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Novo concurso do TGV Lisboa-Poceirão será lançado abaixo de €1750 milhões

O Governo vai apresentar em Novembro um novo concurso com um preço base cerca de €200 milhões abaixo do valor do concurso recentemente anulado.
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Novo concurso do TGV Lisboa-Poceirão será lançado abaixo de €1750 milhões

O novo concurso para o troço do TGV entre Lisboa e o Poceirão será lançado por um valor próximo dos €1750 milhões, admitiu ao Expresso uma fonte da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE).

Isto significa que o preço base do novo concurso ficará €200 milhões abaixo do anterior concurso que o Governo anulou recentemente.

A RAVE garante igualmente que os fundos europeus destinados a este projeto aumentaram e vão cobrir 60% do custo da componente ferroviária.

Estado só gastará €100 milhões 


Segundo a RAVE, o OE só precisará de inscrever €100 milhões para esta linha de TGV, quando, para o anterior concurso recentemente anulado, o Governo tinha previsto €400 milhões.

Por outro lado, a comparticipação dos fundos comunitários aumentou para €600 milhões, cobrindo cerca de 60% do valor da componente ferroviária do troço Lisboa-Poceirão, que está avaliada em €1050 milhões.

Acrescendo o custo da componente rodoviária da nova ponte sobre o Tejo, que a RAVE avalia em €700 milhões, chega-se ao valor global de €1750 milhões.

Este preço base para o novo concurso - estimado pela RAVE - fica €200 milhões abaixo da estimativa anterior porque foi retirado ao projeto a ligação ao novo aeroporto de Alcochete, que só será construída mais tarde.

BEI disponibiliza €700 milhões 


O BEI - Banco Europeu de Investimento disponibiliza até €700 milhões para este troço do projeto português do TGV, o que, juntamente com os fundos comunitários, de €600 milhões, perfaz um pacote financeiro de €1300 milhões.

Assim, segundo a RAVE, o OE só precisará de colocar €100 milhões no troço Lisboa-Poceirão, cabendo o financiamento do valor restante, ao consórcio que ganhar o concurso.

Fundos utilizáveis até 2015


No entanto, os €600 milhões de fundos comunitários disponíveis só poderão se utilizados até 2015. Isto quer dizer que a nova ponte sobre o Tejo, incluída na linha Lisboa-Poceirão, terá de ficar pronta até ao fim de 2015 para que Portugal possa utilizar os €600 milhões de fundos comunitários.

Prazo curto


Tendo como termo de comparação o processo de construção da ponte Vasco da Gama, admite-se que a obra da Terceira Travessia do Tejo - que é mais complexa que a ponte Vasco da Gama -, possa levar cerca de 3,5 anos a construir.

O novo concurso do TGV que o Governo quer apresentar em Novembro precisará de um ano para que o júri escolha a melhor proposta concorrente. Ou seja, ao todo estamos a falar de 4,5 anos para concluir todo este processo e ter a linha Lisboa-Poceirão operacional.

Assim, mesmo admitindo que este processo pode começar no início de 2011 (e, para isso, o Governo terá de lançar este concurso antes do final de 2010), o prazo disponível para aproveitar os fundos da EU será extremamente reduzido.

TGV terá de utilizar a ponte 25 de Abril


No cronograma inicial acordado com Espanha, a linha de TGV Lisboa-Madrid deveria arrancar em 2013. Se a ponte da Terceira Travessia do Tejo só estiver operacional em 2015, o TGV só poderá chegar a Lisboa pela ponte 25 de Abril.

No entanto, a RAVE explica que essa solução não é adequada à Alta Velocidade. Além de ser imprescindível à operação do TGV na linha Lisboa-Madrid, a ponte da Terceira Travessia do Tejo (TTT) permitirá que o setor ferroviário português obtenha ganhos em várias ligações. A ligação Lisboa-Setúbal através da TTT será feita em 25 minutos e o tempo de viagem da ligação ao Algarve será reduzido em meia hora.


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PORQUE SERÁ?
Esta redução no valor da construção, tem a ver com quê?
  Atenção que a redução é superior a 10% do valor do primeiro concurso.... Será que vão utilizar material de 2ª? Será que o novo Construtor, que à partida estará definido, aceitou que as comissões levassem um corte deste quilate?
Alguém anda a brincar connosco..Porque só se contam histórias, que toda a gente de boa fé, entende que não fazem sentido. De uma vez por todas DIGAM TUDO...A REDUÇÃO DEVE-SE A.......
A REDUÇÃO DEVE-SE A..................
Cuidado
Se esta manobra tem a ver com a intenção de deixar de fora a empresa espanhola que ganhou o primeiro concurso e entregar a obra às empresas do regime, é bom terem muito cuidado, pois será um osso duro de roer. Não podem hostilizar o Zapatero (da família) e as empresas espanholas sabem trabalhar com advogados e será o diabo com as ajudas de Bruxelas a sofrerem oposição do Governo de Espanha.

Manobra arriscada
Re: Cuidado
Re: Cuidado
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Edição Diária 17.Abr.2014

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