A ressonância magnética é uma técnica da medicina para diagnosticar tumores, problemas cerebrais ou imperfeições da boca ou permite até a investigadores estudar como reage o cérebro em determinadas doenças. Mas esta técnica está também a ser usada no Neuromarketing para perceber a reacção do cérebro à publicidade.
Com esta tecnologia "consegue-se aliar a tecnologia do marketing e perceber melhor o comportamento do consumidor, nomeadamente a parte emocional avaliando os níveis de atenção, de memória e de emoção, portanto damos uma nova visão dos processos inconscientes do consumidor, vai mais além daquilo que estávamos habituados a ter como informação." Garante Rui Ribeiro da QSP Consultoria de Marketing.
O electroencefalograma, que normalmente ajuda a fazer o diagnóstico de doenças como a epilepsia ou até de morte cerebral, é outra técnica usada pelo Neuromarketing. Uma touca com 24 sensores analisa o comportamento e as reacções emocionais do consumidor perante uma situação real. E com a ajuda de uma tecnologia já usada pela publicidade - o Eyetracking - que permite monitorizar o olhar das pessoas em tempo real, estas técnicas dão informações extremamente valiosas e permitem desenvolver estratégias de marketing ainda mais irresistíveis para o consumidor.
A loja dentro de casa
Para Diogo Anahory, da agência BAR, "a tendência é de facto estar a ver um programa e de repente ver uns ténis engraçados e ter acesso imediatamente à compra e isso é a loja dentro de casa, que eu acho que é o sonho de qualquer anunciante e o sonho de qualquer consumidor."
Esta tendência tem também a ver com o que se prevê ser o futuro da televisão numa convergência com a internet, onde o consumidor pode interagir em tempo real com o que está a acontecer naquele preciso momento, e partilhar com outros a experiência - à semelhança do que se faz nas redes sociais. E é nestas redes que já se assiste a uma mudança de comportamentos.
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| BAR: a agência de publicidade da moda |
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Era da interactividade social
Numa era de interactividade social onde a tecnologia vai ditando os suportes publicitários surgem também projectos para, literalmente, despertar ainda mais os sentidos ao consumidor. É o caso do
marketing olfactivo que vai abrir as portas da publicidade a uma nova dimensão. Este novo conceito usa "
máquinas que difundem a fragrância, que transformam um líquido em nanopartículas, que são mais leves que o próprio ar e depois andam suspensas muito mais tempo do que um ambientador normal", esclarece Daniel Vilaça, da AirQuality.
Este novo conceito pretende que se identifique uma marca pelo cheiro ao criar uma
identidade olfactiva para empresas e produtos. Um mercado que gere milhões parece estar a adaptar-se à constante evolução da tecnologia aproveitando-a para criar uma espécie de Big-Brother que vigia constantemente as pulsões dos consumidores e muito mais importante do que isso, consegue
induzir impulsos de compra de uma forma cada vez mais eficaz.
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