A Nokia-Siemens quer dar todo o seu apoio a Portugal nesta fase difícil e Portugal quer que na Finlândia se saiba que é um país cumpridor e competitivo para a localização de centros de serviços de alta tecnologia.
Em suma, foi esta a mensagem que ficou da visita do Presidente da República hoje de manhã à sede da Nokia-Siemens, cujo vice-presidente executivo é o português Armando Almeida.
"Queremos continuar a dar o nosso apoio a 100% a Portugal, acreditamos que povo português tem características importantes para ajudar a Nokia-Siemens e para ultrapassar esta crise", afirmou Armando Almeida, sublinhando que acredita que "Portugal vai ser bem sucedido".
Cavaco Silva não perdeu tempo em dar o seu recado: "O sucesso da Nokia-Siemens em Portugal (uma empresa com 2000 engenheiros altamente qualificados e que é líder do mercado), é a prova de que o país é competitivo".
"A Nokia-Siemens sabe que é bem vinda a Portugal, no caso de querer expandir os seus serviços no país e a partir do país para outras partes do mundo" , sublinhou. "Queremos que na Finlândia e fora dela se conheça este bom exemplo", disse ainda.
Portugal cumpre
Mas o recado central continua a ser o de que Portugal cumpre: "Que não haja dúvidas de que Portugal vai cumprir na íntegra os compromissos assumidos junto das entidades internacionais, não apenas no domínio do rigor orçamental, como das reformas estruturais, que serão muito importantes para as decisões de investimento das empresas estrangeiras".
Respondendo às questões dos jornalistas, Cavaco Silva voltou a sublinhar que irá fazer uma exposição muito positiva sobre a implementação do memorando da troika em Portugal na sua intervenção na reunião do "Grupo de Arraiolos", que decorrerá amanhã e sábado.
"É importante que na Finlândia se conheça a forma positiva como Portugal está a dar resposta às exigências colocadas para ultrapassar as dificuldades", disse, evocando de novo o acordo de concertação social, definido como "invejável".
Para Cavaco, vários outros países também gostariam de sentar à mesma mesa sindicatos, confederações patronais e Governo e no fim "chegar a um acordo que permite reformas estruturais em vários domínios da nossa economia e sociedade".
"Todos os governos o ambicionam", acrescentou, destacando que teve ocasião de falar sobre o assunto com o chefe do executivo espanhol quando ele visitou recentemente Lisboa.
Reparei que também em Espanha se gostaria de alcançar um acordo tripartido em áreas como as que alcançamos", afirmou.