26/05/2012 atualizado às 12:47

Número de desaparecidos reduz-se para 13

O número oficial de mortos mantém-se nos 42, mas o Governo Regional da Madeira anunciou a redução dos desaparecidos que passam de 32 para 13. Clique para visitar o dossiê Catástrofe na Madeira

14:33 Terça feira, 23 de fevereiro de 2010
O número de desaparecidos passou de 32 para 13
O número de desaparecidos passou de 32 para 13
Lusa/Manuel de Almeida

O Governo Regional da Madeira manteve hoje o número de 42 mortos relativos ao temporal do passado sábado, reduzindo o número de desaparecidos de 32 para 13 e apontando para 480 pessoas realojadas.

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Durante uma conferência de imprensa realizada de manhã, a secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, explicou que várias pessoas que estavam isoladas ou deslocadas, consideradas desaparecidas, foram encontradas com vida.

Segundo a responsável, o porto do Funchal regressou à normalidade, estando completamente restabelecidos os fornecimentos de água e energia, que impedia que os navios cruzeiro fizessem ali escala.

Conceição Estudante garantiu que a energia está reposta em toda a ilha, exceto no sítio da Meia Légua, na zona oeste, e em algumas zonas da parte baixa do Funchal.

A água recuperou o curso normal em duas das três ribeiras


A porta-voz disse que a principal cidade madeirense começa já a ter um aspeto diferente e que as situações mais problemáticas se referem às zonas ribeirinhas, apesar de a água já ter retomado o seu curso normal em duas das três ribeiras do Funchal, as de João Gomes e Santa Luzia.

Já a regularização da ribeira de São João vai levar mais algum tempo.

Todo o equipamento está concentrado na desobstrução das ribeiras e na limpeza das ruas para retirar o entulho e a lama, para que a cidade volte à normalidade.

"A palavra de ordem é recuperação, reconstrução e reposição da situação àquela que existia até ao dia 20 de janeiro", sublinhou Conceição Estudante.

Arregaçar as mangas e trabalhar


"A posição de todos nós só pode ser arregaçar as mangas e trabalhar para transformar a imagem de destruição pela de organização, capacidade de resposta, recuperação e velocidade no regresso à normalidade", acrescentou, adiantando que só na sexta feira haverá informações sobre o valor global dos danos para efeitos de pedidos de apoio por parte do Estado à União Europeia.

De acordo com a secretária regional, a normalidade é já uma realidade a nível de alojamento e transportes no setor turístico, apesar de haver a lamentar a morte de uma britânica entre a população visitante.

Ainda assim, os turistas demonstram disposição para retomar as actividades habituais, circulando com descontração, e têm apenas sido alertados para seguir os avisos das autoridades: "Eles querem continuar a conhecer a ilha".

No apoio aos deslocados instalados no Regimento de Guarnição N.º 3 (instalação militar), foi decidido que as refeições passam a ser asseguradas pela Escola de Hotelaria da Madeira.

Parques de estacionamento alagados


Quanto aos parques de estacionamento funchalenses, que ficaram alagados, o balanço aponta para a falta de um piso no Anadia, de dois no Oudinot e de um e meio no Marina Shopping, sendo que no Dolce Vita os trabalhos ainda não começaram.

Em relação ao funcionamento do Governo Regional, o regime de trabalho mantém-se, estando cada departamento a contactar os funcionários que considera necessários.

No que se refere às escolas, só no final do dia haverá informações sobre a possibilidade de alguns estabelecimentos voltarem ao ativo na quarta feira.

Durante a conferência de imprensa, Conceição Estudante referiu que só a conta aberta pelo Governo Regional no Banif (com o NIB 01019867116771) dá neste momento garantias de benefícios fiscais a todos os doadores.

A responsável pelo Turismo lembrou que os dados oficiais podem ser consultados nos sítios da Internet www.twiter.com/pgram e www.madeiraisland.travel .

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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