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Diretora-geral da Administração Escolar demite-se

Na sua última intervenção pública, na semana passada, Maria Luísa Oliveira adiantou que não se preveem alterações nos contratos de associação com os colégios privados

A diretora-geral da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, pediu na passada semana a demissão do cargo à secretária de Estado Adjunta e da Educação, tendo o pedido sido aceite com efeito a partir desta segunda-feira, informou a agência Lusa

Maria Luísa Oliveira deixa o cargo de diretora-geral da Administração Escolar “a seu pedido”. Questionado pela Lusa, o Ministério da Educação confirmou a demissão de Maria Luísa Oliveira, não tendo sido especificado qualquer pormenor ou justificação para o pedido de demissão.

Maria Luísa Oliveira está desde esta segunda-feira substituída no cargo, “em regime de suplência”, pela diretora de Serviços Jurídicos e Contencioso, Susana Lopes, substituição essa que “decorre da lei”, informou o Ministério.

A ex-diretora-geral da Administração Escolar assumiu o cargo em 2014, substituindo na altura Agostinho Pereira, que apresentou demissão quando os serviços do Ministério da Educação, então liderado por Nuno Crato, foram responsabilizados por erros na fórmula de cálculo nas listas de colocação de docentes na Bolsa de Contratação de Escola (BCE), entretanto extinta, mas responsável, no ano em que vigorou, por atrasos de meses na colocação de professores nas escolas.

Essa situação levou na altura Nuno Crato a pedir desculpas públicas no parlamento a pais, professores, escolas e ao país.

A última intervenção pública de Maria Luísa Oliveira aconteceu na passada semana, num seminário no Porto, dedicado à inovação e mudança na gestão escolar, durante o qual adiantou que não se preveem alterações nos contratos de associação com os colégios privados, ainda que tenha admitido que a situação dos colégios do grupo GPS beneficiários desses apoios do Estado, e recentemente envolvidos numa acusação de corrupção por parte do Ministério Público, será “algo a acompanhar com muita atenção”.

Maria Luísa Oliveira é mestre pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde se licenciou em Geografia e Planeamento Regional e tem uma pós-graduação em Administração Escolar.

É professora do quadro de Geografia desde 1986, tendo exercido diversos cargos na presidência de conselhos diretivos e administrativos de várias escolas.

É desde 2001 formadora acreditada pelo Conselho Científico e Pedagógico de Formação Contínua nas áreas de Administração Escolar, Conceção e Organização de Projetos Educativos e Inovação Educacional.

Pertenceu ao Conselho Científico de Avaliação de Professores (2008-2012) e ao projeto “Escolas de Futuro – Boas Práticas de Gestão”, da EPIS, como diretora convidada (2009-2013).

Susana Lopes é “detentora do curso das Artes dos Tecidos da Escola Artística António Arroio e do curso de complemento de formação da Universidade do Minho, fez a licenciatura em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa, tendo exercido funções docentes nos ensinos básico e secundário entre os anos letivos 1980-1981 e 2000-2001 no ensino público, onde exerceu além da docência, vários cargos nas áreas da gestão e administração escolar”, segundo uma súmula curricular publicada em Diário da República aquando da sua nomeação como diretora de Serviços Jurídicos e Contencioso.

A mesma nota curricular refere que Susana Lopes foi em 2011 adjunta do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, tendo em 2015 sido designada chefe de gabinete desse governante.