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Noite Branca: seis acusados da morte de Aurélio Palha vão a julgamento

Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto decidiu hoje levar a julgamento todos os seis acusados de envolvimento no homicídio do empresário Aurélio Palha, no âmbito do caso 'Noite Branca'.

19:49 Segunda feira, 2 de maio de 2011

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto decidiu hoje levar a julgamento todos os seis acusados de envolvimento no homicídio do empresário Aurélio Palha, rejeitando os argumentos dos dois arguidos que requereram a instrução do processo.

A instrução deste processo do dossiê 'Noite Branca' - relativo à espiral violenta que marcou a noite do Porto em 2007 - foi pedida pelos arguidos Miguel Silva ("Palavrinhas") e Augusto Soares ("Pulgas").

No seu despacho de pronúncia, a que a agência Lusa teve acesso, o juiz de instrução Artur Ribeiro considerou que a prova que lhe foi apresentada não abalou o depoimento da testemunha Cláudio, fulcral para juntar Miguel e Augusto a quatro outros suspeitos do crime: Bruno Pinto "Pidá", Mauro Santos, Tiago Nogueira ("Chibanga") e Ângelo Ferreira ("Tiné").

Na avaliação do magistrado de instrução criminal, Miguel Silva não conseguiu comprovar documentalmente, como pretendia, que andara por Sevilha e Gerês na altura em que Aurélio Palha foi abatido a rajadas de metralhadora (27 de agosto de 2007).

O juiz concluiu que as fotos que apresentou se reportam "a um determinado lugar, eventualmente Gerês", impressas no mesmo ficheiro de outras que vão desde 2004 a 2007.

As próprias fotos que indiciariam a passagem de Miguel, dias antes, pela Isla Mágica, em Sevilha, "também se reportam a abril de 2005", observou o juiz.

Rebatendo o argumento do arguido de que o erro na data das fotografias se deve a "má gerência da máquina fotográfica", o magistrado Artur Ribeiro questionou porque é que, nesse caso, "não apresentou a mesma para análise para peritagem".

Artur Ribeiro assinalou igualmente que não há registos, nem fatura que comprovem a alegada presença do arguido nos alojamentos "Casinhas do Gerês".

Por outro lado, o bilhete de ingresso na Isla Mágica "nada aduz que tenha sido o arguido a aí estar presente nessa data", observou.

O magistrado adiantou também que recusou, escudado na lei, a reinquirição de testemunhas pedida pelo arguido Augusto Soares, porque na instrução "não há o princípio da intermediação, nem se trata, assim e também, de 'outro julgamento'".

Os seis arguidos deste processo estão acusados pela prática de crimes de detenção de arma proibida e de homicídio, consumado (de Aurélio Palha) e tentado (de Alberto Ferreira), que acompanhava o empresário.

Alberto Ferreira escapou desta feita, mas veio a ser abatido junto à sua residência, em Gaia, em dezembro seguinte.

O inquérito relativo ao caso de Gaia foi recentemente arquivado "por não ter sido possível identificar os autores do homicídio", confirmou a Procuradoria-Geral da República.

Lusa
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