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Neoliberalismo de Estado

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Diz-se que um liberal, neoliberal ou ultraliberal - escolham eles o nome que entenderem, que as minudências semânticas não são para aqui chamadas - acredita que um Estado magro, com funções mínimas e que cobre poucos impostos é aquele que permite que a sociedade respire e floresça. Diz-se que um social-democrata acredita que o mercado à solta é não só socialmente injusto como economicamente irracional e que o Estado deve cobrar impostos para redistribuir a riqueza e garantir o essencial para uma vida digna para todos. Para uns o Estado pede pouco e oferece pouco. Para outros o Estado pede mais e oferece mais.

Cada um de nós terá o seu ponto de vista. Uns acreditarão que foi o Estado Providência que garantiu meio século de paz social e prosperidade à Europa. Outros acreditarão que ele foi responsável pela sua decadência. Uns, que o engordar permanente dos Estado Social chegou ao seu limite e mostrou-se inviável. Outros, que a desregulação dos mercados financeiros e a redução de um forte papel regulador do Estado, nos anos 80 e 90, levou ao caos financeiro que está agora a ser pago pelos cofres públicos.

Cada uma destas narrativas corresponderá um programa político. A ideologia é isso mesmo: leituras da realidade a que correspondem soluções políticas coerentes com essas leituras. Mas temos, em Portugal, como no resto do mundo ocidental, uma nova corrente ideológica. Uma espécie de neoliberalismo de Estado. Nele, o Estado Providência sobrevive, mas muda os seus destinatários. Em vez de ter como função garantir a segurança social de toda a comunidade, tem como objetivo ser um seguro contra todos os riscos para os especuladores financeiros. Este Novo Estado Providência mantém as suas funções redistributivas. Mas ao contrário: cobra impostos ao trabalho - presa fácil, encurralada que está no espaço das Nações - para os entregar a quem tem o poder de usar a chantagem da deslocalização ou dos juros para sacar tudo dos potes públicos de vários Estados em competição.

Assim, em vez do velho debate entre Estado Providência e Estado mínimo, aquilo a que assistimos é a uma síntese: o Estado cobrador. Cobra impostos altos aos cidadãos e não lhes devolve coisa nenhuma.

Não foram apenas os social-democratas que foram derrotados, mas também os poucos liberais que ingenuamente acreditavam nas suas próprias fábulas, ignorando que o capitalismo sem rédeas é um déspota tão perigoso como um Estado sem lei. A ganância, que eles julgavam ser virtuosa, não dispensa os instrumentos dos Estados no derradeiro assalto. São os próprios Estados, acossados pelos especuladores, que participam na rapina que estes promovem. E, assim, temos o Estado mínimo no centro de saúde, na escola ou no centro de emprego, e o Estado máximo na repartição de finanças e, quando a indignação for já incontrolável, na esquadra de polícia. Não há, por essa Europa fora, governos liberais ou social-democratas. Há apenas, neste momento, cúmplices de um assalto.


Opinião


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Sócrates levou Portugal á pré- falência
Em eleições o Povo derrotou Sócrates,Louçã e Alegre.Elegeu uma nova politica,um novo Governo,Passos Coelho e Cavaco Silva.
A nova politica está a fazer o que lhe compete: tirar Portugal do buraco,cortar na bandalheira instalada e construir um rumo.
Tirar o "navio" do lodaçal em que o PS o deixou e trazê-lo para águas limpas.Assim será, só que não é como um "clik",de um dia para o outro. Há muitas "forças" instaladas e vai levar tempo a expulsa-las da "engrenagem".
Cabe ao Governo fazer a sua politica e não aquela do PS que,como se viu, levou o País ao desastre.
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Sócrates deixou os cofres vazios
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
: Sócrates deixou 2 milhões de pobres
Re: : Sócrates deixou 2 milhões de pobres
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Seis anos de Sócrates á vista:O País no zero
Re: Seis anos de Sócrates á vista:O País no zero
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Re: Sócrates.grupo Lena,Sá Couto,Mota e Cpa
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Re: Sócrates levou Portugal á pré- falência
Ño foi pré...foi mesmo uma Universidade falência..
Os cidadãos sabem-no; os políticos, não
O Estado Social nasceu como uma resposta ao avanço do comunismo. Apostou-se no bem estar dos cidadãos e na justiça social para serenar os ímpetos revolucionários. Apesar de tudo tratou-se de um avanço civilizacional.

Será coincidência que o definhar do Estado Social coincida com a implosão do comunismo? Ou será que não é coincidência nenhuma...

Fala-se do Estado Social incomportável, mas toda a gente esquece que os políticos dos últimos 20 anos ofereceram as galinhas-dos-ovos-de-ouro ao capital. EDP, GALP, PT, REN -- autênticos monopólios gentilmente cedidos a quem acenasse com uns escudos. Não, não, não se liberalizou esses mercados! entregou-se serviços essenciais a quem não tem obrigação de se preocupar com o bem comum!

Agora estamos na fase do capitalismo global, que foge para onde não há impostos e para onde não há direitos no trabalho. E todos nós sabemos que como está não serve. Todos sabemos que os povos só podem ser espezinhados até um certo ponto. E é curioso como os nossos políticos ELEITOS aceitam tudo isto com a fatalidade das calamidades naturais...
Re: Os cidadãos sabem-no; os políticos, não
Re: Os cidadãos sabem-no; os políticos, não
Re: Os cidadãos sabem-no; os políticos, não
Uma nova Era
No ponto de vista de Daniel Oliveira o Estado tem que ser grande, tem que assegurar tudo aos cidadãos, tem que ter um grande protagonismo na Economia e tem que cobrar imposto de modo a redistribuir pelos menos afortunados.

Eu discordo de Daniel Oliveira, não quero uma solução de Estado mínimo ou máximo , o Estado tem que regular o mercado e criar as condições para que este funcione normalmente, para além disso o Estado tem que assegurar apoios a quem realmente necessite. Hoje é evidente que muitas funções que o Estado presta não tem qualquer viabilidade financeira, a Economia Portuguesa não consegue gerar riqueza para tal sendo que hoje já nos encontramos numa situação insustentável.

O que mais intriga em pessoas como Daniel Oliveira é não conseguirem perceber que o mundo mudou nos últimos 10 a 15 anos, a Economia Mundial integrou novos players como a China, Índia, Brasil, Rússia,etc. Isto veio a mudar radicalmente o equilíbrio de forças na Economia mundial, hoje assistimos a um desenvolvimento acelerado destes países e um declínio do Bloco Europeu e Norte Americano.

A globalização veio tornar a vida muito difícil aos países desenvolvidos, é impossível competir dada a desigualdade de direitos que existe e o crescente numero de desempregados começa a ser insuportável para os países desenvolvidos. A solução deste problema é aproximar os modelos sociais de todos os blocos económicos, mas tal será muito difícil de concretizar!!!

Oh sotôr, posso ir fazer xixi?
Leio e regressam as memórias de infância: de olhos esbugalhados, escutava com admiração - por tanta sapiência - a prelecção professoral.

E o que nos diz DO, na nova faceta de educador da classe operária?

Que a falência dos Estados é coisa recente. Que nada do género aconteceu, até Colombo pôr os pés nas terras do grande Satã. Só depois floresceram capitalistas selvagens e os célebres liberais: fauna apologista do “tudo-à-balda”.

  E ainda “pior que um Estado sem lei” – pensava eu que na concepção de Estado, era implícito haver lei. Bem, mas o sotôr é que sabe. Deve ser coisa da “semântica ideológica”

Mas quando li: “A ideologia é isso mesmo: leituras da realidade a que correspondem soluções políticas coerentes com essas leituras”… pensei: mas o sotôr tem toda a razão, pois todas as especulações ideológicas devem partir de um ponto comum: a REALIDADE

E a REALIDADE é que estamos sem pilim. Circunstância em que a esquerda redistributiva se vê à rasca para governar: é que não há nada para distribuir. Assim, nada melhor que seja a direita a governar, para a esquerda poder criticar. Tal como o aristocrata falido que entende manter as aparências, ou o oficial que manda os soldados disparar mesmo tendo acabado as munições

E na Europa, o Estado social e a paz foram possíveis porque houve (sempre) crescimento económico e o chapéu-de-chuva militar dos USA. É verdade: os Estados poupavam na defesa, porque tinham um amigo matulão de meter medo.
(2) Oh sotôr, posso ir fazer xixi?
Re: (2) Oh sotôr, posso ir fazer xixi?
Cronica interessante
Gostei do texto de hoje.Apresenta, de uma forma simples, as grandes linhas ideológicas. Claro que cada uma das opções tem graus de implementação variáveis, mas a base do pensamento está bem definido.
Que o capitalismo não pode ser deixado à solta já se sabia e os sistemas híbridos (social-democracia) sempre tiveram isso em conta, aplicando a fiscalidade para serenar os ânimos.
Mas o capitalismo é poderoso e apostou na compra e manipulação dos políticos, obtendo leis que os favorecem e levando a exploração e a ganância a níveis nunca vistos.
Não é um fenómeno nacional, começou nos USA com Reagan e Bush e tem contaminado tudo.
Alguém tinha visto empresas tipo EDP e Telecom a pagarem essas barbaridades de ordenados a admnistradores, antes desta onda de rapinagem total ?
Normalmente a chefe ganhava 5 a 10 vezes mais que o empregado médio,hoje ganha 100.
Isto repetido por milhares de grandes empresas , Bancos, etc por esse mundo fora. Foi uma nova classe de ladrões que sugam as sociedades, sendo sempre o mais débil a pagar.
Neoliberalismo de Estado
Depois da queda do muro de Berlim o Mundo nunca mais foi o mesmo. O capitalismo deitou a unhas de fora, pois ficou à vontade. Aliás lembro quando tal aconteceu um artigo do Expresso que dizia mais ou menos o seguinte:- "Agora é que os trabalhadores vão ficar a saber como é o capitalismo. Quer se queira quer não muitas das regalias conseguidas devem-se ao medo do comunismo." Karl Markes previu que o capitalismo se ia comer a ele próprio. Pessoalmente duvidei sempre um pouco dessa teoria, mas hoje vendo o que se está a passar no Mundo, não tenho duvidas que o capitalismo vai acabar mais dia menos dia, no mínimo tal como o temos conhecido até aqui. Deu-se muito mal com o desaparecimento do seu velho rival. Parece que não consegue viver sem ele. Parece aquele casal que anda sempre a discutir, mas ao morrer o primeiro o outro vai a seguir. O Mundo mudou continua a mudar e há muita gente que não quer ver nem quer aceitar. Há uns tempos seria impensável a Primavera Árabe, mas também desacatos provocados por crianças de 10 e 11 anos. As comunicações vão ter um papel crucial na sociedade e nas suas mudanças.
Sócrates é o espelho da falência do País
Re: Sócrates é o espelho da falência do País
Re: Neoliberalismo de Estado
Re: Neoliberalismo de Estado
DO
Já sabe que em certas democracias os políticos aproveitam as oportunidades que se lhes apresentam e os derivados implementam o roubo repartido pelas elites.
yes prime minister
Parte de um episodio da serie da BBC "Yes Prime Minister" que deu nos anos 80 e mostra como os politicos e as suas tecnicas continuam iguais, nomeadamente no que toca a control da opiniao publica e resgate de bancos. Acho que esta serie e' a biblia dos Politicos. video: youtube.com/watch?v=5gcA3_k-4eE
Pois é, os escalões mais altos pagam mais
Há muita gente que tem a boca cheia de Estado social, mas quando chega a altura de ajudar a pagar esse Estado social nomeadamente através de impostos, assobia para o lado e diz que o governo é ladrão. O aumento de impostos nos escalões mais altos está a provocar mossa naqueles que acham que os outros é que devem pagar.
Re: Pois é, os escalões mais altos pagam mais
Solução
Se o Estado expropriasse - expropriar, não é nacionalizar - as empresas e bens de todos aqueles que deliberadamente deslocalizassem as suas empresas, ou as suas sedes, para fugir ao fisco, e as entregassem aos trabalhadores dessas empresas para eles continuarem a sua actividade, talvez acabasse esta pouca vergonha.
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
Re: Solução
ideológico é este artigo
a ideologia é uma forma simplista de ler a realidade e orientar a vida política. a ideologia não gosta de meias tintas e de complexidade. o artigo do Daniel faz o mesmo. a título de exemplo há maior inimigo do liberalismo político do que o neoliberalismo (económico)?
Mais uma mentira!
Quem inventou a segurança social e por conseguinte o estado social/paternalista? Bismarck!!!

O estado que vá redistribuir a riqueza que criar. O socialismo tentou apropriar-se dos meios de produção, mas chegou à conclusão que a produção baixava. Depois apropriou-se dos frutos da produção e estamos onde estamos agora. A moral morreu. Sustenta-se uma máquina burocrática que serve para roubar o fruto do nosso trabalho e dar aos indigentes. Ajuda é uma coisa. Isto é apenas criar dependentes de rendas. Socialismo não funciona, ponto final.
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