mais de 10 anos de experiência na realização de regatas em São Francisco além de membro do USA Sailing, atual responsável pela condução das regatas dos Campeonatos do Mundo da Taça América, da Louis Vuitton Series e das finais da AC. Com mais de 300 regatas supervisionadas na baía de São Francisco, nas mais variadas classes - desde Optimist a Star e Melges 32 - foi também treinador da equipa olímpica canadiana durante 10 anos e membro do comitê da US Sailing Independent Review no caso de capotamento de barcos Low Speed Chase durante a Farallones Race em 2012.
Charley Hawley, velejador solitário com mais de 40.000 milhas navegadas em vários tipos de barcos (ultra-lights 'sleds' e o maxi catamarã PlayStation), com duas travessias solitárias no Pacífico, três participações na Transpac e a tentativa de recorde de navegação transatlântico oeste-este, é também do Chairman do US Sailing's Safety-at-Sea Committee e treinador da equipa americana de barcos a motor.
Vincent Lauriot-Prévost, arquitecto naval francês especialista em multicascos, co-fundador do gabinete de design of the Van Peteghem-Lauriot Prévost (VPLP), especialista em multicascos, tendo desenhado desde catamarãs de cruzeiro produzidos pela Bénéteau, até modelos radicais como o l'Hydroptère, multicasco Groupama 3, o maxi Banque Popuilaire V e o trimarã BMW Oracle BOR 90, vencedor da 33ª America's Cup.
Jim Farmer QC, Queen's Counsel, bacharel e mestre em direito - com Ph.D e Yorke Prize - e proeminente velejador neozelandês com 15 anos de experiência
Todos eles têm expressiva carreira profissional e experiência no desporto à vela de alta competição e já participaram em outras revisões relacionadas com incidentes no mar que resultaram em perda de vida de um competidor.
O velejador e empresário Pedro Pires de Lima e o presidente da Federação Portuguesa de Vela, José Manuel Leandro.
DR
A empresa de fabricação de velas nortenha do velejador Pires de Lima assinou hoje um protocolo com a Federação Portuguesa de Vela para apoiar os velejadores olímpicos na campanha Rio 2006. A parceria visa também incrementar a formação técnica de treinadores e velejadores e será importante para o desenvolvimento de velas para a seleção nacional.
O presidente da FPV, José Manuel Leandro, disse que o protocolo é crucial para o desenvolvimento de velas para a seleção nacional, além da parceria ser com uma empresa portuguesa. O velejador e empresário portuense, Pedro Pires de Lima, aplaude também a iniciativa que permite o trabalho com a equipa olímpica portuguesa.
"Com este protocolo, a informação e o apoio técnico ficam mais próximos dos nossos atletas e possibilita o desenvolvimento de velas para as nossas selecções. Tudo isto se torna possível com uma empresa portuguesa, o que é também muito importante de referir", declarou o presidente da FPV.
Para o velejador e empresário Pedro Pires de Lima, os benefícios deste protocolo são importantes porque permite o trabalho com a equipa olímpica nacional, o que dará feedback dos velejadores olímpicos portugueses para o incremento de internacionalização da empresa.
"Queremos desenvolver produtos ao nível do melhor que se faz. Reequipámo-nos, temos mão-de-obra qualificada e agora temos a possibilidade de trabalhar com os nossos atletas e melhorar as suas performances. Acreditamos neles e no nosso trabalho", disse Pedro Pires de Lima.
Iain Murray, director de regatas da Taça América, irá reunir-se com as quatro equipas que se preparam para a competição a bordo dos catamarãs AC 72.
DR
Hoje, o director de regata da America's Cup, Ian Murray, reunen-se com os quatro sindicatos participantes - Oracle Team USA, Artemis Racing, Emirates Team New Zealand e Luna Rossa - para iniciar uma avaliação e investigação dos acontecimentos que levaram ao capotamento do catamarã AC 72 sueco Artemis Racing e à morte do velejador olímpico inglês Andrew Simpson na Quinta-feira passada. Entretanto, o patrão do sindicato Luna Rossa, Patrízio Bertelli, disse a um jornalista americano que a decisão de continuar ou não a campanha para a 34ª America's Cup será dos velejadores da equipa italiana.
"O encontro com as equipas será um passo crucial para conseguirmos obter um fluxo de informação que garanta que as investigações alcancem o objetivo de determinar os factos que levaram ao capotamento do AC 72 Artemis Racing e dar-nos uma posição para podermos recomendar mudanças, se necessário.", disse Murray acrescentando que uma das investigações incidirá sobre os dados capturados no momento do acidente.
"Quando tivermos esta informação, os factos básicos, todos os dados, então poderemos reconstruir toda a cadeia de eventos e começar a acessar porque este incidente resultar na trágica perda de uma vida.", afirmou Murray.
Entretanto, o patrão do sindicato italiano Luna Rossa, Patrizio Bertelli, disse ao jornalista americano Emilio Martinelli que será a própria tripulação a decidir se continuará ou não a participação na America's Cup. "Junto com toda a tripulação e a equipa de terra decidimos refletir sobre o assunto nestes últimos dois dias. Alguns dos velejadores ingleses da equipa regressaram à casa para estar com suas famílias. Estavamos prontos para iniciar as treinos no novo AC 72, que já está montado, mas agora vamos aguardar este momento de reflexão por parte de todos na campanha. Não haverá qualquer imposição da minha parte, aceitarei a decisão da equipa.", afirmou Bertelli dizendo que também devem aguardar a decisão das autoridades de São Francisco.
O velejador olímpico inglês Andrew Simpson morreu depois de ficar preso por mais de 10 minutos debaixo do catamarã capotado
KGO Photo
O capotamento do catamarã AC 72 Artemis Racing, da equipa sueca representante de todos os sindicatos desafiantes na 34ª Taça América, provocou a morte do velejador bicampeão olímpico inglês Andrew simpson, de 36 anos, que ficou mais de 10 minutos preso debaixo do barco na baía de São Francisco, e outro tripulante ficou ferido. Ambos foram levados para o St. Francis Yacht Club mas as manobras de reanimação de Simpson não resultaram e o velejador foi declarado morto.
Os oficiais da equipasueca disseram que o outro velejador (não nomeado) sofreu ferimentos mas não corre risco de vida. "Toda a equipa do Artemis Racing está devastada com este terrível acidente. Nossos pensamentos estão com sua esposa e família.", disse Paul Cayadr, CEO do sindicato sueco, representante de todos os desafiantes na 34ª Taça América.
Os demais 11 tripulantes a bordo foram resgatados em segurança e transferidos para um barco de apoio e enviado para a base da equipa em Alameda. As demais equipas como Luna Rossa e Oracle Team USA seguiram de imediato com seus barcos de apoio para ajudar o resgate dos colegas.
Esta é a segunda vez que um velejador morre durante treinos para a America's Cup, pois em 1999, o espanhol Martin Wizner, morreu quase instantaneamente quando foi atingido na cabeça por uma peça partida de um equipamento a bordo. Nenhuma outra morte tinha sido registada desde 1851, data da criação da America's Cup.
Simpson - bicampeão olímpico juntamente com Ian Percy - conquistou a medalha de ouro nos Jogos de 2008 na classe Star e a dupla esperava repetir o feito em Londres 2012, mas acabou por ficar com a medalha de prata depois de superada pela equipa sueca.
Percy está na equipa Artemis Racing como director do projeto e tático anunciou a 23 de Fevereiro que Simpson iria juntar-se à tripulação para providenciar apoio tático e análise meteorológica.
O veleiro classe 12M France, do barão Bich, que participou na America's Cup em 1970.
DR
O veleiro France da classe 12 M, em que o Barão Bich disputou a America's Cup em 1970, está de regresso à cidade francesa de La Trinitè-sur-Mer depois de uma completa restauração iniciada pela família Bich, e pelos velejadores Bruno Troublé e Thierry Verneuil, com apoio da Ecole Navale e da Marinha Francesa, entre 2010 e 2011. Monumento nacional francês desde 1992, o histórico veleiro regressa ao porto de origem, 43 anos depois.
Quando o barão Bich decidiu participar na America's Cup criou um 1967 a AFCA (Association Française pour la Coupe de l'America) e iniciou os treinos a bordo dos veleiros Sovereign e Constellation, os dois veleiros 12M que participaram na edição de 1964.
Em 1970, o veleiro France, desenhado por André Mauric, é lançado à água em La Trinite-sur-Mer onde inicia os treinos antes de seguir para Newsport, Rhode Island, EUA, para participar na seleção dos sindicatos desafiantes, na qual perdeu para o barco australiano Gretel.
Em 1974, comandado por Jean-Marie Le Guillou, o veleiro France volta a disputar a série qualificatória, mas perde novamente para os australianos do Southern Cross. Em 1977, é o francês Bruno Troublé que assume o comando do barco nas seleções e é eliminado nas semi-finais frente à Austrália. O veleiro France III ainda participa nas qualificatórias em 1980, mas perde de novo frente aos australianos.
Salvo de um incêndio em 1984, o veleiro seria recuperado pela AFCA e confiado à Ecole Navale para a formação de oficiais. Foi apenas nas regatas Brest 92 que o barco voltou a velejar, timoneado pelo célebre skipper francês Eric Tabarly, antes de ser classificado monumento histórico e ter ficado quase 20 anos guardado na Ecole Navale.
Os navegadores Pete Goss e Andy Warrender que já completaram uma volta à Tasmânia em caique de mar.
DR
Depois de ter completado a volta à Tasmânia em caiaque de mar, a dupla de navegadores e aventureiros Pete Goss e Andy Warrender anunciaram hoje um novo desafio neste Verão - uma viagem 200 milhas sem escalas pelo Mar do Norte, entre a Escócia e a Noruega, GORE-TEX® Guillemot Challenge. Tal proeza foi tentada antes mas nunca completada e os dois navegadores esperam provar que com um design impecável dos caiaques, planos detalhados e equipamentos adequados, além do espírito de aventura, serão capazes de cumprir a rota.
O ponto de partida para a viagem será na parte mais a este de Shetland Islands, durante o mês de Junho ou Julho, dependendo das condições climatéricas. A dupla seguirá a bordo de dois caiaques de mar, de produção de série, mas adaptados para o desafio com a ajuda de alguns dos melhores engenheiros da marca GORE-TEX®.
O equipa que irão utilizar irá atestar a evolução do desporto pois a abordagem híbrida do projeto une na perfeição o caiaque de mar e a vela, numa homenagem a um longo caminho de inovação que data da época dos inuit.
Os dois navegadores estão a se preparar para o desafio há já um ano e podem agora revelar que a circum-navegação da Tasmânia, que realizaram no ano passado, foi um treino para a GORE-TEX® Guillemot Challenge.
As questões de segurança estão em planeamento e é a mais importante parte na construção e testes dos equipamentos. Pete e Andy estão a contar com o apoio de uma equipa de 10 especialistas da Gore (W.L. Gore & Associates), patrocinadores do projeto.
Tripulação liderada pelo inglês Leigh McMillan venceu com apenas 2 pontos de vantagem.
Lloyd Images
Com apenas dois pontos de vantagem a equipa The Wave, Muscat, liderada pelo campeão olímpico Leigh McMillan superou a tripulação suíça Alinghi, com o americano Morgan Larson, no 3º Acto da Extreme Sailing Series. Mas o Alinghi mantém a liderança na classificação geral do circuito depois de ter vencido a última regata com pontuação a dobrar. Já a equipa SAP Extreme Sailing Team - com o português Renato Conde na equipa de terra - garantiu o 3º lugar no pódio em Qingdao, China. O próximo evento será em Istambul, Turquia, entre 20 e 23 de Junho.
A cidade de Qingdao guardou o seu melhor para o último dia de regatas do 3º Acto da Extreme Sailing Series. As nove regatas disputadas hoje com ventos mais estáveis na baía de Fushan e a última prova a valer pontos a dobrar foi um verdadeiro duelo entre as equipas do Alinghi e The Wave, Muscat.
Mas apesar de a equipa suíça Alinghi ter vencido a derradeira prova - depois de uma performance impecável durante toda a semana de competição - foi a equipa The Wave, Muscat que somou pontos suficientes para vencer o 3º Acto.
"Foi um grande alívio vencer o evento em Qingdao. Conseguir superar o Alinghi mesmo sob ventos fracos foi uma grande conquista para nós. Foi um duelo difícil pois a equipa de Larson é muito boa. Este ano o circuito será realmente emocionante.", declarou Leigh McMillan, vencedor em 2012.
Morgan Larson, o novo timoneiro americano do Alinghi, disse sentir-se frustado com o resultado final pois tinha a equipa rival sob controlo até que o Red Bull Sailing Team e o SAP Extreme Sailing Team entraram na luta também. "Conseguimos içar o spinnaker a tempo de passar à frente do Red Bull e do SAP e isto teria sido suficiente para garantirmos os pontos necessários para vencer o evento em Qingdao, mas o The Wave, Muscat ultrapassou-nos poucos metros antes da linha de chegada.", explicou Larson que entretanto lidera o circuito depois de ter registado o 3º e º 1º lugar nos Actos 1 e 2.
A equipa do SAP Extreme Sailing Team venceu três regatas, conseguindo ultrapassar a vantagem que o CAG Pindar tinha no início do dia. Na regata final, os co-skippers Jes Gram-Hansen e Rasmus Kostner realizaram uma largada perfeita e nunca mais olharam para trás, vencendo a prova com tranquilidade. "Penso que hoje comprovamos que podemos estar ao mesmo nível dos líderes The Wave, Muscat e Alinghi. Estamos a melhorar a cada evento", disse Jes que assegura pela segunda vez um lugar no pódio nesta temporada, tendo ficado em 3º lugar em Singapura.