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POR Martim Silva Diretor-Executivo
18 de Março de 2017

Nove temas para ler no Expresso desta semana. De Sócrates ao Montepio e a Tostão, passando pelo Especial Moda

Bom dia,
começo esta carta aos nossos leitores por lembrar que hoje com a compra da edição semanal do Expresso tem direito, grátis, a um mapa de estradas atualizado do nosso país. Sim, eu sei, hoje em dia já muitos de nós usam o GPS quando se deslocam. Eu também o faço, mas continuo a usar o mapa tradicional, nomeadamente para distâncias maiores. Aqui, como noutros exemplos, o digital e o papel podem bem viver em conjunto.

Vamos ao Expresso.

O caso Sócrates e as confusões no Montepio continuaram a ser temas fortes esta semana, e na edição semanal voltamos a fazer manchete do primeiro caderno e do caderno de economia com estes assuntos. Sobre a Operação Marquês, o Rui Gustavo e o Micael Pereira esmiuçam o que se passou nos últimos dias, o significado do adiamento do prazo de conclusão da investigação por três meses, os novos crimes de que o antigo primeiro-ministro é suspeito e ainda o clima de algum mal-estar entre os investigadores e a Procuradora-Geral da República.

Quem se mostra muito crítico do funcionamento da nossa justiça, e também do jornalismo sobre justiça que é feito, é Miguel Sousa Tavares, que na sua habitual página de opinião afirma que “os julgamento fazem-se nos tribunais. Não se fazem nem nos jornais nem em ajuntamentos de rua”.

Quanto ao Montepio, revelamos que o Banco de Portugal está a analisar uma operação realizada para maquilhar as contas da instituição. Sim, é verdade, voltamos às notícias pouco animadoras sobre bancos em Portugal.


António Vitorino é uma das nossas entrevistas da semana e a conversa não podia deixar de abordar assuntos como as recentes eleições holandesas e os seus reflexos para o futuro da Europa. O socialista e antigo comissário europeu considera que era “difícil pedir melhor na Holanda” e que o teste foi superado, lembrando por exemplo que além da extrema-direita não ter chegado ao poder, o partido que mais subiu foram os Verdes. E agora? “Face à atual situação, o debate que temos de ter nas sociedades europeias é sobre segurança e defesa”. Vitorino olha ainda para a verdadeira quadratura do círculo feita em Portugal, com o partido do governo a ser apoiado por forças políticas com posições opostas face à União Europeia, considerando que o executivo de Costa “tem tido a habilidade de se desentalar”.

Ainda sobre as eleições na Holanda, destaco dois textos, o do escritor Rentes de Carvalho (que vive na Holanda e que no início da semana tinha anunciado um surpreendente voto em Geert Wilders) e o de Miguel Monjardino. O primeiro afirma que “o próximo governo de Rutte será obrigado a seguir uma política de imigração realista”. Já Monjardino afirma, de forma curiosa, que “a consciência histórica também nos diz que a nossa atual fixação em líderes políticos como Donald Trump, Xi Jinping, Vladimir Putin ou Recep Erdogan é enganadora. O que une todos estes líderes é o seu oportunismo político ao nível emocional”.


A chegar às bancas está o segundo volume da biografia de Jorge Sampaio, que vai de 1989, quando avança com uma surpreendente candidatura à câmara de Lisboa (era também líder do PS), até ao fim do segundo mandato presidencial em Belém, em 2006. Pelo meio, muito e muito intenso se passou: a vitória em Lisboa, a luta pelo PS com Guterres, os mandatos na Câmara, a candidatura presidencial e a vitória contra Cavaco, Timor, Kosovo, o pântano de Guterres, a Cimeira das Lajes, Casa Pia, Durão Barroso ir para a Comissão Europeia, o governo de Santana.
Pela mão do jornalista do Expresso José Pedro Castanheira, que ao longo de anos entrevistou mais de 100 protagonistas para esta obra de fôlego com mais de mil páginas, assistimos à vida política de um homem que aparece quase como um oposto do retrato que Cavaco faz de si próprio nas suas memórias políticas autobiográficas: Sampaio hesita, engana-se, tem dúvidas, fúrias, cóleras, emociona-se.
Nos últimos dias depois das primeiras notícias sobre o livro surgirem, já uma polémica com Santana Lopes surgiu. Sampaio mostra como ele próprio e o país já estavam “fartos” em 2004 do seu governo. Mas o social-democrata já reagiu, de forma violenta (e as suas declarações também podem ser lidas no Expresso de hoje.

Agora que se aproxima a visita do Papa Francisco a Fátima (já faltam menos de dois meses e o Expresso está a preparar um conjunto alargado de reportagens e textos de fôlego para as próximas edições), a propósito dos cem anos das aparições dos pastorinhos, esta notícia é bem curiosa: um conjunto de chefes de Estado estrangeiros, com visitas previstas a Portugal este ano, quiseram aproveitar a vinda do Papa para realizar a deslocação a Portugal nessa altura. O que obrigou a um jogo político por parte de Marcelo para conseguir encaixar todas as peças direitinhas.

Esta semana, o Tribunal Europeu de Justiça decidiu dar cobertura às entidades patronais que pretendam impedir o uso de véu islâmico nos locais de trabalho. Sobre o tema, que é claramente matéria de muito e intenso debate e reflexão, fomos olhar para o que se passa em Portugal, num texto do Hugo Franco e Joana Pereira Bastos intitulado “Lisboa antecipou proibição da UE”. Além disso, a Cristina Peres ajuda a fazer o enquadramento internacional e a Sofia Miguel Rosa apresenta uma infografia que permite, por exemplo, perceber as diferenças entre o Niqab, o Chador, a Burqa e o Khimar.


Os amantes do futebol, e da sua história, suspiram sempre que se fala do nome de Tostão, um dos maiores jogadores do Brasil e membro daquela que terá sido provavelmente a melhor seleção de sempre, o Brasil de 1970 de Pelé. Pois Tostão, que abandonou a carreira de futebolista muito cedo devido a uma lesão num olho, trocou a bola pela medicina e há pouco lançou umas memórias. Nós fomos entrevistá-lo. Leia a conversa que tem como título “Cristiano é o melhor finalizador de sempre”.

Na Revista desta semana, temos uma reportagem sobre bibliotecas de escritores (como organizam os livros aqueles que de mais perto vivem com os livros e os escrevem?), com imagens bem curiosas. Mas o grande destaque da edição é para a moda. Olhamos para os novos valores que surgiram e estão a dar cartas. Como Gigi Hadid, que passou de estrela de reality show e das redes sociais a uma das modelos mais bem pagas e mais requisitadas do planeta. Como Olivier Rousteing, que pegou numa pequena casa de luxo francesa e fez dela uma das preferidas das celebridades. E como Chiara Ferrragni, que transformou um blogue de moda num verdadeiro império digital.

Tenha um grande fim de semana, aproveite que o tempo está a melhorar, e boas leituras.