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Expresso

Martim Silva Diretor-Executivo

Eutanásia, D. António Marto, Geração Z... e a pensão milionária de Jardim Gonçalves (os meus destaques do Expresso)

2 de Junho de 2018

Bom dia,
Estes são os meus destaques desta edição semanal do Expresso. Espero que goste e tenha excelentes leituras

Ajustes diretos de helis ficaram 47% mais caros
Os 28 helicópteros ligeiros que o Governo contratou na semana passada por ajuste direto (e que permitiu constituir assim quase integralmente, e a tempo e horas, o dispositivo de meios aéreos para combater os fogos de 2018) revela-se um negócio duvidoso para o erário e os interesses públicos — precisamente poucas semanas depois de tanto o primeiro-ministro, António Costa, como o ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, se terem insurgido contra a existência de “cartéis” no sector. O custo de quatro contratos agora celebrados com quatro empresas ascende a um pouco mais de €11,5 milhões, um valor que feitas as contas está acima do montante que o Estado contava gastar na alocação daquelas aeronaves.

Tribunal mantém pensão de €167 mil a Jardim Gonçalves
O fundador e ex-presidente do BCP vai manter a pensão de reforma que recebe desde que se reformou em 2005, com 69 anos. No início de maio, o Tribunal de Sintra decidiu que Jardim Gonçalves continua a ter direito a uma pensão de reforma mensal de €167 mil (40% paga pelo Fundo de Pensões e 60% por uma renda vitalícia da seguradora Ocidental Vida detida pelo BCP e pela Ageas) e ao pagamento de várias despesas como segurança, carro e motorista. Jardim vai agora ser compensado pelo banco pelas despesas desde 2010.

D. António Marto: "Olho para isto com algum humor, para não me levar demasiado a sério”
Entrou no seminário contra a vontade dos pais e decidiu ser operário metalúrgico contra a vontade do bispo. Teve muita ‘relutância’ em relação à mensagem de Fátima e converteu-se tardiamente. Mas com intensidade. Aos 49 anos, nem ele sonhava alguma vez ser bispo de Leiria, teve de ler três vezes de seguida o livro de memórias da irmã Lúcia. E ficou “impressionado”. Teólogo, aluno de Ratzinger, foi através de uma quase analfabeta que entendeu as Aparições da Cova de Iria. Há duas semanas, o Papa Francisco chamou-o para cardeal. Mais uma surpresa para D. António Marto que continua a assumir-se como um aldeão, de “raízes telúricas” e faz profissão de fé de que “nunca o poder lhe suba à cabeça”. Nem mesmo no Vaticano.
Uma entrevista conjunta Expresso/Rádio Renascença

Concertação de votos entre deputados do PSD decidiu derrota da lei da eutanásia. Os bastidores de uma semana intensa no Parlamento
Os deputados do PSD combinaram os votos sobre os projetos para despenalizar a eutanásia, de maneira que a lei acabasse por não ser aprovada. Mesmo entre os parlamentares que são por princípio favoráveis à despenalização, houve uma concertação no sentido de votar de forma diferente os quatro projetos em causa (do PS, PAN, BE e PEV) . Sabendo que o PSD seria decisivo para uma aprovação, alguns dos sociais-democratas favoráveis à lei quiseram garantir que nenhum projeto tivesse votos suficientes para ser viabilizado.
Este é um dos textos do excelente trabalho da equipa de Política, que lhe conta com detalhe o que se passou... e o que se deve seguir.

Geração Z. Quem são, como vivem e pensam os bebés de 2000
Os bebés do milénio chegam este ano à idade adulta. Vão poder votar pela primeira vez, tirar a carta de condução e beber o que quiserem sem infringir a lei. Como em todas as gerações, é arriscado e redutor colar-lhes o mesmo rótulo como se fossem peças iguais saídas da mesma linha de montagem. Entre os 120.008 que nasceram em Portugal no ano 2000, há jovens determinados e indecisos, pragmáticos e idealistas, românticos e racionais. Cada um é um modelo único. Mas, apesar de todas as diferenças individuais, há traços, crenças, atitudes e comportamentos que partilham e uma nova forma de olhar para o mundo que os diferencia dos que os precederam.
Uma reportagem com texto da Joana Bastos e da Isabel Leiria.


Bernardo Silva: “Falhar o Europeu foi duro, pensei que podia lá estar com eles”
A bola. É o que Bernardo Silva privilegia, sempre, durante um jogo de futebol. Justifica-o pelos muitos anos em que cresceu a jogar a médio, até virar profissional — e isso percebe-se quando o vemos jogar e o ouvimos falar. Aos 23 anos, e depois de falhar a glória do Europeu devido a uma lesão, vai ao Mundial após uma época de convivência com Pep Guardiola, que lhe mudou a maneira de pensar. Uma excelente entrevista conduzida pelo Diogo Pombo, para aqueles que gostam verdadeiramente de futebol.

OS 
CROMOS DA BOLA
Política e futebol. Poder e popularidade. 
Um mix irresistível, com histórias promíscuas, finais infelizes e festas coletivas. Viagem pela caderneta da bola.
Já vimos de tudo. Um presidente do Sporting demitir-se para se candidatar a líder do PSD. Um ministro das Finanças a exibir na União Europeia o cognome de Ronaldo. Um secretário de Estado dos Assuntos Fiscais demitido por ter aceitado borlas para a bola. Um presidente do Benfica na lista de apoiantes de um líder do PS. Um candidato a primeiro-ministro pelo PSD a negociar em plena campanha uma solução para a dívida dum clube. Um presidente da Federação Portuguesa de Futebol a fazer lóbi como deputado por um totonegócio. Um presidente de uma das maiores câmaras do país a confessar o sonho de presidir... ao Futebol Clube do Porto. Política e futebol são uma dupla irresistível. Um cimento para quem joga no campeonato da popularidade. E nem Marcelo Rebelo de Sousa, que como Presidente da República lança alertas contra os populismos e que este ano ponderou faltar à final da Taça de Portugal por causa das cenas de violência no Sporting, resiste ao fascínio da bola.


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