25 de maio de 2013 às 17:05
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Nissan decidiu cancelar fábrica de baterias há duas semanas

Decisão de cancelar a fábrica de Aveiro foi tomada há 15 dias e relaciona-se com a inviabilidade da unidade portuguesa fornecer às fábricas da Turquia, de Barcelona, de Inglaterra e dos EUA.
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

"O mundo mudou muito depressa e a Nissan teve de tomar uma decisão rápida sobre o investimento que estava a fazer em Aveiro, na fábrica que ia produzir baterias: há quinze dias confirmou-se a inviabilidade da fábrica de Aveiro fornecer as baterias às fábricas da Turquia, de Inglaterra, de Barcelona e dos EUA, porque já são abastecidas por outras fábricas de baterias da Nissan que estão a produzir em grande cadência", explicou ao Expresso a fonte oficial da Nissan em Portugal.

Um dos problemas do investimento da Nissan em Portugal é que não estava associado a uma unidade que fabrica veículos elétricos, exportando toda a sua produção. "Como o Japão está a produzir muito mais baterias do que inicialmente se previu, tem capacidade para abastecer a nossa atual produção de veículos elétricos, o que inviabiliza os projectos como o da fábrica de Aveiro", explica a fonte da Nissan.

Nissan só vendeu 92 carros elétricos em 2011 


Entre janeiro e novembro a Nissan vendeu 92 veículos elétricos Leaf, num mercado onde tem uma quota de aproximadamente 60%. Metade destas viaturas foram compradas por empresas. "As pessoas contavam com os incentivos públicos que inicialmente foram propostos para a compra de veículos elétricos mas cujos pagamentos demoraram bastante a ser feitos", refere a fonte da Nissan.

Sem incentivos, um Nissan Leaf custa 35.850 euros em Portugal, o que o coloca num segmento pouco acessível à generalidade dos agregados familiares portugueses. Por outro lado, a circulação destas viaturas exige a instalação de uma rede mínima de postos de abastecimento rápidos, que tem demorado a ser criada. "Faltam instalar 50 postos de abastecimento rápidos que era suposto estarem já operacionais", comenta a fonte da Nissan.

Até hoje, a Nissan contruiu a infraestrutura que iria servir para a fábrica de baterias. "A nave está construída e agora vamos ver a utilização que lhe vai ser dada", refere ainda a mesma fonte.

Comentários 29 Comentar
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A fabrica da Nissan não vai para a frente?
O ministro da economia andava e anda desaparecido. Diziam que estava a trabalhar. Agora estamos a ver o resultado do seu trabalho..
Re: A fabrica da Nissan não vai para a frente? Ver comentário
Só 1 louco investiria em Portugal neste momento
Mas quem em sua sã consciência irá investir cá , com a economia a ser destruída desta maneira e sobrecarregada de impostos , só se for alguem com gosto de perder dinheiro.

Re: Só 1 louco investiria em Portugal neste moment Ver comentário
Com o preço da electricidade e das portagens....
só um louco investiria em Portugal.
Passos Coelho, está a destruir o país
Está visto, esta empresa...
... não gosta do "governo credível" nem do super-Álvaro.

O super-Álvaro deve estar a pensar: «Mas porque é que eu saí da universidade? Era tão bom quando estava lá, escrevia livros... postava nos blogues... acertava sempre! Assim é muito mais difícil... mas ainda espero vir a ter uma ideia...»
Re: Está visto, esta empresa... Ver comentário
Re: Está visto, esta empresa... Ver comentário
O reles comentador lembra-se de algo lido algures!
Parasita(s), meu amor
                                                           
Portugal tem um fascínio secular por tudo o q vem do estrangeiro sejam pessoas, empresas, projectos etc... Isto não teria nada de mau, se não estivesse aliado no presente a um raciocínio pequeno e mesquinho, que desconsidera o valor intrínseco de Portugal, dos portugueses, do seu ‘know-how' e capacidade criativa.

Na linha dessa visão pequeno-burguesa poluída, vem a contratação de empresas estrangeiras pelo Estado e múltiplos organismos públicos, em concorrência com as portuguesas para fazer projectos em Portugal. Isto passa-se em áreas em que o ‘know-how' português é tão bom ou melhor que o estrangeiro, como a advocacia, a consultadoria, indústria e muitas outras áreas.

Pior do q isto (e como se não bastasse esta discriminação, que deve ser única no mundo), é o q tem vindo a ser feito a todas as PME portuguesas. Não só lhes são retiradas pelo próprio Estado Português oportunidades de mercado, como o Estado através de impostos, taxas e contribuições para a Segurança Social lhes retira recursos, q entrega a empresas estrangeiras ou outras para abrirem ou manterem fábricas em Portugal. Veja-se por exemplo o caso da Qimonda (e muitos outros), que estão a fechar ou ameaçam fechar, e que são verdadeiros cancros, q só se mantêm vivos à custa de enormes apoios subsídios, que lhes são concedidos permanentemente pelo Estado.
Comentador lembra-se de ter lido algo, algures! Ver comentário
Comentador lembra-se de ter lido algo, algures! Ver comentário
Re: Comentador lembra-se de ter lido algo, algures Ver comentário
O Expresso tem de escrever em Português
Nesta noticia o termo "inviabilidade" não tem o sentido que consta nos dicionários de Língua Portuguesa.

Nesta noticia, "INVIABILIDADE" quer dizer.

O Estado Português não quis encher os bolsos à administração da Nissan, não quis baixar os impostos à fábrica da Nissan, não quis dar subsídios para que o carro da Nissan custasse menos que os da concorrência.
Concluindo: O Estado Português não baixou as calças como fizeram a Turquia, a Espanha e a Inglaterra. Por este motivo a Nissan ficou chocada com a facto de ter em Portugal os mesmos direitos que qualquer empresário pelintra Português, o que é considerado uma falta de respeito.

Para poder enganar os tolos justificar tecnicamente, inventou um estudo que dizia ser inviável o fornecimento à Turquia, Inglaterra e Espanha, pois Aveiro fica longe da costa e não existem estradas a partir dos limites da fábrica.
Re: O Expresso tem de escrever em Português Ver comentário
O Estado Português não baixou as calças Ver comentário
Re: O Estado Português não baixou as calças Ver comentário
Que iriamos exportar...!?
Em Portugal não há poder de compra que justifique qualquer investimento... E para exportar há que pagar transportes e portagens carissimas! Sai mais barato produzir para a Europa, no centro da Europa!

Mas os imbecis dos nossos governantes (como os que neles votaram) não vêm isso!

Re: Que iriamos exportar...!? Ver comentário
Cheira-me a mais contrapartidas!

Nesta fase em que se começa a vender tudo ao desbarato, veja-se como vão ser negociadas as privatizações, não é de admirar que esse investidor esteja a esticar a corda para mais benesses (talvez a China lhe resolva o problema, ou mesmo a Roménia),

e claro lá vai o governo com o tubo da vaselina atrás dos senhores...

E fundamental ler bem os contratos e ver como salvar aquilo que há a salvar, a exemplo do que fazem as PPP,s com o Estado.... e não deixar andar como o que acontece com as contrapartidas dos submarinos....
Alternativas
Portugal tem reservas muito substanciais de lítio. Se os japoneses não querem instalar aqui uma unidade de produção de baterías de lítio, porque é que Portugal não procura associar-se a um grupo chinês, por exemplo, que tenha interesse em entrar no mercado dos veículos eléctricos? Dentro de muito poucos anos o mercado mundial será invadido por automóveis chineses, pelo que era altura de procurarmos tirar partido disso.
Re: Alternativas Ver comentário
Re: Alternativas Ver comentário
Re: Alternativas Ver comentário
Agora sim disseste a verdade
A verdade de eles investirem era porque estavam a espera que fossem subsidiadas as compras dos veiculos e possivelmente que eles também fossem subsidiados para poderem produzir e exportar...

andam para aqui pessoal a dizer que a culpa é do actual governo... enfim... querem que o governo corte nas gorduras, mas depois querem que eles paguem subsidios para o pessoal comprar carros electricos...

que invistam os tugas
Os tugas nao têm menos guito que os japoneses, por isso que o invistam eles. Os tugas nao sabem produzir uma bateria, sabem sabem e tb sabem construir um carro eléctrico. A coisa mais fácil do mundo. Estao à espera de quê? Maos à obra. Os tugas investiram bilioes, trilioes no Brasil agora que venha o retorno. Os emigrantes tugas têm enviado prá banca portuguesa há décadas rios de dinheiro, por isso os tugas que o invistam em Portugal. Vao -se privatizar boas e grandes empresas em PT, os alemaes estao atentos, os tugas estao à espera de quê? A China tb comecou do zero, maos à obra e ponham Portugal no pelotao da frente!! Se deixarem fugir o que resta adieu.
Alguém prometeu o que não tinah para dar...
A Nissan simplesmente não viu cumpridas as promessas de isenções fiscais e outros complementos para a instalação da fábrica em Portugal.

Mas há quem ainda não tenha visto o óbvio.

Há quem atribua a culpa a quem tenta governar o completo desgoverno que é Portugal.

É preciso mesmo ter vistas curtas e usar os óculos do Clemente para não quererem sequer admitir que Sócrates e os seus 6 anos e meio de DESGOVERNO prometeram à Nissan o que já sabiam que não iriam cumprir.

Mas isto é um filme que já se havia assistido com os navios dos Estaleiro Navais de Viana do Castelo... desses nem os contratos assinados na presença das TV`s aparecem.
Alguemalgures pôs o dedo na ferida! Ver comentário
Re: Alguemalgures pôs o dedo na ferida! Ver comentário
Decidiu cancelar porque queria dinheiro
Ponto final.
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