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Martim Silva Diretor-Executivo

OPA, investigação à Parque Escolar e Bruno de Carvalho (os meus destaques do Expresso)

12 de Maio de 2018

Bom dia,
Um jornal são notícias, entrevistas, reportagens, opiniões. Mas um jornal é mais que isso. E o seu Expresso tem nas próximas sete semanas uma oferta verdadeiramente imperdível para si. Simon Sebag Montefiore é hoje um dos mais reputados historiadores à escala internacional, autor de numerosas obras sobre Estaline, por exemplo.
Montefiore é também o autor de "Jerúsalém", o livro que o Expresso começa hoje, e até 23 de junho, a oferecer gratuitamente aos seus leitores. Não perca.

Vamos às notícias:

Chineses querem EDP para investir na Europa e EUA
As negociações entre os acionistas chineses da EDP e o Governo começaram ainda em 2017, depois de se saber um possível interesse espanhol na elétrica portuguesa. A China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP, perante o cenário de uma possível fusão com a Gas Natural, comunicou ao Executivo o interesse de fazer da EDP a plataforma chinesa para todos os investimentos na área da energia para a Europa, Estados Unidos e Brasil. Meses depois o negócio torna-se público. Na tarde desta sexta-feira, a proposta foi entregue em mãos na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, por uma comitiva que integrava os advogados Luís Cortes Martins e António Soares.A compra da EDP pela empresa estatal chinesa é bem vista pelo Governo. Já no final da próxima semana, o conselheiro de Estado e ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, estará em Lisboa, numa visita até esta sexta-feira desconhecida. E Xi Jiping, o Presidente da China, visitará Portugal em novembro, praticamente um ano depois de António Costa ter sido recebido ao mais alto nível em Pequim.

Justiça. Polícia Judiciária suspeita de corrupção nas obras da Parque Escolar
Os inspetores da Unidade de Combate à Corrupção da PJ têm passado os últimos meses em lugares inesperados e com uma missão incomum: andam nas escolas mais emblemáticas da Parque Escolar a analisar ao pormenor as obras que foram feitas ao abrigo do programa especial de modernização de secundárias lançado em 2007 no Governo de José Sócrates. De acordo com uma fonte judicial, as obras de cerca de 15 escolas estão a ser passadas a pente fino para saber se todo o dinheiro orçamentado foi de facto aplicado ou se foi desviado para corromper alguém.

SMS dos fogos não funcionam em casos de emergência
O melhor é não contar com os alertas por SMS para salvar vidas em caso de incêndios florestais, pelo menos este ano. O sistema que será testado no simulacro da Proteção Civil no dia 19 de maio, em Cinfães, foi anunciado pelo primeiro-ministro, esta semana. No Parlamento, António Costa afirmou que estaria operacional a partir de 1 de junho, mas o sistema não parece satisfazer quem entende de telecomunicações. Se por um lado dizem que é melhor ter alguma coisa este verão do que não ter nada, os especialistas contactados pelo Expresso reconhecem-lhe muitas fragilidades. Entre estas, a de que não será possível enviar SMS com menos de 24 horas de antecedência, falhando assim no envio de alertas com informações urgentes. Outra fragilidade é não ter um alcance mais localizado, mas apenas distrital.

ANA triplicou os lucros desde a privatização. Fez o Estado mesmo um bom negócio?
Os olhos da ministra brilhavam como quem esfregasse as mãos. Na conferência de imprensa, Maria Luís Albuquerque anunciava a concessão da ANA que o secretário de Estado Sérgio Monteiro, sentado ao seu lado, negociara com os franceses da Vinci, que por sua vez eram assessorados por José Luís Arnaut. 100% da empresa nos 50 anos seguintes por um valor que parecia presente daquele natal de 2012, celebrado dois dias antes. Três mil milhões de euros. Hã? “Três mil e oitenta milhões de euros”, precisava a ministra, explicando que 90% do dinheiro iria direitinho para abater dívida pública. O negócio parecia fabuloso, ficava muito além das expectativas iniciais e 30% acima da média das demais propostas concorrentes. Cinco anos depois, o negócio continua a parecer fabuloso — mas para a ANA, não para o Estado.

Entrevista a João Sousa, o primeiro português a ganhar o Estoril Open
“MARCELO ENTROU NO CHUVEIRO. DEMOS UM ABRAÇO, FICOU TODO ENCHARCADO”
João Sousa perdeu quatro vezes seguidas no primeiro jogo do Estoril Open, mas bateu Frances Tiafoe para, aos 29 anos, ser o primeiro campeão português do torneio. Falámos com ele no dia seguinte, quando já estava a desfrutar, porque raras são as vezes em que, realmente, o pode fazer.

Entrevista a Edmundo Martinho Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
“Entrada no Montepio será simbólica”
Edmundo Martinho confessa ao Expresso ter ficado surpreendido pelo debate clamoroso e quase indigente quanto à entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital do Montepio. Revela que a entrada no banco acontecerá nas próximas semanas mas será simbólica. Inicialmente passava por duas fases: entrar diretamente no capital e comprar dívida. A avaliação da Haitong andava entre os €1,5 mil milhões e os €1,6 mil milhões. E reconhece que as recomendações do Parlamento ao Governo alteraram a situação.

3/4 dos empregos criados pagam menos de €900
Desde o auge da crise, há exatamente cinco anos, no primeiro trimestre de 2013, a população empregada em Portugal aumentou em 362,5 mil pessoas, totalizando atualmente 4.806,7 mil pessoas a trabalhar. No mesmo período de tempo, a taxa de desemprego caiu dos históricos 17,5%, apurados no primeiro trimestre de 2013, para os 7,9% divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa é hoje a mais baixa desde 2008. Portugal soma 410,1 mil desempregados. Em 2013 eram 926,8 mil. Mas três em cada quatro empregos (75%) por contra de outrem criados neste período são salários abaixo dos €900 líquidos mensais, mostram os dados do INE analisados pelo Expresso.

Israel. O princípio da incerteza
Ao meio-dia de 14 de maio de 1948, Israel declarava a sua independência. Fazia-o no meio de uma guerra já iniciada pelos países árabes à sua volta, que rejeitaram o plano de partição proposto pela ONU. O país passaria por várias guerras e várias vitórias, mas isso não o tornou um completo vencedor. 70 anos depois daquele dia inaugural, é um puzzle complexo ao qual ainda faltam peças. Reportagem da nossa enviada, Luciana Leiderfarb

Entrevista a Bruno de Carvalho: "O presidente do futuro é o presidente-adepto. Sou eu”
Esta não é uma entrevista, são duas entrevistas. O Expresso esteve com Bruno de Carvalho antes da derrota do Sporting em Madrid que provocou um cisma: o presidente de um lado e os jogadores do outro, com críticas violentas, ameaças de greve, suspensões e processos disciplinares pelo meio. Ficou combinada, então, uma segunda conversa para que o presidente leonino pudesse ser confrontado com o motim de Alvalade. Ao todo, foram mais de sete horas de perguntas e respostas, na casa de BdC e na SAD sportinguista, nas quais o líder leonino falou dos futebolistas, de Jorge Jesus, de Vieira e do Benfica, e do seu passado de “trolha” que serviu de preparação para o futebol. “Depois da construção civil, a bola é para meninos.”

Como vê pela amostra, o Expresso desta semana tem muito e muito bom para oferecer neste fim de semana de Fátima, Eurovisão e nova festa do FC Porto. Bom fim de semana

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