25 de abril de 2014 às 2:49
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Nobel da Paz critica "atitude colonialista" no caso Assange

Pérez Esquivel afirma que "o temor pela vida" por parte fundador do WikiLeaks, que não quer ser extraditado para os EUA, "é justificado".
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)agências
A polícia britânica está desde há vários dias a cercar a embaixada do Equador em Londres Chris Helgren/Reuters A polícia britânica está desde há vários dias a cercar a embaixada do Equador em Londres

O argentino Adolfo Pérez Esquivel considera "muito preocupante" a "reação de conotação colonialista" por parte de Londres de não aceitar a decisão do Equador relativamente à concessão de asilo político a Julien Assange e de não conceder o salvo-conduto para que o fundador do WikiLeaks -  que ontem completou dois meses refugiado na embaixada equatoriana em Londres - possa viajar para Quito, capital equatoriana.

Na opinião do prémio Nobel da Paz de 1980, que hoje decidiu falar sobre o caso através de comunicado, Julian Assange é "perseguido politicamente por haver difundido informação muito grave que pôs em evidência ações criminosas dos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque", assim como "as nada surpreendentes ações  (norte-americanas) de intromissão, através das suas embaixadas, em assuntos internos de outros países".

Assange poderia ser condenado à morte nos EUA


O defensor dos Direitos Humanos defendeu hoje que "o temor pela vida, por parte de Julian Assange, é justificado, pois nos EUA já se comenta que poderia eventualmente ser julgado no âmbito da Lei de Espionagem, a qual prevê a pena de morte".

Pérez Esquivel, que se encontra na Argentina, assegura que está a seguir "com preocupação" o caso de Assange, especialmente depois da ameaça, por parte do Reino Unido, de ingressar na embaixada equatoriana em Londres, onde o sueco está refugiado".

Recorde-se que na passada quarta-feira Londres enviou um comunicado a Quito advertindo para a existência de uma lei nacional britânica que dá ao Governo a possibilidade de retirar a proteção diplomática das embaixadas. Apelando ao diálogo como fórmula ideal para buscar uma solução para a crise, Pérez Esquivel recorda que "estas ações completamente fora do Direito Internacional são inadmissíveis".

Imprensa britânica critica "estratégia" de Assange


Entretanto, enquanto jornais diários britânicos como "The Guardian" e "The Independent" (que dedica um editorial ao caso) criticam nas edições de hoje o ativista Julian Assange, por entenderem que está a adotar uma estratégia para desviar a opinião pública da acusação de delitos sexuais de que é alvo, a imprensa equatoriana, por sua vez, critica o Presidente do Equador por defender no estrangeiro o que alegadamente combate no seu país. Ou seja, a liberdade de expressão.

O diário equatoriano "El Universo", que este ano foi condenado por criticar o Presidente Rafael Corrêa, publica um artigo de opinião assinado por Simón Pachano, afirmando que o objetivo do chefe da nação é "posicionar o Governo equatoriano como o portaestandarte da liberdade de expressão".

Já o jornal "El Comercio" publica um editorial sobre o ex-hacker australiano, recordando que a acusação na Suécia contra Julian Assange pouco tem a ver com a liberdade de imprensa. A nota também critica o Governo equatoriano por ter uma atitude contraditória dentro e fora do país, do tipo "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".

O editorial do "El Comercio" confronta a opinião pública com "os reiterados ataques verbais do regime (equatoriano) aos meios de comunicação independentes" e, ainda, com "a recusa (por parte do Governo do Equador) em conceder salvo-conduto ao direitor do "El Universo", quando este estava refugiado na embaixada do Panamá. Este novo motivo de notoriedade equatoriana pode terminar por desvendar a verdade sobre um Governo intolerante que pretende lavar a sua imagem aproveitando-se de Assange", conclui o editorial.

 

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Assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"
Wikileaks: assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"

O esquerda.net teve acesso aos emails revelados pela Wikileaks sobre a empresa de espionagem Stratfor. Um dos informadores é português e foi parar ao Governo pela mão de Miguel Relvas. Quando o assessor informou a Stratfor da sua nomeação e se disse disponível para a ajudar no que fosse preciso, a "CIA privada" promoveu-o no ranking de confiabilidade.

Há poucas semanas, a organização de Julian Assange disponibilizou ao esquerda.net o acesso ao motor de pesquisa dos emails da Stratfor. Eles revelam a troca de correspondência entre um alto responsável da empresa e um assessor do ministro Miguel Relvas. Trata-se de Diogo Noivo, que antes de entrar no círculo governamental era investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS). O IPRIS é dirigido por Paulo Gorjão, um dos apoiantes de Passos Coelho à presidência do PSD logo em 2008, quando perdeu a eleição para Manuela Ferreira Leite.

Assessor do Governo continuou disponível para a Stratfor

Aos 28 anos de idade, Diogo Noivo foi nomeado assessor de Miguel Relvas logo após a vitória do PSD nas eleições de junho de 2011 que o jovem investigador iria "realizar estudos e prestar apoio técnico no âmbito da respectiva especialidade, com um vencimento bruto de 3.069,33 euros, acrescido de despesas de representação".

www.esquerda.net/artigo/wikileaks-assessor-de-relvas-foi-informador-da-cia-privada/ 24316
Vai-se sabendo a pouco e pouco o tipo de gente que Ver comentário
Esquivel não comprou o Nobel;Parabéns! Ver comentário
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EU GOSTEI DOS FAXES DO ASSANGE!
Então os américas metem-se na politica de todos os países, fazem m...@ em tudo quanto é sitio, e depois não querem assumir. Que gente é esta?
Atém Portugal andaram metidos logo após o 25 de Abril, perguntem ao Bochechas que ele sabe bem!
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Dr. Mário Soares desapareça! ( pissarro.home ) Ver comentário
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E isto, é o terceiro-mundismo bolivariano ?!
Mas quem querem estes senhores enganar ?

Então o governo equatoriano de Rafael Correa exige um salvo-conduto inglês para Assange, mas já não o concede ao Panamá no caso de Carlos Pérez Barriga, um dos directores do "El Universo", condenado juntamente com outros dois irmãos Carlos César e Nicolás Pérez, e o editor Emilio Palacio, a três anos de prisão e ao pagamento de 40 milhões de dólares, por um artigo de opinião !!? Falam de liberdade de imprensa, quando a restringem no próprio país ?! Se Assange revelasse os segredos do seu governo é que seria... tudo fariam para o pôr a pão e água, no mínimo...

É mesmo ! Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço...
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Duplicdade de criterios dos EUA
El caso de Posada en Sierra Leone ilustra bien la doble moral de Washington cuando se trata de encubrir y proteger a sus servidores.
Radicado entonces en El Salvador donde había establecido su base terrorista a partir de la cual dirigía una campaña de atentados en La Habana, Posada hizo un viaje a África donde lo sorprendió un golpe de estado, el 25 de mayo de 1997.
Temiendo por su vida, el veterano agente de la CIA, supuestamente perseguido por sus crímenes, tanto como represor de la DISIP como terrorista “anticastrista”, tuvo que violar las consignas de seguridad y pidió asilo en la Embajada de Estados Unidos.
Posada no tuvo la menor dificultad en hacer reconocer y a obtener la protección durante varios días de parte de quienes hoy publican una “lista de países patrocinadores del terrorismo” donde inscriben las naciones que se desea denigrar.
En el falso pasaporte salvadoreño número 547378 a nombre de Franco Rodríguez Mena, usado por Posada, aparece la visa de Sierra Leona junto a cuños que demuestran su entrada por la vecina nación de Liberia.
Posada se jactó en varias oportunidades de sus amistades en la CIA y en el FBI y de la acogida que recibió de parte de los diplomáticos yanquis de este pequeño país, donde se comportaban como en su propia casa.
Fonte: Telesur

A atitude do Reino Unido não é só colonialista mas
fascizante e subserviente ao imperio americano como em outras situações no passado....
Assange
deve ser um marxista ... Ou, confundiu as pás do moinho com os braços de um gigante. Ou, então, é mesmo o Sancho Pança! Rio Grande
NOS VELHOS TEMPOS,
a correspondência era algo inviolável.Independentemente das questões politícas o que este australiano fez foi violar a correspondência alheia assim como violar a vontade de algumas parceiras sexuais.
Por favor o tipo é algo sem classificação.
Se não for então podem desponibilizar as vossa filhas e informação confidencial a este sr. a ver se gostam.
após ler uns textos hipocritas.....
..escritos pelos comunistas/nazistas, não posso deixar de dizer o seguinte :

Não há a minima dúvida que os Americanos são imperialistas e defendem o capital dos seus em todos os sitios do mundo.

Mas !!! não há a minima dúvida que os USA é um País democratico onde existe o direito de opinião e ainda o direito de oportunidades para todos.

Não há a minima dúvida que nos USA existe muita miséria em resultado de variadissimas conjunturas.

Mas !!! Não há dúvida que os USA ainda é o País mais procurado pela maioria dos cidadãos para viverem.

Não há a minima dúvida que estes comunas que por aqui escrevem, ou são funcionários do partido ou tolos. Alguém acredita no sec XXI que se eles estivessem numa sociedade que defendem poderiam escrever aquilo que escrevem, para criticarem o próprio sistema ??

Não há a minima dúvida que estes comunas sabem que escrevem a mentira sabem que são hipocritas , numa sociedade comunista seriam os bufos, seria os pides cá da terra mas sempre com grandes diferenças para pior.....
Um novo olhar (antigo olhar)
Não defendo a posição apresentado neste link mas não deixa de ser uma argumentação interessante e que de facto nos pode a pensar a questão de direito internacional e diplomacia de outro modo. todavia já comentei aqui que o "pirete" que as ex colónias estão a fazer têm mérito e retira uma antiga hegemonia ao Ocidente. Sinais de mudança? Vamos ver até onde irá o baile.

conversa2.blogspot.pt/2010/11/revista-da-imprensa-alema-2.html
Re: Nobel da Paz critica "atitude colonialista" no
Estes Ingleses de facto são mesmo jogadores de um jogo duplo ...

Deviam ter vergonha ... porque se esquecem eles que deram asilo político a um criminoso numa chacina ao seu próprio povo e ninguém se meteu? ... O Famoso Ditador Pinochet!!

É mesmo um paradoxo e uma hipocrisia total ...
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