19 de abril de 2014 às 21:35
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Nuno Vasconcelos garante que nunca falou com Governo sobre media

O Presidente da Ongoing está a prestar esclarecimentos aos deputados da Comissão de Ética. Clique para visitar o dossiê Face Oculta
Nuno Vasconcelos garante que nunca falou com Governo sobre media Alberto Frias (foto tirada por telemóvel)

O presidente da Ongoing garantiu hoje que nunca conversou com o Governo sobre temas de comunicação social sublinhando ser o único grupo de media em Portugal que não tem conta na Caixa Geral de Depósitos.

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"Nunca tive nenhuma conversa com o Governo [sobre comunicação social], tive algumas conversas com o ministro da tutela sobre telecomunicações, mas nunca sobre media", afirmou Nuno Vasconcelos, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre exercício da liberdade de expressão e um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.

"Qualquer coisa que eu diga, os senhores deputados podem acreditar ou não mas nós não dependemos de ninguém", disse, acrescentando que a Ongoing "é dos poucos grupos em Portugal - e o únido de media - que não tem conta aberta da CGD".

"Não recebemos nenhum financiamento do Estado, nem um cêntimo", frisou, adiantando que o grupo "passou por muitas dificuldades, por guerras, pelo 11 de março - em que o grupo esteve para ser nacionalizado - mas [que] tudo isso permitiu saber o que é eticamente correto".

"Sabemos muito bem onde está o correto e o incorreto e para nós essa linha não é cinzenta, é preta. E sabemos muito bem onde estar. Estamos do lado do bem", afirmou.

Nuno Vasconcelos escusou-se a comentar as declarações de Pinto Balsemão sobre a proposta da Ongoing para aumentar o seu capital na Impresa, explicando ter "um enorme respeito pelo príncipe da comunicação social [Francisco Pinto Balsemão]", porque "o conheço desde que nasci e qualquer coisa que diga não ficaria bem".

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Comentários 4 Comentar
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Tudo isto acontece
Porque não á uma verdadeira democracia.
Só disse isso? E o mais importante?
''Nuno Vasconcelos escusou-se a comentar as declarações de Pinto Balsemão sobre a proposta da Ongoing para aumentar o seu capital na Impresa, explicando ter "um enorme respeito pelo príncipe da comunicação social [Francisco Pinto Balsemão]", porque "o conheço desde que nasci e qualquer coisa que diga não ficaria bem".''

Mas Nuno Vasconcelos não deixou de dizer que a empresa IMPRESA quando foi para a bolsa as acções foram cotadas a 4,5 €s e hoje, quase dez anos depois, as acções valem 1,9 €s.

Nuno Vasconcelos adiantou que a IMPRESA nunca distribuiu dividendos pelos seus accionistas motivado não só pela desvalorização da mesma por conseguinte aos maus resultados que tem vindo a apresentar. E disse mais, que esta panorâmica deve-se à incompetência da gestão.

Nuno Vasconcelos falou da sua proposta de aumento de capital da IMPRESA para reactivá-la da estagnação que tinha caído. Fê-lo pessoalmente a Pinto Balsemão mas ficou muito admirado quando soube da resposta de aumento de capital pelos média.

Ainda disse um pouco mais sobre Henrique Monteiro quando este foi ouvido na comissão de ética. O que disse Nuno Vasconcelos não abona nada a credibilidade de Henrique Monteiro.

Pois, Nuno Vasconcelos disse muito sobre Pinto Balsemão quando falou sobre a IMPRESA só que ao EXPRESSO não lhe interessa divulgar as verdades que hoje se ouviram.

Como poderão ver a liberdade de expressão é algo que no EXPRESSO cheira a falso.
Tontices
Constituir C. Inquérito ainda sem se saber o apuramento desta, transforma tudo num circo. Foi isto que o BE e o PSD quiseram.
C. G. D.
Não tem conta na Caixa, pois não, tem na sua Sucursal que é o B.C.P., onde está endividado até às orelhas.
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