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Nenhum sindicato ou partido se apoderou da manifestação

Oiça o comentário áudio de Jorge Araújo, editor do caderno Atual do Expresso, que esteve presente na manifestação. Clique para visitar o dossiê Geração à Rasca
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Opinião


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Retrato político de um país livre

Traçámos um mapa partindo dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 e dos resultados das últimas eleições legislativas em 2011. O que mudou ao longo desse tempo? Como é que cada concelho votou em 1975 e em 2011? E como evoluiu a abstenção? Clicando sobre o ano e depois sobre os concelhos, no mapa ou no filtro, surgem as respostas.

Quase ninguém ficou em casa

Foi num 25 de Abril como o deste sábado, mas há 40 anos e numa liberdade então recentemente tomada: a 25 de Abril de 1975, Portugal testemunhou as primeiras eleições livres e universais após quase meio século de ditadura. Estas são as histórias, os retratos, os apelos e as memórias de um tempo que mudou o rosto do país.

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

26 mil esferográficas, 14 mil urnas e 760 quilos de lacre. Os números de uma eleição histórica

Mais de mil caixas de lacre foram usadas pelas secções de voto que por todo o país, no dia 25 de abril de 1975, recolheram os boletins de milhões de eleitores. O Expresso percorreu os quatro mapas de despesas das eleições para a Assembleia Constituinte, elaborados pelo STAP, para saber quanto dinheiro esteve envolvido, onde e como foi gasto. Cada valor em escudos foi convertido para euros a preços correntes, tendo em conta a inflação. 

Todas as ilhas têm a sua nuvem

Raul Brandão chamou-lhe 'A Ilha Branca'. Como viajante digo que tem um verde diferente das outras oito que com ela formam o arquipélago dos Açores. É tenra, mansa, repousante e simultaneamente desafiante. Esconde segredos como a lenda da Maria Encantada e um vulcão florestado a meio do século passado que nos transporta para uma dimensão sulfurosa e mágica. Obrigatória para projetos de férias de natureza.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.


Comentários 8 Comentar
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Eles queriam, mas tiveram medo!!!
Quer o PC quer os Sindicatos, sabiam que o tiro podia sair-lhes pela culatra.
É que eles são também responsáveis pela política que temos.
O PC recusa qualquer mudança...
Os Sindicatos o que querem é ter motivos para greves...
As gerações, pós 25 de Abril, já o compreenderam.
A actual geração, à procura de emprego, sabe que os políticos são oportunistas e não irão largar o poder facilmente. Isso representava para eles, terem que trabalhar.
Para esses boys, é muito mais fácil amarrar-se ao partido, porque sabem que enquanto este esquema se mantiver, eles têm o "tacho" assegurado...
Os jovens à procura de emprego estão tramados, porque foram habituaram pelos pais, a terem tudo facilmente, e agora, como cabe a eles terem responsabilidades, não sabem o que fazer!

Re: Eles queriam, mas tiveram medo!!!
Re: Eles queriam, mas tiveram medo!!!
Re: Eles queriam, mas tiveram medo!!!
Não terem sido manipulados...
foi uma grande vitória.
Assim, sim!
As pessoas acreditam mesmo no Pai Natal..
Mas alguém acha mesmo que é possível fazer manifestações destas, em 11 locais diferentes e em simultâneo, sem uma ou várias organizações por detrás delas?
A logística destes eventos é enorme e é por isso que não pode existir lugar a atitudes espontâneas.
Como é que espontâneos conseguem entrevistas em jornais, como o Expresso, ou nas televisões (onde foram sendo divulgados os apoios sempre espontâneos claro)?
Se calhar contactos discretos com a JSD (como noticiou um jornal) ajudaram e por isso é que apareceram apoios, não de organizações partidárias, mas por exemplo da Eclesia (próxima do PSD e das misericórdias).
Que vão existir eleições é um dado adquirido.
Só é preciso cansar os eleitores do PS para que não se corra o risco de eles poderem retirar a maioria absoluta ao PSD (que é o que se passa neste momento).
Por outro lado é preciso que eles não governem e que só façam o trabalho sujo das medidas impopulares de destruição de regalias (muitas delas implementadas pelo PS) para que o país não se esqueça deles.
O problema é que, com o nível de dívida acumulada que temos nem à esquerda, nem à direita há espaço de manobra para ser diferente porque os credores não deixam.
As 365 medidas que o PSD colocou em livro, caso sejam aplicadas, vão fazer dos tipos do PS autênticos escuteiros.
E quanto a responsabilidades partidárias sobre o estado do país recomendo a leitura do livro "O estado a que o estado chegou" onde se vê que não há inocentes nesta história!
Que fazer?

O diagnóstico está feito há muito e, salvo as hipocrisias, pouca volta há a dar. Ou seja, a ‘crise’ veio para ficar por longo tempo (anos?) e durante todo esse tempo (que venha o mais pintado!) há que apertar o cinto. Certas mordomias serão, tendencialmente, eliminadas, E tudo, mas mesmo tudo do lado do trabalho, será mais difícil.
Que venha a terreiro o ruralista de Boliqueime com umas balelas avulso só para justificar o ordenado já que na reforma não se mexe, que venha o Paulinho mais o seu chapéu de manif apelar demagogicamente pelos velhinhos, que venha ainda o líder de conveniência deste PPD requentado mandar uns bitaites sem qualquer sustentação ou convicção; o resultado final é TRETA! Como treta são as atoardas bombásticas quer do líder bloquista ou do seu parceiro pêcêpista, estranhamente irmanados (Ah o que dirão os patronos Trotsky e Stalin!) na luta economicista e avessos que baste à democracia pluralista.
E o Povo Pá?
  - O nosso Povo letrado, os nossos muitos filhos da ‘crise’ ( os desempregados e os mal pagos) os potenciais afilhados dessa ‘crise’ que vai perdurar, e todos aqueles que vêem o horizonte sombrio e a quem não lhes é permitida qualquer certeza, desorientados por todo o espectro político, convergiram na net, procurando uma saída.
E foi uma entrada de leão, o que fará com que muitos sabujos sigam na mira de arrecadar alguns réditos do sucesso.
E agora, como lidar com esta inesperada quimera que saiu na rifa? Como diria o outro: ?QUE FAZER?
Re: Nenhum sindicato ou partido se apoderou da man
Muito bem| Presisamos de cidadãos que colaborem com ideias, sejam activos e que ajudem este movimento a crescer para se tornar uma alternativa credível para o país.

Exortamos toda a sociedade civil a juntarem-se a nós, porque está provado que a solução passa pela sociedade civil

Será que existe em Portugal uma sociedade com capacidades de enfrentar este desafio?
ou está tudo á espera que os actuais dirigentes partidários resolvam a situação em que nos meteram?
Talvez se tenha chegado a este estado, precisamente, pela falta de participação activa da sociedade na vida partidária. É que esta participação partidária acabava por funcionar como uma oposição dentro das proprias estruturas, não permitindo que se tivesse chegado a este estado. Mas a população preferiu assobiar para o lado, que alguem faça, que alguem se preocupe, que alguem proteste, que alguem vote, que eu não tenho tempo.

Pois chegamos aquele ponto em que temos que dizer basta, já chega.
está na hora de a população se inteirar e ajudar a resolver os problemas que nos afectam a todos.
Está na hora de participar activamente na vida politica portuguesa,
Não basta protestar, é preciso acção.

Ajuda a mudar este pais,
• Apoia esta causa:
• clique em www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6781

• www.movimentorenovacao.blogs.sapo.pt

O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corr.uptos, dos desonestos ou dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons". ...
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