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Nuno Crato: o problema da escola começa em casa

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 5 de julho de 2011
Um livro para professores e, sobretudo, para os pais.
Um livro para professores e, sobretudo, para os pais.

Nos últimos anos, quando a conversa chegava à educação eu tinha sempre a mesma resposta: "o meu ministro da educação é Nuno Crato" . Razão? O livro que está aqui à direita, que é uma espécie de sistematização das ideias certeiras de Crato para a educação. Que ideias são essas? De forma clara, Crato defende uma revolução pedagógica e cultural, criticando - sem piedade - o eduquês reinante. Crato quer exigência, e não facilitismo. No fundo, Crato acaba por defender que os desejos do aluno não devem ser o centro da escola. O centro da escola deve ser, isso sim, o conhecimento transmitido pelo professor. Porque a escola não é um recreio, não é um passatempo, e os professores não são babysitters. Porque os adolescentes não vão ser sempre adolescentes. Porque é preciso preparar esses jovens para a vida adulta, para a cidadania e para o mundo do trabalho.

Portanto, mais do que o - esperado - trabalho técnico de reorganização das escolas e demais blá blá burocrático do ministério, espera-se de Nuno Crato uma mudança cultural de fundo. E esta mudança cultural começa em casa, com os pais. É por isso que digo que este livro devia ser lido pelos pais antes de ser lido pelos professores. Em Portugal, o problema da escola não se resolve enquanto os pais não forem exigentes com os filhos. Tal como defende Crato,

"O que precisamos é de perceber que a autoridade dos pais deve ser exercida não criticando os professores por serem exigentes, mas ajudando os professores a serem exigentes. É raríssimo um pai entrar numa escola por o aluno ter boas notas. Em contrapartida, aparecem muito frequentemente pais a queixar-se das fracas notas dos filhos, sem estarem preocupados com saber se eles de facto sabem ou não sabem o correspondente às notas".

Este é o grande problema da nossa escola. Mas, apesar de ser da escola, este problema começa em casa. Se uma criança é ensinada no facilitismo pelos próprios pais, como é que um estranho - o professor - pode pedir exigência à dita criança? É impossível. Tudo o resto (avaliação dos professores, as direcções regionais, os exames nacionais, etc.) está situado a jusante desta questão central: os pais portugueses querem ser pais exigentes ou amiguinhos complacentes dos filhos? Se conseguir impor esta discussão cultural à sociedade portuguesa, o consulado de Nuno Crato ficará na história da 5 de Outubro.
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Re: Nuno Crato: o problema da escola começa em cas
juxpot (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:17 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Crato está cheio de boas intenções que são louváveis.

Aumentar a exigência e recentrar a escola na preparação das crianças e jovens para a vida adulta, quer no âmbito profissional, quer no âmbito social, é positivo, também para inverter a preocupante tendência que se vem verificando há anos a esta parte, onde o facilistismo vem conquistando terreno ao rigor e conhecimento.

Mas a grande questão é saber-se como é que isso se implementa e que medidas/políticas vão ser empreendidas para o efeito.

Uma coisa é tergiversar em livros, outra, bem distinta e muito mais complexa é a realidade prática.

Esperemos que não, mas vamos aguardar para ver se não estamos perante uma situação de 'uma no Crato outra na ferradura'...

 
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    Re: Nuno Crato: o problema da escola começa em cas    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
De Professor a Ministro vai uma grande diferença
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:33 | Terça feira, 5 de julho de 2011
E essa é a questão central: vai Nuno Crato ser capaz de,enquanto Ministro da Educação, levar á prática aquilo que defende nos seus livros?
É que o Ministério é uma máquina infernal de papelasda,burocracia e de bu(r)rocratas.Se acrescentarmos os Sindicatos, os "funcionários" das oposições e aqueles do "quanto pior melhor" ,chega-se á gigantesca tarefa que Nuno Crato tem pela frente: corrigir os erros, definir as rotas do ensino e mobilizar a Comunidade.
Há muitos interesses instalados:e quando se chega ao Ensino Superior,então aí entra a corrupção a sério, om os dinheiros dos fundos, as politicas de investigação e até o MIT.
Ser Ministro da Educação : é isso que Nuno Crato deve ser,24 horas por dia.E se o conseguir é sinal que levou de vencida muita gente que faz da Educação um negócio, um mero emprego para chegar a uma reform ou um depósito para deixar os filhos.
Na Educação está o futuro.E um País sem futuro é um País condenado ao fracasso,à subserviência e à perda da sua própria independência.
Oxalá Portugal tenha Futuro,continue a sua História e saiba passar o testemunho às gerações do amanhã.
 
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    Re: De Professor a Ministro vai uma grande diferen    Ver comentário
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Um polvo ainda maior que o taguspark    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:55 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: De Professor a Ministro vai uma grande diferen    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 21:26 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Maria de Lurdes,uma ex ministra sem diálogo    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:20 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
    Re: Maria de Lurdes,uma ex ministra sem diálogo    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
Como?
Man on the Moon (seguir utilizador), 2 pontos , 9:22 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Como alterar o rumo do ensino, se tudo está estruturado para o "laisser faire, laisser passer...)? Só vejo uma única alternativa séria e que deve ser pensada de imediato: começar a trabalhar a sério, e com padrões de exigência máximos, no primeiro ano do primeiro ciclo. Só assim poderemos atingir padrões de qualidade e de "verdade" na educação.
Implementar esses padrões de exigência no actual sistema de ensino é tarefa quase impossível. Sócrates e o seu ministério da educação destruíram o ensino, e deveriam ser julgados por isso.
 
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    Re: Como?    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 10:55 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Como?    Ver comentário
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Nuno Crato o problema da escola começa em casa
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:23 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Sempre ouvi dizer que a educação começa vinte anos antes de a criança nascer. Isto diz tudo o que pode ser o sucesso ou insucesso que estamos ainda a viver em Portugal. A atitude perante a escola, dos pais emigrantes de Leste que se encontram entre nós, devia ser um exemplo a seguir. Saber ler e contar já foi o suficiente para muitos iluminados doutros tempos. Todos sabemos que a educação é a única maneira de sair da pobreza tanto individual como coletiva. Exigência não significa repressão, mas antes a obrigação de cumprir regras. A saúde a Justiça e a Educação não deviam ser palco de lutas partidárias, pois interessam a todos independente das ideologias de cada um. Se os governos duram a média de dois anos e o que sucede para mostrar trabalho e agradar aos da sua cor tudo rasga do anterior, nunca mais teremos um ensino de qualidade.
 
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Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:56 | Terça feira, 5 de julho de 2011
A exigência e o rigor devem estar presentes no Sistema de Educação mas não nos podemos esquecer que a exigência e o rigor são, em si mesmo, um factor acrescido de exclusão social, contribuindo para o afastamento dos mais desfavorecidos, isto é, daqueles que, por comparação com os filhos das classes alta e média-alta, apresentam diversos e inúmeros condicionalismos de base que, à partida, os colocam em clara desvantagem.

Por isso, sendo totalmente a favor da exisgência e do rigor, de forma a garantir um sistema de educação baseado em critérios de qualidade, importa saber o que é que o Estado português vai fazer para eliminar as desvantagens inerentes ao início do percurso educativo?

Vamos fazer uma exigente maratona na educação, esquecendo que há crianças que partem da meta e outras que partem com 4 ou 5 quilómetros de atraso?

Vamos fazer uma exigente maratona na educação, quando umas crianças correm bem alimentadas, bem equipadas, com calçado desportivo adequado e de marca, enquanto outras correm mal-nutridas e alimentadas (às vezes com fome e ´com apenas uma refeição quente por dia) e mal equipadas?

Vamos fazer uma exigente maratona na educação, quando algumas crianças recebem garrafinhas de água por cada quilómetro que percorrem, enquanto outras têm de correr do princípio ao fim sem repor os níveis de hidratação?

Exigência? SIM!

Rigor? OBVIAMENTE!

Qualidade? SEM DÚVIDA!

E, PARA ALÉM DISSO... ??????????????????

Ainda não ouvi nada sobre o assunto!!
 
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    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
aninjo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:00 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:11 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
jvlv (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:49 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
SERGIO7 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:11 | Sábado, 9 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 15:46 | Sábado, 9 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
SERGIO7 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Sábado, 9 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:04 | Sábado, 9 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Pedro Barrocas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Terça feira, 12 de julho de 2011
    Re: Exigêncie e rigor? Sim, claro! Mas...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:52 | Terça feira, 12 de julho de 2011
- Os valores do passado -
Thos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:54 | Terça feira, 5 de julho de 2011

Substancialmente o autor do livro propõe um regresso ao passado onde os pais e a
escola eram os verdadeiros educadores dos jovens.

Acredito que será uma coisa difícil a realizar.

 
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    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 1:19 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Thos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:23 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 3:00 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 3:13 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 3:20 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado - 1/2    Ver comentário
Thos (seguir utilizador), 1 ponto , 16:37 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado - 2/2    Ver comentário
Thos (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Thos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:24 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 21:09 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 21:13 | Quinta feira, 7 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Thos (seguir utilizador), 1 ponto , 6:34 | Sexta feira, 8 de julho de 2011
    Re: - Os valores do passado -    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 21:20 | Sexta feira, 8 de julho de 2011
Fazer pior é difícil
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:13 | Terça feira, 5 de julho de 2011
A educação chegou a um tal estado de pouca vergonha que é um desafio fazer pior. Facilitismo, putos insuportáveis, bons e maus professores à molhada, sindicatos profissionais, industrialização das universidades, etc.

Só um aparte; acho uma piado aos HRs deste mundo! Por um lado dizem que a educação que começa em casa (óbvio!), por outro lado acham que os trabalhadores não têm que ter horários de trabalho, andar de casa às costas e ganhar o que os outros acharem que é suficiente! Que tal crescerem amigos liberais?? Ser pai é um trabalho para a vida inteira, que exige vocação mas também tempo, estabilidade, convívio e disponibilidade!! Isto não é óbvio.

Tenho também outras sugestões a fazer:

1. Ponham olhinhos na Escola da Ponto. Trata-se de um modelo alternativo que dá resultado há mais de 30 anos.
2. A avaliação de professores não é difícil! Basta que os testes sejam concebidos por outros professores que não o que ensina.Com alguma contextualização o professor seria avaliado por resultados complexos.

Quanto a este último ponto, o grande problema é que o professor que ensina é o que faz os testes. Logo faz as coisas de acordo com o que anda a fazer. Ao não controlar a concepção e correcção dos testes, teria de dar o litro para cumprir o programa.
 
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    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
ah_sim_compreendo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
ah_sim_compreendo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 13:33 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Terça feira, 5 de julho de 2011
    Re: Fazer pior é difícil    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Terça feira, 5 de julho de 2011
HR HR
delindó (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Então o sabidola do HR que teceu ladainhas aos independentes do PSD, não escreve agora sobre Nobre, Viegas e por ai fora. Após Socrates faltou-lhe a inspiração? Acertaram muitos dos aqui comentadores. HR, falar mal de quem não se gosta é fácil e barato, desde que não morda a lingua não vá o veneno sair.
 
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QUEM DÁ O PÃO JÁ NÃO DÁ A EDUCAÇÃO ???
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Nem mesa sem pão nem exército sem capitão.
 
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Na altura que esta petição foi exibida...
Um Tipo Normal (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Terça feira, 5 de julho de 2011
... http://www.peticao.com.pt...

Ninguém ligou puto, da esquerda à direita, de alto a baixo, passando pelas crónicas de todas as virgens ofendidas e iluminadas por uma sapiência papalva e ao serviço de quem lhes põe dinheiro na conta!

Agora, encontraram o "El Dorado"! Cagões...
 
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O problema da escola começa em casa, diz HR.
Zé Provinciano (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Ora cá temos mais uma grande invenção de HR: o problema da escola começa em casa. Apesar de ser afirmado, citando Nuno Crato que "O centro da escola deve ser, isso sim, o conhecimento transmitido pelo professor.".
HR não questiona se o professor transmite ou não transmite com eficácia o conhecimento que deve ser transmitido. E é uma questão importante. Certamente para HR o professor, como que por inspiração divina, transmite sempre bem os conhecimentos ao aluno, não tem nenhuma falha que lhe possa ser apontada. O que quer dizer que os professores são assim um casta pré-destinada a nunca cometerem erros, a serem sempre eficazes, logo que se tornam professores.

Eu penso que qualquer pai normal, e certamente são a maioria, quer o melhor para os seus filhos. Que se não fazem melhor, não é porque não queiram, mas porquê não sabem. E já agora, porque não foram ensinados, isto é, a escola que frequentaram não lhes transmitiu os conhecimentos necessários a serem bons pais, se é que eles são maus pais como sugere HR.

A maior parte dos pais tem uma profissão, enquanto os filhos estão na escola durante a maior parte do dia. A maior parte dos pais não tem preparação para transmitir conhecimentos. Educar crianças e adolescentes é uma função especializada que exige conhecimentos específicos.
Assim educar exige conhecimentos especializados.

Se HR não entende estas ideias comezinhas, o que entende ele afinal?

 
 
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Educar não é instruir!
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 13:13 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Para os Pais Portugueses, a educação não é com eles, pois para isso existe um Ministério.
Os Portugueses de antigamente eram mais inteligentes, existia um Ministério da Instrução (Instrução não é o mesmo que educação), pois a Educação era coisa que tinha que ser ministrada em casa.
 
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    Re: Educar não é instruir!    Ver comentário
Zé Provinciano (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Educação
J.A.Peres (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Parece que o tratamento está fazer bem ao HR. Finalmente um artigo sensato.
 
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e a mentalidade dos novos "stores"
aninjo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Terça feira, 5 de julho de 2011
Um dia sou chamado à escola: meu filho, agora com 13 anos, tinha tido umas atitudes disparatadas com colegas e confrontado por um "stor" reagiu de modo pouco educado.
- Sr professor não me parece que tal volte a acontecer , se voltar , ouve bem André, se voltar faça o favor de lhe dar dois puxões de orelhas ou dois tabefes e na frente dos outros para que possa servir de exemplo. O "stor" começa a inchar e parecia um tomate maduro:-isso não são maneiras de educar, e depois uma agressão podia arruinar a minha carreira.
 
 
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    O recurso à violência é o reconhecimento...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:03 | Quarta feira, 6 de julho de 2011
Na Correnteza da Experiência...
Soberana09 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Terça feira, 5 de julho de 2011

Com a renovação do Governo, renovam-se as idéias do cronista e renovam-se nossas esperanças: lindo e prazeroso texto, parabéns!... As ideias expostas do dr. Nuno Crato inspira uma concepção bem dialética (sem querer ser marxista) da educação; percebe-se nesta concepção educacional uma dimensão onde o aluno e a sociedade é quem compõem a escola; eis aí um projeto pedagógico que faz os conceitos se banharem nas águas das experiências vividas entre alunos, professor e sociedade...
 
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