Siga-nos

Perfil

Expresso

Martim Silva Diretor-Executivo

A luta no PSD, o mandato da PGR, o caso Manuel Vicente (os meus destaques do Expresso)

13 de Janeiro de 2018

Bom dia,
Ainda antes de irmos às notícias da semana, deixem-me aqui assinalar a coleção de livros que o Expresso a partir da próxima edição, dia 20, oferece aos seus leitores, em papel e formato digital.
Trata-se de uma coleção multimédia com textos de alguns dos escritores que melhor representam a literatura portuguesa. Ao todo são doze textos que, numa iniciativa inédita, serão disponibilizados ao longo das próximas seis edições deste semanário na sua versão em papel, audiolivro e eBook. Nenhum dos textos que agora é dado à estampa nesta coleção intitulada “Inéditos” foi antes publicado. Cada volume conta com textos assinados por dois escritores portugueses. Por ordem de entrada em cena, conte com prosa e poesia nunca antes publicada de Clara Ferreira Alves, Bruno Vieira Amaral, Afonso Cruz, João Tordo, Maria Teresa Horta, Patrícia Reis, Isabela Figueiredo, Afonso Reis Cabral, Nuno Camarneiro, Isabel Rio Novo, Nuno Júdice e Matilde Campilho. Na sua versão em áudio, os textos são lidos pela cantora Rita Redshoes e pelo jornalista da SIC Bento Rodrigues. É ainda oferecida aos leitores do Expresso uma banda sonora com curadoria do maestro Rui Massena para melhor acompanhar a leitura.

Agora sim, vamos aos meus destaques:

Hoje é o dia em que o PSD escolhe o sucessor de Pedro Passos Coelho, o líder do partido nos últimos oito anos.
Rui Rio ou Santana Lopes, quem vai vencer? Não temos uma bola de cristal, mas o Filipe Santos Costa, que acompanhou de perto a campanha das diretas, apresenta um trabalho sobre o que podemos esperar do novo PSD a partir de segunda-feira.
"A disputa segue dentro de momentos. PSD já se posiciona para 2020. Há vários pré-candidatos à sucessão de Rio ou Santana".
O trabalho mostra bem o que aguarda o novo líder. Um partido longe de estar pacificado, Um Governo em alta nas sondagens e a beneficiar do clima económico. Um CDS a afirmar-se com a liderança de Assunção Cristas. Um verdadeiro caminho das pedras para Rio ou Santana.

O trabalho inclui outros textos, como "Diretor de campanha de Rio com militantes-fantasma no seu concelho" ou "líder da bancada na corda bamba".

A Justiça é um prato forte da edição. Com o caso Manuel Vicente e a novela da continuidade ou não da Procuradora Geral.
-"Marcelo avisa o Governo: em outubro escolho eu:PR acha um erro empurrar Marques Vidal e mandou calar o Executivo"
-Governo não recua e a intenção é mesmo não reconduzir a Procuradora num novo mandato
-Contamos ainda as várias décadas de percurso paralelo de duas das protagonistas deste caso, Francisca Van Dunem e Joana Marques Vidal.

-MP assume que não confia na Justiça angolana. Envio de processo de Vicente para Angola não permitiria “a boa administração da Justiça” porque aquele país não daria “prosseguimento ao processo”.
-De Angola, os sinais também não são animadores: "Luanda desafia Lisboa a denunciar acordo judiciário". Luanda acusa o MP português de “má fé” e de fazer tábua rasa dos tratados internacionais que ligam os dois países.
-Por cá, o Governo afirma-se “muitíssimo preocupado”. "Estou muitíssimo preocupado, porque há aqui um ‘irritante’ que afeta o relacionamento bilateral, com a agravante de que a solução não depende do Governo português”, disse ao Expresso o ministro dos Negócios Estrangeiros, a propósito das declarações do Presidente angolano sobre o processo a decorrer na Justiça portuguesa sobre Manuel Vicente, o ex-vice-presidente do país.

Mutualista continua a usar balcões e marca do banco para se financiar
A Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) insiste em vender os seus produtos preferencialmente aos balcões da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) sem uma clara distinção de que não se trata de um produto bancário. Nos primeiros dias de janeiro está a lançar o produto Montepio Capital Certo apelando à aplicação de poupanças e prometendo garantia de capital e retornos elevados. As palavras usadas não deixam margem para dúvidas: “Aplique as suas poupanças de uma única vez e descanse” ou “o seu dinheiro estará protegido em mais de 100%”. O assunto ganha destaque, pois o Banco de Portugal (BdP) exige uma clara distinção entre estes produtos e os do banco, o que antes não era feito.

Entrevista a Fernando Pinto, Presidente-executivo da TAP, que está de saída ao fim de 17 anos no cargo
“Se a TAP não fosse privatizada no final de 2015, fechava”
A saída de Fernando Pinto já era esperada mas a confirmação oficial só chegou na quinta-feira. O gestor, que entrou na TAP a 26 de outubro de 2000 com a missão de privatizar a companhia aérea, vai ser substituído no dia 31 de janeiro, em assembleia-geral, por Antonoaldo Neves. Numa mensagem enviada aos trabalhadores, recordou “15 anos de sobrevivência” — sobrevivência “à falta absoluta de capital, às imensas flutuações cambiais, à reestruturação da frota e por fim à chegada das low cost”. E analisou os dois desde a privatização — “a meta que tinha imposto a mim e à minha equipa”. Ao Expresso, pormenoriza os desafios que a empresa — “hoje três vezes maior” do que em 2000 — enfrentou e a rota de crescimento que acredita que a empresa tem agora pela frente. Por isso sai com a sensação de missão cumprida.

Entrevista a Sérgio Godinho: "Tento não perder o que há de essencial na vida, porque é fácil facilitar”
Na vida é fácil facilitar, diz Sérgio Godinho, e a verdade é que ele faz tudo por não facilitar, por não se deixar ir, por não corresponder apenas às expectativas dos outros, que dele esperam isto ou aquilo. Seria fácil, de facto, e seguro, aos 72 anos, ainda mais com a fama que tem. É impossível, no entanto, imaginá-lo nessa situação. Basta atender às letras das canções que escreveu ao longo de mais de 45 anos de carreira, que juntas, por certo, dariam não só um livro sobre a arte e a dificuldade de viver como outro sobre a forma de ser português. Sérgio Godinho é um homem múltiplo, com várias vidas, atento à própria vida, à vida dos outros, que tantas vezes transporta para dentro das suas criações. No ano passado editou um romance. Tem outro pronto a lançar e projetos para continuar a escrever. Dar, por isso, nota de que passaram sete anos entre um disco de originais e outro não quererá dizer nada. Porque no meio não houve um vazio. Houve um livro de crónicas, “Caríssimas Canções”, que subiu a palco; um espetáculo, “Liberdade, ao vivo”; a feliz reunião com Jorge Palma, no palco e em disco (“Juntos”); um livro de contos, “Vida Dupla”; e o seu primeiro romance, “Coração mais que Perfeito”. E foi por isso que, nestes sete anos, voltámos frequentemente à sala de estar dele. Desta vez fazemo-lo com os olhos no retrovisor e num novo disco de originais, a que chamou “Nação Valente” e que sai dia 26. Pelo título já se percebe que Portugal não lhe escapou. Como nunca lhe escapa. Dir-se-ia, aliás, que é tão forte como os amores, “essas facas de dois gumes”.

O arquivo infinito de Pacheco Pereira
A Ephemera, biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira, já não se circunscreve à Marmeleira. Depois de abrir um local de recolha e trabalho em Lisboa, o político conquistou mais um espaço no Barreiro. Viagem a uma biblioteca que não para de se expandir

Depois disto, é ir às bancas e comprar a sua edição do jornal. Porque há o que aqui lhe mostrei e muito mais. Ou então assine o Expresso na versão digital.
Bom fim de semana

Partilhe esta edição