23 de abril de 2014 às 15:41
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Route de l'Amitiè - mais um recorde para o skipper francês Joyon

Nysse Arruda
0:14 Terça feira, 22 de abril de 2014

Francis Joyon - único skipper oceânico com quatro recordes no currículo - somou mais um recorde a bordo do maxi trimarã IDEC.
Francis Joyon - único skipper oceânico com quatro recordes no currículo - somou mais um recorde a bordo do maxi trimarã IDEC.
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Depois de 13 dias, 3 horas, 5 minutos e 19 segundos, a uma velocidade média de 18,6 nós, o skipper solitário francês Francis Joyon, a bordo do maxi trimarã IDEC, completou o percurso inaugural da Route de l'Amitiè, entre Bordeaux, França, e Rio de Janeiro, Brasil, com o primeiro recorde a registar nesta rota de 5722 milhas. O novo evento transatlântico foi um gesto de amizade entre os dois países, uma homenagem à equipa francesa de futebol que participará no Mundial no Brasil e uma ação a favor de associações de caridade brasileiras, especialmente o ICM, Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal.

As últimas 24 horas de navegação ao largo da costa brasileira foram estressantes, pois os ventos rondaram cerca de 180º e depois nas últimas 120 milhas, uma navegação à bolina. Sem ter dormido nada, Joyon ainda teve de realizar diversas manobras para conseguir cruzar a linha de chegada.

"Estou realmente contente de terminar a rota, pois estas últimas horas foram esgotantes. Não durmo há dois dias por causa da instabilidade dos ventos e também do tráfego de embarcações ao longo da costa.", contou Joyon dizendo que ontem à noite apanhou uma tempestade e os ventos rondaram num só golpe 180º e variaram dos 10 aos 25 nós num instante.

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Expedição Marborealis - na rota do navegador português David Melgueiro

Nysse Arruda
0:08 Quarta feira, 16 de abril de 2014

O projeto Marborealis 2016-2017, uma circum-navegação ártica através da passagem do Nordeste (pelo norte da Sibéria até ao estreito de Bering) e do Noroeste (pela costa do Alasca e norte do Canadá), acrescida de uma navegação até aos portos do Japão, da China e da Coreia do Sul.
O projeto Marborealis 2016-2017, uma circum-navegação ártica através da passagem do Nordeste (pelo norte da Sibéria até ao estreito de Bering) e do Noroeste (pela costa do Alasca e norte do Canadá), acrescida de uma navegação até aos portos do Japão, da China e da Coreia do Sul.
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Na senda da figura quase lendária do navegador português David Melgueiro que, no século XVII, ao serviço da marinha holandesa, terá sido responsável pela primeira travessia da passagem do Nordeste no sentido Oriente-Ocidente, ligando o Japão a Portugal, foi criada uma Associação com seu nome em Peniche, para lançar o projeto Marborealis 2016-2017, uma circum-navegação ártica através da passagem do Nordeste (pelo norte da Sibéria até ao estreito de Bering) e do Noroeste (pela costa do Alasca e norte do Canadá), acrescida de uma navegação até aos portos do Japão, da China e da Coreia do Sul. José Mesquita, ex-comandante da marinha mercante e de pesca, lançou o projeto que terá um cunho científico, com estudos das alterações climáticas no Ártico.

A Associação David Melgueiro, sediada na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) está a iniciar uma campanha de angariação de fundos para este inédito projeto que inclui a construção de um veleiro em aço, projetado pelo arquiteto naval português Tony Castro (radicado na Inglaterra), em parceria com os Estaleiros Navais de Peniche.

O veleiro David Melgueiro terá 24 metros de comprimento, dois mastros, casco em aço e convés em aço inox e custará entre dois a 2,5 milhões de euros, e os custos totais da expedição em 2016-2017 ascendem a um total de 3,5 milhões de euros.

O veleiro pretende ser um banco de ensaio preparado para efetuar estudos oceanográficos, ambientais e outros, abrangendo várias disciplinas científicas. Para a construção da nova embarcação uma das preocupações é a utilização de materiais inovadores, a aplicação de tecnologia de ponta e o recurso a matérias-primas nacionais." salientou José Mesquita.

Durante os quase dois anos de expedição, o veleiro David Melgueiro, vai contar com a presença a bordo de 30 estudantes e investigadores a estudar, por exemplo, as alterações climáticas no Ártico e o seu impacto nos ecossistemas marinhos e na ocorrência de fenómenos como a subida das águas, tempestades ou erosão costeira.

A expedição científica Marborealis em 2016-2017 será uma circum-navegação ártica através da passagem do nordeste (pelo norte da Sibéria até ao estreito de Bering) e do noroeste (pela costa do Alasca e norte do Canadá), acrescida de uma navegação até aos portos do Japão, da China e da Coreia do Sul, passando assim por 15 países e fazendo escalas em 28 portos.

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Route de l'Amitié - 2.000 milhas já navegadas

Nysse Arruda
0:22 Terça feira, 15 de abril de 2014

O maxi trimarã IDEC do skipper solitário francês Francis Joyon está agora a 2.700 milhas de distância da meta no Rio de Janeiro, neste percurso inaugural da Route de l'Amitié.
O maxi trimarã IDEC do skipper solitário francês Francis Joyon está agora a 2.700 milhas de distância da meta no Rio de Janeiro, neste percurso inaugural da Route de l'Amitié.
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O skipper solitário francês Francis Joyon, a bordo do maxi trimarã IDEC, já soma 2.000 milhas navegadas e se encintra agora 800 milhas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. Depois de contornar uma zona de depressão atmosférica, Joyon estará em rota direta para o Rio de Janeiro, a 2763 milhas de distância, neste percurso inaugural entre Bordeaux e o porto carioca, a celebrar a amizade entre França e Brasil no ano da Copa do Mundo de Futebol. Para Joyon esta rota mais a norte é um excelente treino para a Route du Rhum que inicia em Novembro de 2014. A próxima marca do percurso pelo Atlântico será o Equador, a 1.000 milhas de distância.

"Seguindo esta rota mais a norte estou praticamente a traçar o percurso da Route du Rhum que tem como meta Guadalupe. Se fosse assim estaria a três dias de viagem. Estou mais próximo de Pointe-à-Pître do que do Rio de Janeiro.", disse Joyon.

 

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Lançamento do veleiro VO 65 pés do Team Alvimedica

Nysse Arruda
0:30 Segunda feira, 14 de abril de 2014

Oveleiro VO 65 pés da equipa turco-americana Team Alvimedica, liderada pelos jovens skippers americanos Mark Towill e Charlie Enright, ambos com 20 anos de idade
Oveleiro VO 65 pés da equipa turco-americana Team Alvimedica, liderada pelos jovens skippers americanos Mark Towill e Charlie Enright, ambos com 20 anos de idade
Sam Greenfield/Volvo Ocean Race

Na doca do estaleiro Green Marine em Southampton, Inglaterra, com a presença de Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race 2014-2015, foi lançado hoje o veleiro VO 65 pés da equipa turco-americana Team Alvimedica, liderada pelos jovens skippers americanos Mark Towill e Charlie Enright, ambos com 20 anos de idade. É o quinto veleiro da série One Design que comporá a frota da regata à volta ao mundo Volvo Ocean Race 2014-2015 e os organizadores adiantaram que em breve serão anunciadas mais duas equipas no evento. Os dois skippers irão agora iniciar a seleção dos tripulantes daquela que será a mais jovem equipa da frota. Os treinos de mar incluirão uma travessia atlântica até Newport, Rhode Island, EUA, base da equipa e uma das escala da regata em Maio de 2015.

"Este é um momento de orgulho. Mark e Charlie recordam-me de quando eu tinha a idade deles e queria muito disputar a regata à volta do mundo. Eles conseguiram ultrapassar muitos obstáculos e agora encontraram o patrocinador ideal para realizar seus sonhos.", disse Frostad mencionando a empresa médica com base na Turquia - uma das maiores empresas europeias na área de intervenção cardiológica, depois da fusão com a italiana CID -, cujo CEO e o Dr. Cem Bozkurt.

 

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'Royal Races' em Auckland

Nysse Arruda
14:50 Sexta feira, 11 de abril de 2014

A duquesa de Cambridge e o skipper neozelandês Dean Barker a bordo de um dos antigos veleiros da America's Cup em Auckland.
A duquesa de Cambridge e o skipper neozelandês Dean Barker a bordo de um dos antigos veleiros da America's Cup em Auckland.
Chris Cameron

A visita do Duque e Duquesa de Cambridge a Auckland incluiu uma atividade especial quando o casal real visitou a base da equipa Emirates Team New Zealand e velejou a bordo dos dois veleiros monocascos da America's Cup, em companhia de Grant Dalton e Dean Barker. Milhares de pessoas vieram ver a 'match race' da realeza, com Kate ao leme do NZL-41 (ex-Nippon Challenge) ao lado de Dean Barker e Williams a bordo do NZL 68 (ex-barco de treino da equipa em 2007), ao lado do CEO Grant Dalton. A restante tripulação foi composta por membros do ETNZ e jovens velejadores de Auckland. O resultado das 'matchs' deu vitória para a Duquesa e Dean Barker, 2-0.

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Expedição Fly TAP - Ricardo Diniz rumo ao Brasil

Nysse Arruda
0:10 Quinta feira, 10 de abril de 2014

Expedição Fly TAP - O skipper solitário português Ricardo Diniz iniciará a rota Lisboa-Salvador a 27 de Abril, em homenagem à participação da seleção portuguesa no Mundial de Futebol 2014 no Brasil
Expedição Fly TAP - O skipper solitário português Ricardo Diniz iniciará a rota Lisboa-Salvador a 27 de Abril, em homenagem à participação da seleção portuguesa no Mundial de Futebol 2014 no Brasil
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O velejador solitário português que já percorreu a fronteira da Zona Económica Exclusiva (ZEE), na expedição Montepio Mare Nostrum em 2012, prepara-se agora para mais uma viagem marítima a solo - uma rota de Portugal ao Salvador da Bahia, Brasil, com escala na Madeira e em Cabo Verde. Com patrocínio da TAP, que batizou o veleiro Fly TAP, e o apadrinhamento do célebre atleta português Luís Figo e da cantora brasileira Roberta Sá - que virá a Lisboa expressamente para a cerimónia de batismo do veleiro no dia 23 de Abril -, Ricardo Diniz irá partir no dia 27 de Abril e quando chegar ao Brasil irá entregar a bandeira de Portugal ao capitão da seleção nacional, num gesto simbólico de apoio à seleção portuguesa no Campeonato Mundial de Futebol 2014 no Brasil. Veja os vídeos na página seguinte.

Com a TAP Portugal como o principal patrocinador do projeto, Ricardo Diniz diz que a realização do Campeonato Mundial de Futebol 2014 no Brasil serviu de inspiração a este projeto, pois um evento desta dimensão decorrerá num país de língua portuguesa, que tem em comum com Portugal uma história de 514 anos de ligação ao mar.

"Logo após o jogo que ditou o apuramento da selecção portuguesa para o Mundial de Futebol do Brasil decidi criar este novo projeto náutico.", contou Ricardo que prepara o barco em Lisboa.

"Queremos mostrar ao mundo o que Portugal tem de melhor. As nossas cores, os sabores, a arte e a modernidade de um país que acredita, sempre! No veleiro FlyTAP iremos içar a nossa bandeira mas também a das nossas melhores empresas. O Brasil é cada vez mais um mercado de importância estratégica para Portugal e é importante que as grandes empresas nacionais vejam neste evento a possibilidade de reforçarem a sua notoriedade e consolidarem posições num mercado absolutamente estratégico e vital. O timing é agora!", disse Ricardo que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Peniche, da GoldNutrition, da empresa Alma+ e da Fisiogaspar.

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Rota transatlântica AG2R - frota ao largo de Portugal

Nysse Arruda
18:08 Quarta feira, 9 de abril de 2014

A dupla de navegadores Nicolas Lunven e Eric Peron (Generali) na luta pela liderança da frota.
A dupla de navegadores Nicolas Lunven e Eric Peron (Generali) na luta pela liderança da frota.
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As 14 duplas de navegadores estava a passar 250 milhas ao largo da costa portuguesa hoje, com bons ventos numa navegação à popa acompanhados de um sistema de baixa pressão atmosférica, em direção às Canárias, marca de passagem obrigatória na rota tranasatlântica Transat AG2R La Mondiale, rumo a St. Barthelemy, nas Caraíbas. Os velejadores estão a enfrentar uma navegação estressante, a controlar os veleiros Figaro nas vagas, num mar que mais parece uma máquina de lavar. Depois da travessia da baía da Biscaia, a frota navega com ventos favoráveis de nordeste de 30 nós.

A frota está prestes a contornar um vasto sistema de baixa pressão atmosférica que se situa ao largo de Gibraltar, num eixo oeste/sudoeste de 45milhas. Na questão da classificação houve mudanças significativas desde o abandono da dupla Gildas Morvan e Charlie Darlin (Cercle Vert), devido à quebra do mastro. Agora a liderança tem passado pelas mãos de Gwenael Gbick e Kito de Pavant (Made in Midi) e Nicolas Lunven e Eric Peron (Generali) que navegam com velocidade de cerca de 10 nós na latitude de Lisboa. Na verdade, um grupo de oito veleiros está a 1 e 9 milhas de distância do líder.

 

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Route de l'Amitié - Francis Joyon a caminho do Rio

Nysse Arruda
1:15 Quarta feira, 9 de abril de 2014

O skipper solitário francês Francis Joyon iniciou a rota entre Bordeaux e Rio de Janeiro na Route de l'Amitié
O skipper solitário francês Francis Joyon iniciou a rota entre Bordeaux e Rio de Janeiro na Route de l'Amitié
Manuel Blondeau/DPP

O skipper solitário Francis Joyon - único navegador com quatro recordes oceânicos e detentor do Ultimate Trophy - , a bordo do maxi trimarã IDEC, cruzou hoje a linha de largada da Route de l'Amitié, a nova rota entre Bordeaux, França, e Rio de Janeiro, Brasil, a celebrar a Copa do Mundo 2014. Sob ventos moderados de este, Joyon iniciou assim o percurso que determinará o melhore tempo de referência no percurso oceânico entre França e Brasil, em favor de diversas instituições de caridade, especialmente a ICM (Brain and Spinal Cord Institute).

"É sempre emocionante abrir uma nova rota oceânica, particularmente em favor de uma causa nobre como a da ICM. Esta travessia transatlântica é especial tanto por causa da extensão como pelo destino, pois lembra o início de uma grande viagem à volta do mundo. O que queremos é estabelecer o primeiro tempo de referência nesta rota, não um recorde. Mas como aconteceu na rota para Maurícias, não é simples assim, pois sempre que estou a navegar sozinho a bordo de um multicasco de 30 metros, que foi desenhado para velejar velozmente, é claro que navego de forma veloz."

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Transat AG2R - primeira baixa na frota de veleiros Figaro

Nysse Arruda
0:10 Terça feira, 8 de abril de 2014

A dupla Gildas Morvan e Charlie Dalin enfrentou a perda do mastro do veleiro Cercle Vert na primeira noite de rota transatlântica.
A dupla Gildas Morvan e Charlie Dalin enfrentou a perda do mastro do veleiro Cercle Vert na primeira noite de rota transatlântica.
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A dupla Gildas Morvan e Charlie Dalin - campeã do evento em 2012 - comunicou à central de regatas a queda do mastro do veleiro Cercle Vert, enquanto navegava à bolina com ventos de sudoeste de 22 nós e mar agitado. Os navegadores estavam prestes a colocar um rizo quando o mastro simplesmente tombou para o lado, depois da quebra do estai de bombordo. "Todos os nossos sonhos se evaporaram.", disse Morvan ao início da manhã, quando já rumava a motor para Port La Foret, onde chegou ao final do dia de hoje. A liderança da frota está agora nas mãos da dupla Gwenolé Gahinet/Paul Meilhat, a bordo do Safran-Guy Cotten na rota pela Biscaia.

Quinze duplas de navegadores a bordo de veleiros Figaro Bénéteau II partiram de Concarneau para a disputa da 12ª edição da Transat AG2R La Mondiale, um percurso de 3.890 milhas até St. Barthélemy, com passagem obrigatória a norte das Canárias. 

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TRANSAT AG2R LA MONDIALE 2014 - Sujet FTV du 7... por transat-ag2rlamondiale

Está na hora de investir e financiar o Mar

Nysse Arruda
0:04 Segunda feira, 7 de abril de 2014

Miguel Marques, partner da PwC, e sua visão sobre a importânica de investir no Mar Português.
Miguel Marques, partner da PwC, e sua visão sobre a importânica de investir no Mar Português.
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Miguel Marques, partner da PwC, na área da Economia e Finanças do Mar, apresenta seu ponto de vista sobre o potencial deste sector crucial para o futuro do país. "Quem contempla a linha do horizonte no estuário do Tejo, não pode ficar indiferente à azáfama de entrada e saída de navios cruzeiros, de grande dimensão, que fazem escala no porto de Lisboa. Assim como quem observa o mar na foz do Douro, não pode ficar indiferente ao cruzar do seu olhar com inúmeros navios que formam um 'comboio flutuante' de importações e exportações. Ou quem teve o privilégio de festejar a passagem do ano na Madeira e se deparou com o maior número de sempre de navios cruzeiros que escolheu esta nossa ilha para entrar no novo ano.

Ou quem visita Sines, não pode ficar indiferente à cada vez maior dimensão e número de navios de nova geração, encarregues de abastecer portos-mãe de grande profundidade, cumprindo a sua missão na cadeia logística. Ou quem passeia na baixa das nossas cidades, não pode ficar indiferente, quando repetidamente encontra belas montras, de produtos gourmet, que expõem embalagens portuguesas de conservas de peixe, vestindo o nosso pescado com o mais sofisticado design português, que os turistas tanto têm apreciado.

Ou quem embarca nos nossos aeroportos ou utiliza caixas de multibanco, não fica indiferente ao exemplo de cooperação de competidores que se uniram para tornar mais conhecido "o melhor peixe do mundo". Ou quem, na hora de ponta, parado em enormes filas de trânsito, não pode ficar indiferente à beleza do Atlântico nos Açores, repleto de imponentes cetáceos, atores principais de vários outdoors espalhados pelas nossas cidades, promovendo a excelência do turismo natural dos Açores.

Ou quem ruma ao Algarve, não pode ficar indiferente à quantidade de pessoas, de várias nacionalidades, que desfrutam das maravilhas das praias da costa sul de Portugal. E quem, navega pelas redes sociais ou se desloca a pontos conhecidos da nossa costa, não fica indiferente ao arrojo dos 'novos lobos-do-mar' que cavalgam ondas gigantes, atraindo milhares de turistas e praticantes ao nosso país.

Das inúmeras conferências que se têm realizado sobre o mar, não se pode ficar indiferente à diversidade de entidades e pessoas presentes, desde pescadores, trabalhadores portuários, militares, empresários, cientistas das mais diversas áreas, políticos de todos os quadrantes, associações de todos os setores, estudantes e cidadãos comuns.

Todos estes factos da realidade atual de Portugal, se têm traduzido também em números, como por exemplo os fornecidos pelo LEME - Barómetro PwC da Economia do Mar, que indicam que, num contexto muito difícil da economia nacional, entre 2008 e 2012, os movimentos médios mensais de contentores no conjunto dos portos nacionais cresceram 28%, o valor das exportações dos produtos da pesca a preços constantes cresceu 39%, o movimento de passageiros de navios cruzeiros no conjunto dos principais portos nacionais cresceu 46% e a produção nacional de aquacultura cresceu 38%.

Infelizmente, em simultâneo com a excelente performance de diversos setores da economia do mar e, apesar dos esforços de muitas pessoas e entidades em tentar reverter atrasos, existem ainda grandes fragilidades na formação e treino marítimo, na construção naval (que, apesar de todas as adversidades, em 2012 cresceu em termos de volume de negócios) e no transporte marítimo nacional, que aliadas à redução do orçamento da marinha, trazem uma forte preocupação à sustentabilidade futura da economia do mar em Portugal.

Esta dicotomia, entre setores com excelente performance e sectores com dificuldades, faz com que os progressos que se têm alcançado em termos da criação de valor através do mar tenham a consistência da flor de sal, que, se por um lado com uma leve pressão pode quebrar, por outro lado tem o grande valor de existir e, acima de tudo, de resultar, em grande medida, de um esforço de centenas de pessoas e entidades que com a sua energia colocaram o mar numa trajetória crescente de importância.

Acredito que se fosse efetuada uma sondagem por todos os que, a partir da base, estão a construir a economia do mar do futuro, sobre qual deveria ser a estratégia de Portugal para o mar, a grande maioria substituiria grandes reflexões sobre o tema por verbos de ação, tais como, implementar, desburocratizar, formar, preservar, pescar, processar, investigar, prospetar, nadar, mergulhar, navegar ... Se tivesse que escolher um ou dois verbos de ação que considero prioritários, nesta fase, não hesitaria em escolher financiar e investir.

Está na hora de potenciar a dinâmica que o mar está a criar nos portugueses, reforçando-a com financiamento e investimento nas atividades do mar.

 

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